Terça-feira, 05.12.17

Letras e livranças são uma chatice. Um dia um cliente entrou no escritório de  Advogado de Mário Soares e queria que este tratasse de uma cobrança de uma letra de 50 contos.

Ao fim de várias horas de ''chatice'', Soares teve vontade de lhe dizer ''tome lá os 50 contos e vá chatear outro''.

Isto acho que foi contado por Soares à Maria João Avillez e anda publicado num livro.

Entretanto .....hoje em dia na prática dos negócios letras & livranças são quase peças arqueológicas....

Mas sendo assim....parece que as empresas arqueológicas as usam....

E.....

Um cliente passou umas livranças à empresa arqueológica de Casais da Cacique, de quem eram gerentes....

 

O montante das livranças era de :

 

'' Livrança subscrita pela empresa (…), Lda., no valor de € 28.346,62 e com vencimento em 21.01.2015;
b) Livrança subscrita pela empresa (…), Lda., no valor de € 5.675,92 e com vencimento em 21.01.2015;
c) Livrança subscrita pela empresa (…), Lda., no valor de € 1.585,21 e com vencimento em 05.03.2015;
d) Livrança subscrita pela empresa (…), Lda., no valor de € 1.405,74 e com vencimento em 05.03.2015.''

 

O devedor não queria pagar, condenado em 1ª instância, apelou à Relação, sustentando várias coisas, entre elas que as livranças entregues estavam em branco....

 

Voltou a ser condenado. As razões jurídicas são demasiado técnicas. Leia-as aqui no douto acórdão da Relação de Évora.

mn   

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 25.09.17

Violentas críticas de Luís Raposo e José Morais Arnaud ao poeta Castro Mendes...



publicado por porabrantes às 21:01 | link do post | comentar

Segunda-feira, 28.08.17

 

 

luis_oosterbeek.gif

O Luiz Oosterbeek na sequência dos fogos catastróficos de 2003 escreveu ao Ministério da Cultura pedindo um subsidiozinho de parcos 23.500,00 €..

 

O que ó homem queria fazer????

 

Entre outras coisas alugar um helicóptero:

O documento a que tivemos acesso discrimina:

 

(....)'' aluguer de 1 helicóptero por um período de 8 horas. Foram consultadas diversas empresas, sendo o melhor preço apresentado pela OMNI (helicóptero Bell Jetranger, por 675,00 €/hora + IVA, ou seja, um total de 6.426,00 €);''(...)

Helicoptero-Www_actualidadcanarias_com_.jpg

 

Na história estava também metida a Filomena Gaspar

 

filomena gaspar miaa.jpg

Pretendiam andar a verificar lá do espaço aéreo o impacto dos fogos nos calhaus arqueológicos.

 

O documento a pedir a ma$$a ía dirigido ao Ministério da Cultura e era assinado pelo tipo, com o pomposo título de ''

parque.png

Entre os colaboradores estava ainda a Sara Cura (tinha de estar), etc e um tal Prof José Gomes.

 

gomes.png

Acontece que o Gomes (já falecido) não tinha nenhuma formação académica para ser tratado por Professor.

 

O documento dizia que havia neste concelho inúmeros sítios afectados pelo fogo e que precisavam duma intervenção rápida.

 

Face a isto pergunta-se

 

Onde é que foi parar o famoso Parque Arqueológico e Ambiental do Médio Tejo?

 

Que acções foram feitas neste concelho para preservar esses sítios?

 

Que eram:

 

Alqueidão

Atalaia

Berteal

Bicas

Caldeirão

Casa Branca

Casal do Bacharel, Oeste

Cemitério Velho

Crucifixo, Abrigo

Crucifixo, corte da estrada

Crucifixo, depósito de água I

Crucifixo, depósito de água II

Crucifixo, Olival

Crucifixo, Planalto

Relvinha Verde 1

Relvinha Verde 2

Relvinha Verde 3

Relvinha Verde 4

Rio de Moinhos

Tapada ou Buraco da Moura

 

Nada e andou a CMA a gastar uma fortuna na torre do MIAA e os sítios arqueológicos ao abandono... 

E ainda: têm sido sistematicamente plantados eucaliptos no Concelho. Onde estão os estudos de impacto arqueológico sobre esses locais, que já andam pelo 2.000 hectares em 2017?

 

E a pergunta: face ao impacto dos fogos de 2017, será preciso outra vez alugar um helicóptero prá  dr ª Filomena ter uma vista panorâmica?????

 

mn 

PS- Era Vereadora da Cultura a Dona Isilda Jana

agradecemos do Doutor .....X a cedência do documento

 



publicado por porabrantes às 19:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 28.06.17

 

alvaro baptista.jpg

O dr.Álvaro Baptista, o único arqueólogo abrantino que conhece o território do concelho como a palma da sua mão, desfaz o catálogo da  última exposição do celerado MIAA  num post arrasador

miaa 2017 simao 2.jpg

inauguração da coisa

 

 

O melhor texto de arqueologia e História abrantina em 2017.

 

(...)

COITADA DA ARQUEOLOGIA NO CONCELHO DE ABRANTES, QUE MERECIA MELHOR SORTE QUE A QUE TEM. LEMBREM-SE ARQUEOLOGIA É CIÊNCIA E NÃO FICÇÃO OU SEQUER POLÍTICA.

NUNCA ESPEREI EM 57 ANOS DE MINHA VIDA VER TANTA POBREZA, NEM INDIGNIDADE.

DIZEI-ME: PODEREI ACREDITAR NO QUE ARQUEÓLOGOS DO MIAA ME TRANSMITEM EM ARTIGOS, CATÁLOGOS OU REVISTAS? EU SEI O QUE PENSAR E VÓS O QUE PENSÁIS?(.....)

 

 

Álvaro Baptista

 

 

O Delfino que responda (se é capaz.....)

 

 

ma



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Sexta-feira, 23.06.17

O Doutor Davide Delfino deu na História Breve de Abrantes, na parte sobre Arqueologia pré-histórica, 6 ou 7 citações da sua profusa obra, mas esqueceu-se de ler este estudo importante sobre arqueologia pegacha.

O editor do ''breve'' opúsculo, é o Alves Jana, autor duma História do Pego, podia ter-lhe recordado, mas se calhar não conhecia.

Aqui fica a referência e uma foto dum ''calhau''  pegacho.

cahau pegacho.png

Os autores que estudaram a arqueologia pegacha e que não mereceram referência por parte desta gente são

núcleo.png

pego geo.png

Os autores referem que a descoberta da peça foi feita anteriormente a 1978 e estudaram in loco a estação e avisaram para a extraordinária riqueza da região em matéria paleolítica.

Alves Jana e a esposa, que foram Vereadores da Cultura não procederam à classificação e protecção da estação, como seria de esperar.

jana - copia.png

isilda ps.png

 

Já os conhecemos.

O estudo foi publicado em 1978, in

1978.png

 Devida vénia aos Autores pelos extractos publicados

mn

  



publicado por porabrantes às 10:59 | link do post | comentar

Sábado, 17.06.17

O Doutor Davide Delfino, autor da parte referente à Pré-História na História Breve de Abrantes, na bibliografia indica sete obras escritas por si próprio.

Assim, coitado, não teve tempo para citar Carlos Ribeiro, que em 1875 (!) escreveu sobre o assunto, numa comunicação à Academia de Ciências de Lisboa.

memórias.png

Era o Carlos Ribeiro um inepto? 

Carlos_Ribeiro_01.png

 Coitado, só descobriu e estudou os Concheiros de Muge.... e foi provavelmente o primeiro a fazer uma descrição duma peça arqueológica pré-histórica da região

19.png

19 2.png

Mostrada a peça, não resisto a contar, pela boca do eminente geólogo, o que fazia um cónego que tinha uma colecção arqueológica

20.png

mn 



publicado por porabrantes às 22:35 | link do post | comentar

Quinta-feira, 08.06.17
 
 Município de Tomar.
· 6 de junio a las 20:29 ·
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Município de Tomar ha añadido 3 fotos nuevas.
· 6 de junio a las 18:22 ·

Vestígios das termas romanas vão ser recuperados para observação através de cobertura envidraçada

O Município de Tomar vai proceder à instalação de uma cobertu...ra envidraçada dotada de iluminação interior com vista à preservação, dignificação e apresentação pública permanente dos vestígios arqueológicos das termas romanas, descobertos em 2004 aquando das obras do Pavilhão Municipal.

Face ao elevado interesse arqueológico do local, entendeu então a autarquia musealizar aqueles vestígios, com especial destaque para os bens conservados muros de alvenaria em pedra. Nesse sentido, foi construído um muro de suporte em betão envolvendo as estruturas no pressuposto de cobrir esta área com uma estrutura que permitisse visualizar as ruínas (primeira imagem).

A fim de preservar as estruturas arqueológicas dos efeitos das intempéries, foram as mesmas cobertas com manta de geotêxtil e areia, que se foram danificando com o tempo, expondo os muros, enquanto o local se transformou numa área de crescimento de ervas e depósito de lixos (segunda imagem), motivo que levou a Direção Geral do Património Cultural (DGPC) a solicitar ao Município o reforço da proteção das estruturas através da colocação de uma maior camada de areia.

A edilidade, porém, perante a perspectiva de que essa decisão implicaria, com elevada probabilidade, o “sepultar” para sempre destes importantes vestígios da antiga cidade romana, optou por instalar a cobertura, através de uma solução estudada em colaboração com o arqueólogo Carlos Batata, que fora responsável pela sua escavação. Chegou-se assim a esta proposta de cobertura envidraçada, constituída por vidro duplo laminado de 5+5 mm assente sobre estrutura de perfis metálicos devidamente tratados e pintados, e que foi aprovado pela DGPC (terceira imagem).

Esta estrutura terá iluminação interior, cujo estudo foi elaborado por uma empresa da especialidade, de forma a dar ao local o devido realce e valorização, permitindo a visualização permanente das ruínas e contribuindo para enriquecer a divulgação do importante património histórico e arqueológico do concelho.

Posteriormente, será feito um procedimento com vista à consolidação e musealização das estruturas existentes por técnicos devidamente credenciados.

A obra de cobertura das estruturas foi adjudicada à empresa Construções Líder Americano, Lda., pelo valor de 33.051,54€ mais IVA.

 

CM de Tomar

 

Em Abrantes nenhum vestígio arqueológico foi protegido assim, excepto os silos da Santa Casa...por iniciativa de Fernando Velez

mn

 



publicado por porabrantes às 12:06 | link do post | comentar

luis_dias_2.png

Em 19 de Maio de 2017, o Vereador da Cultura, dr.Luís Dias dizia ao Médio Tejo, que tinham sido encontrados importantes achados arqueológicos no Convento de S.Domingos, onde estão a decorrer obras, que já causaram uma infindável polémica.

Ainda há pouco, a CDU voltou a meter em causa a forma como a autarquia trata S.Domingos.

Face à descoberta de achados arqueológicos,  diz a própria legislação aprovada pela CMA, que se devem parar as obras.

Para investigar.

Diz o Plano de Urbanização de Abrantes:

''

Artigo 9.º

Sítios e achados arqueológicos

1 - É obrigatória a comunicação imediata à CMA e à tutela do património cultural a descoberta de vestígios e de indícios arqueológicos encontrados em domínio público ou privado.

2 - Nos casos descritos no n.º 1, eventuais trabalhos em curso são suspensos, ficando a sua prossecução dependente de aval da CMA e da tutela do património cultural que determinarão as medidas de salvaguarda a adotar.

3 - O tempo de duração efetivo da suspensão dá direito à prorrogação automática por igual prazo da execução da obra, para além de outras providências previstas na legislação em vigor, sendo que os trabalhos suspensos só podem ser retomados após parecer da entidade da tutela competente.''

No entanto, disse o Vereador ao Médio Tejo:  que os trabalhos '' nunca foram interrompidos'' ou seja não foram suspensos.

Ou seja a Câmara viola com descaramento as suas próprias normas, despreza o passado da Cidade e um monumento multissecular, tudo em prol do betão.

Já vimos um papelinho assinado pelo Vereador, que se vangloria de violar a Lei, seguindo a senda da cacique que deixou pintalgar S.Domingos, em que dizia que um tal Luís Oosterbeck, não fora responsável pelas desastrada escavação arqueológica inicial em S.Domingos.

Pois provaremos hoje que o Vereador no mínimo não estava informado do dossier.

Como provámos hoje que o Vereador (que esperamos  tenha a decência de não se recandidatar) é conivente com a violação do art 9º do PUA.....em prol do betão.

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 mn

 



publicado por porabrantes às 09:51 | link do post | comentar

Terça-feira, 16.05.17

Acaba de ser metido no youtube este filmezinho sobre o Castelo de Abrantes, da responsabilidade da Invasão Filmes.

Na escassa ficha técnica atribui-se a responsabilidade aos Doutores Davide Delfino e Gustavo Portocarrero, que estavam ligados ao projecto MIAA.

O filme tem a duração de 8, 03 minutos.

Diz-se que o Doutor Delfino esteve ligado ao MIAA, porque avisou o povo (agradecemos penhoradamente a informação) que cessou a ligação contratual que tinha com a CMA.   

delfino 2016.png

Seria bom que a edilidade esclarecesse isto, quais as razões porque o MIAA ficou sem este técnico.

O Doutor Delfino é autor na História Breve de Abrantes, da análise do período que vai desde a pré-história até à romanização.

Um dia destes discutiremos aqui a sua interpretação.

Agora só queremos dizer que no filme se mostra claramente a degradação do património abrantino, evidenciada na forma como peças de heráldica da cidade estão guardadas.   

No filme, o Doutor Delfino perde-se na tradução e lost in traduction diz que os romanos ''barbarizaram (sic) as conheiras''. Azares da língua lusa.

Os autores (a que se junta a drª Filomena Gaspar)  dizem que descobriram coisas importantes.

Acontece que o relatório da escavação de 2015 ainda está por entregar

relatório 2015.png

E um dos autores está em Itália a trabalhar.

Quando chegará o relatório?

mn

  

 



publicado por porabrantes às 09:54 | link do post | comentar

Sexta-feira, 03.03.17

As escavações na Quinta do Bom Sucesso feitas por ordem de Miguel Pais do Amaral, quando teve de fazer uma obra, são um exemplo para os proprietários abrantinos e para certos responsáveis de instituições públicas que fazem obras em lugares com potencialidade arqueológica e em monumentos, sem estudar primeiro o terreno.

 

mn

 



publicado por porabrantes às 20:54 | link do post | comentar

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