Segunda-feira, 19.06.17

ec candeias silva.png

Eis o Doutor Candeias Silva, garboso, segurando a obra . ''Foral concedido a Abrantes por D.Manuel I em 10 de Abril de 1518, edição diplomática de Eduardo Manuel Tavares Campos,''

eduardo campos 2.jpg

Tendo em conta que passou muito tempo a ocultar a obra do Eduardo....

cs campos.jpg

nome que não podia figurar por exemplo nesta bibliografia inserida no opúsculo ''Abrantes na Expansão Ultramarina'' .........teremos de comentar que segurar a obra do Eduardo será para ele um pesado fardo....

 

ma



publicado por porabrantes às 10:45 | link do post | comentar

Sexta-feira, 07.04.17

 

mw-768.jpg

Este número da Visão História é muito interessante e traz vários artigos do médico rossiense Manuel Valente Alves, docente de História da Medicina na Universidade de Lisboa

Assim:

''

PARA GRANDES MALES, GRANDES DESCOBERTAS

Aprender a ser médico

Da Escola Médica de Salerno até às modernas faculdades vai um longo percurso nem sempre linear. Por Manuel Valente Alves''

Conhecer o corpo por dentro

Os desenhos anatómicos de Leonardo da Vinci ou as descrições de Vesálio abriram o caminho ao raio X e às mais modernas técnicas de observação. Por Manuel Valente Alves

O direito à saúde

O Serviço Nacional de Saúde, criado em 1979, 
colocou Portugal entre os países mais desenvolvidos, mas a posterior globalização criou problemas 
para os quais é preciso encontrar respostas. Por Manuel Valente Alves

Egas Moniz, a escola portuguesa de angiografia

Médico, investigador, colecionador de arte, 
político e diplomata, o laureado com o Nobel da Medicina em 1949 foi um dos grande vultos portugueses do século XX. Por Manuel Valente Alves

 

Abel Salazar, a transversalidade das experiências

Autêntica ‘figura da Renascença’ no século XX português, foi mal compreendido no seu tempo
por indissociar a Ciência e as Humanidades. Por Manuel Valente Alves''

mn

devida vénia à Visão História para as expressões entre aspas 

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 11:16 | link do post | comentar

Sexta-feira, 24.03.17

Publica-se parte dumas de muitas fichas de Mestre Diogo Oleiro

 

Diogo oleiro.jpeg

dedicadas a preparar uma obra sobre História Militar de Abrantes, que nunca viu e luz, entre outras coisas devido à morte repentina do Autor,se bem nos lembramos por volta dum Dia de Natal

história militar abrantes.jpg

Este trabalho beneditino encontra-se na posse dum coleccionador abrantino que nos cedeu a imagem e a quem se agradece.

Devia escrever mais sobre isto, mas se as fichas se salvaram, foi porque houve gente preocupada em defender a memória de Abrantes e de Diogo Oleiro.

Sem ele não haveria quase História de Abrantes e História Militar de Abrantes.

ma .

Seria bom que a tropa se tivesse interessado por isto, mas andava a desfilar ao lado do caciquismo

 

foto:in Abrantes Cidade Florida



publicado por porabrantes às 16:57 | link do post | comentar

Sábado, 28.01.17

O blogue Tramagal, infelizmente ultimamente pouco activo, é uma boa página sobre esta freguesia e sobre a região.

Em Janeiro publicou um excelente post (autor TZ) onde se reproduz na íntegra esta publicação:

em desagravo tramagal

que relata uns alegados incidentes anti-clericais no Tramagal, nos anos 40.

 

Um bom trabalho para a História de Abrantes. O nosso obrigado.

 

ma



publicado por porabrantes às 13:43 | link do post | comentar

Terça-feira, 24.01.17

Se há um historiador que valha a pena ler para saber como era o Médio Tejo, na Idade Média, chama-se Manuel Sílvio Alves Conde

 

silvio.jpg

Devíamos ter metido aqui algumas críticas destrutivas à História Breve de Abrantes, mas temos estado ocupados a ler coisas destas:

 

 

 

Uma paisagem humanizada : o Médio Tejo nos finais da Idade Média - volume I      

 

 

 Tomar Medieval

 

''MANUEL SÍLVIO CONDE é Licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1982) e Mestre em História Medieval, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1988) e Doutorado em História, pela Universidade dos Açores (1997). Realizou estudos de pós-doutoramento na Universidade de Santiago de Compostela e fez provas de Agregação na Universidade Nova de Lisboa (2004).
Actualmente, é Professor Auxiliar com Agregação do Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais da Universidade dos Açores e Investigador Integrado do Instituto de Estudos Medievais (IEM-FCSH/UNL) do Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa e Investigador Associado do CITCEM da Universidade do Porto. Foi ainda director da Media aetas : revista de estudos medievais (1999-2005).
(less)''

 

devida vénia a Goodreads para a foto e a biografia do Professor

 

Para saber como foi a História medieval abrantina leiam o 1º livro citado.

 

ma 



publicado por porabrantes às 22:06 | link do post | comentar

Domingo, 22.01.17

Pelo seu interesse e actualidade voltamos a publicar um post de 2014

 

 

 

 
Álvaro Batista disse sobre O sapo da fonte na Segunda-feira, 31 de Março de 2014 às 17:05:

     

 

 

 

 

Boa tarde a todos
Respondendo a MN importa esclarecer antes de mais o seguinte:
-A construção da A23/ IP6 não dispunha de acompanhamento arqueológico. As intervenções em Quinta da Légua - Amoreira, Pedreira - Rio de Moinhos e Fonte do Sapo - Mouriscas deveram-se à então minha intervenção para a Amoreira junto do IPT de Tomar, Rio de Moinhos em relatório enviado ao IPPC e na Fonte do Sapo por minha indicação à Filomena Gaspar. Ora, quaisquer dos trabalhos feitos nas estações mencionadas foram feitas em cima da hora e nenhuma delas revelou extrema importância ao ponto de ser classificada e protegida. Se assim o fosse certamente o IPPC teria tomado medidas na altura. Importa aqui referir que no caso da Pedreira a necrópole ficou debaixo da estrada tapada com geotêxtil. Em qualquer dos casos julgo que não poderia ter feito melhor do que fiz em prol da defesa do património arqueológico concelhio. Se para proteger um local basta por vezes a colaboração de proprietários, musealizar implica primeiramente escavações arqueológicas (excepto algumas mamoas). Importa ter em atenção que não consigo andar em todo o sitio protegendo e escavando. É humanamente impossível andar protegendo mamoas do Bronze e arte rupestre a norte do concelho e simultaneamente a escavar no Olival Comprido ou em Alvega. Eram necessários meios que não existem. Escavações na Qtª de S. João - Casa Branca - Alvega são fundamentais se querermos investigar se ali se situaria A velha Aritium. No caso do Olival Comprido escavações se impõem (PNTA seria obrigatório), dado que este local se encontra no PUA (R3) como zona de expansão urbana. Ali se impõem escavações atempadas e não na hora ou através de alguma empresa de arqueologia (como são favoráveis algumas opiniões). Importa afirmar que qualquer licenciamento para o local por parte do Município é ilegal. Como estas duas estações, no concelho de Abrantes inúmeras outras existem a precisarem de intervenção. Mas, sozinho não o farei e muito menos como responsável, face à categoria que detenho de Assistente de arqueólogo.
Sem dúvida que Abrantes necessita de um novo Museu que dignifique a arqueologia e o concelho. Agora é efetivamente necessário uma estratégia pra o concelho que abranja amplas orientações, intervenções, musealização, classificação...
Por minha parte farei o que estiver ao meu alcance pelo património arqueológico concelhio dentro das minhas limitações como assistente de arqueólogo.
Espero que fique bem claro que quem diz ser arqueólogo do Município é Filomena Gaspar me apenas responsável por acções que impliquem a minha directa intervenção. Por muito boa vontade que se tenha assumir trabalhos de arqueólogo e ser remunerado como assistente não o farei, excepto aqueles que decorrem do protocolo existente com o IPT e PNTA.
Como diz MN tudo isto é Politica. Mas, existem politicas e politicas.

Blogue: Escola do Rossio

 

 


Bem hajam
Álvaro Batista

 

Caro Álvaro:

Desculpe o atraso na edição do seu comentário, mas ele referia-se a um post de 2013 e para lhe responder havia que consultar uma papelada. Aquilo que nos diz suscita-nos estas breves reflexões. 

 

1- Todos sabemos que no terreno a preservação das estações arqueológicas abrantinas tem sido um trabalho quase de carola feito especialmente por si. É um mérito que ninguém lhe pode tirar, um serviço inestimável à Cultura e a Abrantes. E todos sabemos que sendo o Álvaro arqueólogo e sabendo mais que alguns doutorados, o classificam profissionalmente na CMA como ''assistente de arqueólogo'' e não lha reconhecem o seu labor. Acontece ao Álvaro o que aconteceu ao Eduardo Campos...

 que além de ser tratado dessa maneira, foi humilhado publicamente a título póstumo por não ser da ''cor'' e ainda por ter sido capaz de escrever no ''Primeira Linha'' que era um crime lesa-Abrantes instalar o Arquivo Histórico ao lado dum depósito de sucata no cu de judas.

Esta forma de ostracismo profissional roça a perseguição política ( o que é aconteceu àquele rapaz que ganhou o concurso público para Director do Arquivo? Porque é que o Arquivo funciona sem Director? E a Biblioteca?), é mesquinha e digna de inquisidores rupestres.

Enquanto o Álvaro se sacrifica e trabalha a Filomena Gaspar concilia com o trabalho de arqueóloga municipal com interesses empresariais na área da arqueologia. Enquanto o Álvaro tem um salário baixo, a CMA mantém contratos de avença na área da arqueologia pelo menos com três pessoas (o Gustavo, o Oeesterbeck e o Delfino) que são professores do ensino superior e portanto estão na prática pluri-empregados....

 

2-O Olival Comprido, para quem não sabe, fica em Alferrarede e é propriedade  da Casa Agrícola Moura Neves. Fica ao lado do cemitério local. Foi alvo de 3 escavações a última em 2003. As três foram dirigidas por Filomena Gaspar. A base de dados oficial não informa quem patrocinou qualquer escavação. Mas tenho informação oficial por outra via que houve participação de entidades privadas. Que se encontrou na última????

 

 

''Tegulas, "lateres", pregos, tijolos de coluna, mosaicos (do século III d.C.) , cerâmica comum, "dolia", anforas, duas mós, "terra sigillata" hispânica (século I/II), clara D (séculos IV/V), contas de colar (azul, verde), vidro (séculos IV/V), tesselas de várias cores, moedas (século III/IV), lascas, lâminas e núcleos de sílex, ossos (cervídeos, bovídeos e ovicaprídeos) e blocos aparelhados de granito.''

 

 

''A estrutura escavada era aparentemente uma villa romana, a mais espectacular do concelho: ''Foi escavada a "pars urbana" da "villa", com salas forradas a "opus tesselatum". Foram encontradas estruturas de duas fases da "villa", bem como vestígios de uma ocupação anterior (II Idade do Ferro) e de uma posterior a que os autores não atribuiram datação cronológica. Um pouco a Norte, foi aberto outro sector (B) que revelou uma canalização em "opus caementicium" e "opus signinum", um tanque de decantação e um espelho de água de grandes dimensões a pouca profundidade. Uma segunda fase dos trabalhos veio revelar a presença de uma sepultura em caixa.''

 

O estado de conservação era bom...em 2003. O local foi vedado com consentimento da Família Moura Neves e a vedação paga por uma entidade mecenática.

 

De 2003 a 2009 vão seis anos e Isilda Jana como Vereadora da Cultura. De 2010 a 2013 Isilda Jana foi responsável pelo projecto MIAA na CMA. Que se fez no Olival Comprido???

 

Como se conservaram os mosaicos romanos únicos no concelho?

 

Foto : Carta Arqueológica Abrantes

O estado da estação romana em 2014 ainda é bom?   

 

Ou esteve abandonado?

 

Ou está a degradar-se?

 

Com tanto dinheiro gasto no MIAA e em estudos que não foram tornados públicos sobre a viabilidade da coisa, etc, não poderia ter sido comprado este terreno, feita a escavação e musealizada a villa romana?

 

 

 

Foto : Carta Arqueológica Abrantes

 

http://sic.cm-abrantes.pt/carta_arqueologica/carta.html

 

Já vai longo este post e há outros assuntos a tratar, mas vamos à razão pela qual esta estação e outras não estão defendidas e nem sequer classificadas. Diz o amigo Álvaro : ''No caso do Olival Comprido escavações se impõem (PNTA seria obrigatório), dado que este local se encontra no PUA (R3) como zona de expansão urbana. Ali se impõem escavações atempadas e não na hora ou através de alguma empresa de arqueologia (como são favoráveis algumas opiniões). Importa afirmar que qualquer licenciamento para o local por parte do Município é ilegal. Como estas duas estações, no concelho de Abrantes inúmeras outras existem a precisarem de inúmeras outras existem a precisarem de intervenção. Mas, sozinho não o farei e muito menos como responsável, face à categoria que detenho de Assistente de arqueólogo.''

 

Diz a informação da base de dados oficial que a escavação de 2001 pretendia:  Determinar se as estruturas identificadas anteriormente teriam continuação na propriedade contígua que está inserida na área de expansão urbana do PDM. 

 

Qual foi o resultado dessa diligência? Em 2014 o relatório da escavação ainda não está inserido na base de dados oficial, por isso não sabemos.

 

Mas sabemos que em 2009 foi aprovado o PUA -Plano de Urbanização de Abrantes e nele não consta nenhuma estação arqueológica assinalada nem defendida.

 

Oito anos depois!

 

Porquê?

 

Objectivamente só pode haver 2 razões: ou porque são incompetentes ou porque há outros interesses que primam sobre a defesa do património.

 

Falta a referência à situação profissional do Álvaro. É óbvio segundo o meu entendimento que essa situação tem de ser corrigida face  ao seu CV. Como se encontra agora é vítima duma clara injustiça.

 

Cumprimentos amigo

 

MN 

há outro comentário do Álvaro em resposta à Margarida, faremos lá uma nota



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Quarta-feira, 02.11.16

cartaz_img-coloquio_internacional_atraves_olhar.jp

Organizado pelo Prof. José Albuquerque Carreiras e pela Doutora Giulia Rossi Vairo e com título em português, este colóquio busca realizar uma leitura cientifica da sociedade medieval europeia.

 

O programa está aqui

 

Destacamos alguns dos presentes

 

Giulia Rossi Vairo

Licenciada e mestre em História da Arte pela Faculdade de Letras da Università di Roma La Sapienza e doutora em História da Arte Medieval pela FCSH/NOVA. Atualmente é bolseira de Pós-Doutoramento da FCT sendo investigadora do IEM-FCSH/NOVA e do Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Áreas de investigação: relações históricas, culturais e artísticas entre Itália e Portugal (sécs. XIV-XIX); tumulária medieval; ordens militares; pintura italiana dos sécs. XV-XVI; história do colecionismo (sécs. XIX-XX).
Publicações selecionadas: - «Rainha para sempre: o túmulo de Isabel de Aragão em Coimbra», in Tesouro da Rainha Santa. Imagem e Poder. cat. da expo, Lisboa, MNAA, 2016, pp. 84-97; - «Il protagonismo d’Isabel d’Aragona, regina del Portogallo, nella guerra civile alla luce delle fonti portoghesi, aragonesi e dei Regesta Vaticana (1321-1322)», M. García-Fernández, S. Cernadas Martínez (coord.), Reginae Iberiae. El poder régio feminino en los reinos medievales peninsulares, Santiago de Compostela, Universidade de Santiago de Compostela, 2015, pp. 131-150; - «Originality and Adaptation: the Architecture of the Teutonic Order in Italy», in M. Piana, C. Karlsson (ed.), Architecture and Archeology of the Military Orders, Farnham, Ashgate, 2014, pp. 193-218; - «La tomba del re Dinis a Odivelas: nuovi contributi e proposte di lettura», in J. Albuquerque, G. Rossi Vairo (ed.), I Colóquio Internacional Cister, os Templários e a Ordem de Cristo. Da Ordem do Templo à Ordem de Cristo: os anos da transição. Actas, Instituto Tomar, Politécnico de Tomar, 2012, pp. 209-248; 

 

 

Programa:


 

3 de Novembro

14.00 - Recepção dos participantes

14.30 - Sessão de Abertura

Apresentação do colóquio

15.00 - Secção 1 - Para uma definição de inclusão e exclusão do Outro

           Moderador: Maria João Branco, FCSH-NOVA

     Pierluigi Lia, Università Cattolica del Sacro Cuore - Milano
     Extra ecclesia nulla salus? Libertà e "liminarietà" della Grazia.

     Juliette Sibon, CUFR Jean-Francois Champollion - Albi
     La définition d’une “nation” juive au Moyen Âge

     Debate

17.00 - Inauguração da exposição: Visões contemporâneas do Outro.
           Artes plásticas. Obras de alunos da FBAUL. (Evento aberto ao público)

4 de Novembro

09.30 - Secção 1 - Para uma definição de inclusão e exclusão do Outro (continuação)

          Moderador: Bernardo Vasconcelos e Sousa, FCSH-NOVA

 Marek Tamm, Tallinn University
 La création des “signes de distinction” des minorités sociales et religieuses au Moyen Âge.

  Fulvio Delle Donne, Università della Basilicata - Potenza
  La percezione della differenza etnica e religiosa in alcune cronache del XII e XIII secolo.

  Debate

11.00 - Pausa

11.30 - Secção 2 - O Outro como expressão de Proximidade

  Maria Filomena Barros, Universidade de Évora
  Percepção da minoria muçulmana no discurso concelhio: entre o “infiel” e o “vizinho”.

  Pierre Vincent Claverie, Cyprus Research Centre
  La place de la chevalerie comme vecteur de rapprochement interconfessionnel dans l’Orient des croisades.

  Debate

13.00 - Almoço

14.30 - Secção 2 - O Outro como expressão de Proximidade (continuação)

           Moderador: José Custódio Vieira da Silva, FCSH-NOVA

     Cláudio Neto, Universidade Nova de Lisboa / Cardiff University
     Trovadores e freires: as ordens militares como objecto de alteridade a partir das cantigas de escárnio e de mal diz

     Giulia Rossi Vairo, Universidade Nova de Lisboa / Universidade de Lisboa
     A imagem do Outro na escultura medieval europeia: os casos emblemáticos do túmulo de Rogério II da Sicília e do monumento fúnebre de D. Dinis de Portugal.

     Sandra Sáenz-López Pérez, CSIC - Madrid
     Espejo de Europa. Una mirada al Otro en la cartografía medieval.

     Debate

17.00 - Visita ao Convento de Cristo

5 de Novembro

09.30 - Secção 3 - O Outro por antonomásia: a Mulher

           Moderador: Manuela Santos Silva, FL-UL

  João Luís Fontes, Universidade Nova de Lisboa / Universidade Católica Portuguesa
  Pobres ou beguinas? Os diferentes olhares sobre as experiências religiosas femininas não regulares nos finais da Idade Média.

 Joana Ramôa, Universidade Nova de Lisboa
 Modelos de piedade ou agentes de poder: dicotomias sobre a mulher medieval construídas através do olhar do Outro.

 Rafael Mérida Jimenez, Universitat de Lleida
 Mujeres otras: deslindes del homoerotismo femenino en las fuentes religiosas, jurídicas e literarias ibéricas (siglos XIII-XV)

 Debate

11.30 - Pausa

12.00 - Conferência de encerramento

 Kristjan Toomaspoeg
 A produção historiográfica sobre o tema do Outro e novas abordagens. Conclusões.

13.00 - Fim do Colóquio

 
 
 
Enquanto Tomar é palco de encontros culturais de relevo internacional, Abrantes continua como d'antes.
mn
 
 


publicado por porabrantes às 14:13 | link do post | comentar

Quinta-feira, 09.06.16
Quarta-feira, 30 de Abril de 2014

 

 

 

 

 

 

A CMA apresentou nova publicação, para festejar a Abrilada (há outra, que é o Passos do Concelho coordenada pelo historiador municipalizado e conhecido ficcionista Gaspar onde há disparates notórios, omissões aparentemente deliberadas, entrevistas porreiras etc, a que se houver tempo farei alguma alusão) da responsabilidade da drª Teresa Aparício.

 

 

 

Apresentou a publicação o conhecido colaborador do Jornal de Alferrarede Candeias Silva. Nada a obstar à prioridade municipal no campo editorial, se não estivesse pendente a obrigação moral da CMA de editar a obra “Genealogia das Famílias de São Miguel de Rio Torto e Tramagal”,do dr. António Graça Pereira que ganhou o prémio Eduardo Campos contra a vontade do Candeias que só lhe queria dar uma menção honrosa. O dr. Luís Amaral, mais importante genealogista luso arrasou a decisão do júri, deixando-os de rastos. 

 

O dr.Graça Pereira reclamou da decisão e foi convocada nova reunião  do júri onde o Candeias não meteu os pés.

 

Face a isto o Executivo Municipal corrigiu um júri, de que fazia parte o Candeias, com esta decisão:

 

 

 

N° 26 - Proposta de Deliberação da Presidente da Câmara, respeitante a uma informação do Diretor do Departamento de Intervenção Social, datada de 13 de marco de  2012, na sequência de uma reclamação apresentada por António da Graça Pereira, relativa a

2ª edicão do Premio de Investigacao Historica Eduardo Campos. Refere que, face ao parecer dos serviços jurídicos e na impossibilidade de agendamento de reunião do júri a breve prazo, devido a ausência de alguns elementos da área de residência até data incerta, sugere:

1- Que em edições futuras do prémio deve haver uma revisão das normas, no sentido de os critérios de avaliação dos trabalhos estarem pre-definidos;

2- Que a norma que prevê a impossibilidade de recurso das decisões do júri deve ser revogada, por poder contrariar um direito fundamental em relação a qualquer ato da administração;

3- Que no que se refere a situação pendente se decida a favor da atribuição do premio ao reclamante, ''pois apesar de o júri ter fundamentado a sua decisão em critérios de exigência expressos em ata, aceitáveis a luz da interpretação da

expressão qualidade mínima explicada em 1, trata-se de uma expressão subjectiva que permite também a interpretação contrária' '.(...)a qual à luz das normas e da interpretação dos nossos juristas por similitude com o CCP  parece ser a mais consentânea com as razões do reclamante. - 61182  

 

 

Leiam com atenção, diz a deliberação, o Candeias participou numa deliberação onde o regulamento tinha uma norma que podia ''contrariar um direito fundamental em relação a qualquer ato da administração''

 

E ainda o júri decidiu escrevendo um português tão claro que permitia   '' também a interpretação contrária'. É o que se chama clareza.

 

E a deliberação desse júri foi revogada!!!!

 

Mas a CMA, no seu apego histórico à verdade faltou à dita, nos Passos do Concelho publicando isto, que é falso,

 

 

Finalmente, como já se disse, era escusado e ofensivo associar o nome honrado de Eduardo Campos a isto.

 

Quanto à qualidade da obra da Teresa Aparício por bondade omito qualquer adjectivo.

 

Quanto à obrigação moral da CMA de editar a obra do Dr. Graça Pereira é para qualquer pessoa de boa-fé evidente.

 

MA 

 



publicado por porabrantes às 10:31 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.04.16

candeias silva.jpg

O Eduardo Campos e o Doutor Candeias Silva

Eduardo Campos.png

foram autores, em 1987, do ''Dicionário Toponímico e Etimológico do Concelho de Abrantes''

 

Uma tese recente mete em causa algumas das interpretações dos Autores.Um dos problemas essenciais da obra citada é desprezar a sábia interpretação do arabista José Pedro Machado, para decifrar a origem de certos topónimos da região.

José pedro machado.jpg

 Nem o Eduardo, nem o Doutor Candeias sabiam árabe, José Pedro Machado sabia. Como sabia muitíssimo sobre língua portuguesa, mais que os dois anteriores juntos, como o atesta o seu Dicionário etimológico da língua portuguesa .

A tese de Eduardo Campos é, como sabemos,  que houve ermamento cá no burgo (ou seja que Abrantes estava despovoada antes da época afonsina ).  

Se havia presença muçulmana na região, teria de haver toponímia de raiz árabe e dois dos topónimos dessa origem foram negados pelos autores citados. Numa tese relativamente recente (muito boa) Filipa Santos coloca em causa essa interpretação

alcolobre.png

e defende que Abrantes podia ter origem árabe e que podia  ser uma cidade ou uma alcaria ou seja uma povoação de escassa importância.

A tese de Filipa Santos vem na esteira dos trabalhos  muito importantes do Doutor Sílvio Alves Conde que sustentaram que o Médio Tejo era um espaço humanizado aquando da Reconquista e portanto com presença berbere,árabe e moçárabe.

 

tese filipa.png

 

Entre os topónimos que denotam clara presença árabe está para a Drª Filipa Santos: ''Arreciadas'' que como já explicara José Pedro Machado significa ''calçada''.

doaçao santiago 2.png

 

 mn

 

tese de Mestrado  defendida na Faculdade de Letras, 2011

 

créditos: foto do EC-CMA. Candeias Silva-Jornal de Alferrarede; José Pedro Machado: Biblioteca Nacional; Extractos da tese da Drª Filipa Santos

 

  

  

 



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Sábado, 23.04.16

 

 

povoamento e propriedade

 

Este livro rasga novos e claros horizontes sobre a História de Abrantes e da região. Já li a tese e falaremos dela.

Os nossos parabéns à Maria da Graça Vicente

 

A editora destaca:

(..)''… há territórios em Portugal que urgem o trato dos Grandes Historiadores: o triângulo espacial de Entre o Zêzere e o Tejo e a fronteira com o país vizinho é um deles.

 

 

¶ Apesar de poder ocupar-se dos fenómenos repetíveis, as cheias, as secas, os sismos, o esgotamento de dados recursos, o trabalho essencial do historiador é a descoberta do homem ator no contexto do passado: o território em que vive e a respetiva administração, os recursos e a sua gestão, a concernente organização social, a esfera cultural e a doutrinária, os imaginários e o numinoso, numa palavra, a saga humana.

 

 

¶ À interrogação do estado do espaço beirão em causa nos séculos XII-XIV, a doutora Maria da Graça Vicente responde com um formidável levantamento documental e diz-nos muito. O núcleo do trabalho […] mostra-nos um espaço a repovoar-se nos séculos em causa sob o sistema senhorial e confirma a ideia do movimento Norte/Sul da Reconquista no século XII […]. A organização territorial dependeu: da organização concelhia em que D. Sancho I enquadrou os recém-chegados; das Ordens Militares que auxiliaram a Reconquista; e da Sé Egitaniense, que representava o lastro antigo, visigótico e moçárabe […].

 

 

¶ Fica, pois, adiante, […] um renovado espelho de um grande pedaço do mundo medieval beirão: como os homens se relacionavam com a terra e esta ditava as suas hierarquias de acordo à dimensão dos recursos explorados. A autora prestou uma particular atenção, nunca antes dada, à Ordem do Hospital, pois os seus territórios cortavam este espaço de leste para oeste, formando um enclave de considerável dimensão, trazendo à colação muita documentação original.

 

 

¶ [António dos Santos Pereira, (do Prefácio)] ¶¶ A doação da Idanha e Monsanto, à Ordem do Templo (1165), definiu um espaço imenso entre três rios, o Zêzere, o Tejo e o Erges, seguindo-se a criação do grande município da Covilhã, e outorga do respetivo foral (1186) que alargava os territórios de Portugal nesta região. Seguiram-se duas outras doações que ampliaram, por vezes sobrepondo-se, o campo de acção da “jovem” monarquia portuguesa, nas duas margens do Tejo. Referimo-nos às doações das terras da Guidimtesta (1194) e da Herdade da Açafa (1199) que ajudaram a desenhar um núcleo capaz de ser caracterizado como de senhorial e municipal. Nele foram sendo inscritas as marcas evidentes da presença e esforço das gentes que, na sua apropriação e adaptação ao meio natural, lentamente o transformaram em paisagens humanizadas. (...)''

 

(respigado da Editora Colibri com a devida vénia)

 

 

Povoamento e Propriedade: entre o Zêzere e o Tejo (séc. XII XIV)
Maria da Graça Vicente

Editora:
Colibri
Tema:
História
Ano:
2016
ISBN 9789896895525    

 

A Autora:

(..)

''Maria da Graça Antunes Silvestre Vicente – Mestre e Doutorada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a que continua ligada através do Centro de História da Faculdade de Letras. Académica Correspondente da Academia Portuguesa da História; Membro da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais e do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão. ¶ Tem-se dedicado ao estudo da História Regional e Local, bem como da Política, Economia e Sociedade. Autora de vários trabalhos individuais e colectivos sobre essas temáticas, de que resultou um conjunto de publicações – entradas de dicionários, artigos publicados em revistas nacionais e estrangeiras –, entre as quais se destaca: Covilhã Medieval. O Espaço e as Gentes (Séculos XII a XV), Edições Colibri |Academia Portuguesa da História, 2012 (prémio Augusto Botelho da Costa Veiga, 2012). (...)''

da página da Editora coma devida vénia

 

 

Escreveu outro livro que se recomenda

 

1682_big.gif

 mn

                 



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