Sexta-feira, 04.08.17

Era um debate na Assembleia Nacional, fala o deputado  Proença Duarte:

(...)

A indústria dos lagares e dos alambiques diz respeito a produtos fabricados adentro do País, e que não importam a saída de dinheiro para o estrangeiro. É até condição para que certas indústrias, que hoje existem, se mantenham: facultar-se aos lavradores a possibilidade de montar essas novas indústrias.
Vou referir outro caso concreto.
Desde que está em vigor o condicionamento, ou desde que está sujeita a restrições a indústria dos lagares de azeite, as grandes fábricas deste produto existentes no Tramagal e no Rossio de Abrantes têm-se visto, algumas vezes, na contingência de fechar as suas portas, por não ser permitida a montagem de lagares.
Ainda o condicionamento não se impõe nesta indústria, apesar da razão invocada pelo Sr. Deputado Sebastião Ramires, ao dizer que esses estabelecimentos industriais podem laborar como quiserem e entenderem, sem condições de higiene e sem condições próprias de trabalho.
Ora, Sr. Presidente, não é assim.
As indústrias estão sujeitas à fiscalização da Inspecção Geral das Indústrias e Comércio Agrícolas e não podem funcionar sem estarem nas condições previstas, e fixadas na lei (...)

Deputado Botelho Neves:

(...) Quanto aos lagares, eu sei que a fábrica de Tramagal e outras estão lutando com grandes dificuldades, porque não estão autorizados pedidos relativos à instalação de dezenas e até centenas de lagares.
Não é, porém, o condicionamento em si que é culpado, porque essa indústria está sujeita à apreciação de dois Ministérios: o do Comércio e o da Agricultura.
Ora, não me consta, até hoje, que tenha sido negada autorização para a instalação de lagares de vinhos. Quanto ao arroz, é um caso distinto. Milhares de operários vivem dessa indústria e nela estão envolvidos imensos capitais.
Portanto, se existem no País em quantidade superior às necessidades de momento, não é justo que se vá autorizar a instalação de novas indústrias.
E, para terminar, eu repito: condicionamento não é proibição: é subordinar a indústria ao interesse nacional, é fazer apreciar a questão pelos órgãos a quem compete seguir, passo a passo, o desenvolvimento do País.(...)

Diário das Sessões



publicado por porabrantes às 12:15 | link do post | comentar

Quinta-feira, 15.06.17

Neste livro de 2005 de Jorge Freitas Branco

 

freitas.png

 

analisa-se o fracasso da MDF em construir uma ceifeira-debulhadora usando a tecnologia italiana da marca Laverda e depois como passou a usar a licença Braud.

O Autor diz que a MDF teve êxito na construção de alfaias e fracassou a construir equipamentos mecanizados. 

Um livro muito interessante sobre a mecanização dos campos lusos e a necessidade de musealizar esse património..

mn  



publicado por porabrantes às 17:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.05.17

álvaro.png

Actas do Congresso da Intersindical, 1975

 

O Álvaro aqui está, garboso, neste jornal

 

álvaro 2.png

jornal da Fiequimital,2014

 

Era um homem importante no Sindicato dos Metalúrgicos de Santarém e no seu artigo conta como se organizou a luta destes operários nas vésperas do 25 de Abril...

 

álvaro 4.png

É importante ler o artigo para perceber quais foram os passos do movimento sindical na crise que conduziu a MDF ao abismo.

mn



publicado por porabrantes às 00:21 | link do post | comentar

Terça-feira, 02.05.17

A Doutora Raquela Varela, reputada investigadora social, tinha em 2015 este projecto

 

2015                Projecto «História Social da Metalurgia Duarte Ferreira», Parceria IHC-Associação Palha de Abrantes

 

O IHC-É o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova

 

O que é aconteceu ao projecto?

 

ma



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Segunda-feira, 01.05.17

Relatório Parlamentar da MDF em 1983


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João Martins Pereira foi Secretário de Estado da Indústria em 1975 e tentou salvar de algum modo a anquilosada MDF. Publica-se parte da acta da reunião de 31-3-1975, logo depois do golpe spinolista de 11 de Março, abrilhantado por alguns oficiais abrantinos.

camiao nacional.png

A MDF também queria fabricar esquentadores mas não tinha know-how

esquentadores.png

João Martins Pereira que militava no grupo de Jorge Sampaio, ex-MES acabou por se demitir do governo.

Sobre a projectada fábrica de tractores em que apostava juntando a MDF com outras empresas tudo ficou no papel.

O espólio do ex-político está no Centro de Documentação 25-Abril da Universidade de Coimbra, donde se reproduziram os extractos da acta citada e o recorte do Público.

417_JVMalheiros_spread_low.jpg

 mn



publicado por porabrantes às 12:32 | link do post | comentar

sentença mdf 2.png

sentença 3.png

(...)

sentença 5.png

O Juiz que dita sentença escrevia como Eça:

sentença 8.png

 assim sendo :

assim sendo.png

in Revista da Ordem dos Advogados

 

O Comendador tinha 91 anos quando os descendentes se começaram a digladiar. Morreu em 1948, certamente preocupado e amargurado com esta batalha jurídica que deu pano para mangas.

 

66391-004-AC7CD020.jpg

Já agora não se escreve a história duma empresa sem ir aos arquivos judiciais.

ma 


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publicado por porabrantes às 09:57 | link do post | comentar

Sexta-feira, 28.04.17

c trabalhadores duarte ferreira.png

ct 1.png

ct 2.png

Colocado on-line pelo Dr.Pacheco Pereira, no Ephemera

 

Governava Maria de Lourdes Pintasilgo, abrantina, e a principal indústria da terra ia pró descalabro.

lourdes e o zé maria.png

podem ler melhor no Ephemera

 

mn



publicado por porabrantes às 15:51 | link do post | comentar

Sábado, 11.02.17

Vão inaugurar nas calendas gregas o Museu da MDF. Era bom que lá conste a  a cópia disto, .....pelo qual o filho de João José Soares Mendes, Fernando Soares Mendes, industrial no Rossio ao Sul do Tejo,   

joão José soares mendes.png

demandou a empresa do  Comendador, santo homem, por alegado plágio numas máquinas

comendador.png

mdf plágio.png

 

 Não teve sorte, o Tribunal disse-lhe que usou o meio processual errado

mdf plágio 2.png

Agradeço à falecida escritora Tereza de Mello, ter-me dado o precioso recorte.

ma



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Quarta-feira, 13.07.16

mdf-7-12-74.png

D.Lisboa 7-12-1974

 

O eng. Mário Cardoso dos Santos seria depois da Administraçao da empresa por parte do Estado

Resolução 19/77

Por resolução de 19 de Dezembro de 1974, publicada no Diário do Governo, de 20 do mesmo mês e ano, deliberou o Governo intervir na Metalúrgica Duarte Ferreira, S. A.

R. L., de modo a assegurar a continuidade do funcionamento daquela unidade fabril e, consequentemente, o trabalho de cerca de 2500 pessoas e, pelo mesmo acto, ao abrigo do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei 660/74, suspendeu a administração da Metalúrgica Duarte Ferreira e nomeou em sua substituição uma comissão administrativa.

Por resolução de 7 de Janeiro de 1976, publicada no Diário do Governo, de 16 do mesmo mês, definiu o Governo as linhas de orientação para o saneamento financeiro da empresa.

As alterações da conjuntura desde então verificadas evidenciaram, porém, a necessidade de soluções que, proporcionando a resolução do problema da empresa, contribuíssem também para a restauração do clima de confiança entre os agentes económicos (fornecedores, clientes e instituições financeiras) não só no âmbito desta empresa, mas também pelas repercussões delas decorrentes, no próprio âmbito nacional.

No desempenho do mandato conferido pelo Governo à comissão administrativa da Metalúrgica Duarte Ferreira, que determinava a apresentação de um relatório equacionando os principais problemas da empresa e propondo as soluções achadas por mais convenientes, foram apresentados pela comissão administrativa diversos trabalhos que apontam para a reconversão da empresa, nos quais participaram activamente os trabalhadores, decididamente empenhados e confiantes no êxito das suas propostas, que incluem estudos económico-financeiros e um planeamento dos fundos necessários, e que envolvem o lançamento de projectos de fabrico nacional de tractores, de máquinas agrícolas e de camiões.

As análises feitas confirmam que a empresa não poderá subsistir sem reconversão; a cessação das actividades da empresa não interessa a ninguém; a reconversão proposta, pelo contrário, é interessante sob muitos aspectos (assegura postos de trabalho, dinamiza a actividade económica regional e nacional, contribui para o equilíbrio da balança de divisas), mas assenta em pressupostos que suscitam algumas dúvidas.

Tem-se como certo que a reconversão se não fará senão com uma actuação coordenada do Estado, da empresa, da banca e um grande empenhamento dos trabalhadores da Metalúrgica Duarte Ferreira.

Em face do exposto, o Conselho de Ministros, reunido em 20 de Dezembro de 1976, resolveu:

Nomear uma comissão tripartida, composta por:

Engenheiro Mário Cardoso dos Santos, em representação do Ministério do Plano e Coordenação Económica;

Licenciado Francisco Sousa Leite, em representação do Ministério das Finanças; e Licenciado José Melro Félix, em representação do Ministério da Indústria e Tecnologia;

que terá como atribuições a análise dos trabalhos já elaborados e recomendação, com base nos mesmos, do esquema de saneamento económico-financeiro e outras medidas que devam acompanhar a cessação da intervenção do Estado;

Incumbir a comissão administrativa da Metalúrgica Duarte Ferreira de negociar com os trabalhadores os termos de um contrato-programa relativo aos diversos aspectos da actividade da empresa para os próximos quatro anos;

Incumbir a comissão administrativa da Metalúrgica Duarte Ferreira de negociar com o consórcio bancário um contrato-promessa de mútuos sucessivos, condicionado ao cumprimento do contrato-programa, em que se definam as garantias a dar por todos os intervenientes e, designadamente, pelo Estado;

Definir a data de 30 de Janeiro de 1977 como limite para a execução das acções referidas;

Aprovar o aumento do plafond dos avales a conceder pelo Estado de mais de 100000 contos, valor que se considera suficiente para assegurar o funcionamento da empresa até à data acima referida.

Presidência do Conselho de Ministros, 20 de Dezembro de 1976. - O Primeiro-Ministro, Mário Soares.''

 

in tretas org

 

A intervenção na empresa por parte do gonçalvismo em 1974 visou objectivamente a colectivização e a gestão do Estado falhou estrepitosamente.

Deviam construir um busto ao Vasco Gonçalves ao lado do Comendador e outro ao Campante

traço.png

 mn

 

 



publicado por porabrantes às 13:57 | link do post | comentar

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