Sexta-feira, 08.12.17

O jornal alemão Neues Deutschland  já foi o jornal oficial do partido estalinista da RDA, o Partido Socialista Unificado (SED).

neus deutcland

 

Um dia o diário publicou 45 fotografias de Honeker, o burocrata que levou o satélite russo ao descalabro.

Devemos protestar?

Houve uma vez que o Passos do Concelho publicou 16 fotos dum cacique local.

Para o que interessa o jornal está vivo hoje e reflecte as posições à esquerda do SPD.

Naturalmente nos bons tempos antes de 91, as posições do PCP tinham lá grande eco.

Em 1984 dedicou a sua atenção à crise do Tramagal

neus deutcland 2

31-3-1984

Era a MDF vista de satélite ou melhor vista dum país satélite.

A RDA era uma ditadura policial, com a temida STASI, cujo maior génio  foi Markus  Wolf

A Stasi operou no PREC em Portugal e às vezes os jornalistas do Leste estavam ligados aos serviços secretos.

Seria demais dizer que a Stasi esteve no Tramagal. Mas.....este estudo académico diz bastante da acção do SED e do seu jornal durante o PREC:

mn


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publicado por porabrantes às 20:49 | link do post | comentar

Segunda-feira, 04.12.17

A ocupação foi simbólica e foi protagonizada pelos trabalhadores da MDF, conta o Militante, que também desanca no radicalismo pequeno-burguês

 

militante

Mas aproveita também para criticar o funcionamento deficiente da célula do PCP na empresa. Viva a auto-crítica!

militante 2.png

O Militante, boletim interno do PCP, 1984

 

 ma



publicado por porabrantes às 07:36 | link do post | comentar

Domingo, 03.12.17

Um leitor manda-nos o link da comunicação do Dr.João Edral sobre o movimento sindical na MDF. No link podem ler o resumo da comunicação.

O nosso obrigado.

ma



publicado por porabrantes às 20:13 | link do post | comentar

 

dias eol

Manuel Dias (foto do EOL)

 

Está de moda autárquica canonizar a MDF e a Família Duarte Ferreira.

Em 1978, o deputado Manuel Dias desancava nos Duarte Ferreiras:

''

Depois de mais de oitenta anos de fabrico de máquinas e utensílios para a paz - trabalhar a terra e os seus produtos -, passa-se a fabricar material para alimentar a guerra, abandonando em grande parte o seu fabrico tradicional. Talvez porque o mercado ligado à lavoura era pobre - sempre foi pobre -, volta-se a atenção para o lucro mais fácil, coisa muito coerente para o capital.

Só que, como diria alguém, o capital põe e Deus dispõe. A guerra colonial acaba - felizmente - e os camiões deixam de ser motivo de bom lucro. As dificuldades, que eram já uma realidade antes do 25 de Abril, agudizam-se e põem a descoberto a verdadeira situação da empresa:

1) Havia perdido grande parte do seu mercado tradicional - maquinaria agrícola;

2) Não obstante a sua dimensão, não se encontrava estruturada para de uma penada se dedicar a novos fabricos;

3) Os trabalhadores reivindicaram melhores condições de vida, o que era justíssimo, dado o nível salarial muito baixo.''

 

Tocantes as palavras do Dias, sobre o apego ao lucro fácil do eng.Octávio e do eng. Rui.

Falsas as afirmações que pagavam salários baixos no Tramagal.

 

Depois o homem, que neste artigo a Fernandes Mendes chama ''figura ímpar'', faz um  choradinho e  pergunta ao governo que pensa fazer para remediar a solução.

O deputado Victor Louro (PCP), célebre por ter ajudado a destruir a lavoura lusa, graças à reforma agrária gonçalvista, aplaude o Dias.

Ora bolas, o Dias tinha dito que a culpa da crise tramagalense era só dos patrões e não tivera coragem para apontar o dedo à desastrada intervenção gonçalvista.

Finalmente o deputado Furtado Fernandes (PPD), um homem competente, mete em ridículo a ''fígura ímpar'' e pergunta-lhe se tinha conhecimento das dezasseis (sic1!!!) propostas já feitas para salvar a MDF e o abrantino acaba por confessar que só conhece algumas e mal.

Ou seja o deputado não estudava a matéria.

Mas ficara fiel à cartilha gonçalvista: '' a culpa é sempre dos patrões''.

Hoje os herdeiros do Manuel Dias lambem com entusiasmo canino as botas da família que fez grande o Tramagal.     

ma

 



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Segunda-feira, 27.11.17

Em 5 de Maio de 2017, o investigador do ICS pronunciou esta comunicação

edral.png

Poucos dias antes, no Tramagal a cacique andava abraçada ao falecido eng.Ruy Duarte Ferreira.

 

O Congresso foi aberto pela Raquel Varela que tem um projecto de História Social da MDF a meias com a Palha abrantina.

 

Quem conhecer o link ou o livro onde esteja publicada a comunicação referida, agradecemos que nos comunique.

 

Passou-nos a notícia.

 

ma



publicado por porabrantes às 13:09 | link do post | comentar

Já se viu o que aconteceu aos 2700 trabalhadores da MDF. Olho da Rua.

Mas também seria conveniente saber o que aconteceu aos bens da MDF.

Fomos procurar.

Os antigos terrenos da MDF são agora um condomínio privado para ricos, naturalmente.

Espero que isto conste da história da MDF ou esteja afixado num placard do Museu daquela rapariga avençada da CMA, que também era candidata PS.

mdf porto

 ma


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publicado por porabrantes às 12:52 | link do post | comentar

mdf ct.png

no Ephemera

 

26-4-79

 

Não temos andado com paciência para grandes pesquisas, mas hoje calhou...

 

ma 


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publicado por porabrantes às 12:30 | link do post | comentar

Sexta-feira, 04.08.17

Era um debate na Assembleia Nacional, fala o deputado  Proença Duarte:

(...)

A indústria dos lagares e dos alambiques diz respeito a produtos fabricados adentro do País, e que não importam a saída de dinheiro para o estrangeiro. É até condição para que certas indústrias, que hoje existem, se mantenham: facultar-se aos lavradores a possibilidade de montar essas novas indústrias.
Vou referir outro caso concreto.
Desde que está em vigor o condicionamento, ou desde que está sujeita a restrições a indústria dos lagares de azeite, as grandes fábricas deste produto existentes no Tramagal e no Rossio de Abrantes têm-se visto, algumas vezes, na contingência de fechar as suas portas, por não ser permitida a montagem de lagares.
Ainda o condicionamento não se impõe nesta indústria, apesar da razão invocada pelo Sr. Deputado Sebastião Ramires, ao dizer que esses estabelecimentos industriais podem laborar como quiserem e entenderem, sem condições de higiene e sem condições próprias de trabalho.
Ora, Sr. Presidente, não é assim.
As indústrias estão sujeitas à fiscalização da Inspecção Geral das Indústrias e Comércio Agrícolas e não podem funcionar sem estarem nas condições previstas, e fixadas na lei (...)

Deputado Botelho Neves:

(...) Quanto aos lagares, eu sei que a fábrica de Tramagal e outras estão lutando com grandes dificuldades, porque não estão autorizados pedidos relativos à instalação de dezenas e até centenas de lagares.
Não é, porém, o condicionamento em si que é culpado, porque essa indústria está sujeita à apreciação de dois Ministérios: o do Comércio e o da Agricultura.
Ora, não me consta, até hoje, que tenha sido negada autorização para a instalação de lagares de vinhos. Quanto ao arroz, é um caso distinto. Milhares de operários vivem dessa indústria e nela estão envolvidos imensos capitais.
Portanto, se existem no País em quantidade superior às necessidades de momento, não é justo que se vá autorizar a instalação de novas indústrias.
E, para terminar, eu repito: condicionamento não é proibição: é subordinar a indústria ao interesse nacional, é fazer apreciar a questão pelos órgãos a quem compete seguir, passo a passo, o desenvolvimento do País.(...)

Diário das Sessões



publicado por porabrantes às 12:15 | link do post | comentar

Quinta-feira, 15.06.17

Neste livro de 2005 de Jorge Freitas Branco

 

freitas.png

 

analisa-se o fracasso da MDF em construir uma ceifeira-debulhadora usando a tecnologia italiana da marca Laverda e depois como passou a usar a licença Braud.

O Autor diz que a MDF teve êxito na construção de alfaias e fracassou a construir equipamentos mecanizados. 

Um livro muito interessante sobre a mecanização dos campos lusos e a necessidade de musealizar esse património..

mn  



publicado por porabrantes às 17:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.05.17

álvaro.png

Actas do Congresso da Intersindical, 1975

 

O Álvaro aqui está, garboso, neste jornal

 

álvaro 2.png

jornal da Fiequimital,2014

 

Era um homem importante no Sindicato dos Metalúrgicos de Santarém e no seu artigo conta como se organizou a luta destes operários nas vésperas do 25 de Abril...

 

álvaro 4.png

É importante ler o artigo para perceber quais foram os passos do movimento sindical na crise que conduziu a MDF ao abismo.

mn



publicado por porabrantes às 00:21 | link do post | comentar

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