Segunda-feira, 21.03.16

joao manuel bairrao oleiro s.domingos.jpg

 Entre os defensores de S.Domingos, entre os homens que se movimentaram para o defender, faltava-nos aqui publicar a foto do mais sábio arqueólogo abrantino, o pai de Conímbriga, como lhe chamou um homem que fazia anos no mesmo dia dele, o dr. João Nuno Serras Pereira.

Pois aqui fica para os anais da Cidade, a conferência feita em Abrantes, em Julho de 1971 perante Américo Tomás, Veiga Simão e Azeredo Perdigão.

foto Correio de Abrantes

ma 

 



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Segunda-feira, 04.01.16

Manuel Alegre, o fidalgo, o resistente, o poeta, escreveu sobre Arquitectos:

 

 

Lição do Arquitecto Manuel da Maia

 
Durante dois anos removeu as pedras
incansavelmente vasculhou as ruínas
durante dois anos depois do terramoto.
Ele sabia que ali sob a torre caída
em cada palavra de cada manuscrito
estava a nossa perdida perdida memória.
E durante dois anos incansavelmente
procurou nas ruínas removeu as pedras.

Tu que dizes de ti a parte mais visível
não esqueças a lição de manuel de maia
o arquitecto que reconstruiu a história.
Algures dentro de nós há uma torre caída
algures na perdida perdida memória.
Procura aí a crónica e o poema
nessa torre do tombo destruída
não apenas arquivos papéis pergaminhos
procura o sangue do teu sangue o nome do teu nome
procura o tempo e seu sentido
sob a torre caída da nossa perdida
perdida memória.''
 
O Serrano nunca percebeu a poesia, que há em São Domingos, porque nunca percebeu nada de poesia.

RuiSerrano.jpg

O Serrano percebia de cubos

museu_3.jpg

e por isso o Arq. António Castel-Branco meteu-lhe este cubo na linha do horizonte.

 

e mesmo assim o gajo não percebeu a poesia que há num velho convento

 

Alcobaça

 

Desfolha a rosa e a rosácea
a beleza nasce uma só vez
desfolha a luz desfolha a sombra
na grande nave quase abstracta
a coroa e a pedra de Pedro e Inês
Desfolha a rosa e a rosácea
pétala a pétala os vitrais
e o número mágico e a geometria
o triângulo e o ponto das catedrais.
A beleza nasce uma só vez
não mais.

Manuel Alegre

 

A beleza que temos em Abrantes, a nossa paisagem não há-de ser arrasada por bimbos deslumbrados pelo discurso patético da pequena-burguesia Kultural.

 

já chega? a ver vamos

 

ma

 

 

 

 



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Quarta-feira, 24.06.15

O Artur Falcão iniciou uma cruzada para defender os azulejos abrantinos. Estamos com ele.

 

fialho.jpg

 

casa correia.jpg

mf.jpg

azulejos ruuina.jpg

casa fontes.jpg

Artur Falcão

 

 

 

e proteja os nossos azulejos!!!!

 

e as autoridades que fazem????

artur falcao corneteriro.jpg

Artur Falcão

 

isto num imóvel claasificado.....

 

face a isto....

até estou contente que os azulejos de S.Domingos tenham ido parar a uma casa particular na vila de Constância!!!!!

casa relogio biblioteca.jpg

Casa do Relógio da Família Falcão Themudo em Constância (foto SIPA/DGMN)

 

segundo informação do historiador António Matias Coelho, a família do Capitão-Mór de Abrantes levou para lá parte dos azulejos do convento abrantino e depois a família Themudo , quando vendeu o Pouchão, levou para esta casa os azulejos dessa quinta, que pertencera ao Morgadio da Casa Grande (Cortes Brandão) do Sardoal.

 

mn

 

 



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Terça-feira, 17.03.15

em especial devido à valente intervenção do doutorando Paulo Falcão Tavares (Univ. Évora), Presidente da Tubucci, Associação de Defesa do Património da Região de Abrantes e delegado em Portugal da Augusta Casa de Sabóia, na denúncia do criminoso atentado contra o Património nacional e mundial que significava o projecto de Carrilho da Graça para São Domingos de Abrantes

 

livro paulo.jpg

realizado no Colóquio internacional sobre os Dominicanos, realizado no ano passado, na Sociedade de Geografia de Lisboa, graças à dinâmica acção do nosso querido amigo Doutor Larcher Nunes do IPT.

paula nevolla.png

 mn

 

nb- Texto de obra da doutora Paola Nestolla

 

 

  



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Domingo, 08.03.15

 

 

 

O Baptista era brutamontes e um militarista. Denunciado pela imprensa abrantina, mais exactamente pelo Echo do Tejo, em 1903, por agredir recrutas à espadeirada, protegido pelo governo regenerador, o Baptista acolitado por 3 alferes, que lhe serviam de seguranças, dirigiu-se à Rua dos Oleiros, onde estava a sede do Jornal para exercer represálias sobre o editor da gazeta, Hermano Dias Ferreira. Como não estava, continuou a busca e foi à tertúlia, que funcionava na botica Silva na Praça Raimundo Soares

farmácia silva.jpg

 

Aí depois de forçar a entrada, agrediu o Hermano e como o dr. Silva, boticário, protestasse, foi-lhe à cara e a outras partes, enquanto os serviçais alferes faziam a segurança.

Naturalmente como era valente e se distinguira matando pretos, alegadamente teria participado na Campanha do Gungunhana, injuriou os civis, com linguagem quarteleira, a mesma que usaria para agredir praças à espadeirada.

A coisa foi um escândalo, a tensão subiu entre civis e militares, foi pelo governo decretada a censura prévia  e tomadas medidas para que os civis não caçassem oficiais e lhes dessem a represália devida.

alexandre_ferreira_cabral_paes_do_amaral_medium.jp

Alexande Cabral Pais do Amaral

Foto genni.com

 

Disse sobre isto na Câmara dos Deputados, Alexandre Cabral: ''Exa. comprehende que factos d'esta ordem alarmaram a opinião publica em Abrantes, e produziram uma grande excitação, quer na classe militar, quer na classe civil; e d'aqui resultou que nessa noite e nas seguintes numerosos militares e paisanos se reuniram na praça publica, e foi preciso a, intervenção prudente do commandante militar e da autoridade civil para não haver factos graves''

 

 

 

farmacia silva 2002.jpg

 

Levado o caso ao Parlamento pelo deputado referido, sem mencionar o nome do Baptista,  acusou o governo de proteger os facínoras e de violar as garantias constitucionais: ''As providencias tomadas pelo Sr. Ministro do Reino não tiveram em mira serenar os animos, mas vexar os que tinham sido correctos no seu modo de proceder, estabelecendo para os seus escritos a censura previa. ''

O Senhor Ministro, como sempre meteu os pés pelas mãos e prometeu providências.

O escândalo fora a 25 de Janeiro e a 25 de Abril estava tudo na mesma pasmaceira, quando subiu à tribuna este homem:

Jose_Frederico_Laranjo.gif

Wikipédia.

José Frederico Laranjo, Par do Reino, do P. Progressista:

''Pediu a palavra para dirigir algumas perguntas ao Sr. Ministro da Guerra sobre factos passados em Abrantes, e que se prendem com a liberdade de imprensa, com os direitos dos cidadãos e com os deveres dos militares, sobre um e outros d'estes assuntos. No dia 25 de janeiro d'este anno, um jornal d'aquella localidade, O Echo do Tejo, publicava a seguinte noticia:

"Recrutas. Aos Srs. Ministro da Guerra e commandante do batalhão de caçadores 1.- Consta-nos, e é voz publica nesta villa, que alguns recrutas de caçadores teem sido por vezes maltratados durante a instrucção.

Como nos repugnam semelhantes processos, appellamos para S. Exas., porque cremos que, se forem verdadeiros os factos que correm nesta villa, não deixarão de tomar as providencias necessarias.

Os pobres recrutas vêem cumprir a obrigação militar que a lei lhes impõe e não devem estar sujeitos ainda a ser maltratados por palavras e acções".

Como se vê, a noticia está escrita correctamente. Dizia - consta-nos -o indicava um boato corrente, não dizia que o boato era certo ou não, e appellava com toda a cordura para o Sr. Ministro da Guerra e commandante de caçadores n.° 1 para que, se os factos fossem verdadeiros, fossem reprimidos.

O official militar que estava á frente da instrucção dos recrutas, e cujo nome não vinha na local, se tinha que queixar-se da local que elle, orador, leu, tinha uma maneira muito simples de se desafrontar: era desmentir o boato, no mesmo ou noutro jornal, rectificá-lo, e, se não se contentasse com isso, chamar o jornal, na pessoa do seu editor e de quem escrevera, aos tribunaes, que nelles se demonstraria se o facto eraa ou não verdadeiro e se a publicação da noticia era digna de algum castigo. Mas esse official procedeu por um modo muito differente, que se torna digno de censura e de correctivo.

Procurou o editor do jornal na typographia, e não o encontrando dirigiu-se a uma pharmacia da localidade, onde lhe disseram que estava, acompanhado por tres alferes, que vedaram a porta; e, entrando na pharmacia, dirigiu-se ao editor do j ornai, perguntando-lhe se elle era o editor do Echo do Tejo e, respondendo-lhe este que sim, encheu-o de murros e de injurias.

Voltando-se depois para o dono da pharmacia, parece que lhe pediu desculpa do acto que praticou; e respondendo este que não podia desculpá-lo porque o acto era indesculpavel e por que não devia ter aquelle procedimento em sua casa, visto que nada tinha com o facto, deu o iracundo official tambem murros no dono da pharmacia.

Ou. ali mesmo ou logo em seguida, outra pessoa censurou asperamente o Sr. official militar pelo seu procedimento e pelo facto de ter trazido comsigo tres alferes para lhe assegurarem a impunidade.

A esta não respondeu pela mesma fórma por que tinha respondido ás outras, mas aprazou-lhe o dia seguinte, ás 7 horas e meia da manhã, para tirar tambem um desforço.

Este desforço não chegou a realizar-se porque o Sr. commandante de caçadores n.° 1 impediu que o official saísse, quando já uma porção de populares se apresentara no local onde havia de realizar-se o duello ou o quer que fosse, resolvida essa porção de povo a não deixar proseguir um tal e tão insolito procedimento.

O* dois individuos que tinham sido maltratados queixaram-se pelas vias competentes.

O editor queixou-se ao Sr. commandante do districto de reserva, o pharmaceutico queixou se ao Governo de Sua Majestade.

Na outra Camara já um Sr. Deputado chamou a attenção do Sr. Ministro da Guerra sobre o assunto. (Gesto negativo do Sr. Ministro da Guerra) Consta-lhe a elle, orador, que o Sr. Alexandre Cabral dirigiu algumas perguntas a S. Exa. sobre este assunto. Foi dirigida a Sua Majestade uma queixa; logo, o Sr. Ministro deve estar informado do assunto.

Portanto, faz as observações seguintes: parece-lhe fundamentado o boato de que os recrutas teem sido maltratados na instrucção, porque no artigo publicado no Echo do Tejo, no numero seguinte ao da noticia referida, e de pois de passados os factos que expôs, vê-se que o articulista não tinha inserido aquella local senão em resultado de repetidas queixas que lhe tinham sido feitas.

Lê-se com effeito no dito jornal o seguinte:

"Vinha constando com desusada insistencia nesta villa que a instrucção militar dada a esses pobres rapazes, cujo coração sangra ainda com a nostalgia dos seus e dos amigos, era mais uma successão de scenas de insociabilidade humana do que a inoculação polida de regras e preceitos da guerra.

Redobravam as vozes, dia a dia, e a alma do povo, irmã gemea da dos recrutas, confragia-se ao ver as cutiladas recebidas pelos mancebos cordatos, obedientes e soffredores como só o são os soldados portugueses.

Concentraram-se por fim os clamores da indignação, e concretizaram-se em queixas repetidas e formaes á nossa redacção.

Mal podiamos, Sr. Ministro, acreditar no que de tão affrontoso nos expunham. Quisemos provas e não se fizeram ellas esperar - um recruta nos trouxeram com vestigio seguro de espadeirada recente.

Ante aquelle documento insuspeito não era licito duvidar. Assentámos desde logo em chamar a attenção do Sr. commandante do batalhão de caçadores n.° 1 e a de V. Exa. para taes irregularidades".

Constava lhe que o Sr. Ministro da Guerra tinha mandado syndicar a respeito d'estes maus tratamentos; perguntava qual fôra o resultado da syndicancia.

Fosse qual fosse o official militar que entrara na pharmacia e offendera e injuriara o editor do Echo do Tejo., e o dono da pharmacia, commettera tres crimes puniveis pelo Codigo Penal: um, a violação de domicilio, punivel pelo artigo 380.° do Codigo Penal; outro, o de offensas corporaes voluntarias, punivel pelo artigo 359.°: outro, o de injurias, punivel pelo artigo 410.°; havia, pois, uma accumulação de crimes, e com circunstancias aggravantes, uma d'ellas a premeditação; outra, ter sido o crime commettido com o auxilio de pessoas que poderiam assegurar-lhe a impunidade.

Os offendidos fizeram a sua queixa nos termos legaes. O editor do periodico queixou-se ao Sr. commandante do districto de recrutamento e reserva n.° 22; tinha ali transcrita e publicada a queixa com a indicação das testemunhas. O dono da pharmacia queixou-se ao Governo de Sua Majestade. Tinha tambem ali transcrita e publicada a queixa, e, como fôra dirigida ao Governo, o Sr. Ministro da Guerra devia conhecê-la. Perguntava: instaurara-se o competente processo, determinado pelos factos e queixas a que se referira? Estava o Sr. Ministro disposto a fazê-lo proseguir, como era de justiça?

Esperava a, resposta de S. Exa. que, decerto seria a que devia ser, a que era conforme á lei.

O Sr. Ministro da Guerra (Pimentel Pinto): - O Digno Par o Sr. Laranjo pediu-lhe informações acêrca de uns factos occorridos em Abrantes no dia 25 de janeiro.

pd_pimentelpinto.jpg

 Imagem Portugal Diocionário Histórico

Vae dizer a S. Exa. o que sabe.

No dia 25 de janeiro, o jornal o Echo do Tejo publicou a noticia que o Digno Par acabou de ler.

Essa noticia, como S. Exa. disse, é cordata, porque não cita o nome de ninguem, nem faz affirmações positivas e categoricas.

O jornal diz apenas constar-lhe que no batalhão de caçadores n.° l, aquartellado em Abrantes, alguns recrutas foram maltratados na instrucção, e appella para o commandante do batalhão para o Mi listro.

O commandante do regimento, crê, não o affirma, pelo facto de ver publicada essa noticia, mandou immediatamente que 3 major procedesse a uma syndicancia, ouvindo o commandante da companhia e ouvindo varios recrutas.

(...)

Depois d'isto, em consequencia de uma queixa feita pelo pharmaceutico a que S. Exa. se referiu e pelo proprietario do jornal que deu a noticia era questão, o commandante militar da localidade, que não era já o commandante do regimento, mas sim o commandante do districto de reserva, emfim a autoridade superior militar, recebendo a participação que se filiara na noticia do jornal, nomeou outro official, o Sr. major Menezes, commandante da artilharia de montanha, que está em Abrantes, para proceder a uma syndicancia, e em resultado d'ella esse major affirmou positiva e categoricamente que a noticia não era exacta.

Ouviu o commandante da companhia, procedeu a todas as diligencias no intuito de averiguar o que haveria de verdade na noticia publicada, e chegou á conclusão de que não era verdadeiro o boato a que a mesma noticia alludiu. E note-se que a segunda syndicancia foi feita, não já por qualquer official pertencente ao batalhão, mas pelo Sr. major Menezes, como já disse.

O Digno Par Sr. Laranjo leu, no referido jornal, a narração do que se passou em uma pharmacia, e tambem a noticia de que á redacção do Echo do Tejo se haviam ido queixar de maus tratos varios recrutas.

Elle, orador, não acredita, salvo prova em contrario, nesses maus tratos, porque, tendo-se procedido a duas syndicancias, em ambas se apurou a inexactidão dos boatos.

Quanto aos outros acontecimentos elle, orador, quis saber o que havia de verdade a tal respeito, pois que, tendo-lhe sido enviado o Echo do Tejo, lhe parecia exagerada a narrativa que elle trazia, e mandou perguntar, e pedir, o que havia sobre o processo que se deveria ter instaurado.

Viu então a queixa de quem escrevera a noticia, e é um soldado da primeira reserva, e a do pharmaceutico ambos expunham os factos exactamente como o Digno Par os referiu, o que para elle, orador, já alguma cousa significava; e tambem viu que o Sr. major Menezes, que procedeu á segunda syndicancia, confirmava terem-se realmente passado como as queixas allegavam, salvo algumas attenuantes, como, por exemplo, os outros tres officiaes não terem acompanhado o capitão para lhe assegurar a impunidade mas apenas para impedirem que entrasse mais alguem no estabelecimento, impunidade, é claro, que apenas seria momento, pois o procedimento ulterior ficava sempre assegurado.

Note-se que elle, orador, não está defendendo o official. Está apenas contando o que se averiguou, e referindo a circunstancia d'elle não ter ido ali com ideia de aggredir o pharmaceutico, e tanto que lhe pediu desculpa; mas este respondeu-lhe, não sabe o que, e o official zangou-se, seguindo-se o que é sabido.

Vê-se, portanto, que o official procedeu por um modo que a lei não permitte.

(...)

 

Feita a syndicancia pela qual se apurou a verdade dos factos attribuidos ao capitão, nem elle, orador, nem qualquer outra autoridade militar tem attribuições para intervir no procedimento a seguir, porque esse procedimento está determinado no Codigo de Justiça Militar.

 

(...).

Pela sua parte não tem elementos legaes para proceder de outro modo.

Crê ter respondido ao Digno Par de modo que não fique a mais pequena duvida acêrca do assunto para o qual S. Exa. chamou a sua attenção.

O Sr. Frederico Laranjo: - Pedira a palavra simplesmente para agradecer ao Sr. Ministro da Guerra as suas explicações e para notar uma cousa: parece lhe que S. Exa. disse que da syndicancia a que se tinha procedido, se tinha demonstrado que não eram verdadeiros os factos acêrca do mau tratamento dos recrutas; elle, orador, pede licença para acrescentar que não crê que o autor d'este artigo, que diz que lhe foram feitas diversas reclamações e apresentado um recruta com vestigios seguros de uma espadeirada recente, escrevesse isto com má fé. Mas certamente escreveu em boa fé defendendo uma causa que ao seu coração lhe parecia, e que é, sympathica: que os recrutas deviam ser tratados com toda a humanidade.

Relativamente ao resto, agradece ao Sr. Ministro as suas explicações e espera que o processo vá por deante como é de justiça.

O Sr. Ministro da Guerra (Pimentel Pinto): - Diz ao Digno Par que não pôs em duvida a boa fé de quem escreveu esse artigo; mas o que tambem não pode pôr em duvida é a verdade averiguada por dois officiaes que teem de respeitar o seu nome, a disciplina e o credito do exercito.''

baptista.jpg

o Baptista é o ´baixinho que está de farda.....

 

As vãs palavras do Pinto e os apelos à concórdia, foram estragados pelos ímpetos de desforra do Baptista que mandou 2 oficiais levar ao Laranjo um desafio para um duelo. O Baptista era um jovem e o Par do Reino quase um velho. O parlamentar tinha imunidade e não podia ser incomodado por ameaças quarteleiras, mas que importava isso a uma besta chamada Baptista?

 

António cabral pais do amaral.jpg

António Cabral

 

Isto levou a novo incidente parlamentar, em que António Cabral, pediu responsabilidades ao Governo. (...)

''

Não trago para aqui affrontas nem offensas a esse official implicado neste caso; não costumo aggredir ninguem pelas costas; quando quero fazê-lo, faço-o frente a frente, e assumo sempre a responsabilidade daquillo que digo, faço e escrevo, e em todos os campos.

Isto não são bravatas; é apenas dizer que estou no pleno uso do meu direito, estranhando o procedimento daquelle official que affrontou as immunidades e os direitos de um membro do poder legislativo, e protestando contra esse facto: porque não quero que ámanhã, quando eu, no uso do meu direito, levante qualquer questão e interrogue qualquer dos Srs. Ministros sobre qualquer prepotencia praticada, haja alguem que venha pedir-me explicações do que digo no Parlamento, no uso, repito, do meu direito.'' (...)

 

O Sr.Ministro meteu os pés pelas mãos.

O Baptista, o protegido da direita monárquica, chegou a Chefe do Governo e distinguiu-se pela sua brutalidade na repressão do movimento operário, durante a República. Em Abrantes os seus correligionários afonsistas deram-lhe o nome a uma rua, que  a ditadura substituiu  por um nome honrado: D.Miguel de Almeida.

 

Bibliografia: Actas Parlamentares; Cronologia do Eduardo Campos, que foi o único historiador local contemporâneo que teve a verticalidade de identificar o Baptista como o agressor do farmacêutico Silva e do Editor dos Eccos do Tejo 

 

A grafia das intervenções parlamentares é a praticada na época.

 

mn

 

 

 

 



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Domingo, 01.03.15

 

valentes 2.png

 devida vénia a este estudo muito recomendável

título.png

 

 

américo olavo.jpghttp://www.momentosdehistoria.com/MH_05_03_01_16_Exercito.htm

 

os mortos do Regimento de São Domingos estão ao abandono assim à entrada da Biblioteca A.Botto

infantaria mortos.jpg

Artur Falcão

 

Está na lista algum dos mortos no raid? Não sei, sei que a CMA tinha de cuidar dum imóvel de interesse público e não cuida.

 

Sei que um pateta avençado  nem se ocupou dos mortos na sua monografia anedótica sobre o Convento.

 

Sei que o Américo Olavo se refere à bravura das  tropas abrantinas nalgum livro de memórias.

 

Sei que o Américo Olavo era um militar madeirense e político afonsista (antes de mandar o Afonso Costa dar uma volta) e  deputado e que facilmente teria evitado ser colocado no ''front'', mas preferiu o sítio mais perigoso.

 

Tenho alguma carta dum militar abrantino de carreira, que pede uma cunha a um dirigente republicano, para ficar na retaguarda.Pobre Coronel que terminaria fascista.

 

A carta vai dirigida a Hélder Ribeiro.

 

A Helena Matos conta hoje rendições em Cabinda, Guiné e em Moçambique, em Omar, onde um batalhão teria ficado em cuecas nas mãos da Frelimo

 

 

 

O artigo da Helena Matos, no Observador, é imprescindível para ver como se teriam rendido os militares (em cuecas), como se portaram tipos como o Melo Antunes, como Almeida Santos  nas memórias parece sofrer da mesma doença de Zeinal Brava e assim por diante..... 

 

A rendição de Omar foi usada por Samora Machel como forma de pressão e chantagem para ceder tudo à Frelimo nas negociações de Lusaka, diz Helena Matos

 

Mas há outras versões, como a do alferes Costa Monteiro que comandava o Quartel, que não fala de rendição em cuecas e chama ''traidor'' a Almeida Santos e Cª   

 

omar.jpg

 e culpa a hierarquia. Ele era epenas miliciano, estava no mato e não no conforto do ar condicionado.

 

ma

 

foto do alferes macua blogs/Diabo 

 

 

leitura complementar :

"Traição de Omar" faz correr lágrimas em Spínola (3)

Ouvir com webReader

 

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2011/05/trai%C3%A7%C3%A3o-de-omar-faz-correr-l%C3%A1grimas-em-sp%C3%ADnola-3.html#more

 



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Terça-feira, 04.11.14

miaa edp.jpg

 O ministério explica que o projecto de instalação eléctrica  do medíocre e inestético cubo do licenciado alentejano (como gosta de dizer o nosso querido amigo Doutor Arq. António Castel-Branco, frisando a qualidade académica do homem), que a CMA queria construir em São Domingos já caducou.

Como bem diz o Sr.Director dos Serviços de Energia Edgar Antão a luz devia ter sido instalada no prazo de 2 anos a partir de certa data de 2010.

Ora estamos em 2014.

A malta pergunta o cubo ficará às  escuras?

Numas trevas medievais, como as que havia à noite em Casais de Revelhos, antes da Senhora Dona Maria de Assunção Pais do Amaral de Holstein-Beck escrever irada à Hidro-Eléctrica do Zêzere a intimar a empresa a electrificar a terra?

Muito respeitadora a Hidro, meteu lá a luz, contava o dr.Agostinho Baptista.

Bem o Cubo pode não ficar às escuras, pode funcionar à luz de velas.

Com o cuidado necessário para não deitarem fogo às valiosas telas da D.Lucília, a segunda maior pintora da terra, depois da Senhora Dona Maria Águeda Andrade.

Finalmente sugere-se construir um busto à Senhora Marquesa do Faial nos Casais.

ma

  



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Sábado, 18.10.14

Tivemos acesso à resposta dada à associação de defesa do património Tubucci pela CMA em relação às obras promovidas pela Comissão Fabriqueira de São Vicente na Vila Maria Amélia

 

Transcreve-se o ofício da CMA

 

tubucci cónego obras.png

Ou seja a Tubucci protestou, em carta recebida pela edilidade, em 18-6-2014, já as obras tinham começado em Maio 

obras vale roubão.jpg

 e o projecto de arquitectura só foi aprovado a 22-7-2014!!!!!

 

obras cónego 2.jpg

 assim se deu cabo dum jardim romântico, quase tão antigo como o do Castelo, graças à Santa Madre Igreja e ao Graça das Seringas.

Sugerimos à tutela, ou seja à CMA, que descubra como é que isto foi possível.

Ia acrescentar mais alguma coisa, mas outra foto é mais elucidativa

É da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais e mostra como o Cónego tratava da herança da D.Amélia Baeta

vale de roubao jardim 17.jpg

 Há mais de 20 anos que a quinta não tem qualquer utilização social, no sínodo diocesano sobre a família podem discutir alegremente sobre a incapacidade da Igreja administrar os seus bens

margarido vale de roubao.jpg

 Desconheço o autor desta última foto, mas anotarei que hoje no Diário de Notícias  a Presidenta disparata alegremente sobre o MIAA e reconhece que a petição venceu, não haverá torre do Carrilho em São Domingos.

Promete a ex-catequista do Graça das Seringas que no futuro MIAA haverá uma colecção de numismática.

Querem apostar que não ou querem que eu puxe pela língua a uma amigo da Presidenta que ela elogiou na última acta?????

A Senhora para variar não sabe o que diz, da mesma forma que a fiscalização não fiscaliza Cónegos.

E que o bento jurista não sabe fazer protocolos, porque parece que quer fazer outro pró MIAA com a Fundação Estrada.

Que aconteceu ao outro, diz-me São Bento????

MA



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Quinta-feira, 24.07.14

 

 

Bom povo, de cajado e barrete e tropa, aliás pouco marcial, memória dum tempo em que Abrantes era praça militar e os desfiles, dias de festa.

 

 

 

Boa letra tinha o Sobral (devia ser oficial) que escrevia, dá ideia, a um familiar, ainda criança.

 

Nunca tinha visto  este postal, o vendedor pede 75 € (!) . O  postal é um documento precioso mas é muito caro.

 

Entretanto ontem uns bandidos, noutra praça abrantina, a Raimundo Soares, limparam a ourivesaria que foi do Senhor Rómulo Lemos e onde por esta época havia um placard do Diário de Notícias e se juntava o povo para ler as novidades.

 

Sugerimos que à porta da Casa Falcão ponham outro placard e no dia que se leia lá:

 

HOJE NÃO HOUVE ASSALTOS!!!!

 

que repiquem os sinos e se atirem foguetes ( se o Cónego não exigir 500 € de esmola para mandar tocar os sinos)!!!

 

Como diria Cândido, o de Voltaire e não outro, Abrantes é uma cidade segura e vivemos no melhor dos mundos possíveis.

 

MN   



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Quinta-feira, 24.04.14

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<input ... > Álvaro Batista   disse sobre Direito de resposta: O espólio da Pedreira  na Quarta-feira, 23 de Abril de 2014 às 18:29:

     

Boa tarde Venho responder a questões aqui levantadas e pedir desde já desculpa pelo facto de não ter mencionado outro espólio para além da tacinha da sepultura 1. Reafirmo de novo que o espólio das escavações efetuadas pela Drª Maria Amélia no interior do Palácio dos Governadores e fora deste, todo ele se encontra na reserva do Museu devidamente acondicionado. Efetivamente nas escavações da Pedreira, particularmente na necrópole Visigótica, o espólio recolhido foi para além da taça, três fivelas de cinturão Visigóticas (sep. 3 e 8) e o anel (talvez pertencente sep. 9). Todo esse espólio foi entregue pelo Carlos Jorge à arqueóloga Maria Ramalho que viria a escavar na Pedreira em 1991 e 1993. Segundo sei todo esse espólio está à guarda da Maria Ramalho e no IGESPAR em Lisboa. Aliás a Drª Maria Ramalho é funcionária do próprio IGESPAR. Quanto à referência a diversos materiais de industria lítica, cerâmica e metálica da Idade do Bronze e romano, deu entrada na reserva do Museu D. Lopo, dado que tinha sido algum do espólio por mim então recolhido na década de 80. Aliás todo o espólio que dispunha doei ao Museu D. Lopo. Assim, Tomar (IPT) não tem nem nunca teve espólio algum da Pedreira e o Anel Visigótico (e o restante) está em Lisboa no IGESPAR à guarda da Drª Maria Ramalho. Segundo creio todo o espólio da Pedreira será para voltar para Abrantes quando dispusermos de um Museu e salas de reservas. Cumprimentos e o meu Bem -haja

 

 

Caro Álvaro:

Obrigado pela sua rápida resposta.

1-Fico contente pelo espólio das escavações no Castelo da Drª.Maria Amélia já estar nas reservas do D.Lopo. Sobre o estatuto jurídico do D.Lopo, do próprio edifício de Santa Maria do Castelo há coisas a comentar mas não são para aqui chamadas. Talvez as levante noutro post e noutro dia ou junto das entidades da tutela.

2-O Jana dizia que esse espólio foi depositado no Quartel. Não confio quase nada nas bocas do homem,  onde as meias-verdades se misturam com absurdos dislates como este, enquanto fala das Mouriscas ''.  ‘’O local onde apareceu a estátua romana que se encontra no Museu nem sequer foi sondado''. Ora uma estátua romana apareceu em Santa Maria e a outra na ''Quinta da Baeta'', Rossio ao Sul do Tejo e há uma publicação sobre isso do Prof.João Manuel Bairrão Oleiro : Uma estátua romana na Quinta da Baeta (Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes) / Joäo Manuel Bairräo de Oliveira da Silva Oleiro  e havia aliás fotografias sobre as escavações. Ora desde quando um Quartel é sítio para guardar antiguidades abrantinas????

3-Dado o tempo que a família Alves Jana esteve a mandar no Património nesta terra, através da Vereação de Cultura, e do infeliz consulado da chefa no MIAA, e dados os recursos financeiros vultuosos que tiveram, poderiam ter feito algo decente para proteger o património deste concelho e não o fizeram, pelo contrário patrocinaram uma campanha para arrasar São Domingos.

 

4-A simples diligência de solicitarem ao IGESPAR o envio para Abrantes dos materiais depositados em Lisboa aparentemente não foi feita.

 

5-Diz o Álvaro que não houve espólios depositados no IPT mas as informações oficiais publicadas pela tutela dizem o contrário.O processo é o S - 11649.

 

6-Não vou investigar (por agora) se há mais materiais, mas posso adiantar que o Laboratório de Restauro funciona  deficientemente, pergunte ao Dr.Gustavo ou ao Dr.Delfino.

 

7-Como o que interessa particularmente a esta página é  São Domingos, dá-se se conta dos resultados de certa escavação, processo S - 01228, em São Domingos onde se encontrou isto:

 

'' .Foram descobertas três aberturas na muralha do lado Sul do convento, as quais dão acesso a uma abóboda em pedra e a corredores, tudo parcialmente aterrado.''

 

Não estão datados nesta base de dados os dados. Aparentemente depois disso foi feita uma mini-escavação por Oesterbeck e há exigências de novas escavações nos pareceres da tutela e nada. E há este medíocre texto de Fernando Baptista Pereira, que pago a peso de ouro, para estudar o edifício nem sequer refere estas escavações. Porquê?????

 

Aparentemente porque queriam deixar enterrada a monumental cisterna medieval do edifício, que Duarte Castel-Branco previa recuperar, para obedecerem como um bando de parolos ao projecto  ilegal do Carrilho da Graça.  

 

Tudo para eles se resumia em prestarem vassalagem ao pedregulho, como diz o António Colaço.

 

Caro Álvaro. é tudo, por agora

 

Os nossos agradecimentos pelo seu trabalho em prol da arqueologia abrantina.

 

MA

 

 



publicado por porabrantes às 18:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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