Quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

 

(...) Os beneficiários da Solutec, usada para transacções financeiras no exterior de Portugal suspeitas de fuga ao fisco, seriam o construtor civil José da Conceição Guilherme e o seu filho Paulo Guilherme. As suas empresas têm estado envolvidas em vários casos de negócios imobiliários relacionados com indícios de crimes de corrupção que foram investigados e arquivados pelo MP e a Polícia Judiciária (PJ). Pai e filho teriam, de acordo com o mesmo interrogatório a que a SÁBADO teve acesso, o número de código “2.15” nos registos da Akoya.

Contactada a responsável pelo secretariado dos dois empresários, Fátima Marujo afirmou que “não estava autorizada” a dar qualquer endereço de email ou número de fax para que a SÁBADO enviasse um conjunto de questões a José e a Paulo Guilherme. Dias depois, após novo contacto telefónico, reiterou as ordens superiores, salientando que os dois se encontravam em Angola.

Nicolas Figueiredo revelou ao MP que os “fundos” da Solutec enviados para a Savoices teriam origem em contas bancárias da família Guilherme abertas no BESA. E que estes pagamentos estariam relacionados com negócios em Luanda. Um dos autos de interrogatório do gestor de fortunas é claro a esse respeito: “Tais contas receberam os proveitos de investimentos imobiliários realizados em Angola, designadamente um empreendimento situado na zona de Talatona, em Luanda, ao que se recorda designado Dolce Vita.” Confrontado com o extracto bancário da Savoices no Credit Suisse, com data de 29/11/10, Nicolas Figueiredo confirmou que “os movimentos financeiros (...) entre a Solutec e a Savoices poderão ter atingido o montante de cerca de 14 milhões de euros”.

Por duas vezes, o gestor de fortunas disse ao MP – a última no interrogatório realizado no DCIAP a 11 de Julho deste ano – que tinha ido a Angola visitar dois projectos imobiliários na zona de Talatona, entre eles o Dolce Vita, bem como outros “quatro empreendimentos”, localizados no centro de Luanda, um deles perto do edifício Escom, também “desenvolvidos por empresas ligadas a José Guilherme” e a sociedades angolanas.

Questionado sobre as razões das muitas viagens que fazia a Angola, cujos vistos oficiais de entrada no País terão sido várias vezes concedidos através de cartas-convite com origem no BESA, Nicolas Figueiredo esclareceu que ia ver os investimentos dos clientes e que também o fazia por “razões sociais”, sobretudo para se encontrar com alguns dos principais sócios da Akoya que estavam ligados ao Grupo BES: Álvaro Sobrinho e Hélder Bataglia (os dois controlavam pouco mais de 45% da Akoya e Ana Bruno detinha cerca de 5%). Bataglia era então também administrador-executivo do BESA.(...)

 

um milhão de euros em notas, esperemos que tivessem sido notas....

 

 

de quinhentos euros

 

(...)Segundo esta versão, o empréstimo terá depois sido pago sem mexer sequer nas referidas garantias bancárias. O dinheiro veio de “alguns activos” (não especificados no interrogatório) vendidos por Salgado e de “transferências que foram recebidas da conta da Solutec, ligada ao designado Grupo da Amadora, do sr. José Guilherme”, indicou Nicolas Figueiredo ao MP.

No processo-crime consta que os construtores civis movimentariam muito dinheiro suspeito de fuga ao fisco. Por exemplo, Paulo Guilherme teria também uma conta junto do Credit Suisse, de Singapura, em nome de outra sociedade, a Quadralis, que era alegadamente “alimentada através de entregas de dinheiro que o próprio depoente [Nicolas Figueiredo] recebia em Portugal”, segundo diz o interrogatório do MP a que a SÁBADO teve acesso. Nicolas Figueiredo revelou ao MP que se recordava de ter recebido, só em 2011, um total de cerca de 1 milhão de euros em notas, entregues por Paulo Guilherme.

À semelhança do que terá acontecido noutros casos, o dinheiro vivo entregue em Portugal não terá circulado de forma directa para as contas da Quadralis. O processo era outro: eram feitas as chamadas “operações de compensação”. Segundo Nicolas Figueiredo, a conta da Quadralis era alimentada com transferências financeiras interbancárias de outras entidades – por exemplo, das entidades Bestyeld e da Hagerman – equivalentes à entrega do numerário. Depois, o dinheiro em notas ficava nas mãos dos gestores da Akoya e era disponibilizado a outros clientes que o queriam receber de forma discreta em Portugal, ocorrendo em sentido inverso a operação de compensação interbancária no exterior.(....)

 

quem foi o benemérito.....

 

que cá em Abrantes exigiu..... outro dia,

 

o pagamento de 100.000 € em notas?????  

 

a redacção

porra, porque é que o paladino da indústria de caça pia às heranças não aceitaria cheques do BES e não passava recibos?

 

 

 

fontes: angola 24 horas, sábado (texto entre aspas)



publicado por porabrantes às 12:09 | link do post | comentar

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