Segunda-feira, 8 de Março de 2010

 Aproximam-se  as eleições para o IPT e Luiz Oosterbeck é uma das peças essenciais das estratégias em jogo, quando parece claro o afastamento do aposentado-presidente Pires da Silva, o homem que muitos observadores consideram demasiado influenciado por Oosterbeck.

Depois deste blogue ter divulgado as relações íntimas entre   Oosterbeck e o extremista de direita José Bayolo Pacheco do Amorim que foi o homem que impôs a sucessão no licenciado aposentado Pires da Silva (para garantir que a linha política que impusera ao IPT continuasse em boas mãos), convém recordar algumas das peripécias das passadas eleições para poder reflectir antes que escolher.

 

E recordar que a CMA que pode designar os representantes da sociedade civil que fazem parte do Colégio Eleitoral que escolhe o Presidente, nomeou  nas passadas eleições só vultos ligados ao PS que votaram disciplinadamente no candidato que o  extremista de direita José Bayolo Pacheco do Amorim designara como submisso delfim.

 

Como se a sociedade civil abrantina se resumisse aos quadros políticos socialistas.!!!!

Lembre-se que nas últimas eleições o licenciado aposentado Pires da Silva foi eleito por escassa margem face ao seu adversário Porf. Merca

 

Recorde-se que alguns socialistas abrantinos foram nomeados professores do IPT sem concurso público.

 

Recorde-se que Saldanha da Rocha e a C.M. do Mação possuem também o direito a nomear representantes e estão dispostos a fazer o necessário para que  o  naturalizado Oosterbeck permaneça como peça decisiva no actual xadrez do poder.

Vejam-se as declarações de Manuel Monteiro depois do seu forçado afastamento do quadro docente por motivos políticos camuflados em burocracias administrativas.

 

Recorde-se que Nelson de Carvalho tomou posição pública comentando as declarações de Monteiro à RTP, num sentido favorável ao licenciado aposentado Pires da Silva. 

 

Recorde-se ainda que parece ter sido decisiva a influência de socialistas abrantinos no governo para que fosse concedida licença a Pires da Silva para que acumulasse a sua situação de reformado com a Presidência do IPT. 

 

Para uma reflexão séria sobre este assunto publicamos esta elucidativa carta:

Exmo. Sr. Primeiro Ministro

Peço desculpa de estar a tomar o seu precioso tempo para um assunto que poderá parecer pouco relevante para o país mas que julgo ter grande importância como cidadão português residente em Tomar. O meu nome é João Branco dos Santos, e a questão em causa tem a ver com as eleições para presidente do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), nomeadamente no que diz respeito aos candidatos que se perfilam.
O IPT é neste momento uma das peças fundamentais do desenvolvimento da região onde se insere. Foi com alguma surpresa que tomei conhecimento da candidatura do Dr. Pires da Silva, actual Vice Presidente, para não falar da do Dr. Faria Paixão, ex-Vice Presidente, através do artigo que junto e que reflecte parte da realidade do que se tem passado e cuja grande responsabilidade se deve aqueles senhores. O Dr. Pires da Silva é o sucessor escolhido pelo Doutor Pacheco de Amorim, que tem o bom senso de não voltar a candidatar-se, devido a sua adiantada idade. O Dr. Pires da Silva aparece como vice presidente em substituição do Dr. Faria Paixão por indicação deste quando foi ocupar o lugar de subdirector do ensino superior, quando era ministro o Professor Doutor Pedro Lynce. Quando do seu regresso ao politécnico tentou recuperar o lugar mas foi-lhe negado. Entretanto o Dr. Pires da Silva passou à reforma, contudo passado algum tempo por despacho da Ministra da Educação foi autorizado a retomar o seu posto. No referido despacho é referido que a autorização era dada com muita relutância e apenas até ao fim do mandato do Professor Pacheco de Amorim, daí a grande surpresa da sua candidatura. A verdade é que o Professor, por vários motivos, quer de todas as maneiras assegurar a eleição do Dr. Pires da Silva e o seu empenho chega ao ponto de estar a chamar os possíveis eleitores ao seu gabinete e através de possíveis medidas coercivas "obrigar" os mesmos a votar no seu candidato. E o mesmo tem feito o candidato. Verificam-se manobras pouco claras podendo citar-se o facto de que a nomeação, aleatória, dos representantes das comunidades, em nº de 19, ser feita pelo presidente em exercício. O estatuto do IPT refere no nº1 do artigo 14º que para além dos professores em exercício só podem ser eleitas individualidades de reconhecido mérito e alargada experiência profissional, o que não é o caso. Os outros dois candidatos são o Engº Santovaia, Vice Presidente e o Doutor Merca, Director da Escola Superior de Tecnologia de Tomar. O Dr. Pires da Silva tem à partida quase assegurados os 19 votos da representação da comunidade pelos motivos acima indicados e com a agravante da lista, ao que parece ser apenas revelada nas vésperas da eleição. O que à partida é uma vantagem que poderá eleger o candidato que seguramente não terá o apoio da grande maioria dos docentes e funcionários do IPT. Por outro lado o Dr. Pires da Silva, como reformado, não faz parte dos docentes do IPT, pelo que, se for eleito, terá de pedir autorização para exercer, ao Sr. Ministro do Ensino Superior, autorização esta que demorará, provavelmente alguns meses e que poderá ser deferida ou não. No caso negativo provavelmente terá que ser repetido o acto eleitoral que poderá arrastar-se por mais alguns meses. Como consequência andará o IPT sem rumo, em lenta agonia, numa altura em que é fundamental haver uma estratégia bem definida que permita a consolidação urgente do IPT, para bem da região onde se insere. Situação ainda mais grave é se algum dos candidatos contestar a eleição alegando que o candidato vencedor é reformado e só deveria ter-se apresentado ao acto eleitoral com autorização ministerial. Facto este que poderia arrastar a situação por um período demasiado prolongado. Estranho, é também, o boato a circular na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes de que se outro candidato ganhasse as eleições fecharia a Escola. Solução absurda uma vez que ninguém poderá deixar de reconhecer que para o desenvolvimento da região aquela escola é tão fundamental como as outras Escolas do IPT e o encerramento daquela escola implicaria o desaparecimento do Instituto.
Este argumento poderá, eventualmente, ter sido usado junto do Presidente da Câmara de Abrantes para este pressionar o Dr. Jorge Lacão no sentido de este se posicionar de forma a garantir a autorização, junto do Sr. Ministro do Ensino Superior, para que o Dr. Pires da Silva, caso seja eleito, pudesse exercer as funções de presidente do IPT. É evidente, que acredito, que um tal pedido a acontecer não teria qualquer seguimento da parte do Dr. Jorge Lacão, nem tão pouco do governo credível por si dirigido.
Mais uma vez peço desculpa para o incómodo que lhe estou a causar, mas o assunto é para o IPT e região, a meu ver, de extrema importância para que não fosse levado ao seu conhecimento, pois está nas suas mãos a não autorização de exercício do cargo em caso da eleição do referido candidato.
Com os melhores cumprimentos. ''

 

Podem encontrar-se aqui muito mais informações sobre este assunto.

 

Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 08:12 | link do post | comentar

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