Terça-feira, 30 de Março de 2010

 

Karl Marx como uma boa parte dos filósofos (mesmo católicos como o nosso António de Pádua, vulgo o milagreiro Santo António de Lisboa) são gente inteligente, que merece ser lida por pessoas com capacidade de discernimento nos textos originais e não nos catecismos de divulgação que os simplificadores gostam de distribuir ao ''povo''.

 

A deificação do ''povo'' como entidade mítica (o Zé dos Anzóis é um gajo completamente diferente da Clementina da Taverna, como aquele Senhor que morreu, honesto taberneiro de profissão e a quem o povo chamava ''PF'' ou seja Picha Fria, coisa que incomodou muito a gazeta beata dos promotores imobiliários a caminho da falência) é mais própria do fascismo e na sua versão lusa do salazarismo, que de qualquer ideário de esquerdas.

 

O problema é que a  deificação do povo feita pelo SNI e animada por gajos como o António Ferro, que de empresário provocador de talento ao serviço de Fernando Pessoa passou (é preciso ganhar a vida) a propagandista do salazarismo, passou para a esquerda e boa parte dos nossos intelectuais de esquerda, além de beatos católicos são provenientes dessa escola.

 

Ou pior, como é o caso dum dos mais preclaros vultos do marxismo saloio lusitano, Fernando Luso Soares, eram provenientes da escória fascista que achava que o dr. Salazar não era suficientemente ''facho''.

 

Um exemplo desta beatificação das coisas populares é o rancho fóclorico do Pego e toda a escola de folcloristas que são filhos directos do SPN depois SNI.

 

Um dia destes daremos umas dicas sobre as relações directas entre folcloristas e o aparelho ideológico da ditadura, que os mandava dançar o vira, para encanto dos nossos Governadores Civis, como o saudoso D.Bernardo, tanto do agrado de João Pico.

 

Vem esta conversa acerca da poesia ''popular''.

 

Que é a nova versão abrantina do folclorismo à moda do Pego.

 

Olhem para isto:

 

UTIA – Hino da Universidade
Refrão
Se fores até Abrantes
Ai vai, vai, vai, vai
Não é tudo como dantes
Ai, Ai, Ai Ai

Se passares por Abrantes
Pára e sobe à cidade
E verás os estudantes (bis)
Da nossa Terceira Idade

Refrão

Depois sobe ao castelo
Verás vistas deslumbrantes
Acharás tudo mais belo
Não é tudo como dantes.

Refrão

A nossa Universidade
É uma fonte dos amores
Apoia qualquer idade
Alunos e professores.

Autoria: letra e música
Maria Piedade Anselmo
(poetisa popular)

 

O que a gente gosta mais é da rima entre Ai, vai, vai, vai/ com Ai,Ai, Ai

 

Estava a poetisa ''popular'' aflita e começou a dar Ais?

 

Estão os da Universidade dos Idosos tão achacados que o hino tem de incluir : Ai, Ai, Ai?

 

A poesia não tem ser popular ou aristocrática, deve ser boa ou má.

 

A da Dona Piedade é uma desgraça.

 

Boa, feita por um pobre diabo que vendia cautelas era esta:

Não Dês Esmola a Santinhos

 

MOTE 

Não dês esmola a santinhos, 
Se queres ser bom cidadão; 
Dá antes aos pobrezinhos 
Uma fatia de pão. 

GLOSAS 

Não dês, porque a padralhada 
Pega nas tuas esmolinhas 
E compra frangos e galinhas 
Para comer de tomatada; 
E os santos não provam nada, 
Nem o cheiro, coitadinhos... 
Os padres bebem bons vinhos 
Por taças finas, bonitas... 
Se elas são p'ra parasitas, 
Não dês esmola a santinhos. 

Missas não mandes dizer, 
Nem lhes faças mais promessas 
E nem mandes armar essas 
Se um dia alguém te morrer. 
Não dês nada que fazer 
Ao padre e ao sacristão, 
A ver para onde eles vão... 
Trabalhar, não, com certeza. 
Dá sempre esmola à pobreza 
Se queres ser bom cidadão. 

Tu não vês que aquela gente 
Chega até a fingir que chora, 
Afirmando o que ignora, 
Assim descaradamente!?... 
Arranjam voz comovente 
Para jludir os parvinhos 
E fazem-se muito mansinhos, 
Que é o seu modo de mamar; 
Portanto, o que lhe hás-de dar, 
Dá antes aos pobrezinhos. 

Lembra-te o que, à sexta-feira, 
O sacristão — o mariola! — 
Diz, quando pede a esmola: 
«Isto é p'rà ajuda da cera»... 
Já poucos caem na asneira, 
Mas em tempos que lá vão, 
Juntavam grande porção 
De dinheiro, em prata e cobre, 
E não davam a um pobre 
Uma fatia de pão. 

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

Quem era mais popular ? A Dona Piedade dos ais-ais, ou o cauteleiro que detestava a padralhada?

 

POR ISSO VIMOS ROGAR À DONA MARIA DO CÉU QUE NÃO GASTE DINHEIRO EM EDITAR LIVROS (OU A COMPRÁ-LOS AO QUILO À PALHA DE ABRANTES, QUANDO AS POETISAS FOREM COMO A DONA MARIA DA PIEDADE).

 

Haverá certamente pior, o Saldanha da Rocha é o pior poeta do Ribatejo!!!!

 

Finalmente já que se fala de poesia, vimos penhoradamente agradecer aos senhores da luta contra o cancro que parece que se deram à poesia erótico-satírica não terem recitado isto:

 

 

''Nunca te foram ao cu

nem nas perninhas, aposto!!!

Mas um homem como tu,

lavadinho, todo nu, gosto!

 

Sem ter pentelho nenhum,

 

com certeza não desgosto,

até gosto!

Mas gosto mais de fedelhos.

Vou-lhes ao cu,

dou-lhes conselhos,

enfim gosto.

 

Atribuído a António Botto, pela conhecida libertina Natália Correia e que certamente será declamado no primeiro casamento gay a celebrar em Abrantes.

 

Espera-se que o M.P. não acabe por mandar prender o declamador por incitação à pedofilia.

 

 

 

 

Dedicamos este cantinho da poesia à S.D. Ana Baptista Pereira, que está a meter no blogue dela, poesias, com o título:  Adormecer com ........

e sai a vítima Ricardo Reis, Sofia de Mello Breyner e por aí adiante.

 

 

Não podia a Dona Ana contentar-se em dormir só com o marido e deixar os vates em paz?

 

Porque o Senhor Manuel Alegre de Mello Duarte pode achar que não quer adormecer  com ela....

 

Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 12:09 | link do post | comentar

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