É no que resulta a espontaneidade do entusiasmo ao microfone.
O raio do homem não se podia conter e ficar calado?
Talvez a estreia, troca do botão no voz-off ou tentativa de conquista de audiências lançando como mote "um problema muito mais complicado, mais polémico e que vai dar que falar!”
Foram momentos radiofónicos delirantes e se não ouvidos, difíceis de acreditar!
Aqui Alves Jana bem contribuiu para a igualdade do género pois colocando a língua a trabalhar antes do cérebro a funcionar, esticou-se no despropósito que nem uma mulher acabadinha de ingerir uma overdose de cafeína!
Deve ter encontrado a guerra civil em ambiente doméstico e levado um raspanete da historiadora, de três em pipa!
Este programa radiofónico é dos transmitidos a horas tardias em que as pessoas estão mergulhadas nos braços de Morfeu ou agarradas ao televisor levando a que escassos ouvintes se tivessem apercebido da sinceridade de Jana, extremamente importante para a sociedade abrantina.
Naturalmente que os excertos deste programa que dariam bastante que falar e cativariam audiências e dar, nem foram repetidos éne vezes durante o horário nobre senão mais povo ficaria sabedor de pormenores da Colecção Estrada nem a Antena Livre disponiciliza o sistema informático de arquivo em podcast para se poder ouvir o programa em diferido.
Por acaso cá o Cidadão abt apanhou uns excertos dessa conversa, ficando na dúvida se a voz seria mesmo do filósofo ou se alguém teria tomado o lugar dele.
É o risco dos directos especialmente se acontecerem depois de jantares bem regados!
Entretanto o silêncio que se abateu sobre o assunto é bem revelador do clientelismo autárquico a funcionar em pleno!
Caro amigo,
O dr.Jana tem tendência a falar demais e gosta muito de falar.
Dizia-me o Cónego Freitas (que Deus tenha na sua Santa Glória) que o Jana daria um grande pregador da Semana Santa, daqueles que até
fariam chorar as pedras da calçada.
Dizia o Reverendo que o Jana se estava sempre a referir àqueles malvados que cuspiram no Senhor, lhe puseram uma coroa de espinhos e o ascenderam ao Gólgota.
Cada pregador tem o seu tique, dizia, sábio, o Cónego,
O senhor D.António era muito arrevezado, usava palavras difíceis, raciocínios elaborados, por exemplo para chamar merdosos aos do Souto,
chamou-lhes estercorários e por isso ninguém entendia o que Sua Reverência pregava.
São preferíveis pregadores tipo Jana, a puxar ao popularucho, capazes de fazer saltar as lágrimas às velhas e o dinheiro do bolso dos forretas.
Mas os excessos de populismo, tipo Jeová, também são condenáveis. Havia um padre no Souto que num Sermão disse: ''e os judeus atiram
escarretas ao Senhor. ....''
Dizia estas coisas sábias, o bondoso sacerdote que estará no Céu, porque terá remido as penas do purgatório, por ter de aturar em vida, cada domingo e dia santo o coro desafinado do Baptista e a música circense do Batata Gil.
Parece-me que na homilia radiofónica de que tratamos, o pregador se esqueceu desta regra de ouro:
''não lançar gafanhotos''......
foram tantos, que ainda estamos
aqui a falar disso....
Marcello de Noronha
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