A versão oficiosa da História de Abrantes que encontra no Candeias Silva o seu pontífice e no Martinho Gaspar o seu sacristão, tem vindo a sustentar que a descoberta oficial da origem militar dos Mourões como ponte novecentista se deve ao Oficial de Cavalaria e revolucionário de Abril, Salgueiro Maia.
O Salgueiro Maia depois de ser colocado na prateleira pelo Eanes dedicou-se a coisas de Património, tirou um curso superior que lhe permitiu complementar a sua formação académica e tinha um certo gosto por coisas de História.
A ele devemos a criação em Santarém do Museu de Cavalaria da EPC, hoje em Abrantes.
É uma coisa que se deve agradecer.
Mas a História deve ser verdadeira e não dar a Salgueiro Maia, o que pertence a outro militar.
O Rossio e os Mourões nos inícios do século XX
Reproduz-se de seguida excerto dum artigo, num jornal local, em época relativamente anterior à comunicação do achado de Salgueiro Maia aos abrantinos (feito numa sessão cultural celebrada em Abrantes, da responsabilidade da ADEPRA-Associação de Defesa do Património da Região de Abrantes, nos finais da década de setenta ,salvo erro). O artigo é da responsabilidade do Sr.Capitão Rodrigues Vicente, já falecido, que entre outras actividades bairristas foi dirigente da Liga dos Amigos de Abrantes e responsável pela publicação do Boletim da Liga.
A Liga teve a última sede na Rua Grande e terminou de forma selvagem às mãos da edilidade presidida por Nelson Carvalho, coisa que será aqui abordada quando houver pachorra.
Vão-me responder que Salgueiro Maia exibiu uma mapa e mais papéis relativos à ponte que estavam num arquivo histórico militar.
Não contesto.

(Mourões por volta de 1968)
Porque é que não convidaram o capitão abrantino e tiveram de ir a Santarém desencantar o golpista de Abril ( e se calhar de Março...) ?
Rodrigues Vicente para escrever o que escreveu, certamente teria ido aos arquivos militares ou outros e se calhar tinha os dados em casa.
Mas era mais fino (para a prosaica mente provinciana dos organizadores) trazer um ''especialista'' de fora para deslumbrar os abrantinos....
O mesmo raciocínio político da tropa que manda na autarquia (que são os mesmos, ou aparentados ) que está sempre disposta a deslumbrar-se perante qualquer investidor ''misterioso'' que por aqui desembarca e a dar-lhe crédito e terrenos.
O Maia não pode ser comparado a esses ''mecenas'', mas veio repetir parcialmente o que já tinha dito Rodrigues Vicente. E provavelmente outro antes dele.

(Mourões depois da classificação como Imóvel de Interesse Público-1971- foto) IGESPAR
Resta uma formalidade burocrática. Dizer qual é o Jornal e a data de publicação. Mas vamos aguardar. Deixemos a tropa dos caça-subsídios ter o trabalho de passar umas horas na António Botto, a folhear colecções de jornais antigos.
Assim aprendem coisas.
Aos nossos amigos que queiram saber a data e o jornal perguntem para porabrantes@hotmail.com que teremos o melhor gosto em responder.
Marcello de Noronha, da Tubucci
NOTA-O Capitão Vicente sustenta no texto que a ponte militar foi erguida sobre os ''alicerces '' duma ponte romana e quer ver ainda ali restos romanos. Coisa duvidosa. Mas susceptível de discussão. Perto foram encontrados restos arqueológicos romanos pelo Álvaro Baptista no âmbito das suas ''curiosas'' actividades arqueológicas.
Mas a investigação arqueológica já quase não pode ser feita para comprovar isso, porque o Júlio Bento mandou fazer obras do Aquapólis na área de protecção do IGESPAR sem liçença do dito.E puseram máquinas pesadas a remexer a àrea. Resultado: adeus calhaus romanos ( se os houvesse...)
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