O historiador que se encontrou em 4º lugar no ranking da gloriosa escola histórica do Souto definiu certa vez o dr. João Castro e Solla Soares Mendes como ''fascista'' e ''latifundiário''.
O homem é dado ao políticamente correcto.
Não disse ''fascista'' disse ligado ao antigo regime.
Não disse ''latifundiário'' mas disse qualquer coisa como grande proprietário rural.
Numa versão recente, revista e corrigida, da revista da seita, aproveitou as nossas lições à borla e lá disse que João Soares Mendes era um industrial.
Mas continuou a considerá-lo um ''fascista''.
Não conseguiu o homem mostrar uma só prova da admiração ou ligação de João Soares Mendes à Ditadura.
O dr. João Castro e Solla Soares Mendes de que falamos foi um aristocrata pelo sangue materno e paterno mas sobretudo foi um aristocrata do espírito.
A indústria deve certamente muito ao empresário que conseguiu manter a funcionar as Fundições do Rocio de Abrantes em pleno Prec, enquanto as falências se multiplicavam graças à crise económica e ao Prec.
Quem tem boa memória lembra-se do que sucedeu aos Investimentos ousados da fábrica de reboques Bioucas, já no concelho de Constância, onde está hoje a Tuperware.
E não é preciso ter grande memória para sabe o que sucedeu à MDF. Ou ao Jota Pimenta......
Pois bem, João e Amadeu Soares Mendes em plena recessão e em anarquia revolucionária mantiveram em funcionamento uma unidade de indústria pesada com mais de uma centena de trabalhadores.
Se isso não é ser bom empresário e merecer a gratidão dos abrantinos, estamos todos certamente a nadar num mar de ingratidão.
Mas, João Soares Mendes foi um homem dado ao mecenato, à preservação das memórias abrantinas e chegou a ser (como hobbie) antiquário, com estabelecimento aberto ali para a bandas da Rua de São Pedro.
Amador de coisas belas foi um grande coleccionador de arte e se a sua colecção não chegou a um Museu Abrantino, podem agradecer a humilhações e favoritismos municipais, que magoaram a sua viúva, a escritora e apoiante da petição, Tereza de Mello, que aliás protestou nas páginas dum jornal local contra esses favorecimentos mesquinhos.

Como exemplo do mecenato do Dr .João Soares Mendes e da sua Família recordamos este altar da Igreja de São João, por ele doado, embora lá figure una lápide com o nome dos seus Pais.
Aspecto parcial do altar referido foto da D.G.M.N.
Parte da colecção de arte do Dr. João Castro Solla Soares Mendes vai agora do dia 15 a 18 a Leilão na prestigiado Palácio do Correio-Mór e é possível através da Net ter acesso ao catálogo das peças.
Dizem-nos que o dinheiro obtido será destinado a obras benéficas por vontade da Escritora Tereza de Mello e naturalmente pelo respeito a essa vontade manifestado pelos seus Herdeiros.
| Lote | 0191 |
| Descrição | Salva e gomil em prata portuguesa, trabalho da primeira metade do séc. XVIII. Gomil com corpo liso em forma de balaústre com bocal largo, terminando em bico, com asa em forma de 'S' estilizado. Salva lisa de bordo moldurado com centro circular alteado com encaixe para o gomil. Ambas as peças com marca de contraste de Lisboa (L-24), datável de c.1720 a c.1750, marca de ourives ourives F/M.R. (variante L-249), de Manuel Roque Ferrão, datável de c.1720 a c.1770. Sinais de uso e gomil com amolgadelas no bojo. (2) Peso aprox.: 1546 gr.; Diam. aprox.: 33,5 cm. Ewer and salver, Portuguese silver, first half of the 18th century. |
| Notas | Salientamos a invulgar proporção deste gomil, que se inspira em modelos mais recuados, de desenho simples, obra do importante ourives de Lisboa, Manuel Roque Ferrão. O Museu Regional do Abade de Baçal, em Bragança, tem um gomil muito semelhante na sua colecção, embora de maiores proporções e com a gravação das armas episcopais de Frei João da Cruz. Na colecção da Sé de Angra do Heroísmo, Açores, existe um gomil semelhante, na forma e propoção. |
| Proveniência | Antiga Colecção Dr. João Castro Sola Soares Mendes. |
| Estimativa | € 8.000 / € 12.000 |
A peça que reproduzimos, com a devida vénia, do excelente Catálogo do leilão, demonstra a qualidade e os gostos da colecção do Dr. João Soares Mendes, um apaixonado pelos trabalhos da prata portuguesa do século XVIII.
O Por Abrantes apela aos coleccionadores abrantinos e às autoridades municipais que licitem no leilão, para impedir que estas obras saiam de Abrantes e ao mesmo tempo para que se enriqueça o MIIA.
Uma Câmara que pagou 5.600 € por uma medalha de oiro dos anos 60 mais umas papeladas do Dr. Agostinho Baptista, não tem desculpa para deixar fugir estas peças
Miguel Abrantes
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