Víctor Alves disse sobre Os ciganos em Abrantes na Sexta-feira, 10 de Maio de 2013 às 01:06:
Parece-me que quem publicou este artigo é claramente alguém filiado em algum partido de esquerda, talvez até esquerda radical, tendo em conta os argumentos ofensivos às pessoas que vivem no Lazareto, rotulando-os como "burgueses" (nota-se aqui o insulto).
Parece que o autor deste artigo lembrou-se de criticar a discriminação que se faz da etnia cigana em relação às demais pessoas, mas caiu na armadilha de discriminar as pessoas que vivem em Lazarote, chamando-os "burgueses"; "especuladores de terrenos", como se de um grupo desprezivel e distante da sociedade se tratasse.
Observação: Não se esqueça, também, da crítica gratuíta ao Jota Pico e Presbítero, atribuindo-lhes o título de "neo-fascistas" e "amigos de publicitários da Pide-DGS".
Nota-se, também, o ataque directo, mencionando o partido CDS-PP (partido de direita), e um ataque à Igreja Católica (na parte que se refere à pedofilia - não sei qual é a relevancia de se dizer isto num artigo que tem em vista, tão somente, o assunto da expulsão dos ciganos de Lazarote).
Repare, caro amigo, caso o amigo viva em Abrantes e sinta, ou tenha sentido , alguma vez, medo e terror de ciganos, não é com ataques gratuítos, facções políticas (com fim de defender um partido) e ataques dirigidos a um grupo de pessoas possuidoras de formas de pensar diferentes da sua) que se resolve o problema da convivência com as pessoas de etnia cigana.
As pessoas de Abrantes têm que unir-se para combater este problema (terror e medo que as pessoas de etnia cigana têm espalhado) que afecta a comunidade abrantina.
Enquanto os ciganos são unidos entre si, nós, cidadãos de abrantes estamos divididos. Lembro que, como ditam os provérbios populares, "a união faz a força" e "o povo unido jamais será vencido". A união dos cidadãos de Abrantes é essencial para resolver o problema da ameaça que a população cigana têm-nos feito.
E, enquanto perdermos tempo com as "guerrinhas" políticas e com ataques pessoas, muitas vezes gratuítos, não resolvemos o problema que assalta actualmente a cidade de Abrantes.
Apenas para terminar, o amigo citou o director nacional da Pastoral dos Ciganos, quem disse "... o cigano não se sente bem no nosso seio...". Mas a questão, no nosso caso, é inversa. Será que nós sentimo-nos bem no seio dos ciganos (que tomam conta da cidade?) ?
Caro Amigo.
Em primeiro lugar obrigado pelo seu comentário. Se bem notará este post data de há 3 anos. Portanto deve ser interpretado tendo em conta uma polémica que nos envolvia com o blogue Pico do Zêzere então dirigido nominalmente pelo João Pico que tinha sido candidato à CMA pelo CDS.
Esse blogue, herdeiro político duma folha difamatória chamada Zé da Cachoeira, estava ligado a reverendos vultos da Igreja de Abrantes como um tipo que diz que é jurista e a dois sacerdote mais que duvidosos.
Quem tenha lido o nosso blogue durante os últimos 3 anos sabe que temos uma postura clara sobre a questão da insegurança nesta cidade.
As autoridades ou seja a CMA/PS/PSP (antigo chefe) sustentavam que não havia insegurança.
Os abrantinos sofriam assaltos constantes, o tráfico de drogas imperava, os comerciantes pagavam uma cómoda mensalidade a mafiosos, houve o assassinato dum camionista, ajustes de contas a tiros com perseguição tipo Chicago anos 20 pelo centro da Cidade, tiroteios dentro do hospital, etc.
Mas as autoridades referidas tiveram o descaramento cínico de dizer que o que havia era o ‘’parâmetro normal’’.
Este blogue tomou a posição clara de dizer a verdade e de chamar mentirosos e incompetentes a quem pelo silêncio e pela mentira defendiam os marginais.
Acontece que boa parte dos marginais pertenciam a comunidades ciganas, aliás divididas por questões tribais e com base no Vale das Rãs e num acampamento ilegal em São Macário.
E acontece que o acampamento ilegal de São Macário já devia ter sido puramente demolido e pelo contrário proliferam as construções ilegais face à passividade da D.Maria do Céu e dos fiscais da CMA.
Denunciámos tudo isso, portanto podem chamar-nos muitas coisas, menos dizer que metemos a cabeça na areia como os hipócritas e as avestruzes.
Fomos mais longe (e há gente de Esquerda como eu no blogue, como há pessoas de Direita, todas unidas naquilo que achamos ser a defesa de Abrantes) e denunciámos as atitudes obscurantistas da mediadora cigana que defende práticas bárbaras, passíveis de prisão como os casamentos de menores e a chamada prova de virgindade.
E eu defendo que quem faz a apologia destas práticas não pode ser funcionário público. Deve ser posto no olho da rua. Aliás como devia acontecer aos edis que fazem pagamentos ilegais.
Sou um burguês com muita honra e portanto quando digo que outras pessoas são burguesas não estou a insultar ninguém.
Quando falei em ‘’especuladores’’ referi-me concretamente a quem urbanizou a zona perto do Lazareto, comprando terrenos baratos e vendendo-os caros.
Especular não é mais que a lógica intrínseca do capitalismo, o resultado dum sistema económico baseado no mercado.
Foi o que fez o Cónego José da Graça e a direcção do Centro Interparoquial de Abrantes quando meteu o dinheiro dos pobres em operações especulativas do Lemhan Brothers e o perdeu.
O que eu disse sobre o Lazareto é que as pessoas que lá vivem (que agora são ciganas, coisa quem nem sempre sucedeu) já lá viviam antes de se construírem os prédios ou o próprio La Salle.
O Lazareto era um local onde se confinavam os doentes com doenças contagiosas e os terrenos eram propriedade municipal.
Por volta da década de 40-50 foi cedido pela CMA à Conferência de São Vicente de Paulo para construírem casas para pobres. Situação parecida com o Bairro das Barreiras do Tejo.
E foi administrado por ela até à chegada do Graça das heranças ao leme das Paróquias abrantinas.
Sobre a forma como o Graça administrou esse património, esta notícia é elucidava. Bem como esta.
Lazareto -O Mirante
Em 2005 diz que descobriu que havia o Bairro das Barreiras e já levava 20 anos nesta terra. Em 2008 descobriu o Lazareto.
o Lazareto -o Mirante
Que tinha andado a fazer?.
Uma amiga minha da família da D.Amélia Baeta diz-me que andara a fazer prospecção de mercado. Ou seja a localizar idosos/as ricas com terrenos urbanizáveis ou casarões para lhes salvar as almas.
O resultado disso é que as paróquias de Abrantes são dos maiores proprietários urbanos no centro urbano de Abrantes e a última aquisição foi uma série de imóveis, alguns classificados, feitos através de escrituras de justificação notarial, algumas ilegais.
O resultado disso é a Quinta de Solano de Abreu a cair.
O resultado disso é, segundo a Imprensa, o homem a ser investigado pela polícia.
De maneira que volto reafirmar o que escrevi em 2010. Os ciganos do Lazareto devem ficar onde estão. Mas aquilo tem de ser requalificado. Pela Igreja que é a dona. E com apoio municipal. Que o Graça, o Aníbal Melo e a Isilda bolsem alarvidades e que sacudam a água do capote, só demonstra a sua insensibilidade a qualquer questão social. O Vale das Rãs deve ser requalificado. O acampamento de São Macário deve ser demolido por ilegal. E terá de ser procurada uma solução para quem aí vive.
Não demoliu João Soares, Presidente da CM de Lisboa, o Casal Ventoso?
Os problemas de segurança provocados pelos ciganos são uma questão de polícia e devem ser resolvidos pela repressão e por uma aplicação pesada do arsenal de penas que está no Código Penal.
Resta o CDS-PP. Este partido é uma força da Direita democrática e actualmente em Abrantes é dirigido por democratas.
Houve um momento em Abrantes em que era dirigido por um fascista da extrema-direita chamado João Pico.
E houve um tal Anacleto Baptista que foi mandatário do homem da extrema-direita para líder do PSD abrantino.
As coisas são assim, amigo, claras.
Cumprimentos
Miguel Abrantes
História
grândola- escavação Igreja São Pedro
montalvo e as ciência do nosso tempo
Instituto de História Social (Holanda)
associação de defesa do património santarém
Fontes de História Militar e Diplomática
Dicionário do Império Português
Fontes de História politica portuguesa
história Religiosa de Portugal
histórias de Portugal em Marrocos
centro de estudos históricos unl
Ilhas
abrantes
abrantes (links antigos)