Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

 

 

Isso meu amigo, são nomes de bons e leais Fulas, raça de senhores, estirpe de guerreiros, que fizeram a djidah por Portugal.

 

 

Pagava ao Homem Grande da Tabanca uma viagem a Meca o Kako Baldé, que era o nome de guerra dum bravo que já se batera contra os russos em Estalinegrado,  dirigira uma carga de cavalaria da GNR contra o povo que vitoriava Delgado à porta do Liceu Camões, e fizera a guerra em Angola.

 

Em troca dum Fode Embaló se passar a chamar Hadji Fode Embaló os seus homens caçavam balantas.

 

Spínola era o nome da lenda de monóculo e dele ouvi dizer a Galvão de Melo: O Coronel Spínola era muito famoso em Angola. No distrito dele não havia turras, mas também não havia população civil.

 

Armou os fulas para se defrontarem com os balantas e e enfrentou-se a um caudilho indígena de etnia papel, o Nino, que fez a guerrilha com ferocidade e génio.

 

Dirigiu um tio meu uma coluna que saiu de Bafatá, Chaimites como as de Abril, tudo tropa vinda da EPC da velha Scallabis e iam ver duma tabanca fula  que os ''grunhos'' tinham flagelado.

 

No final da picada, lá estava a aldeia fula. Há problemas perguntaram? Não, meu alferes, aqui tem as orelhas dos balantas.

 

Um dia, o capitão da companhia passou-se dos carretos. O nome vem nos jornais da época. Tinha estado preso em Goa, quando Vassalo e Silva se rendeu quase sem dar um tiro. Ficara um pouco passado. Dizia que estava farto de perder guerras. Andava o Spínola de amores com Senghor, aquele poeta amigo de Pompidou, tinham estudado na  Sorbonne juntos e para fazer um trio  juntava-se  o Aimeé Cesaire, o poeta crioulo da  Guadalupe, que nunca defendeu a independência da sua terra, porque dizia, cínico, os franceses escravizaram-nos durante 400 anos, agora terão de andar outros 400 anos a sustentarem-nos com subsídios.

 

As tropas lusas apanhavam morteirada vinda do Senegal e não podiam replicar. O bravo capitão passou-se. Invadiu o Senegal e destruiu o primeiro posto fronteiriço. Não ficou contente. Havia mais postos da tropa senegalesa e do PAIGC uns 10 Km para lá da raia. A Coluna arrasou-os também e regressaram vitoriosos e eufóricos a Bafatá.

 

O escândalo foi tal que deu reunião do Conselho de Segurança da ONU. E o capitão transferido para a Metrópole onde foi julgado em tribunal militar, sendo Advogado o cunhado, que depois foi Secretário dos Negócios Estrangeiros em algum governo PS.

 

O bravo capitão é  hoje arquitecto e pintor. Mas de vez em quando dá-lhe a nostalgia das guerras. Outro dia pedia num forúm da net cópia de algum guião do RI 2 porque estava a pintar os guiões de todas as unidades que combateram no Ultramar.

 

O alferes a quem ofereceram as orelhas  era abrantino e já morreu. Em combate contra uma leucemia aos 40 anos.

 

Muitos dos bravos fulas foram entregues aos  do PAIGG e foram fuzilados. Eram homens valentes e cruéis como os da esta tribo que o meu amigo Cidadão Abt resgatou.

 

 

 

 Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 23:50 | link do post

De O Cidadão abt a 15 de Junho de 2013 às 19:31

A certa altura da descrição Fula, o Miguel Abrantes refere-se a Angola mas salvo erro, supõe cá o Cidadão que o teatro de operações em questão, protagonizado pelo General Spínola, se cingiu ao território guineense...


De porabrantes a 15 de Junho de 2013 às 21:15
Olá amigo:
O Coronel Spínola ofereceu-se voluntário a Salazar para combater em Angola. Foi Comandante do Batalhão de Cavalaria 345 de 1961 1 63. Foi voluntário para Angola. A opinião do Galvão de Melo cheira-me a dor de cotovelo. Foi expressa quando estavam já os 2 na Junta de Salvação Nacional.
Cumprimentos MA


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