Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

Supomos que quando Eurico Consciência, António Bandos, o professor de ginástica  Passarinho e mais alguns fundaram o PS de Abrantes não estavam a pensar que ele ia terminar nisto.

 

Também achamos que quando o povo de Oeiras sufragou nas urnas um ex - Magistrado (do MP!), actualmente em descanso sabático atrás das grades, não estava mais que a demonstrar que não era burro e que  era estruturalmente cavaquista (Partido donde vinha o Isaltino, já o terão expulso????) ou seja que raramente se engana e que quase nunca tem dúvidas.

O eleitorado de Oeiras apenas cumpriu uma velha constatação, que René Remond  explicou um dia. Não valia apena fazer leis em França para expulsar da política caciques corruptos, mesmo que  com condenação transitada em julgado, porque na primeira oportunidade o povo da sua circunscrição voltava a elegê-los ou elegia quem eles apoiassem.

Esse bravo povo tricolor não admitia que a Justiça lhe dissesse que se tinha enganado ao eleger um político menos recomendável.

A saga do signor Berlusconi, agora a ponto de dinamitar mais um governo italiano, aliás dirigido por um sobrinho dum dos seus capangas, é nova prova do acerto da opinião de René Remond.

 

Regressando ao doce caso abrantino e retirando a tirada fácil de que em Abrantes tudo como dantes, excepto ICA, que foi à vida ou para a Comissão de Cidadania, esse magnífico e isento foro onde a Hália Costa Santos demonstrava a sua independência auto-suspendendo-se de directora da folha oficiosa, com o mesmo garbo e salero com que traíra o mandato popular que lhe dera o povo PS do Sardoal para ser deputada municipal, a constatação óbvia é que o aglomerado de interesses reunido à volta da esposa do dentista Albuquerque ganhou uma batalha, perdida por Abrantes, mas não ganhou a guerra.

 

 

Quanto tempo aguentou o cacique Henrique Augusto Silva Martins até que a cólera abrantina o forçou a uma vergonhosa exoneração, que levou aliás à morte trágica do nª 2  , França Machado?


Muito, mas caiu, para bem da higiene abrantina....

 

 

 

Quanto tempo aguentou o cacique Nelson Carvalho até que uma visita da PJ e uma escutas telefónicas, onde foi apanhado a confidenciar a um anónimo, falando do insigne Bento Pedro, que a Câmara andava a fazer uma sacanice a  ''um senhor do Pego e aos filhos'', o forçaram a abandonar o cargo, não se apresentando às eleições seguintes?

 

 

 

 

 

O estofo moral deste PS está contido nesta frase e ao voltar a apresentar o Carvalho, definiu-se a si próprio. 

 

 

 

 

É tudo uma questão de tempo. Terá de chegar o momento em que a indignação cívica ou uma intervenção da tutela termine com o status quo que conduziu a comprar uma herdade por um milhão de euros e a vendê-la a uma empresa duvidosa no mesmo dia por uma centena de milhares de euros, preço que dava para comprar 50 oliveiras centenárias, dessas que o gosto pimba e pequeno-burguês da esposa do dentista Albuquerque acha imprescindível para que as crianças de Alferrarede tenham bons resultados escolares.

 

 

E  que conduziu também ao senhor Carvalho a arranjar emprego no feliz comprador, aquele que bradava homófobo, que os deputados não acudiam a visitá-lo, porque não tinha ''lá maricas''. Glorioso patrão tinha o Carvalho!

 

Na Madeira e no Porto e noutros pontos do país a indignação cívica faz acumular sonoras e pesadas derrotas às candidaturas do sistema. O Passos, esse excelso correligionário do Armando Fernandes, é batido nas urnas duma forma miserável, entre outras coisas porque escolheu para alter ego um doutor  da mula ruça, made in Tomar, cuja grande ideia para regenerar Portugal era vender a RTP ao corrupto e sanguinário déspota africano José Eduardo dos Santos.....

 

 

Também chegará o momento de concretizar em Abrantes um abanão cívico para nos libertar do espartilho deste PS, que não é certamente já o Partido de Eurico Consciência, mas apenas o ''manto diáfano '' (obrigado ò Zé Maria Eça de Queiroz!!!!'') que encobre jogadas como as da RPP.

 

 

Cabe aos abrantinos terminar com este status quo.

 

 

E agora cabe fazer a devida homenagem a dois homens, dois políticos locais, Santana-Maia Leonardo e Belém-Coelho que no último mandato  deram o melhor de si, que é o melhor de Abrantes, para frontal e corajosamente, defenderam os interesses de Abrantes, enfrentando-se ao sistema local institucionalizado,  sendo inclusivamente atraiçoados pela formação política que os elegera, onde a Srª Engª Manuela Ruivo acolhia renegados do partido e não apoiava aqueles a quem devia a notoriedade política.

 

 

Nunca em Abrantes, depois do 25 de Abril, houve uma Oposição como esta, dura, corajosa, intransigente,activa e apenas interessada em defender-nos e completamente alheia a jogadas eleitorais. 

 

 

Será com pessoas como Santana-Maia Leonardo e Belém Coelho que terá de ser construída a alternativa e a prova de que eles são uma ameaça real para o aglomerado imperante de interesses, foi dada ontem pela descabelada e agalegada sessão de insultos radiofónica, na Voz do Dono, protagonizada por um idoso da Amoreira, que perdera evidentemente a cabeça.   

    

         

  PS- Já saberá o Bento Pedro quem escreveu a minutazinha?    

 

 

a redacção

 

parece que há respostas para dar, serão dadas.... 



publicado por porabrantes às 18:11 | link do post

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