(...)
Lembro-me do maravilhoso António Saraiva, que morreu este ano, a explicar-nos, no maravilhoso restaurante da família dele, em Nafarros, que todos estes pinhais foram plantados na terra onde apenas havia vinhas, quando Colares deixou de ser a região vinícola mais importante do centro e do Sul do país.
"Raios partam os cimentos, os pinheiros e os passarinhos", dizia ele, lamentando o declínio do Ramisco e da Malvasia.
Os pinheiros podem ser novos, mas os hábitos modernizaram-se. Dantes vinha gente de Abrantes que assava as pinhas, cobertas por mantas de caruma, só para vender os pinhões. Viviam um mês inteiro nos pinhais.
Hoje aproveitam-se não só os pinhões, como as madeiras e as resinas, para rebuçados e perfumes. Nada se perde: tudo se ganha.
(...)
com a devida vénia, pub no Público onde pode ler o artigo completo