Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Crónica publicada no mensário Voz da Minha Terra (Janeiro)

 

Desta crónica apenas aproveitamos por razões de espaço 2 ou 3 previsões, é uma pena porque a Bruxa é do melhor:

Sou a mais recente vidente com consultório instalado em Mação. Chamo-me Maria da Purificação, os meus bisavós eram desta região e decidi-me a deixar Lisboa, definitivamente, porque acredito, cada vez mais, nas potencialidades do interior como alavanca para a recuperação do nosso país. Não venho vender gato por lebre mas estou decidida a ajudar Mação e a sua gente a desmistificar o muito gato por lebre que por aqui tem continuadamente sido vendido. Tenho estado muitíssimo informada acerca de tudo quanto por aqui palpita em todos os sectores da vida de Mação, seja a nível político, social, religioso e, até, por que não dizê-lo, desportivo.
As minhas previsões para 2010 baseiam-se, assim, em realidades palpáveis e a minha actividade , para além de financiar e assegurar a minha própria sobrevivência, quero que seja um contributo que vise aumentar a auto-estima, a auto-afirmação ( estão a ver, sempre a palavrinha mágica Mação em acção….) e a auto-aprovação de todos os que virão recorrer aos meus qualificados serviços. Já se vê, por aqui, que não posso dar azo a qualquer demagogia associada  a esta mui nobre actividade de prever o que nos espera.
As previsões que tenho para Mação, em geral – é certo que no caso concreto de cada um dos maçanicos, em particular, elas alinharão por uma espécie de interdependência positiva – são muito animadoras porque estão  enraizadas nas desconhecidas capacidades dos seus moradores. Chegou a hora de pôr fim a 35 anos de continuada anestesia geral .Chegou a hora de romper a teia bem urdida pela  aranha autárquica laranja que há mais de 35 anos enleia, enreda e adormece a generosidade dos maçanicos.
 As minhas previsões serão, apenas e só, mais um contributo a juntar ao empenhamento de alguns poucos que tudo têm feito para conseguirem libertar-se dessa teia, em regra mal sucedidos ou por incapacidade própria ou  por desavenças fomentadas e alimentadas pelo mesmo poder autárquico, fomento esse entendido como parte integrante e nuclear da estratégia de adormecimento e anestesia.
O meu objectivo, e mais clara não posso ser, é o do exercício de uma moderna actividade que convoca o melhor das energias que adivinho dentro de cada um,  da esquerda à direita, na perfeita conjugação de uma carta astrológica todos os dias sujeita a fundamentadas actualizações.
Deixo estes princípios gerais para avançar, então, com o primeiro núcleo de previsões para 2010 em Mação, Abrantes e arredores:
 
NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA- Mais cedo do que o previsto, o vereador Vasco tomará conta dos destinos da autarquia.Assim se perpetuará o poder laranja.Pode haver novidades da IGAL que torne menos pacífica tal mudança.
 (...)
 
 
 
NOVO ARRANJO DO LARGO DO CINETEATRO-A autarquia vai, finalmente, abrir os olhos e perceber que, face ao crescente ruído, sobretudo dos muitos visitantes do Museu Rupestre ,não será mais possível continuar a aceitar tamanha contradição neste atentado ao património construído permitindo a vergonha da fachada da construção que ali se exibe.
 
ABRANTES DEIXA CAIR PEDREGULHO. Um saltinho, que o espaço acabou, a Abrantes.Prevejo, finalmente, que a nova presidente dará ouvidos ao ensurdecedor ruído da opinião pública que não quer ver edificado o chamado Pedregulho do arquitecto Carrilho.
 _____________________________________________
PS.1- Qualquer semelhança entre o descrito e a realidade…
(........):

antónio colaço in ânimo

 

PS Um óptimo 2010 para o António Colaço, Para o Mação sem políticos rupestres  e para Abrantes sem Pedregulho!!!

 



publicado por porabrantes às 18:40 | link do post | comentar

 

Pico está numa da bicharada.

 

 

OS CÃES E OS GATOS DERAM-LHE VOLTA AO BLOGUE

 

ESTAMOS SOLIDÁRIOS

 

COM O HOMEM!!!!!

 

 

 

 

ESTES BICHOS SÃO MUITO PERIGOSOS!!!

 

                      

 

 

 

NÃO FALANDO EM CASAIS ANIMAIS CONTRA-NATURA.....

 

 

 

É PRECISO UMA POSTURA MUNICIPAL PARA DEFENDER O POVO NÃO DO CARRILHO DA GRAÇA , MAS DA BICHARADA

 

 

ESPECIALMENTE INFORMÁTICA 

 

O TINTIN DEVIA LEVAR SEMPRE COM TRELA E AÇAIME A MILOU ( OU SERIA UM CÃO?)

 

 

NÃO FALANDO CASO PATOLÓGICO DO OBÉLIX

 ou DESTE VIRA-LATA AERODINÂMICO....

 

 

ROGAMOS ÀS AUTORIDADES QUE PROIBAM O MELHOR AMIGO DO HOMEM 

 

NO CONCELHO

 

 

   



publicado por porabrantes às 13:17 | link do post | comentar

 

No seu blogue, João Pico resolveu de novo passar ao narcisismo e teorizar sobre o 25 de Abril, o PREC e coisas dessas....

''

 
João Pico que defendeu a Liberdade e só por isso aderiu ao 25 de Abril, pese toda a desilusão do PREC, que foi o primeiro a combater e a fazer levar ao Souto um pelotão do RI 2 de Abrantes para "protegerem dos reaccionários"(diziam esses tropas) a assembleia de voto toda pintada com letras garrafais de mais de 1 metro de altura de " CDS" e de "PPD"nas eleições de Abril de 1975, não será agora que iria desistir.
Verifico até que Abrantes está cada vez mais cercada de incompetentes. O que me obriga a permanecer na luta.''
.

 

 

Ou seja João Pico '' defendeu a liberdade''

 

como?

TERÁ PINTADO AS PAREDES DA REBOLEIRA COM COISAS DESTAS?

 

que HORROR!

 

TERÁ IDO TER COM O BOSS DA JOTA PIMENTA E TER-LHE-Á DITO:

 

Ò CHEFE POR FAVOR NÃO PONHA MAIS PUBLICIDADE NA REVISTA DA DGS!!!

 

???......

terá mandado um telegrama de apoio a Galvão de Melo depois deste ter dito pela RTP que o 25 de Abril não se fizera para que os gays se manifestassem nas ruas pacatas de Lisboa?

 

 

 

Não sabemos, só sabemos que para proteger o ''povo'' do Souto que não sabia aparentemente votar pela sua própria cabecinha, foi buscar um pelotão de magalas ao RI2, para montar um dispositivo contra ataques fascistas no Souto, no dia 25 de Abril de 1975.

 

 

 

ISTO É QUERIA QUE O POVO PROVAVELMENTE ADERISSE À ESTIMADÍSSIMA. ALIANÇA...

  

 

 

e O POVO DO SOUTO, sensato e ordeiro, votou à DIREITA, com tropa ou sem tropa.....

 

 

Grande povo, pobre

                              PICO.....

 



publicado por porabrantes às 09:12 | link do post | comentar

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

No prestigiado quinzenário católico Nova Aliança, dirigido pela aristocrata

 

Foto Nova Aliança

 

Drª Ana Soares ,Mendes, advogada e militante católica, membro da Comissão Pastoral Diocesana para a Comunicação Social, que em boa hora o nosso Venerando Prelado D.Antonino Dias

 

Foto Reconquista

 

 

nomeou para esse alto cargo, acaba de sair um importante artigo sobre o MIIA do nosso colaborador Dr.Paulo Falcão Tavares que nós publicámos em primeira mão e que mereceu alguns comentários alarves dum dos mais boçais líderes políticos da região.

 

Trata-se dum texto de suma importância para uma reflexão aprofundada sobre a epistemologia do património abrantino, que aliás se integra no espírito de reflexão e militância apostólica que o nosso Venerando Pastor apontou, com palavras bíblicas, quando se  dirigiu à Diocese exigindo um esforço na defesa do Património Artístico e Arquitectónico Católico, durante tanto tempo negligenciado.

Também o Doutor Arquitecto António de Ataíde Castel-Branco tem nas páginas deste e doutros periódicos discutido o património religioso de Abrantes, ameaçado por Carrilho da Graça.

 

 

Ainda no mesmo número na sua coluna habitual, o líder laranja e chefe da oposição democrática à D.Maria do Céu , o valente apoiante da petição on-line contra o projecto de Carrilho da Graça, o homem que arrastou consigo à assinatura deste documento a fina flor da classe política abrantina como Luis Ablu ou o  dr.  Valentim, já não falando no Vereador Rui André, exprime duma forma elevada e caridosa a indignação de boa parte da população portuguesa contra o casamento de pessoas do mesmo sexo.

 

 

 

Foto amar Abrantes

 

 

 

Dr.Rui André

 

(foto sua)

SANTANA-MAIA CONDENA O CASAMENTO GAY COM PALAVRAS VIBRANTES.

VÊ-SE QUE PERMANECE FIEL AOS VALORES QUE LHE INCULCARAM NO ENSINO  CATÓLICO!!!!

ESTAMOS CERTOS QUE A D.MARIA DO CÉU TAMBÉM DISCORDA

DISTO!!!!

 

 

 

 

A EXCELENTE LINHA EDITORIAL É TAMBÉM PRODUTO DO ACTIVISMO DOS DOIS SEUS -DIRECTORES ADJUNTOS REVERENDO CÓNEGO GRAÇA E SOLICITADOR ANACLETO BAPTISTA, PILARES DA FÉ CATÓLICA EM ABRANTES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É UMA PENA QUE NUM JORNAL CATÓLICO SE DEIXEM ESCREVER TEXTOS MEDIOCRES

A UM TAL JOÃO PICO QUE NO SEU BLOGUE ATACA A POSIÇÃO ETICAMENTE INDISCUTÍVEL DO DR.SANTANA-MAIA LEONARDO, assumindo assim implicitamente a defesa deste ataque legislativo contra as instituições tradicionais do nosso POVO.

 

Que diria o dr.

Paulo Portas a isto?

Não nos admira que o Pico admire a Torre do Carrilho da Graça.

Estamos certos que é porque o Carrilho e a Lili Caneças defendem o casamento gay!!!!

 

POR ABRANTES



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Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Ou seja a nossa admirada D.Ana voltou ao ataque,

 

 Foto da Senhora de B.P.

( ei-la aqui no seu look mais fashion)

 

 

Está furiosa!

 

Com o Ministra!

 

Com a Cultura!

 

Com a Arquitecta!

 

Só não está com este senhor que organizou o show de recepção ao tenente-coronel Putin

 

                         Foto da Presidência da República

 

Calma, D. Ana nós telefonamos ao Carlos César para o Palácio onde viveu outra Senhora, por acaso Marquesa, que foi namorada do Nemésio, e metemos uma cunha!!!!

 Foto

azores.gov.pt

 

Mas ò D. Ana  queixar-se do  Elísio Summavielle, que era o patrão do IGESPAR e da Arquitecta que homologou o parecer aqui divulgado sobre o ante-projecto do MIIA fica-lhe mal!!!!

 

E dizer cobras e lagartos do Ecomuseu do Seixal do bom do Nabais e dos ex-camaradas da CDU é pouco caridoso.

 

Mas o melhor é ler as razões da birra da D. Ana.  

 

E quando tivermos pachorra explicamos a razão da birra!

 

POR ABRANTES



publicado por porabrantes às 01:00 | link do post | comentar

Um dos últimos actos cívicos de Tereza de Mello foi a assinatura da petição contra o pedregulho do Carrilho.

Pouco depois uma morte súbita surpreendia a Escritora na sua casa da Quinta de São João em Abrantes.

 

Tivemos acesso a um dos seus últimos textos inéditos que não resistimos a publicar.

 

 

 - A MINHA TIA LOURDES
 
 
                                TEREZA DE MELLO  
 
 
 
 
            Quando nasci chamara-me Maria de Lourdes e eu não reclamei. Era-me indiferente que me chamassem Maria de Lourdes como me seria indiferente que me chamassem Aurélia, Gertrudes ou até Raimunda
            Quinze dias depois, dentro dum  complicado  vestido comprido e cheio de rendas, baptizaram-me, na igreja, definitivamente com esse nome. Ficou a fazer parte de mim, da minha alma, da minha vida, confundido comigo.
            Mais tarde, deitada no berço, corada, cheia de febre, sempre a chorar, afligi muito os meus pais que não me largaram um instante. Porém, os remédios e os médicos acabaram por vencer aquela luta contra a morte que me ameaçava.
            Fui crescendo e, como todas as crianças, fiz a primeira gracinha, tive o primeiro dente. Aprendi a andar, primeiro de gatas, depois de pé amparada aos moveis, e por fim dava grandes passeios pelas salas, partindo tudo.
            Mas, quando cheguei ao uso da razão, detestei o nome e, indignada, quis saber o motivo daquela infeliz escolha. Se fosse em memória da Mãe de Deus, bastava que me chamassem Maria. Maria e mais nada. Mas não, lá vinha o embirrento Lourdes a seguir.
            Então explicaram-me que tinha sido em memória de uma irmã de meu Pai que tinha morrido antes de eu nascer.
            Amaldiçoei a tia e as pieguices sentimentais da família.
            Mais tarde, quando estava para casar, deram-me vários objectos que lhe tinham pertencido: um sinete, colheres de chá e o seu retrato pintado a óleo. Arrumei tudo ao pé dos outros presentes e, entusiasmada com a vida que me esperava, nunca mais pensei neles.
 
            Só depois passados tempos, já instalada na minha nova casa, me tornei a lembrar das coisas da tia Lourdes. Guardei as colheres e o sinete e fui buscar o quadro.
            Andei com ele às voltas sem saber onde o colocar. Por fim escolhi a parede principal que dominava toda a sala. Pendurei-o por cima dum velho cravo há muito silencioso, defronte do meu sofá predilecto. Assim comodamente instalada, podia observar o seu vestido cor de rosa , os seus grandes olhos castanhos, a boca bem desenhada, semiaberto, num sorriso que mostrava os dentes muito brancos e certos.
            O meu marido passava os dias fora a trabalhar como engenheiro na construção duma barragem. Só vinha a casa nos fins de semana.
            Assim, sozinha, numa cidade estranha onde não conhecia ninguém, fazia tricot, lia , mas sentia uma necessidade enorme de falar. Faltavam-me os meus irmãos e as minhas amigas que enchiam a casa dos meus pais. Habituada como estava a falar pelos cotovelos , acontecia dar por mim a pensar alto, a falar sozinha.
            A tia Lourdes, no seu quadro, sorria-me compreensiva. Era a minha única companhia sempre presente
            Para me desforrar, escrevia às minhas amigas, e quando lacrava as cartas, com o seu sinete, ficava esquecida a rola-lo nas minhas mãos, olhando-o, fazendo conjecturas, imaginando outras cartas, as cartas que a tia Lourdes teria lacrado com ele. Então entre nós nascia uma ligação estranha que eu não conseguia definir nem afastar.
            Chegava o lanche. Parava com a minha correspondência. Comia a primeira torrada e enchia a xícara com o chá muito forte. Deitava o açúcar  e mexia-o com uma das colherinhas  que fora da tia Lourdes. Lá estavam as suas iniciais que eram também as minhas… Esquecia-me do chá e das torradas  ficava a olhar aquelas duas letras bem esculpidas, de novo emocionada.
            A tia Lourdes tornara-se numa obsessão. Passei a falar com ela em grande intimidade, desabafando o que me afligia ou entusiasmava.
            A tia Lourdes era um ídolo que eu revestia de todas as qualidades, mas nada sabia ao certo dela. Nunca me tinha interessado por isso. Só depois em virtude do uso das suas coisas, sentia necessidade de conhecer a sua vida: como tinha sido, o que pensara, o que sentira. Tinha que descobrir, não me conformava já
com as minhas invenções.
            Nessa altura estávamos no Verão e os meus pais como de costume, tinham ido passar esses meses na quinta que tinha sido de meus avós. Decidi aparecer-lhes de surpresa. Talvez eles me ajudassem.
            Quando cheguei, não encontrei ninguém. Só voltavam para jantar. Corri a casa de ponta a ponta a matar saudades. Lá estavam na parede do meu antigo quarto de dormir  a marcar as minhas sucessivas alturas. Encostei-me à parede, estava na mesma, da altura do último risco. Corri pelos corredores, pelos salões, espreitei a casa de jantar, a cozinha, a copa, e por fim fui para uma das salas fazer horas. Sentei-me e só então me lembrei do sótão… Como é que nunca me tinha lembrado dele ?
            Levantei-me num pulo, subi as escadas em caracol, empurrei a porta que rangeu e entrei  devagarinho, religiosamente como num templo.
            Havia muitos anos que estava fechado. Nunca ninguém lá ia. Encantou-me o seu mistério que cheirava a mofo. Senti presenças ocultas.           Olhei em volta: apenas as aranhas imperturbáveis a fazerem as suas teias. As suas teias rendadas, complicadas, e brilhantes do sol que entrava por uma frincha duma telha partida. Eram tão bonitas… Fiquei a olhá-las encantada e quase esquecida da minha tia Lourdes. À minha volta cadeiras partidas, sofás fora de uso, telas rasgadas, candeeiros de petróleo, rimas de revistas de 1900, baús, arcas.
            Fui-as abrindo ao calhar: bonecas decepadas, sapatos de cetim minúsculos, feltros velhos, tudo muito bem arrumado, cada qual no seu cantinho.
            Desanimada, sentei-me no chão a ganhar coragem. Depois abri outra arca: plumas, missangas, rendas e vestidos de outras épocas. Comecei a tirá-los, remexi tudo e, santo Deus, lá estava o vestido cor de rosa …Era de seda grossa bordada, a saia muito rodada, o corpinho justo e decotado, as mangas pelos cotovelos.
            Não resisti a vesti-lo. E nesse momento, senti-me confundida, estranha, como se deixasse de ser eu e apenas fosse a continuação de uma outra vida que voltava.
            Ao passear pelos quartos esconsos, baixando a cabeça para não bater nos tectos e ouvindo o frufru do meu vestido, encontrei uma caixa de música. Dei-lhe corda e começou a tocar. Sentei-me num canapé, encostei a cabeça nas suas costas, recebi a música, fechei os olhos e senti-me a recuar no tempo.
            Comecei a ouvir burburinhos ao longe. Vozes indistintas aproximavam-se. Alguém me pedia para dançar. Olhei. Um senhor de casaca, esperava se mi debruçado, como numa vénia, sobre mim. Levantei-me e, enquanto recopiávamos  por entre os outros pares, todos vestidos à moda de 1900, ouvi divertida os seus elogios, mas não deixava de estar emocionada. Era contagioso tanto entusiasmo nos seus projectos comigo. Projectos imaginários, em que eu não podia colaborar. E sofria duplamente por isso; por mim e por ele que não dsistia.
            Brilhavam velas acesas nos lustres pendurados nos tectos de masseira . à volta do salão, sentadas em cadeiras douradas, senhoras decotadas e carregadas de jóias cochichavam por detrás dos leques de madre pérola.Senhores em pequenos grupos, discutiam politica e falavam de caçadas.
            As velas iam ardendo, diminuindo
            Caiu-me um pingo de cera numa das mangas do vestido. Continuávamos a dançar. Agora calados, divagando absorvidos.
A musica tocava cada vez mais devagar, mais devagar. Cada nota ficava suspensa, parada… Acabava a corda da caixa de música. E eu voltava à realidade. Esfreguei os olhos, atordoada. Estava exausta, como se tivesse vindo de muito longe … de muito longe.
            Levantei-me cambaleando e recomecei as minhas buscas. Só me faltava ver um pequeno baú que coloquei em cima do canapé onde me voltei a sentar. Tinha perdido já todas as esperanças de descobrir alguma coisa. Abri a tampa, desinteressada, e fiquei sem respiração.\Atados com uma fitinha, imensos retratos, todos da tia Loudes. A tia Lourdes a fazer ski na Suiça, a tia Lourdes a saltar a cavalo, a tia Lourdes a tocar guitarra, a tia Lourdes com uma espingarda, e penduradas à volta da cintura, uma porção de perdizes, a tia Lourdes no seu primeiro baile com o vestido cor de rosa.
            Emocionada, procurei melhor. Bilhetes postais ilustrados, agendas e o seu carnet de baile, o seu diário, pouco a pouco, foram-me revelando magicamente a sua vida.
            A tia Lourdes fazia versos, sonetos apaixonados, tristes, melancólicos, às vezes irónicos e revoltados.
            A tia Lourdes tinha dançado no seu primeiro baile, muitas vezes, com o mesmo senhor. A tia Lourdes tinha colado no fim do seu diário, como um epilogo, pequenos recortes de jornais com a vida desse senhor: a sua entrada para a Faculdade, os exames que passara, o fim do curso, os livros que escrevera e a partida para Africa.
            O seu diário era uma obra prima de literatura que eu lamento não poder transcrever. O medo de uma inconfidência deixará guardados e escondidos no pequeno caderno de capa de oleado preto, os seus desabafos, a sua alma sensível e romântica.
            Mas a tia Lourdes estava doente. Muito doente. Não enganavam aquelas receitas médicas e os gráficos de febre que encontrei a seguir.
            Então, aterrada, como se o passado fosse ainda presente, assisti ao desenrolar de um drama que eu queria actualizar para poder ainda ter esperanças. Procurei melhor. Meti as mãos nervosas por entre a papelada, mas nada mais descobri.
            Acendi um cigarro desanimada. Fiquei a olhar o fumo muito azul que se espalhava no ar. Distraída, a pensar na tia Lourdes, deixei-o arder sem o fumar foi quando caiu um morrão de cinza na manga do vestido cor de rosa. Ao sacudi-lo, os meus dedos ficaram sujos de cera …
 
 
            Maquinalmente peguei numa ilustração que estava em cima de uma mesa e comecei a ler os acontecimentos dessa época. Falavam dos reis, duma festa no Paço, dum crime na travessa do Poço dos Negros.
            Voltei a folha. Os meus olhos embaciaram-se. Quase não conseguia ler aquelas duas notícias escritas lado a lado. Agora, que a tia Lourdes era para mim uma realidade bem presente e não só o ídolo que eu inventara, agora que a tinha encontrado não queria, não me resignava a perde-la. E no entanto assim era. Tinha sido há muito tempo: em 1904. A sua morte aos vinte anos. A sua morte e a do seu amigo que tendo acabado de chegar  de Africa, intrigado  com aquele enterro tão sentido, e com tamanho acompanhamento, ao saber de quem era, não resistiu ao choque e à síncope que logo o vitimou.
 
 
TEREZA DE MELLO   -   Escritora, Lisboa  ( faleceu em Outubro de 2009)

 

É a nossa HOMENAGEM A UMA GRANDE AMIGA DE ABRANTES!

 

   



publicado por porabrantes às 00:38 | link do post | comentar

Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

 

A colecção de pintura do MIIA não se pode resumir à obra magna da grande Pintora Lucília Moita, , que sendo proveniente duma grande família de Alcanena junta o bom gosto ao savoir-vivre.

 

Defendemos a abertura da colecção  de pintura a outros talentosos autores e hoje damos exemplo de alguns quadros que lá poderiam figurar:

 

 

Que tal esta versão do brutalismo de Lucian Freud, para condizer com a brutalidade da Torre do Carrilho?

Que tal esta homenagem aos 2 ministros da Cultura que apadrinharam a destruição da paisagem abrantina, com a bênção de José Sócrates?

 

O autor assina por KAOS e está disponível aqui

 

 

 

 

 

E para bucolizar uma natureza viva, antes que um caçador o transforme numa natureza morta:

 

o famoso Javali do Souto

 

A tela supomos que é  do Pedro Oliveira e informações sobre a obra podem ser lidas aqui

 

 

Estamos certos que o coordenador museológico aprovará a nossa escolha.

 

 

A arte não pode ser só classicismo, há que abrir-se à arte popular........

 

Amável Fernandes (crítico de arte)



publicado por porabrantes às 23:34 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

No blogue

 

 

Tiago Mota Saraiva faz uma interessante reflexão sobre a questão dos ajustes directos na encomenda pública, a posição envergonhada da Ordem dos Arquitectos sobre a coisa,  e faz-nos pensar.

 

Aconselhamos vivamente a leitura do texto

 

Do texto saiu um vivo diálogo de que retiramos vários excertos, com a devida vénia:

 

   (...)

Comentário de Carlos Fernandes
Data: 20 de Janeiro de 2010, 18:02

È escandaloso esta situação dos ajustes directos, o argumento da celeridade dos processos deveria ser só aplicado a casos declarada e justificadamente excepcionais, como escolas ou edificios em risco de cair. Igualmente escandaloso é o silêncio , distraído ou premeditado, da imprensa sobre isto, quando estão em causa dinheiros públicos.
Sobre o silêncio da Oposiçao, quais,… para nossa desgraça!,baratas tontas e intoxicadas pela desinformaçao dos mass.merdia manifestamente comprados, sobre isto nem vale a pena falar, tal é a vergonha, com a honrosa excepçao do PCP, e note.se que não sou comunista.

E já que o deputado J. Pacheco Pereira diz ler este Blog, esperemos então a sua opinião sobre este escandalo, naquele programa dele da SIC , esperando, claro está, que não lhe aconteça, o mesmo que ao Dr. Carreira Bom.

Comentário de ah
Data: 20 de Janeiro de 2010, 18:48

Pela leitura de comentários de professores por “dentro” do que se tem passado na designada requalificação das suas escolas, julgo existirem ainda outros problemas graves como sejam edifícios projectados perfeitamente desajustados aos fins (educativos) a que se destinam e problemas graves de construção.
Seria interessante o testemunho de quem está “no terreno” e sabe as “histórias todas” (.!) com todos os pormenores (!)

É seguramente um outro grande escândalo.

Comentário de Tiago Mota Saraiva
Data: 20 de Janeiro de 2010, 19:01

ah, esse é outro problema, que deve ser estudado caso a caso, para se perceber se tem uma única fonte.

 

 

 

 

 

 

 

Outro cubo!!!!! Ficou extraordinário!!!! Foto do blogue referido

 

Comentário de luís afonso
Data: 20 de Janeiro de 2010, 20:15

meu caro tiago e demais

a propósito dos pontos 1 e 3 deste teu post:
. carlos prata – presidente da mesa da assembleia regional do norte
vice-presidente da mesa da assembleia geral
8 escolas . 1.474.124,00€ (relativos a 2007 e 2008)
. bak gordon – suplente do conselho fiscal nacional
6 escolas . 404.088,00€ (relativos a 2 escolas)
. alexandre alves costa – conselho nacional de delegados
3 escolas . 333.347,02€ (relativos a 2 escolas)
. vitor mestre / sofia aleixo – vogal do conselho fiscal nacional
3 escolas . 229.934,00€ (relativos a 2 escolas)
. josé barra – conselho directivo regional sul
2 escolas . 191.976,00 (relativos a 1 escola)
. victor carvalho araújo – presidente do conselho nacional de admissão
2 escolas . 173.726,00 (relativos a 1 escola)
. fssmgn – suplente da mesa da assembleia geral
conselho nacional de delegados
1 escola . 175.782,00

a propósito de outros ajustes directos da parque escolar:
. camilo cortesão – 5 escolas . 614.614,00 (relativos a 3 escolas)
. joão lúcio lopes – 5 escolas . 393.483,00 (relativos a 2 escolas)
. qualidade urbana – 5 escolas . 303.752,00 (relativos a 2 escolas)
. ana roboredo / joaquim oliveira – 4 escolas . 402.827,00 (relativos a 2 escolas)
. inês lobo – 4 escolas . 411.394,00 (relativos a 2 escolas)
. manuel fernandes de sá – 4 escolas . 178.821,00 (relativos a 1 escola)
. atelier central – 3 escolas . 211.014,00 (relativos a 2 escolas)
. bjf arquitectos – 3 escolas . 216.921,00 (relativos a 1 escola)
. cândido chuva gomes – 3 escolas . 206.000,00 (relativos a 1 escola)
. joão paciência – 3 escolas . 600.693,00 (relativos a 1 escola)
. josé bernardo távora – 3 escolas . 205.989,84 (relativos a 1 escola)
. josé gigante – 3 escolas . 410.827,00 (relativos a 2 escolas)
. oficina ideias em linha – 3 escolas . 384.574,00 (relativos a 2 escolas)
. pedro botelho / maria beija – 3 escolas . 245.843,00 (relativos a 2 escolas)
. tall & taller – 3 escolas . 168.980,00 (relativos a 1 escola)

e ainda faltam as surpresas das fases 3 e seguintes, cuja lista ainda não é pública. mas que seguramente não se desviará deste modelo…

a propósito de outros ajustes directos e consultas ao mercado viciadas, várias autarquias como entidade adjudicante, período set 2008-dez 2009, 209 ajustes directos dos quais :
. inplenitus, arquitectura e soluções – 12 ajustes . 1.183.666,30€
. bernardo & bernardo, consultores associados, lda – 11 ajustes . 708.165,00 €
. arquitecto carlos nuno lacerda, lda – 7 ajustes . 532.350,00 € (6 escolas para o município de paredes)
. proengel – projectos de engenharia e arquitectura, ldª – 4 ajustes . 435.500,00 €
. luís neto – arquitectos & associados, lda – 3 ajustes . 466.500,00 €
. 75 ajustes entre 24.900,00€ e 24.999,00€

a propósito de outros ajustes directos, várias autarquias e outras entidades públicas como entidade adjudicante, equipamentos de vulto :
. aeroporto de alcochete – joão leal, hok international limited, arup, bmm e aviation solutions
. áfrica.cont – david adjaye
. campus da justiça, vila franca de xira, aveiro, nazaré, sesimbra, faro, leiria, ílhavo e coimbra
. centro cultural de quarteira – souto moura
. centro de arte, castelo branco – josep lluis mateo
. centro de artes e espectáculos, viseu – filipe oliveira dias
. centro de congressos – luís neto
. centro de socorro, monsanto, lisboa
. centro distrital de operações de socorro, viseu
. 10 centros de saúde, lisboa
. cm abrantes – carrilho da graça


. coliseu, viana do castelo – souto moura
. convento de s francisco, coimbra
. 400 creches, portugal
. escolas de hotelaria turismo, setúbal, viana do castelo, lamego, porto, santa maria da feira, setúbal e portimão
. estação de coimbra b – juan busquets
. expo 2010, shanghai – carlos couto
. hospitais, gaia-espinho, loures
. mercado do barreiro – juan busquets
. mosteiro de s bento, santo tirso – siza vieira e souto moura
. museu de arte sacra, évora – carrilho da graça
. museu dos coches, lisboa – paulo mendes da rocha
. museu joaquim manso, nazaré – siza vieira
. sede da pj, lisboa
. terreiro do paço, lisboa – bruno soares

ufff… e a lista e suspresas continuam…

Comentário de am
Data: 20 de Janeiro de 2010, 21:39

não escrevas mais nada que eu só de pensar que tenho que pagar cotas…

Comentário de Pedro Malheiros Fonseca
Data: 21 de Janeiro de 2010, 1:58

Portugal no seu habitual.
V. Exas. não pensaram ainda que podiam juntar-se e criar uma anti-ordem? Se são 80% dos arquitectos, força pelos números não iria faltar. Combater o mal no seu ringue, fazer-lhe ver a força da realidade, obrigar a mudar.
Mas isto sou eu que não sou daqui, nem percebo de nada disto…

Comentário de Tiago Mota Saraiva
Data: 21 de Janeiro de 2010, 11:09

Luís, muito obrigado pelo trabalho listado, que é de grande utilidade.
Acrescentaria uma peça que me parece fundamental. O Presidente do Conselho Fiscal da OA, de nome, Rolando Borges Martins, é Presidente da Parque Expo (http://www.parqueexpo.pt/vPT/Empresa/Mensagem/Pages/mensagem.aspx), director da representação portuguesa na exposição de Xangai (http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=9294822) e conhecido amigo dos ajustes directos.

 

(...)

 

O post e a discussão de 20 de Janeiro foram vivas, mas hoje   o debate continua!!!

 

 

Trata-se de saber porque é que este Senhor e mais um reduzido grupo de previlegiados têm a sorte de serem ajustados directamente ........

 

 

E qual a posição da Ordem sobre isto?

 

Não esquecendo que o actual Vice-Presidente da CMA é arquitecto e teve responsabilidades na vida da Ordem.....

 

POR ABRANTES

 

Nota da redacção deste blogue faz parte o abrantino honorário Miguel Serras Pereira



publicado por porabrantes às 22:31 | link do post | comentar

 

o pico quis inundar o concelho, mas coitadinho só meteu água !!!!

 

E ampla e franca gargalhada inundou Abrantes  de facto quando  ele abriu a boca........

 

 

menos sorte teve o Buiça, justiça de João Franco Castelo-Branco!!!

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as modas....



publicado por porabrantes às 00:09 | link do post | comentar

Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

                                                 ao DIVULGADOR DE ARTE NAZI ISTO

                                                                             LEMBRARÁ

                                                                             A JUVENTUDE

 

                                                 

 

 

  MAS ESTAMOS NO OCIDENTE E NÃO NA COREIA DO NORTE

                                            DO QUERIDO LÍDER...



publicado por porabrantes às 23:55 | link do post | comentar

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