Segunda-feira, 29 de Março de 2010

João Pico almeja haverá muito um cargo em que possa mandar em alguém (1). É um desejo ardente que desde a juventude o persegue,  e que coitado, na barreira duns barrigudos 60  anos ainda não conseguiu atingir. D.Bernardo Mesquitela não o quis fazer regedor, apesar de recomendação de várias personalidades que afirmavam que o Pico estava à altura do cargo.

Mas o D. Bernardo embirrava com ele e haverá que conceder que tinha razão....

D.Bernardo era um homem severo em termos de costumes e segundo se leu no blogue do Pinhal, o Pico como regedor recusar-se-ia a multar os rurais que se dedicassem a dar linguados no adro da Igreja. Era a função principal do regedor do Souto, conter os ímpetos eróticos da população dentro dos limites puritanos do Regulamento Policial do Distrito de Santarém, assinado por D.Gonçalo, cujo desejo secreto sempre foi  ganhar o Céu impedindo o nosso Distrito de se transformar em Sodoma e Gomorra.No Governo Civil  recebiam-se muitas cartas dos padres da zona  dizendo que ''os adros  não são lupunares''.

Um carta dum padre que foi parar a um  alfarrabista diz que ''essas porcarias que as façam nos palheiros ou lá para o fundo do pinhal, à porta de Deus Nosso Senhor e da Virgem Santíssima não pode ser.....''.

Finalmente D.Bernardo chateava-se muito quando alguém lhe atribuía família que não tinha. Imaginem o D.Bernardo a receber um rural que queria ser regedor e que dizia que vinha a mando do seu irmão de Abrantes.

O Governador ficava verde e punha o rural no olho da rua, dizendo não tenho nenhum irmão em Abrantes, o que tenho lá são uns primos, que aliás só lá vão nas férias.... (2)

Com quem é que eu tenho de falar para ser Regedor?

Ò homem o melhor é ir falar com o Veterinário lá da terra (3)

 

(1)-Agora aos 60, tem um padre centenário a comandá-lo.

(2)-Genealogia dos Mesquitelas abrantinos (ver aqui)

(2)- Referência  ao Veterinário que presidia à ANP. Mas este estava demissionário, e já estava na calha a nomeação dum professor de ginástica que ficou conhecido pelo 14.

 

Miguel Abrantes com o correspondente no Souto



publicado por porabrantes às 17:24 | link do post | comentar

Domingo, 28 de Março de 2010

Tínhamos acabado de elogiar o estudo seminarístico do presbítero rupestre do Manual do Alfredo Pimenta, e logo o padre das políticas começou a desvariar ....

 

O Padre já descobrira que Gualdim Pais tinha terminado como eremita a viver na Senhora do Tojo, descobriu agora o seguinte: ''Era D. Afonso VI, a quem a Família Mesquitela foi muito fiel, pois um dos seus foi ministro desse rei, e não acedeu a favor do irmão D. Pedro II e da rainha que foi casada com os dois irmãos, valendo-lhe como represália, o desterro para Rio de Moinhos.''

 

Primeiro como o padre vê mal à noite, ditou ao Jota Pico e este escreveu esta prosa mal amanhada, que recorda os Relatórios e Contas do Jota Pimenta.

 

De maneira que temos que elucidar que o 1º Mesquitela a instalar-se na Quinta de Capela (perto de Rio de Moinhos), que pertencia ao sogro, o lavrador abrantino Tiago de Abreu (irmão do conhecido benemérito e galã Dr. Solano) foi o militar D.Luís da Costa de Sousa Macedo onde se casou em 3-1-1914 com D. Maria Alexandrina Pacheco de Abreu, sobrinha portanto do galante Solano.

D. Luís chegou a General e gravitou à volta do grupo monárquico situacionista liderado por Santos Costa e foi inimigo político do General abrantino (por casamento) Marques Godinho, que em cumplicidade com o Marechal Carmona, João Soares, Almirantes Mendes Cabeçadas e outro militar das bandas do Tramagal, tentaram tirar o tapete a Salazar.

General Luiz Mesquitella

Morreu no dia de Natal de 1970. Era pai do Dr.Manuel Mesquitella, o Senhor que contou que o primo não queria nomear João Pico nem por nada Regedor do Souto.....

 

O General era avô da mulher do nosso amigo, Pedro Moita Simão, a Bé Mesquitella.

 

Sobre as aventuras e morte do homem de mão do Marquês de Castelo Melhor, valido de Afonso VI e ilustre escritor e diplomata remete-se para este link.

 

João Pico não devia abusar tanto do Padre, que o Senhor está velhinho.....

 

Marcello de Ataíde



publicado por porabrantes às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Celebrou-se ontem o Dia Nacional dos Centros Históricos. Esperámos para ver se havia alguma iniciativa particular ou municipal. Não há notícias delas. É natural o programa da maioria socialista é dar cabo do Centro Histórico abrantino com o projecto do Carrilho da Graça, face à indignação da elite abrantina, da opinião culta e dos instrumento de planeamento urbanistíco aprovados.

 

 

Antes que dêem cabo dele, vimos recordar que  SIPA (Sistema de Informação do Património Arquitectónico) já  inclui o centro histórico abrantino como inventariado enquanto conjunto histórico  e óbvio que a abordagem da sua defesa passa por considerá-lo um conjunto e não meras unidades de imóveis que podem ser alteradas sem ter em conta a sua integração na paisagem abrantina.

E é óbvio que o projecto do licenciado Carrilho da Graça é um ataque vil e medonho ao velho burgo a que pertencemos.

Um ataque que só tem paralelo na história do urbanismo português com a destruição da Alta Medieval de Coimbra pela arquitectura fascista do antigo regime.

Estamos certos que o  licenciado Carrilho da Graça aprecia muito as opiniões estéticas de Ceacucescu que destruiu Bucareste em nome da arquitectura científica estalinista.

O Regulamento do PUA diz isto, como matriz programática:

''Introdução

As cidades, vilas e aldeias portuguesas têm sofrido, nas últimas décadas,diversas pressões e dinâmicas urbanísticas. Uma das consequências da terciarização da nossa economia tem sido a descaracterização das zonas urbanas tradicio nais.A par da desertificação populacional das zonas históricas das povoações,têm ocorrido diversos atentados à har monia da herança histórica,cultural e social. Grandes edifícios, pouco contextualizados, têm tirado lugar a símbolo vivos do nosso passado.Parte do nosso património arquitectónico tem sido destruído, ao passoque os novos edifícios nem sempre têm respeitado a paisagem urbana.É nosso propósito construir mecanismos de Defesa, Salvaguarda, Valorizaçãoe Promoção do Centro Histórico de Abrantes e Rossio ao Suldo Tejo.É nossa intenção preservar e recuperar o Património existente bem como definir regras específicas para as novas edifica ções. Mais do quecondicionar e proibir certas realizações, pretende -se fornecer alternativasde reabilitação urbana.É nossa intenção ainda, que o presente Regulamento não seja visto como redutor da iniciativa dos promotores, mas antes como um instrumento de gestão didáctico a divulgar, cumprir e fazer cumprir, disciplinandoas intervenções futuras nas zonas históricas de Abrantes e Rossio ao Sul do Tejo.''

 

Quem ler não pode deixar de concluir que a intenção do legislador e dos deputados municipais que o aprovaram foi a de impedir barbaridades como as que vamos ver:

 

 

 

As imagens desta fotomontagem divulgadas pelo PSD abrantino são da responsabilidade da  arquitecta Beatriz Noronha e mostram bem o   impacto desastroso da megalomania do licenciado Carrilho da Graça no tecido urbano da Cidade.

 

Estamos à espera (e a paciência esgota-se) que os edis do PSD sejam consequentes com as promessas eleitorais e tentem encontrar  uma solução política para este assunto, passe ele pela reformulação do projecto, passe pelo afastamento pura e simples de Carrilho da Graça

devido às irregularidades do projecto e dos contratos formulados com o seu atelier.

 

Se não houver solução política, haverá outras que poderão passar pela responsabilização dos responsáveis, incluindo os funcionários e técnicos municipais que intervieram no processo.

 

E naturalmente os políticos.

 

E agora a descrição do SIPA:

 

Núcleo Urbano de Abrantes

 

IPA

Conjunto

 

Nº IPA

PT031401110084

 

Designação

Núcleo Urbano de Abrantes

 

Localização

Santarém, Abrantes, São João

 

Acesso

A1 (93 km, saída 7, Abrantes/Torres Novas), A23, E806 (38 km, saída Abrantes / Rio de Moinhos), N3 (à esquerda), o centro de Abrantes localiza-se a cerca de 1,5 km.

 

Protecção

Inclui Igreja de Santa Maria do Castelo (v. PT031401130001), ZEP Igreja de São Vicente (v. PT031401130002), Igreja de São João Baptista (v. PT031401130003), Fortaleza / Castelo de Abrantes (v. PT031401130004), Antigo Convento de São Domingos (v. PT031401130006), Casa da Câmara Municipal (v. PT031401130007), Igreja e antigo Hospital da Misericórdia de Abrantes (v. PT031401130011), Pórtico da Igreja do Convento da Esperança (v. PT031401130013)

 

Enquadramento

Urbano. Abrantes situa-se sensivelmente no centro geográfico do país na região de Lisboa e Vale do Tejo e na transição do Ribatejo, Alentejo e Beira Baixa. A cidade implanta-se à cota altimétrica de 210 m (castelo/ fortaleza), na margem direita do rio, cujo leito é bem visível dos seus pontos altos. Esta margem, ao invés da margem sul, apresenta um relevo mais escarpado, visível na descontinuidade do crescimento urbano. A cidade está a expandir-se essencialmente para NO., o Tejo representando uma barreira natural com uma envolvente a preservar. Actualmente, as povoações de Alfarrarede e do Rossio ao Sul do Tejo, incluídas no século passado nos limites urbanos da cidade, formam com Abrantes, um grande conjunto edificado, apesar da ruralidade ainda perceptível da envolvente. Alfarrarede, também na margem direita, e situada a NE., dista a uma distância inferior a 1 km da parte alta cidade; recebeu no séc. 19, o comércio grossista de Abrantes. Na margem esquerda, passando a ponte rodoviária, a 1,5 km e com um povoamento bastante contínuo ao longo do eixo de acesso, situa-se a povoação do Rossio ao Sul do Tejo (ou Rossio de Abrantes), zona de expansão da cidade, que se prolonga para os Bairros do Carvalhal, Cabrito, Bairro, Arrifana e Maiorca. Esta área, enquadrada pela ribeira de Fernão Dias, a E. e o rio Torto, a O., é praticamente plana. O Tejo tem um papel fundamental na agricultura da região, cujo porto fluvial foi desde cedo um incentivo à produção cerealífera, vinícola e oleícola, observando-se em todo o concelho uma vasta herança patrimonial agrícola (lagares e engenhos) e grandes quintas de produção. Da ponte rodoviária é visível o conjunto de pilares, os Mourões, pertencentes a uma antiga ponte de Barcas, do séc. 19 (v. PT031401090005).

 

Descrição

Núcleo urbano adaptado à encosta, com fundação no castelo situado no topo de colina e com crescimento para as encostas mais favoráveis, de SO. para SE.. Malha orgânica junto ao castelo, de raiz medieval e de configuração radioconcêntrica, caracterizada por vias estreitas e sinuosas e por quarteirões compactos com lotes estreitos e quintal nas traseiras, com muro a confrontar a rua de trás. Os três conventos da vila (São Domingos, v. PT031401130004, da Esperança, v. PT031401130013, da Graça, demolido), edificados no séc. 16 e situados em limites opostos (SE. e NO) foram estruturantes para o crescimento da malha setecentista, mais recticulada mas igualmente adaptada à morfologia do terreno, que se juntou harmoniosamente à malha já existente. Esta transição, de NO. para SE., faz-se pelo eixo da Rua Corredoura (actual Rua Marquês de Pombal) / Rua do Bacharel (Rua D. João IV) / Rua Nossa Senhora do Socorro (Rua Tenente Valadim). Nos topos deste eixo, os Conventos da Esperança e o Colégio de Nossa Senhora de Fátima, a NO., e o conjunto da Santa Casa Misericórdia e o convento de São Domingos, a SE.. Perpendicularmente e menos demarcado em planta, um eixo domina, atravessando os vários largos e praças da cidade, também estruturantes que, apesar de diferentes na sua configuração, são semelhantes na sua vivência (espaços de lazer e sem trânsito rodovário). É definido, de SO. para NE., pela Rua das Pousadas (actual Rua Nossa Senhora da Conceição), a Praça da Palha de Baixo (actual Praça do Barão da Batalha), a Praça da Palha de Cima (actual Largo Dr. Ramiro Guedes), a Rua Avelar Machado "fechando" na Praça do Concelho (actual Praça Raimundo Soares), onde ainda se localiza o centro político e administrativo da vila, representado na Casa da Câmara Municipal, construída no séc. 16 (v. PT031401130007). No séc. 20, a zona envolvente ao Largo da Feira foi urbanizada, desaparecendo o olival da vila. Aí se encontram os equipamentos de Abrantes (mercado, tribunal, repartição de finanças e conservatória). Já fora do centro histórico implanta-se destacado o Hospital, e a zona residencial junto da Alameda de Santo António, a O., preenchida com a demolição da muralha. Esta área caracteriza-se por quarteirões alongados, no sentido da encosta, por lotes de maior dimensão, alguns com moradias. A S., na Praça da Palha de Cima (actual Largo Dr Ramiro Guedes), de confuguração triangular, é visível a transição de malhas; daí partem vários eixos viários, originando quarteirões de configuração rectangular, que dão acesso ao Largo da Feira. Actualmente, resultado do relevo escarpado onde se implanta a cidade, o crescimento urbano é bastante descontínuo, ao longo dos eixos viários de acesso à vila. Devido à sua localização geo-estratégica, Abrantes torna-se no séc. 19, numa das praças fortes mais importantes do país, tendo sido fortificada (cf Planta de 1817) depois da primeira invasão napoleónica. Os testemunhos que restam hoje resumem-se ao pano de muralha abaluartado do castelo, ao reducto de São Pedro (Jardim do Castelo e Rua dos Quinchosos) e aos panos muralhas de Santo André (Rua da Barca e Ladeira dos Quinchosos), de São Domingos (junto ao convento), do Adro Velho (nas traseiras da Igreja de São Vicente) e de São Francisco (Rua de São João Baptista de Ajudá e Rua Defensores de Chaves). O recinto do castelo / fortaleza, de forma sensivelmente oval e abaluartada a S.., hoje ajardinado, encerra torre de menagem (v. PT031401130004), a Igreja de Santa Maria do Castelo (v. PT031401130001), do séc. 14, actual museu municipal D. Lopo de Almeida, e o palácio dos Governadores. A Rua do Castelo (actual Rua Capitão Correia de Lacerda) é a principal via de acesso ao castelo, bastante alterada (observável na largura da via e nos lotes que foram sendo urbanizados, assim como nas casas do séc. 19 e habitações plurifamiliares do séc. 20); é provalmente uma das mais antiga da vila, a par da Rua Nova e da Rua Grande. Faz a ligação do mesmo à Largo da Ferraria, onde se encontra sobrelevada a Igreja de S. Vicente (v. PT031401130004). Deste largo distribuem-se, radialmente: a Rua Grande, que dá acesso à Igreja de São João Baptista (v. PT031401130003) e à Rua da Barca, que ligava a cidade ao rio (ainda com o pavimento urbano em seixo rolado); a Rua Nova, a Rua dos Oleiros (actual Rua Maria de Lurdes Pintasilgo) que liga à Praça do Concelho; a Rua de São Vicente (actual Rua dos Combatentes da Grande Guerra), que dá acesso ao Largo de São Pedro, onde se implanta destacado o Cine-Teatro São Pedro, construído no local da igreja com o mesmo nome. Terá sido na Rua da Boga (actual Rua dos Condes de Abrantes), que se situou a judiaria da vila, nos séc. 14 e 15. Os espaços públicos do centro histórico, com excepção do jardim da República, antigo Rossio, e do Largo Actor Taborda, caracterizam-se pelo despojamento de árvores, que aliás não desempenham um papel relevante na cidade, como acontece nas núcleos urbanos de origem medieval. Nos séc. 19 e 20 fizeram-se alguns arranjos paisagísticos (Largo do Barão da Batalha e Rossio). A O., e já fora do limite do centro histórico, o Campo de Santo António (onde entraram as tropas francesas), actual Parque de Santo António, foi adaptado a espaço lúdico na década de 40 do século passado, é a única área verde de grandes dimensões da cidade. A zona comercial da vila localiza-se a SO. da Praça do Concelho, destacando-se o espaço urbano de lazer da Praça da Palha de Baixo. A arquitectura residencial corrente caracteriza-se por casas unifamiliares e plurifamiliares de 2 e 3 pisos em alvenaria de xisto, com escada interior lateral, iluminada por óculo. Destacam-se algumas casas abastadas, que seguem o alinhamento da rua (Rua Grande), assim como moradias, do século passado, algumas da autoria de Raul Lino (Casas na Rua Tenente Valadim, Rua Luís de Camões, Rua de S. Pedro, Rua de Santa Isabel e r. D. Afonso Henriques). Na decoração das fachadas predominam as molduras em argamassa e os cunhais, caiados com pigmento amarelo. As chaminés, por vezes datadas e perpendiculares à fachada principal destacam-se nos pontos altos da cidade.

 

Descrição Complementar

Não definido

 

Utilização Inicial

Militar / Cultual / Residencial

 

Utilização Actual

Residencial / Comercial / Cultual

 

Propriedade

Pública: estatal, municipal / Privada: Igreja católica, Misericórdia

 

Afectação

CMA (Igreja de Santa Maria do Castelo)

 

Época Construção

Séc. 12, 14, 17, 20

 

Arquitecto | Construtor | Autor

Manuel de Sousa Ramos, Coronel (renovação das fortificações)

 

Cronologia

1148 - conquista de Abrantes aos mouros, fundação da Igreja de São Vicente; 1173 - é doado o castelo de Abrantes e o seu termo à ordem de Santiago; 1176 - D. Afonso Henriques doa o canal de pesca de Abrantes ao mosteiro de Lorvão; 1179 - repelido ataque Abrantes. Concessão de foral, por D. Afonso Henriques; 1215 - edificação da igreja de Santa Maria do Castelo; 1217 - D. Afonso II confirma o foral concedido em 1179; 1240 / 1243 - Doação de a Abrantes D. Mécia Lopes Haro, mulher de D. Sancho II; 1250 - o Concelho obriga-se perante D. Afonso III a reconstruir o castelo, à sua custa; 1281 - concessão, por D. Dinis, do senhorio de Abrantes a D. Isabel; 1300 - edificação da Igreja de São Baptisata, pela Rainha D. Isabel; 1300 - no reinado de D. Dinis, edificação da torre de menagem e reforma dos muros do castelo; 1385 - D. João I parte de Abrantes para a Batalha de Aljubarrota; 1386 - primeira referência documental da Rua do Castelo (actual Rua Capitão Correia de Lacerda); 1372 - doação a D. Leonor Teles; 1392, 22 Outubro - primeiro documento que refere a Judiaria de Abrantes (arrendamento pelo vigário e os raçoeiros da Igreja de S. Vicente, de uma casa na Judiaria); 1385, Abrantes é ponto de encontro entre as tropas de D. Nuno Álvares Pereira e de D. João I, antes da partida para a Batalha de Aljubarrota; 1476, 13 Junho - D. Lopo de Almeida é nomeado primeiro conde de Abrantes; 1483 - fundação do Hospital de São Salvador; séc. 16 - data de construção dos conventos de S. Domingos e da Graça (demolido); 1506 - nasce em Abrantes o infante D. Luís, filho de D. Manuel, que aí terá permanecido durante cerca de 20 anos, refugiando-se da peste que se fazia sentir em Lisboa;  1506 / 1507 - nascem em Abrantes, no antigo Paço Real, os infantes D. Luís e D. Fernando, filhos de D. Manuel; 1509 - início da constrição do convento de São Domingos; 1518 - A 10 de Abril é concedido foral a Abrantes, por D. Manuel; séc 16 - contrução dos Conventos de Nossa Senhora da Esperança (demolido) e de São Domingos; 1548 - provável datação da Igreja da Misericórdia; 1605 - construção da actual câmara municipal, autorizada por Filipe II, conclusão em 1609; 1641 - após Lisboa, o povo de Abrantes aclama D. João IV, em prova de gratidão este intitula Abrantes de "Notável Vila de Abrantes", separando-a da Comarca de Tomar; 1663 - D. Afonso VI manda efectuar um estudo da fortificação e ao seu levantamento topográfico; séc. 18 - criação da Legião de Alorna, sob o comando do marquês de Alorna, início da fixação de guarnições permanente na vila; 1771 - Marquês de Pombal manda plantar amoreiras em Abrantes, para incremento da indústria nacional da seda, até ao início do séc. 19, o comércio fluvial era a principal actividade económica; 1789 - chegada a Abrantes da Legião de Alorna (3000 homens), enquanto não é construído um quartel no antigo fosso do castelo, fica alojada nos conventos de S. Domingos e de Santo António; 1807, 24 Outubro - primeira invasão napoleónica, comandada pelo general Junot; 1809 - projecto de fortificação da vila, não executado, do capitão de engenheiro inglês Pacton; a fortificação, adaptada aos limites da vila, é dirigida pelo coronel Manuel de Sousa Ramos; Abrantes resiste à segunda e terceira invasões francesas, tornando-se num dos principais depósitos de munições e de víveres; as freiras dominicanas abandonam o convento da Esperança, cujo edifício fica comprometido pelo traçado da fortificação (são transferidas para o mosteiro de Via Longa); 1810 a 1830 - Igreja de S. Vicente convertida em paiol; 1834 - metade da Rua da Amoreira, que se prolongava até à Tv. do Tem-te-Bem, foi posta à venda; 1863 - a linha ferroviária do leste chega a Abrantes; 1870 / 1889 - conclusão das 2 pontes sobre o Tejo; 1891, a partir de - transferência do comércio grossista para o sítio de Alfarrarede, com melhores acessos e maiores áreas; séc. 18, finais - desenvolvimento da industria da seda, resultado política reformista do Marquês de Pombal; realçaram-se as freguesias de Mouriscas, Rio de Moinhos e Abrançalha. A vila vai perdendo a sua vertente militar; Séc. 20 - Abrantes perde importância militar, com o advento de novas técnicas. Hoje, existe apenas uma guarnição simbólica; 1900 - construção da Praça de Touros; 1909, 2 Maio - instalação da energia eléctrica na cidade; 1916, 14 Junho - elevada a cidade; 1921 - inauguração do Museu regional D. Lopo de Almeida, situado na Igreja de Santa Maria do Castelo; 1933 - construção do mercado diário; séc. 20, anos 50 - demolição de prédios oitocentistas, para construção da Caixa Geral de Depósitos, no Largo Dr Ramiro Guedes; séc. 20, anos 50 - demolição da Casa do capitão-Mor (Rua 17 de Agosto / Praça do Barão da Batalha), construção do edifício do "Café Pelicano", com 5 pisos; 1947 - primeiro plano de urbanização (parte alta da cidade), do arquitecto urbanista suíço De Groër; 1949 - construção do cine-teatro São Pedro no lugar da igreja com o mesmo nome, demolida em 1943; séc. 20, década 60 - abertura da Rua de Angola, para ligar o centro histórico, na Rua Marquês de Pombal à Av. 25 de Abril; 1962 - plano de urbanização, abrangendo Alfarrarede, do eng. Barata da Rocha; 1996 - inauguração da Galeria municipal de Arte; na Praça Raimundo Soares; 2001 - concelho tinha 42235 habitantes; 2001 - inauguração do Centro de Divulgação de Tecnologias de Informação no Alto de Stº António; 2005, 1 Junho - publicação em DR 1ª Série B, nº 127, do PDM de Abrantes.

 

Tipologia

Vila fundada no topo de outeiro onde se implanta o castelo do séc. 12. O crescimento urbano, adaptado à morfologia do terreno, deu-se para S., nas encostas mais favoráveis. Malha urbana de origem medieval, de configuração radial em torno do castelo e da igreja de São Vicente. Recurso ao escalonamento para vencer o declive, visível nos muros de suporte de alguns largos e nas soluções arquitectónicas dos lotes, onde os muros dos logradouros confrontam as ruas. A construção dos conventos de São Domingos e da Esperança., situados em eixos opostos, deu origem à malha que os envolve. Urbanizações ocorridas em meados do séc. 20 completam os limites O. e S. do centro histórico.

 

Características Particulares

Devido à sua localização estratégica junto ao Rio Tejo e à sua implantação no topo de uma colina, abrangendo todo a a envolvente, Abrantes teve desde a fundação de Portugal, um importante papel na defesa do território. Durante as invasões napoleónicas, após a primeira invasão, foi fortificada nos seus limites, resistindo e tornando-se numas das praças-fortes desta época. Malha urbana medieval de configuração radio-circular bem preservada.

 

Dados Técnicos

Paredes autoportantes. Paredes estruturais em alvenaria de pedra (xisto) rebocadas com argamassa de cal e areia e caiadas. Paredes interiores em tabique ou tijolo burro, estrutura entre pisos com vigamento em madeira, coberto com soalho. Coberturas de 2 águas revestidas a telha de canudo e rematadas, na fachada principal, com cimalha. Elementos decorativos em argamassa caiados com pigmento amarelo, sacadas com guardas em ferro forjado. Caixilharias em madeira com desenho arredondado que caracteriza a cidade. Pavimentos urbanos em seixo rolado, parelipípedos de granito e calçada portuguesa.

 

 

Notas:

O texto é da responsabilidade da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais e contém gralhas e alguns erros históricos, mas como não somos censores, não o alterámos. Anotamos alguns que com o tempo desenvolveremos.

a) Não há prova que Afonso Henriques tenha conquistado Abrantes no dia referido. A história da Ordem de Santiago é bastante mais complicada.

 

b) Isabel de Aragão não fundou a Igreja de S.João em 1300. A Igreja já existia cem anos antes, como explicámos um dia destes.

 

c) O Convento da Esperança não foi demolido a não ser parcialmente. Foi profanado para montar o teatro Taborda e alvo de obras de recuperação ilegais dirigidas pelo Padre José da Graça com a benção ilegal camarária de Humberto Lopes. Não tinham autorização do IPPAR. Como recompensa mais tarde Lopes foi nomeado Director da Nova Aliança A façanha estava punida pela Lei, mas o único punido foi o Sr. Estronca morto num acidente de trabalho durantes as obras.

 

d) Falta menção ao plano de urbanização do Rossio de Castel-Branco e de D.Fernando Távóra E a mais instrumentos de planeamento urbanístico.

 

e) Faltam casas de Raul Lino (nas Barreiras de Tejo-2). Há alguma que não temos a certeza da sua atribuição.

 

f) A Azinhaga do Baptista parece-nos que foi já aberta em finais de 60.

 

h) O péssimo PDM que a CMA  entregou a um grupo de incompetentes, recusando Duarte Castel-Branco que fizera os da Covilhã e do Porto, é de 1995 e é quase tão medíocre como o foi Presidência do homem que o fez aprovar.  A delimitação da REN é de 2002.

 

i) Não se assinala o nascimento de João Pico, do Padre do Pinhal (e as suas visões) e de Alves Jana.

 

j) Corrigimos os erros dactilográficos mas deixámos as evidentes gralhas sobre o PDM e o tonto de D.Afonso VI.

 

l) O mapa usado e publicado foi retirado do Livro do Arq. Santa-Rita Fernandes e os Senhores do SIPA podiam citar a fonte.

Agradecemos ao Padre rústico, mas que ainda estudou pelo manual liceal do Alfredo Pimenta, os seus comentários. Mas dizemos-lhe que modere a verve para as homilias e esteja calado sobre pedófilos nas outras freguesias que o Sr. Bispo zanga-se.

 

m) Não se referem edifícios notáveis em Alferrarede (Castelo da Marquesa) e Rossio (Palácio do Morgado da Omnia e Solar Caldeira)

 

Jota Pico volta a demonstrar que estudou muito bem a história dos Mesquitellas para que D. Gonçalo o nomeasse Regedor. Mas não teve sorte nenhuma.

 

 

Marcello de Ataíde e Dr.Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 20:32 | link do post | comentar

A autarquia abrantina não é virgem em processar animais (irracionais). Já houve um processo contra galináceos que cantavam demasiado cedo para os lados da Rua de São Pedro e a CMA mandou  apreender os galináceos.

Nessa altura basearam a coisa numa série de disposições legais absurdas de que daremos conta.

 

 

Há uns anos foi aprovado o mais divertido Regulamento Municipal sobre bichos que alguma autarquia produziu em Portugal, que se aplica também a outros concelhos vizinhos .(1)

 

Também há o processo contra a PSP por favorecimento ilícito do burro Jerico, devido ao dono do asno mais mediático de Portugal ser primo dum Polícia.

O surrealismo municipal é produto da ignorância supina de Pina da Costa & Nelson de Carvalho, que achavam que com regulamentos se resolve tudo.

Naturalmente os regulamentos só se aplicam quando convém.

Por exemplo, pode-se transitar com elefantes pela Via Pública de Abrantes, incluindo as zonas pedonais? Pode, foram os ditos, mais os acólitos e já não nos lembramos da posição da Oposição, que contrataram uns elefantes para que os proboscídeos desfilassem pelas ruas da Cidade, em homenagem a Candeias Silva.

Teoricamente a homenagem era a D.Francisco de Almeida, mas já sabemos que todas as homenagens a D.Francisco são uma forma de honrar o discípulo predilecto do fascista Veríssimo Serrão.

Faziam ruídos os elefantes? Aplicou Pina da Costa o Regulamento aos paquidermes? Mandou  o VPC reduzir a o ruído na fonte?

 

Pina da Costa, o jurista dos problemas canídeos  

 

Ou a Lei só se aplica a cães?

Ao  não aplicar a Lei aos elefantes não se ofenderam os '' direitos de personalidade (dos abrantinos que) são protegidos contra qualquer ofensa ilícita, não sendo sequer necessária a culpa nem a intenção de prejudicar o ofedido, pois decisiva é a ofensa em si. ''?

 

 

 

Já prescreveu o ruído da passagem dos paquidermes que desfilaram em honra de D.Francisco e do seu profeta, ou ainda estamos a tempo de

de meter um processo judicial por abuso de poder, aos  que deixaram os elefantes fazer barulho, com base no art. 382 do Código Penal que diz assim:

 

''Artigo 382º

Abuso de poder

 

O funcionário que, fora dos casos previstos nos artigos anteriores, abusar de poderes ou violar deveres inerentes às suas funções, com intenção de obter, para si ou para terceiro, benefício ilegítimo ou causar prejuízo a outra pessoa, é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal.''

 

Deixamos a reflexão aos distintos juristas que acham que judicializar o problema das sanitas e dos cães que ladram demasiado é muito importante.

 

Mais importante que saber porque razão foi constituído Nelson de Carvalho !!!!

 

 

Este blogue e o quase milhar de peticionários acham que os cães têm direito a ladrar, os burros a zurrar e o Padre do Pinhal a dizer asneiras (enquanto o Sr.Bispo não o mandar calar).

 

Acrescenta-se que os cães que ladram, não mordem e por isso é melhor um vizinho com um cão que ladre que com um rotweiller silencioso, capaz de degolar qualquer pacífico cidadão.

 

 

 

 

cão brasileiro que detesta Pina da Costa


Finalmente pode adoptar-se a solução cubana. Fidel decretou certa vez a proibição de ter animais  incluindo porcos nas casas de Havana. Tudo porque os bichos eram ''propriedade privada'' e num país comunista isso não deve haver.

Fidel jogando baseball à moda do Vereador Valamatos

 

Ora, os marranos eram essenciais para a alimentação dos cubanos, que os engordavam desde leitões em casa, porque não havia carne no mercado.

 

Os bufos da Pide cubana resolveram detectar os ruídos dos suínos e prender os delinquentes que conspiravam contra o Comandante Supremo criando simpáticos porquinhos cor-de-rosa.

Resposta dos cubanos, passaram a operar os suínos às cordas vocais para que se mantivessem caladinhos, enquanto os bufos patrulhavam.

.

Porco cubano silenciado pelos castristas

A pergunta é:

 

Querem os políticos abrantinos que operemos às cordas vocais os nossos canídeos?

 

Um peticionário que tem um papagaio que está sempre a dizer: ''O Carrilho é uma desgraça'' também tem de o operar?

 

Miguel Abrantes

 

(1) Alteramos agora este post, pois só neste momento conseguimos localizar a acta da CMA contra os galináceos. O Regulamento a que nos referimos é o Regulamento do Canil-Gatil Intermunicipal de Abrantes, Sardoal e Constância cuja última versão foi aprovada em Abril de 2007 pela Assembleia Municipal de Abrantes.



publicado por porabrantes às 12:40 | link do post | comentar

Segundo o Correio da Manhã no Pego passa-se isto há ''dois putos'' que espalham o terror na escola com o agravante dum caminhar para gay (o nosso Departamento de Correcção Política proibiu-nos de lhe chamar ''maricas''), coisa desconhecida na freguesia mais castiça do Concelho, onde até  hoje nunca se verificou nenhum caso de homossexualidade.

 

Os putos têm oito anos.

 

Os professores comunicaram a quem de Direito.

 

O Vice-Presidente da coisa disse ao Correio da Manhã: '' que a situação "está a ser resolvida" e "já foi comunicada" à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Abrantes''.

 

Os pais dizem que entram em greve depois das Férias da Páscoa, se o puto ''gay''  e o outro terrorista continuam a fazer das suas.

 

A Comissão não se sabe quando reúne.

 

Desde já propomos  soluções: mandar o Sargento Ivo correr os ''putos'' à chapada.

 

 

Porque parece que a o Agrupamento de Escolas D. Miguel de Almeida deve achar que a chapada é um método anti-pedagógico.

 

Contratar um psicólogo ''gay'' para explicar à criancinha que as retretes não são lugar de engate.

 

Oficiar à Junta de Freguesia que mantenha a população calma, porque é a mais homófoba do concelho, e não linche o puto ''gay''.

 

Mandar comprar réguas para armar o corpo docente para se defenderem de agressões.

 

Se tudo isto não funcionar: obrigar os delinquentes a copiarem cem vezes os artigos do Padre do Pinhal que saem no blogue Jota Pico.

 

ESTAMOS CERTOS QUE ESTE REMÉDIO É INFALÍVEL.

 

Roberto Cordeiro, psicólogo.

 

( o Marcello de Ataíde chegou tarde devido à mudança da hora).

 

 



publicado por porabrantes às 09:39 | link do post | comentar

O  padre rústico do Pinhal que dirigiu a campanha do CDS-PP e fez dizer a João Pico a maior série de barbaridades que a história de Abrantes regista, devia já ter-nos mostrado a licença do Bispo de Portalegre para poder fazer política partidária.

Ou ter a frontalidade de assinar as coisas que escreve como nós fazemos. E no entanto o padre-candidato parece que continua a dizer missa e a aproveitar-se de pobres ingénuos incultos como João Pico para insultar o regime democrático e os seus vultos mais brilhantes como é o caso do Snr. Eng. Marçal, nosso estimado amigo e futuro líder dos abrantinos, pessoa de excelente coração capaz de visitar   um arguido na cadeia, levando-lhe  certamente guloseimas, as obras completas de Alves Jana e uns maços de SG filtro.

 

 

 

Quando o Padre escreve no blogue Jota Pico não há erros ortográficos: por exemplo este texto é do Padre:

 

ENFIARAM A CARAPUÇA, os burros por Abrantes: o ciúme cegou-os!
''IGNORANTES, NEM SABEM QUE ESTE menino engº da foto nasceu em Alijó e tem como apelido: Pinto de Sousa. QUEREM UM ENGº PARA A DIREITA - ministro - mas para esse peditório já dei... EU QUERO É GENTE COMPETENTE! MAS DEIXO A PERGUNTA: TANTA PREOCUPAÇÃO COM UM CARGO do Engº É MUITO SUSPEITO, QUEM LHES PAGA o serviço?''.

 

 

Vemos um Jerico e o Padre a garantir o que todo o país duvida, se Socrátes é Engenheiro ou não. Esperamos que o Padre também diga que o Sócrates não sabia nada do negócio da TVI....

 

Ora bolas, o Reverendo devia saber que para o Sócrates ser Engenheiro tem de estar inscrito na Ordem respectiva, como é o caso do nosso amigo eng.Marçal.

 

Pediu o Padre uma certidão da inscrição do Sócrates na Ordem ou esqueceu-se como parece ter acontecido com a  licença episcopal para ser autarca?

 

Lembra-nos outro sacerdote muito popular que casou um noivo, vindo do Leste, sem pedir as certidões comprovativas do seu estado civil.....

 

Tanto fazia que o noivo fosse viúvo, casado, bígamo ou solteiro, o que era preciso era casá-lo rápido.....

 

 

 

Quando o texto é de João Pico a coisa é mais boçal, insultuosa e tem erros ortográficos, prova de que João Pico não levou as reguadas necessárias na quarta classe:

 

Eu sou insuspeito na defesa do Dr. Humberto. Todavia, fiquei muito curioso em saber como é que o então eleito presidente da câmara e o seu vice-presidente tinham que "obedecer" às ordens do menino engº. Sim na altura ainda era menino engº. , que quando muito, foi eleito por uma ou duas dúzias de votos dos militantes acantonados na Rua de S. Pedro. Às ordens do Sr. Engº e do Sr. Daniel, que nunca concorda com nada nem ninguém... (sic)

 

Pico volta a falar do ''menino engenheiro'' para se referir a Marçal :  e claro escreve Paços do Concelho com dois ss, coisa que faria dar uma síncope à grande pedagoga Alice de Brito, que por coisas dessas se recusou a levar a mãe do iletrado ao exame da terceira classe....

 

Naturalmente é mais bruto que o Reverendo, apesar de lhe copiar as ideias em calão e insulta o Sr. Daniel, estimado comerciante da Praça de Abrantes e grande bairrista. Manda outra martelada ao Dr. Humberto não se sabe porque obscuras razões......

 

Finalmente diz que não aceitaram a sua presença no Jantar Monárquico e acabamos de saber que queria levar  o Padre e celebrar uma missa campal por alma de D.Miguel I, que o cura considera o único estadista que houve em Portugal, por ter enforcado mais maçons por metro quadrado, que qualquer outro político lusitano.

 

Na homilia, o Padre parece que se preparava para explicar que no Souto nunca houve padres pedófilos, e que isso era só nas outras freguesias.

 

Face a isto, os monárquicos proibiram a entrada ao entrada aos dois...

 

Também seria conveniente que as Autoridades Eclesiásticas pusessem termo às aventuras políticas do ex-Vigário do Pinhal.

 

Marcello de Ataíde.

Nota: amanhã sorry no pic



publicado por porabrantes às 00:01 | link do post | comentar

Sábado, 27 de Março de 2010

Hoje vimos continuar a série de perfis de grandes abrantinos traçando a biografia sintética dum homem modesto mas cujo trabalho em prol da comunidade foi um contínuo serviço à Pátria, à Lei e à Ordem, ao Património, à Paz e à Igreja Católica.

Sargento Ivo é um homem simples, modesto, residente na Rua da Barca e que todos os abrantinos  admiram excepto os desordeiros e algumas beatas e beatos que o detestam. É um homem da estirpe de Fernando Velez a quem a Santa Casa da Misericórdia já devia ter reabilitado nomeando-o Presidente Honorário e Vitalício da Santa Casa, é uma pena que o Capitão Horácio não reconheça que tudo deve a Fernando Velez e faça a homenagem necessária.

O Sargento Ivo ingressou desde a juventude na Guarda Nacional Republicana, onde sempre seguiu religiosamente o lema da corporação ''Pela Lei e pela Grei'', não tendo piedade com gatunos, desordeiros, mixordeiros e outros marginais.

Desempenhou o elevado cargo de Comandante do posto da GNR de São Facundo nos tempos difíceis do PREC quando a desordem e a anarquia irromperam pelo país. Paroquiava então a bonita Freguesia o Rev. Padre José da Graça que criou com o seu espírito sacerdotal implementativo uma importante obra social no apoio aos desamparados, que fez aumentar espectacularmente a religiosidade do bom povo e a frequência à Santa Missa.

 

Rev. José da Graça quase mártir em São Facundo por defender a Propriedade, a Ordem e a Santa Igreja

Um grupo de inimigos da ordem, originários da extrema-direita passados por oportunismo político ao extremismo de esquerdas, anti-católico e ateu, começou a fomentar ocupações de imóveis, entre eles a Herdade da Favaqueira, propriedade da piedosa Senhora Dona Beatriz Caldeira Soares Mendes, onde queriam constituir um soviete.

O sargento Ivo dispôs-se a restaurar a ordem mas foi impedido disso pelas autoridades militares que em certos casos fomentavam este tipo de actividades ilícitas.

O Sr.Padre José da Graça naturalmente condenava estas actividades subversivas, na linha da mensagem pontifícia que a ''propriedade é sagrada'' e seguia as instruções do seu Bispo.

Os extremistas montaram uma campanha difamatória do Sr.Padre, intoxicando a população rural com mentiras e calúnias, bebidas nos manuais do ateísmo científico, e quase montaram um motim que por pouco não chegava à agressão física ao Pároco local, se não fosse a intervenção decidida e heróica do nosso bravo Sargento

 

Foto do blogue zona55biketeam.blogspot.com

Imagem da bonita freguesia de São Facundo onde o Sargento Ivo da GNR exerceu a sua missão

 

 

Depois de reformado da GNR, o bravo militarizado dirigiu um conhecido restaurante na freguesia da Bemposta muito frequentado.

 

Mais tarde a convite do Rev. Cónego José da Graça  foi o guarda e a alma da Igreja de São João onde tudo fez para impedir que os amigos do alheio danificassem o património e para a Igreja permanecesse sempre aberta aos fiéis e a aos amantes do belo.

Desempenhou esta actividade com grande zelo apostólico, que lhe concedeu uma grande popularidade entre a comunidade católica abrantina (excepto entre alguns beatos e beatas do tipo rato de sacristia), durante muitos anos.

 

São João onde o Sargento Ivo foi um autêntico um Guarda de Deus''

 

Recentemente afastou-se desta actividade em consequência de factos que nos pediram reserva.

A modéstia deste homem é tal que nos solicitou que mantivéssemos reservado os seus apelidos e que não publicássemos uma foto sua.

Mas como diria o falecido Padre Belo que o tinha em grande estima, o Ivo foi  ''autêntico um Guarda de Deus''.

 

Departamento de Estudos Religiosos do Por Abrantes com Marcelo de Ataíde.

 

Agradecemos a colaboração de alguns católicos de São Facundo para esta elaboração deste perfil.

 



publicado por porabrantes às 19:22 | link do post | comentar

Quando se preparam as condições para que a Centro-Direita ganhe as eleições nacionais e locais e é necessário criar a unidade neste campo político e o nosso amigo de requintada educação e grande espírito benemérito (herdeiro de Apolinário Marçal, um empresário que não faliu com o 25 de Abril, não dava publicidade à PIDE e que se fez a si mesmo, tudo ao contrário de João Pimenta cuja carreira meteórica foi certamente apoiada financeiramente pelos grandes grupos monopolistas e que nunca criou um posto de trabalho em Abrantes), o blogue Jota Pico, órgão dos interesses obscuros e sempre em sintonia com os interesses do arguido, ataca vilmente o José Eduardo Marçal publicando isto:

 

O MENINO ENGº DESDE PEQUENINO QUE GOSTA DE BURROS

 

 

O menino engº desde pequenino que gosta de burros
E os burros também gostam dele

 

 

Não estando por ser sábado o Sr.Dr. Miguel Abrantes para dar a coça merecida aos miseráveis objectivos do pasquim informático de desonrar o abrantino que constitui a Esperança da República, José Eduardo Marçal, certamente por indicações do arguido em reserva do Ministério Público, anotamos a ofensa e comunicaremos a quem de Direito.

 

Marcello de Ataíde



publicado por porabrantes às 19:00 | link do post | comentar

Em 18-5-2005, o brilhantíssimo José Eduardo Alves Jana (que é uma pena que tenha o mesmo nome do nosso amigo José Eduardo Marçal, mas que não tem obviamente a mesma formação cultural, intelectual e sobretudo social que fazem do eng. Marçal a esperança duma alternativa em Abrantes, esperança que inclui a nomeação de João Pico para algum cargo para que fique caladinho, ''porque o que o gajo quer é tacho.....'', como nos dizia um centrista histórico) escreveu isto acerca de si próprio:

 

''Disse antes que «não é possível ignorar o meu nome ao escrever a história» de vários sectores em Abrantes desde o 25 de Abril.''

 

É uma verdade tão insofismável que ninguém discute. Mas como é excessivamente vaidoso não insere o nome da Senhora Drª D. Isilda que também ficará certamente na história.

 

Se alguém hoje perguntar o nome dum Vereador do século XIX a um abrantino culto, apostamos que ninguém sabe.

 

Mas quando perguntarem no século XXII, o nome de 3 Vereadores abrantinos abrilistas qualquer abrantino culto desse século dirá: a Santíssima Trindade: Alves Jana e a Senhora Sua Esposa, dois verdadeiros católicos, dinâmicos cultos, bonitos e muito apelativos e claro um Senhor um bocado mais feio, mas muito implementativo chamado João Pico, escolhido pelo Padre do Souto.

A Senhora D.Isilda com alguns desconhecidos (abrantino do século XXII a identificar as personagens da história abrantina).

O Vereador do Pinhal apontado pelo Vidente Padre do Souto como o Messias Abrantino-(abrantino do século XXII a identificar as personagens da história abrantina).

 

Marido da Senhora D.Isilda, chamado Alves Jana, nº 1 do ranking de Abrantinos pós 25 de Abril(abrantino do século XXII a identificar as personagens da história abrantina). 

Só um autor ignorante ou mal intencionado como um certo J.-M. Nobre-Correia cuja foto publicamos

PLANETA MEDIA

Uma estratégia intempestiva

podia no Diário de Notícias escrever um artigo como o atrás citado sobre a barracada que o Grupo Lena montou com a sua estratégia empresarial nos media. O homem enumera todos os títulos do Grupo e não fala da RAL e da Gazeta de Anúncios que são o bastião da Lena em Abrantes, superiormente dirigidos pelo esposo da Senhora D.Isilda.

 

É preciso descaramento!!!!

 

Marcello de Ataíde

 

Nota: Outro dia fomos beber um copo com o forreta do Xico Balsemão (copo que naturalmente tivemos de pagar) e o Senhor que nos convidou disse: fazer um diário em Portugal? esses tipos devem achar que são ricos como o Belmiro.....



publicado por porabrantes às 17:57 | link do post | comentar

 

Foto Mirante

 

O Eng. José Eduardo Marçal Ruivo da Silva foi o grande vencedor das directas do PSD no Distrito. O seu apoio pessoal a Passos Coelho fez

pender a balança para o lado Vencedor. Foi assim o cérebro político desta vitória, como já o tinha sido da derrota do eng. Bioucas por Humberto Lopes.

Infelizmente o dr. Humberto mostrou-se muito indisciplinado durante o seu mandato, situação agravada pela manifesta falta de sentido de Estado do Vereador Roseiro e nunca acataram as ordens que como seu superior hierárquico, o eng. Marçal lhes dava  sobre as coisas mais óbvias, criando assim as condições  políticas para que depois da reforma de Humberto Lopes, o eng. Marçal não pudesse ter sido o Grande Presidente que Abrantes desejava.

Foi contudo o maior e melhor Governador Civil desde D.Bernardo de Mesquitella.

 

Na vitória de Passos Coelho também teve muito que ver o dr. Miguel Relvas, líder do PSD de Tomar, e verdadeira criatura política produto da Escola montada em Santarém pelo eng. Marçal, que sempre o acarinhou e estimulou a seguir a verdadeira social-democrata do PSD, coisa que torna Miguel Relvas devedor de grande gratidão e filial afecto ao Grande Líder Abrantino.

 

Foto Tinta Fresca

Torna-se necessário agora uma mudança na CPC do PSD a nível abrantino que deve passar por uma obediência da eng. Manuela Ruivo às instruções políticas do político abrantino, cujo destino natural é liderar a CPD de Santarém, donde deve sair Vasco Cunha, político muito fraquinho que nada diz às bases.

Foto JSD Santarém

 

 

As mudanças podem levar João Moura a assumir um certo protagonismo e assistir-se em Abrantes ao regresso da Anabela  Matias, extremosa filha do prof. Firmino Matias, histórico social-democrata e de Daniel António que na Assembleia Municipal tantas vezes criticou os erros políticos de Humberto Lopes.

Sabemos que este é momento dos adesivos e vira-casacas e já muitos apoiantes dos derrotados correm a lamber as botas dos vencedores. É o caso em Abrantes de João Pico que parece querer ingressar de novo no PSD.

Sabemos que o Padre do Pinhal, líder eclesiástico populista, pensa já noutro nome, um homem do Tramagal, se Pico aderir de novo aos laranjas.

Para terminar sabemos que agora o Snr. Eng, Marçal, homem de coração e fina sensibilidade, herdada do seu Pai o Sr. Dr. Ruivo da Silva, sente com grande mágoa a posição pouco solidária de Armando Fernandes, cuja deriva direitista o levou a colaborar secretamente com os piquistas.

Só para dar uma imagem da grandeza de coração do Eng. Marçal vamos revelar um segredo muito bem escondido. Foi o eng. Marçal que procurou um lugar de professor de matemática para Humberto Lopes, na Escola das Mouriscas, por saber que apesar de político indisciplinado e ingénuo, era um grande pedagogo e que ficaria deprimido se não tivesse actividade profissional, depois de sair da CMA.

 

 

 

Foto blogue Mouriscas Terra e Gentes

Humberto Lopes, um homem muito devedor ao eng. Marçal

 

Isto só mostra a personalidade multifacetada e generosa  do prestigiado e generoso eng. Marçal, que agora tem pela frente a missão lógica de convencer Passos Coelho a abandonar os negócios. Porque  não fica bem, como avisou o Dr.Miguel Abrantes, sempre certeiro nas suas posições assertativas, que o próximo P.Ministro seja um homem de negócios....

 

Marcelo de Ataíde com colaboração do Núcleo de Apoio à Renovação Laranja (NARL)



publicado por porabrantes às 13:16 | link do post | comentar

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