Sábado, 1 de Maio de 2010

A tese de que a República fez muito pela emancipação feminina é suficientemente polémica para merecer uma discussão interessante.

Mas também serve para despachar lugares comuns mais ou menos propagandísticos que devem ser rebatidos.

 

Qual foi o papel da mulher no movimento republicano abrantino?

 

Atirou a República com uma suicida política anti-clerical as mulheres portuguesas para o campo da contra-revolução ( outra discussão seria a de saber se o bambúrrio da Rotunda não estabeleceu um regime na prática de partido único, baseado no caciquismo, na fraude eleitoral, no terror às mão de grupelhos para-militares contra qualquer tipo de dissidência à Direita e à Esquerda, como sustenta Vasco Pulido Valente), porque sendo elas a maioria dos católicos praticantes ao abrir-se uma questão religiosa, se atirava imediatamente mais de metade da população para os braços dos inimigos do 5 de Outubro ?

 

Mas houve mulheres activistas no campo republicano, activas e militantes, e que curiosamente não se deixaram nas redes da facção maioritária do PRP (os democráticos) e na sua política dura contra o movimento operário que começava a organizar-se, sob uma matriz anarco-sindicalista.

 

E eco delas chegou a Abrantes e à nossa região e a título de curiosidade não resistimos a publicar esta ''poesia'' de militantismo anti-clerical de Angelina Vidal, publicada no Jornal de Abrantes, órgão republicano em 1907 !!!!

 


«Conclusão Scientifica»
Por Angelina Vidal

Se consulto os fenómenos geológicos,
Se contemplo no céu as nebulosas,
Se interrogo os segredos histológicos,
E os restos das esferas luminosas;

Vejo sempre matéria em traços lógicos,
No espaço, nas entranhas tenebrosas,
Com átomos subtis, embriológicos,
Tecendo maravilhas assombrosas

Transformação constante - a causa eterna
Eis a lei que preside e que governa,
O facto que destrói a escura fé.

É debalde que os crentes se consomem,
Se Deus veio primeiro do que o homem,
Deve ser, quando muito, um chimpanzé.

 

Casa no bairro operário da Graça, Lisboa, onde nasceu D.Angelina

 

 

A D.Angelina tinha mau feitio e vocação de polemista. Um dos grandes poetas da época (que deixa as pobres rimas da Angelina a milhas), Cesário Verde,  publicara isto acerca do jornal monárquico : O Imparcial.

 

Na praça, de manhã, havia, ó rei brutal!
Montões de sordidez horrível e avinhada...
- Nascera o
Ilustrado - um vómito real!

 

Replicaram-lhe em tom azedo que a sua poesia era má e pouco radical. O poeta desafiou o plumitivo, um tal Juvenal Pigmeu  para um duelo e acaba por se descobrir que o Juvenal era a fogosa Angelina e a coisa não pôde resolver nem a tiro, nem com florete....

 

Femeeiro militante, amante de sucessivas  comediantes da cena de Lisboa, Verde recusou-se a disparar, qualquer coisa que fosse, sobre Angelina.

 


 

O aspecto físíco da ilustre revolucionária não se enquadrava no gosto do Poeta....

 

 

Irene Pimentel traça hoje aqui o retrato duma mulher militante, recheada de contradições, positivista, socialista, pacifista, republicana antes de 1910 e posteriormente crítica feroz da política de Afonso Costa.

 

O blogue de Irene Pimentel, historiadora importante da nossa história recente passa hoje a fazer parte dos nossos links.

 

O texto publicado é a apresentação do livro acima referenciado que vamos ler e depois comentar.

 

Pode  comprá-lo aqui

 

Sobre as ligações da terrível D.Angelina a Abrantes, esperamos poder falar um dia destes.....

 

Marcello de Ataíde



publicado por porabrantes às 17:08 | link do post | comentar

Era o que nos faltava!

 

Ter de defender o medíocre político, o hábil politiqueiro, o cacique socrático, o abrantino made  in alentejo, o jurista das mais absurdas teses constitucionais e o ministro que tem o descaramento de dizer que o homem da manhosa licenciatura não sabia da compra da TVI.

 

Aonde tínhamos de chegar!

Não ao Pego socialista, mas aos resíduos neo-fascistas e clericais do Pinhal, aos defensores do pide Lázaro Viegas, aos homens do Vigário que tentaram usar o nome honrado de D. Duarte de Bragança para enganar os abrantinos, sustentando que o Duque não respeitava a cultura portuguesa, os monumentos que os seus maiores ergueram e que desprezava a vontade popular.

 

Pois bem, sustenta o Vigário (depois de protestar pelo PSD não ter metido nas listas nenhum clérigo neo-fascista e por ter resistido às pressões internas para reeditar em Abrantes a vergonha aventura socialista que foi o consulado ecuménico-marxista do Padre Belo no Crato) que o Sr.Dr. Jorge Lacão faz parte do pior governo desde Maria II.

 

 

Foto Público

 

 

Já é uma vergonha que o herdeiro da triste memória dos clérigos trauliteiros do Pinhal, das corjas que chefiando rurais analfabetos espalharam o terror à base do cacete e das forcas para manter viva a Inquisição e D.Miguel, ouse falar da Rainha que trouxe a liberdade, a civilização e o progresso a Portugal.

B.Nacional

 

Foi a espada e a pena de fidalgos e populares abrantinos, de Soares Caldeira ao Conde da Taipa, aliados à diplomacia de Palmela, e ao génio e à bravura militar de Fronteira e Saldanha que enterraram as fogueiras da Inquisição e as forcas do Usurpador.

 

Biblioteca Nacional

 

Os miseráveis ataques desencadeados contra a Marquesa do Faial tinham motivos ocultos com raízes na cupidez eclesiástica que esperava ansiosa que a ilustre aristocrata  testasse a favor do lobby do pingue negócio dos lares e indústrias similares e que encontrou na Marquesa a mesma firmeza e oposição mostradas por D.Manuel Falcão, o fidalgo Bispo Resignatário de Beja.

 

 

As terras que ao longo de gerações foram dos seus maiores devem continuar a perpetuar os valores cristãos da Família, da Tradição e da Honra.

 

 

O ódio do que resta do miguelismo clerical misturado com sequazes do salazarismo viam ainda no apelido Holstein-Beck, herdeiro  das lídimas tradições liberais  dos Palmelas, o fantasma da justiça da Rainha que fez morrer numas masmorras de Castelo Branco em 1836, o Padre Lourenço Pires, um dos caudilhos das milícias do Pinhal que tomaram Abrantes aos franceses, por ter tomado partido pela Tirania contra a Liberdade, e pelas Forcas e Fogueiras contra o estandarte azul e branco porque morrera enforcado um dos antepassados de Manuel Alegre

 

 

Sustenta o boletim do Padre que o governo de Sócrates, onde Lacão se dedica com febril agitação a atirar poeira para os olhos dos portugueses, é o pior desde que os homens do Mindelo restauraram a Liberdade em Portugal.

 

 

 

Pior que os governos deste gajo ?

João Abel Manta

 

Está V. Reverência enganada. Não há nada pior que a falta de Liberdade!!!.

 

O péssimo governo de Sócrates é melhor que os de Afonsa Costa, Salazar ou Vasco Gonçalves.

 

Pelo menos não nos proíbe de sermos livres, apesar da corja de boys, dos negócios da TVI e do provincianismo saloio de boa parte dos Ministros

 

Com os nossos cumprimentos

 

Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 13:01 | link do post | comentar

O resistente anti-fascista e aristocrata (de sangue e de espírito) Manuel Alegre de Mello Duarte, o mais importante poeta vivo da Literatura Portuguesa, o herdeiro de Garrett que soube transformar a lírica e a épica num canto pela Liberdade e pela Honra de ser português e que apresentará brevemente a sua candidatura a Chefe de Estado sob os auspícios de Antero de Quental, num gesto poético de elevado simbolismo político, contando com o apoio e o patrocínio de Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, dignou-se a responder às palavras insultuosas e às críticas mesquinhas proferidas por Nelson Carvalho, a aparente mando da candidatura de Fernando Nobre.

 

 

Com a devida vénia reproduzimos do Mirante as palavras do Poeta e do Fidalgo: ''

“Conheço esse senhor mas não nos falamos, não se dá crédito”, afirmou a O MIRANTE, recusando outros comentários sobre o assunto. Recorde-se que há poucas semanas Nelson Carvalho mostrou publicamente o seu apoio à candidatura de Fernando Nobre à presidência da República. O ex-autarca afirmou que Alegre “não é solução” nem é o “melhor candidato” para representar o Partido Socialista na próxima corrida eleitoral. “Alegre nunca lutou por qualquer causa, além de ter sido deputado e mesmo assim nada de especial”, acrescentando que o poeta é “claramente uma referência do passado”.

Manuel Alegre falou à margem de uma sessão de poesia de Abril realizada no museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira, que contou com a presença de meia centena de pessoas. Alegre falou da sua vivência da revolução e terminou a ler poemas de Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner e a sua “Trova do Vento que Passa”.

 

O nosso blogue solidariza-se com Manuel Alegre, e sublinha que também  ''não dá crédito'' ao Sr. Carvalho.

 

Os anos passam e o Poeta com alma de Trinca-Fortes está mais contido. Se fosse no tempo do Prec já tinha ameaçado partir a cara ao ''Sr.Carvalho'', como uma vez fez a Vasco Lourenço porque lhe falou a ele e ao PS com o ''sobrolho carregado''.

 

Alegre agora encarna a alma da Nação e  é o Estadista que se prepara para apelar ao Povo.

Há  um pouco da grandeza de De Gaulle em Alegre, como o General dizia '' Moi, je suis la France'', Alegre sente-se um D.Quixote português, um novo D.Pedro IV pronto a iniciar uma cruzada a partir dos Açores para libertar a Nação duma apagada e vil tristeza.

 

Se Alegre fosse um mesquinho e um político de trazer por casa já teria recordado que o ''Sr.Carvalho'' é um dos mais medíocres fabricantes de rimas do Ribatejo, só comparável àquela senhora que compôs o hino da UTIA.....


Terminamos  ouvindo a poesia de Alegre, dita por Mário Viegas......

 

 

 

 

 

Marcello de Ataíde



publicado por porabrantes às 09:54 | link do post | comentar

Trata-se de um projecto sem chama, aduza-se um paralelipípedo faráonico que qualquer um podia fazer sem ser arquitecto,
e pela sua volumetria é um verdadeiro atentado arquitectónico que fere a panoramica habitacional de Abrantes e agride o seu património cultural, constitui digamos assim um crime urbanístico pelas
suas dimensões.

 

Duarte Velez, Cruz Quebrada, 27 de Abril, peticionário on-line nº 0870 contra a Carrilhada.

 

 

Em nome de Abrantes, o nosso obrigado!!!!!

 

M. de Ataíde



publicado por porabrantes às 01:09 | link do post | comentar

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