Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

O camarada Jota Pico é agora amigo dos comunas de Constância. Foi essa tropa (o pcp, mdp-cde e restantes) que distribuíram armas à canalha para terminar com a democracia.

As armas vieram dos arsenais da tropa.

Desafio Jota Pico a dar-nos a lista

A) dos tropas que roubaram G-3 e as distribuíram à canalha para enterrarem a democracia. (1)

B) Nome do Vereador do PCP do tramagal envolvido na distribuição de G-3.

G-3

C) Lista dos militares e juízes que não fizeram justiça ou seja que não mandaram para Caxias os ladrões de armas e os golpistas.

D) Também houve armas para os democratas. Deixo aqui o nome dum dos responsáveis pela distribuição de armas aos democratas ou seja a quem combatia a escória gonçalvista : tenente-coronel Salgueiro-Maia.

E) As armas foram entregues por exemplo na sede do PS de Santarém, onde funcionava um centro de telecomunicações militares clandestino, porque o oficial estava na mãos dos canalhas. Testemunho José Niza em entrevista ao Mirante.

F) Dou o nome de quem distribuiu armas aos democratas. Dê-me Pico o nome dos seus amigos comunas que queriam liquidar a democracia a tiro.

G) Já agora acrescente a lista dos páras revoltados em Tancos, oficiais que os comandavam e que fazem agora.

H) O mínimo era ter excluído essa canalha para sempre do circuito democrático, mas Pico é amigo deles. Nomes, please. (2)

I) Quanto à minha Walter 7,65 está pronta para despachar a primeira besta que me assalte. Se a PSP não faz nada, eu faço. Tenho direito legal: chama-se a legítima defesa e  estado de necessidade.

J) A mesma coisa que levou democratas como Edmundo Pedro a distribuir armas para parar os agentes soviéticos. E levou o meu querido Cónego (Melo) a esconder Alpoim Calvão no Seminário de Braga.

i) Entre os golpistas de Novembro encontrava-se a ex-médica da senhora de Baptista Pereira, drª Isabel do Carmo. Pico tem amigos do catano!!!!

Vai denunciar a Drª Isabel à Judite? Olhe que já houve uma amnistia.....

 

Com os meus cumprimentos e os da Walter

Miguel Abrantes

 

(1) Tendo Pico acesso aos comunas faça-lhes um requerimento pedindo a lista dos chacais a quem estavam destinadas as G-3 encontradas em casa dum Vereador comuna no Tramagal e depois publique a lista. E deixe-se de merdas.....

 

(2) Se não os der,  darei eu o nome dos que estiveram implicados em Abrantes!!!!

foto
José Niza conta que havia no local um equipamento de transmissões do Exército
“Salgueiro Maia quis entregar cento e cinquenta G3 na sede do PS de Santarém”

 

 

Na véspera do 25 de Novembro de 1975, numa altura de grande instabilidade e com o Exército dividido, Salgueiro Maia disponibilizou-se para entregar armas no PS de Santarém. A história é contada pelo ex-dirigente socialista, José Niza

 

Na véspera das operações militares de 25 de Novembro de 1975, o capitão Salgueiro Maia disponibilizou-se para entregar 150 espingardas G3 na sede do Partido Socialista de Santarém. As armas não chegaram às mãos dos civis porque o então dirigente do partido, José Niza, se recusou recebê-las. “ Ele quis-me despejar, lá na sede do PS, 150 G3 e eu não quis. Disse-lhe: Ó Salgueiro Maia, desculpe lá. O único tipo que sabe mexer nas G3 sou eu que estive em Angola. E não vejo aqui nenhum inimigo à vista. Portanto não me ponha cá essa coisa”, conta o conhecido médico, compositor e ex-deputado.

O ambiente que se vivia em Portugal era de grande instabilidade. Nas forças armadas havia várias facções. Os chamados gonçalvistas, afectos ao ex-primeiro-ministro Vasco Gonçalves, a corrente revolucionária, conotada com Otelo Saraiva de Carvalho, e o Grupo dos Nove, liderado por militares considerados moderados, entre os quais Melo Antunes e Vasco Lourenço. Na lista de unidades militares afectas ao Grupo dos Nove estava a Escola Prática de Cavalaria de Santarém de onde tinha partido a coluna militar que cercara o Quartel do Carmo no 25 de Abril. José Niza afirma que nunca participou em nenhuma reunião com militares mas confirma contactos com os moderados. “Não houve reuniões formais. Havia uns telefonemas. Havia contactos directos e indirectos”.

 

O ex-dirigente do PS confessa que só mais tarde percebeu para quem eram as G3 que ele recusara. “O Rodolfo Crespo (fundador do PS e seu dirigente nacional) telefonou-me a dizer que iriam aparecer lá na sede uns 150 tipos. Ex-comandos de Rio Maior, Torres Vedras, etc... Eu ouvi aquilo e pensei que ele estivesse a brincar. Que fosse uma invenção qualquer. Que alguém lhe tinha contado essa história. Na verdade não era. Nessa noite entre as duas e as três da manhã, eles começaram a aparecer”. Os indivíduos estiveram até ao nascer do dia. “Isto foi uns dias antes do 25 de Novembro. Foram embora porque já estavam fartos e não tinha acontecido nada”.

Para além do episódio das espingardas G3, José Niza conta que a sede do PS em Santarém era usada como ponto de apoio do Grupo dos Nove. “Tivemos lá montado um sistema de comunicações da tropa. Do exército. Alguém foi lá montá-lo porque não tinham confiança nas comunicações da Escola Prática. Aquilo era um sistema paralelo. Uma alternativa. Não sei se o chegaram a usar ou não”.

 

Salgueiro Maia não comandou apenas a coluna militar do 25 de Abril. No dia 25 de Novembro saiu com outra coluna militar em direcção a Lisboa. O objectivo era neutralizar o Regimento de Artilharia de Lisboa, o conhecido RALIS, quartel afecto à facção revolucionária das Forças Armadas. No livro “Abril nos Quartéis de Novembro” os autores, jornalistas Avelino Rodrigues, Cesário Borga e Mário Cardoso, alvitram que Salgueiro Maia teria um “pacto de sangue” com o comandante daquela unidade militar, o capitão Dinis de Almeida, segundo o qual não se atacariam mutuamente.

E escrevem que por causa disso a coluna de Santarém só chegou quando estava tudo resolvido. “No dia 26 (de Novembro de 1975) à tarde, entra em Lisboa uma força da Escola Prática de Cavalaria (…). Surpreendentemente, as tropas do capitão Maia, que em 25 de Abril de 1974 tinham demorado pouco mais de duas horas a chegar a Lisboa, levaram quase vinte e quatro horas a atingir a capital”.

José Niza diz que estava à porta do RALIS com Jaime Gama, Sotto Mayor Cardia e António Reis na altura em que a coluna de Santarém ali chegou. E que assistiu à saída dos soldados que foram desmobilizados. “Alguns vinham a chorar”. Sobre Salgueiro Maia, que só conheceu depois do 25 de Abril e que morava perto da sua casa em Santarém, diz: “Era muito determinado mas demasiado radical. Não era de meias tintas quando achava que tinha razão”. Mas elogia-lhe a coragem e a dignidade. “Foi muito injustiçado. Não se pode aceitar que uma pessoa daquelas, depois daquilo que fez, tivesse sido colocada, por exemplo, a comandar o Presídio Militar. Ou que o tivessem mandado para os Açores. Trataram-no muito mal. Mas ele nunca se lamentou. Foi uma pena ter morrido tão cedo”.


O Mirante 23-4-2008

 

E como não estamos para deixar as coisas a meio junta-se:

 

Ao ler a entrevista de José Niza a O MIRANTE, senti alguma emoção pelo recordar dos acontecimentos de Novembro de 1975, nos quais estive directamente envolvido, pelas responsabilidades politicas que, naquela altura, desempenhava no Partido Socialista a nível Distrital.

A distribuição de armas pelos civis, que nos dias de hoje pode parecer um escândalo, era, na época, uma prática corrente, especialmente pela influência que os Oficiais Milicianos, militantes da esquerda revolucionária exerciam no interior dos Quartéis.

Portugal vivia à beira de uma guerra civil. A luta era política e também militar. À esquerda do PS havia várias tendências antagónicas e tudo indicava que sem um projecto político consistente, coerente e ideológico, só pela via da insurreição militar, e consequente guerra civil, essas forças achavam possível anular o combate dos que defendiam a democracia e a liberdade.

Foi neste quadro político, militar e revolucionário, que os Comandos Militares, compreenderam, que não era possível controlarem algumas das forças militares dissidentes da cadeia hierárquica, sem o apoio civil. O Partido Socialista e Mário Soares foram na altura um forte baluarte no apoio e defesa da hierarquia militar. É assim que surge a necessidade de armar civis em contraponto às armas distribuídas pela esquerda revolucionária.

Em Lisboa foi o meu camarada Edmundo Pedro o responsável pela distribuição das armas o que, mais tarde, lhe custou muitos meses de prisão, traído por alguém que o denunciou no momento em que se preparava para as devolver à entidade militar que lhas confiara.

Em Santarém o processo foi diferente. Não sabia da conversa entre Salgueiro Maia e José Niza sobre a possibilidade de entrega de 150 espingardas G3, que José Niza recusou. Sei apenas o que se passou com a minha intervenção, na ligação entre PS e o comando da Escola Prática de Cavalaria. Na época eu exercia o cargo de Coordenador Político no Distrito de Santarém, em representação do Secretariado Nacional, e foi nesta qualidade que tive esses contactos.

Pessoalmente, sempre detestei armas. Era algo que me horrorizava. Mas a situação era demasiado grave e não havia lugar para sentimentos pessoais, havia que agir e tomar as decisões adequadas. É neste contexto que, não querendo armas para distribuir, preferi ter homens disponíveis para usar as armas, caso isso viesse a ser necessário.

O PS, tinha organizado uma estrutura civil/militar, constituída por militantes que tinham servido nos Comandos. Este corpo civil/militar estava dividido em pequenas células facilmente mobilizáveis por telefone.

Sempre que a Escola Prática de Cavalaria precisava de pôr o seu material na rua, inclusive quando marchou para Lisboa, em 25 de Novembro, a fim de neutralizar o R.A.L.I.S., ficava com o quartel desguarnecido, pela falta de efectivos e era nestas circunstâncias que os homens de que dispúnhamos, poderiam eventualmente ser necessários.

Sempre que tive necessidade de mobilizar os militantes daquela estrutura civil/militar para a sede da Federação do PS em Santarém, a pedido do Comando da E.P.C., eles ficavam como reserva, para a eventualidade de serem necessários. Daí, a situação que o José Niza relata, dos homens que lhe apareceram na sede do PS numa certa noite e que desmobilizaram, de manhã sem terem visto quaisquer armas.

Dos acontecimentos de 25 de Abril de 1974 a 25 de Novembro de 1975, há muitos que apenas estão arquivados na memória dos que os viveram. E à medida que as nossas vidas se forem extinguindo, muitos desses arquivos se perderão para sempre. Daí ter dado a minha versão do que foi relatado a O MIRANTE por José Niza.

Não me cruzo, nestes caminhos da vida, já há alguns anos com meu camarada e amigo José Niza. A homenagem que lhe foi prestada em Santarém nas comemorações 25 Abril de 2008, é acto de enorme simbolismo cívico, que honra os organizadores e prestigia ainda mais o homenageado a quem, aqui de Torres Novas, envio um caloroso e fraterno abraço, ficando à espera do seu anunciado livro sobre as memórias da guerra. Mas, José Niza, não te demores, porque aos oitenta anos, já não tenho “ Sete Vidas “.

João F. Pereira

in o Mirante 6-5-2008 ler aqui

 

 

PS- José Niza é o mandatário de Manuel Alegre em Santarém. O Marcello de Ataíde já disse que apoiava o Alegre por ser um fidalgo. E agora digo eu que também apoio o Manel porque ele foi essencial para parar a canalha no 25 de Novembro.

Viva Manuel Alegre!!!!

 

Quanto ao Nobre e ao empregado de Alves & Cª onde estavam a 25 de Novembro de 75?????

 

Miguel Abrantes



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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

Este blogue é independente. Não recebemos recados nem transigimos com pressões. Esta declaração é para uso de partidos políticos, caciques, opinadores, autoridades religiosas católicas ou outras, mas especialmente as primeiras e naturalmente agentes económicos.

Consideramos que a honra e o património de Abrantes são sagrados. Consideramos que as leis são para respeitar. Consideramos que as leis não são para serem torneadas com espertezas saloias. Consideramos que Portugal está em risco enquanto Nação soberana graças ao governo Sócrates,contra o qual nos posicionamos claramente na Oposição.

 

Consideramos que a CMA é mal gerida e que as promessas de renovação encenadas por Maria do Céu Albuquerque já murcharam. Consideramos que há um deficit de oposição, mas que de alguma forma o PSD de Santa-Maia é a melhor oposição que temos desde haverá muito tempo.

Consideramos que o ICA foi um flop, o dr. Arez não passa de um colaboracionista com a maioria, que Albano Santos traiu (como era de esperar) os seus eleitores.

 

Consideramos que a Igreja Católica não cumpre nem as suas responsabilidades morais nem culturais no Concelho e  a culpa é do Arciprestre de Abrantes, Cónego Graça e naturalmente dos dois Prelados anteriores, D.Augusto César e Sanches Alves. Respeitamos o trabalho piedoso e em prol da comunidade de tantos sacerdotes, religiosos e leigos nas suas paróquias respectivas, mas queríamos uma Igreja mais interveniente.

 

Queríamos uma Igreja completamente separada do Estado.

 

Consideramos que os Serviços Culturais da CMA (com excepção da Biblioteca Municipal onde Francisco Lopes faz um trabalho de mérito) são dos piores do Distrito. A responsabilidade é da Chefa cuja mediocridade é evidente.



Consideramos que existe uma sociedade civil amorfa e acobardada, herdeira dos piores vícios do salazarismo e do abrilismo. Mas achamos que muitos dos edis dos últimos tempos da Ditadura, referimo-nos a João Manuel Esteves Pereira e Agostinho Baptista foram um exemplo de defesa de Abrantes e infinitamente melhores que os seguiram.

 

 

 

Consideramos que a petição foi uma pedrada no charco. E que charco!!!!

 

Finalmente não nos retirarão o direito elementar a dizer que o branco é branco, e o preto, preto.

 

O recado está dado. Não temos medo e não nos vergarão, venham donde vierem.

 

Temos dito,

 

Marcello de Ataíde

Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 22:21 | link do post | comentar

Exposição 
05-29.OUT.10 // 10H00
Biblioteca Municipal António Botto
A Primeira República em Abrantes:
Evolução Política e Acção Laicizadora
Org: CMA / CEHLA

Exposição 
05-29.OUT.10 // 10H00
Biblioteca Municipal António Botto
Letras e Cores, Ideias e Autores da República
Org: Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas / CMA

Na abertura das exposições, a Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Riomoinhense tocará o hino nacional.

Evento
05.outubro.10 // 10H30-13H00
Praça Barão da Batalha
Recriação Da Implantação Da República Em Abrantes
Org: Grupo de Teatro Palha de Abrantes / Agrupamento de Escolas Manuel Fernandes e Solano De Abreu / Cehla
Apoio: CMA

Animação
12, 22 E 29.OUT.10 // 10H30
Biblioteca Municipal António Botto
Visita às exposições seguido de um atelier de escrita criativa
Público Alvo: 1º Ciclo e 2º Ciclo do ensino básico
Org: BMAB

Evento
21.OUT.10 // 21H30
Biblioteca Municipal António Botto 
Conferência sobre a República
Org: CMA / CEHLA
Apoio: DGLB

Conferências com: Joaquim Romero Magalhães “O desmanchar da feira: dos últimos anos da monarquia à implantação da República.” e com José Martinho Gaspar. “A primeira República em Abrantes.

(página cma)

 

''Isto''  é o programa oficial da comemoração do bambúrrio do 5 de Outubro.

 

É duma pobreza aterradora e só demonstra a incapacidade dos serviços Kulturais locais.

 

O CEHLA mais a CMA vão-nos mostrar a  ''Acção Laicizadora'' ou seja a miserável perseguição aos católicos desencadeada pela pandilha de Afonso Costa e pelos seus apaniguados locais.



Quantos deles eram ex-padres ou ex-seminaristas????

 

Começamos pelo reverendo padre João Soares, pai do ex-Presidente????

 

Quantas Igrejas no concelho fecharam????'

 

É um regime de liberdade aquele que proíbe as pessoas de rezar????

 

É o Martinho Gaspar, o pai da acção branqueadora dos jacobinos do concelho????

 

Depois temos uma exposição sobre livros ''republicanos''

 

Em lugar de destaque espero que estejam os discursos de Salazar, o mais longevo estadista dum regime miserável....

Depois vão recrear a proclamação do bambúrrio na cidade!!!!

 

Daremos a nossa contribuição para o festejo da palhaçada!!!!

 

Deve ter sido assim: o Justo da Paixão dirige-se ao dr. Solano e diz-lhe: O Sr. Dr já não é Presidente. Agora é o Manuel João da Rosa!!!!

 

E os meus votos??? diz Solano?.

 

O Rosa foi o Vereador com menos votos!!!!

 

Mas é o mais rico proprietário do concelho e a república é um regime de ordem, em Lisboa deixámos também o mais rico proprietário do Ribatejo, o Relvas proclamar o regime!!!!

Relvas, o latifundiário, proclama a soberania popular!!! (depois de ter suplicado ao Foreign Office licença para montar o bambúrrio)

Chega o militar um tal António Maria Baptista e diz a tropa tá com o regime.

Solano, o presidente eleito pelo povo. (foto deste blogue)

Perdão diz o Solano: Tá alguma, porque o Paiva Couceiro bateu-se como um leão em Lisboa contra a canalha!!! O Cândido dos Reis, o vosso oficial-general deu um tiro na cabeça porque pensava que ''tava'' derrotado. E  não era você que maltratava os soldados?

Paiva Couceiro (causa monárquica) 
Cândido dos Reis suicida-se aos primeiros tiros

 

 

 

Cale-se-diz o Baptista. Você é um talassa.

 

Serei um talassa -diz Solano, mas não sou um ''adesivo'' nem um perjuro. Você jurou fidelidade ao Rei e à Carta, e está a trair a sua palavra. Outra coisa não esperava dum espancador de magalas.

 

O Baptista cala-se.

 

O Solano diz : Você é um cobarde. Se fosse um homem de honra já me tinha desafiado para um duelo. Ao menos o dr. Costa é capaz disso.

 

Chega o dr. Campos Melo e acalma o Solano e leva-o a casa.

 

A plebe diverte-se a insultar o padre Raposo. Foi mais ao menos assim.

 

Finalmente regressa o Gaspar com uma conferência com o Romero de Magalhães, um historiador decente, discípulo do Magalhães Godinho, especialista em história económica do Algarve.

 

A única coisa que o Romero escreveu sobre a República (dos 46 volumes inseridos na base de dados) PorBase é sobre :

 

A PEDAGOGIA E O IDEAL REPUBLICANO EM JOÃO DE BARROS / SEL. DE TEXTOS DE MARIA ALICE REIS ; NOTA INTROD. DE JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES
AUTOR(ES):
Magalhães, Romero, pref.; Reis, Maria Alice, compil.
PUBLICAÇÃO:
Lisboa : Terra Livre, 1979
DESCR. FÍSICA:
63, [1] p. ; 21 cm
COLECÇÃO:
Portugal ontem, Portugal hoje
CDU:
37.02

 


Isto é o Romero prefaciou um livro duma tal Maria Alice que se debruça sobre a figura do sogro de Marcello Caetano, com escassas   63 páginas. Explicará que o Barros ficou chateado porque quando a filha se casou com o extremista de direita Caetano que então se dizia ''ant-liberal'' etc, mas apesar de tudo não cortaram relações???



E que a filha de João Barros ficou incapacitada depois de lhe fazerem uma lobotomia, grande  invento do  Egas Moniz, outro grande vulto republicano????

 


 

Que dirá disto o Gaspar????

 

Dirá como no título do Eduardo Lourenço ''Que o fascismo nunca existiu????

 

Negará que a República foi essencialmente fascista (1926-1974) e vamos comemorar o regime que abriu as portas à mais longa ditadura que Portugal conheceu????

 

Francamente tenho de concordar que quem organizou as comemorações é digno do bambúrrio e do fascismo!!!!

 

dn                                                   (desenho de João Abel Manta)


Ao menos podiam ter convidado o Professor Fernando Rosas para explicar que a política anti-católica foi a antecâmara da ditadura!!!!

 



in viajando no tempo

 

Marcello de Ataíde, talassa e católico integrista



publicado por porabrantes às 13:10 | link do post | comentar

Ex.mo Senhor Director do jornal O MIRANTE

No jornal «Mirante» do passado dia 16 de Setembro, na secção «Cavaleiro Andante», vinha uma foto da inauguração do novo edifício dos Serviços Municipalizados de Abrantes com três cadeiras vazias que, segundo a legenda, estariam reservados para os vereadores da oposição. E terminava da seguinte forma: «Confirmar e depois não aparecer? Não se faz isto a uma senhora... inauguração».

Sem querer pôr em causa o sentido de humor e de brincadeira implícitos nesta secção, a verdade é que quem ler o vosso jornal é levado a concluir que os vereadores da oposição confirmaram a sua presença na inauguração e, depois, fizeram a desfeita de faltar, razão por que se encontram vazias as cadeiras que lhe foram reservadas.

Ora, não é verdade que os vereadores da oposição tivessem confirmado a sua presença no evento. E não confirmaram a sua presença precisamente porque a sua vida profissional não lhes permite comparecer a eventos que se realizem durante o período em que se encontram a trabalhar.

Como todos devíamos saber, há vereadores profissionais, ou seja, vereadores que fazem do exercício do cargo a sua profissão; e vereadores amadores, ou seja, vereadores que têm e desempenham uma profissão e que só podem desenvolver a sua actividade de vereador fora do seu horário de trabalho e sem ser remunerada (o que, infelizmente, nem sempre é valorizado).

Forçoso será, pois, concluir que os vereadores do oposição não puderam comparecer ao evento pela mesma razão que os vereadores do PS compareceram. Isto é, quer uns, quer outros, encontravam-se naquela hora no seu local de trabalho: os do PS na inauguração, os do PSD no tribunal e na escola.

in Amar-Abrantes

 

No Mirante e no Amar-Abrantes vem publicada esta divertida carta.

A primeira coisa a salientar é que o dr. Santana-Maia é um homem com sentido de humor.

Um político sem sentido de humor já estava a despachar uma queixa-crime por difamação ou injúrias contra o Director do Jornal.

Ter sentido de humor e ser capaz de aceitar uma laracha ou uma caricatura é o que diferencia um democrata dum cacique rupestre e fascizante.


Mário Soares um dos políticos mais caricaturados pelo genial Zé Vilhena nunca o processou!!!!

Agora há uma coisa que não percebemos do texto do Dr.Santana-Maia. Faltaram se bem me lembro 3 vereadores à Inauguração. Pelo menos vi 3 cadeiras vazias nalguma foto. E o dr. Santana-Maia diz que os Vereadores da Oposição estavam a trabalhar.....

Ora a Oposição é composta por ele e pelo outro Vereador laranja.

O notário do ICA é situação.

Portanto faltaram 2 Vereadores da Oposição e um situacionista, que tem vindo a mostrar-se um notável yes-man do PS.

Entre os situacionistas também faltou o dr. Lacão, parece-me.

Tem faltado demais a actos importantes da vida autárquica, dando um montão de trabalho ao seu substituto legal o Vice-Presidente da Assembleia Municipal.

Isto é Lacão fica com o penacho e o pobre dr.Santos, um dos políticos mais simpáticos do concelho, com o trabalho.

Se Lacão tem de salvar a Pátria na capital (embora nos pareça que está inserido num governo de coveiros de Portugal) abdique do penacho abrantino e entregue a presidência da A.Municipal ao dr.Santos.

Ficavamos todos melhor servidos, excepto a pobre pátria que tem em Sócrates & Lacão 2 excelentes enterradores.

in celta.clube.cr

Marcello de Ataíde, católico preparado para ir à Missa de Sétimo Dia por Portugal.



publicado por porabrantes às 11:38 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Domingo, 26 de Setembro de 2010

Só UMA VEZ É QUE HOUVE COLIGAÇÃO PSD/CDS, em 1982... EU ESTAVA LÁ!!! Os arquitectos Castelo Branco pai e filho não foram aceites pelo PSD, antes e depois de 2001. E em 2009, o Arqº CASTELO BRANCO filho foi rejeitado pelo PSD. E AINDA em 2009 foi o Sr. MANUEL PASSOS da NERSANT QUEM "proíbiu" a COLIGAÇÃO PSD com os dissidentes J. RIBEIRO/ Eduardo MARGARIDO, que acabou muito arrependido mais tarde e a vociferar contra o Dr. Ribeiro ... A HAVER COLIGAÇÃO SERIA SEMPRE no PSD do Engº MARÇAL, ANACLETO BATISTA, Dr. JORGE MARCÃO, Armando FERNANDES/PEDRO MARQUES, CARLOS ARÊS, ANABELA MATIAS e MARIA do CÉU, Amândio Mendes, CHAMBEL e Humberto LOPES/ ANTº ROSEIRO/ MATA-FOME... ESSES É QUE FUGIRAM TODOS DO PSD...!!!

 

 

O Sacristão ( o melhor seria chamar-lhe sacrista) e o Reverendo mentem!!!!

 

a) Em 1982 não houve coligação PSD/CDS. Houve AD ou seja PSD/CDS/PPM. (1)

Uma coligação idiota cheia de empreiteiros do Souto que terminou com o Vereador Rodrigues Branco, naturalmente empreiteiro, do Souto a fugir para o PSD (para arranjar um cargo na Amadora) e outro CDS do Souto a construir as casas mais horríveis do concelho.

Empreiteiro CDS típico do Souto.

 

b) Depois disso houve uma coligação informal negociada pelo engenheiro Marçal (grande abrantino) com o CDS. Desembocou na vitória de Humberto Lopes (medíocre presidente, homem desobediente ao seu protector, eng.Marçal).

O CDS meteu vários membros na Assembleia Municipal, entre eles o eng. Fernando Osório Soares Mendes (Graciosa), peticionário e aristocrata,os gajos do Souto andavam na pataria. Armando Fernandes no PRD.  Roseiro que em 1982 abdicou de ser Vereador da Oposição cedendo o lugar ao aludido Branco, agora como era para ir para o poder aceitou alegremente.

O Lopes nomeou secretário ou coisa do género (e assessor político) um dos líderes  da JC que era o porteiro da discoteca Jet Bee.

Devia ser que a JC tinha de estar onde estava a Juventude. A abanar o capacete.

O eng. Bioucas desandou. O marido da Chefa desandou. Surgiu como vedeta política o Albano.

O primeiro acto político do Lopes presidente foi organizar uma homenagem no Convento de São Domingos ao Zé Bioucas, de quem dissera cobras e lagartos durante a campanha eleitoral!!!!!

Ficará na história de Abrantes como o homem que escolheu para assessor político o porteiro do Jet Bee!!!!

d) Depois disso Duarte Castel-Branco foi candidato a Presidente da Assembleia Municipal (CDS) e António Castel-Branco duma só vez teve mais votos que o trolha do Souto em duas.

 

 

E) DE FORMA QUE O REVERENDO E O PICO MENTEM PARA VARIAR .....

 

a OUTRA EXPLICAÇÃO PARA A DERROTA DO  pico FOI A SUA TRANSFORMAÇÃO  (2)  NUMA CORREIA DE TRANSMISSÃO A SOLDO DUM ATELIER DE ARQUITECTOS DE LISBOA, COM A EMPREITEIRAGEM DO PINHAL GULOSA PARA PARTICIPAR NOS LUCROS DA DEMOLIÇÃO DE SÃO DOMINGOS!!!!!

 

F) IMAGINAR UMA COLABORAÇÃO POLÍTICA ENTRE O  NOSSO AMIGO MARÇAL  E O ANACLETO É COMO IMAGINAR QUE O ARMANDO FERNANDES VENHA A SER O PRÓXIMO CANDIDATO DO PS À CÂMARA MUNICIPAL E O PICO O MINISTRO DAS FINANÇAS DO REINO!!!!

 


 

 

e JÁ AGORA O PADRE ROSA SER O PRÓXIMO PAPA  .......

 


SERÁ O REVERENDO ROSA O SUCESSOR DE RATZINGUER???? ei-lo em plena campanha missionária

 

MIGUEL ABRANTES

 

(1) PPM representado pelo fidalgo e lavrador José de Almada Burguete

(2) Vai em minúscula por exigências do livro de estilo



publicado por porabrantes às 17:58 | link do post | comentar

Como compensação ao nosso amigo Joaquim Ribeiro transcrevemos este post do Caro Colaço no ânimo. Obrigado António !!!!

 

 

INVESTIR & DESISTIR . A BUROCRACIA TEM LIMITES

 

Admiro a persistência do Dr. Joaquim Silva, proprietário da Farmácia Silva e do recém inaugurado Café, Coffee Break 53 ( o antigo 53), ali aos pés do Hotel.

De há muito que o ouço falar em transformar este velho palacete, ali para as bandas da Abrançalha, bem visível da A23 (foto tirada em andamento!) numa moderna unidade hoteleira de Turismo Rural.

Os entraves da autarquia têm sido mais que muitos.

Numa época de crise, e tendo ouvido, apenas, a versão do meu amigo, pergunto-me que autarca se dá ao luxo de desperdiçar uma ocasião destas que ficará a constituir uma mais valia para a nossa terra?

Por que é que as autarquias tão rápidas a criticar a burocracia do Estado, usam da mesma, senão pior, lentidão, quando têm o poder  de decidir nas suas mãos?!

 

 

 

Não, não é preciso chamar nenhum "cubano" para ajudar a resolver a questão.

Fica o conselho:Senhora Presidente,Maria do Céu, desça à terra e tome lá um cafézinho com o Dr.Joaquim, no CF53!!!

 

Pode ser que, finalmente, o jovem empresário veja coroado de êxito a paciência de que tem dado mostras.

 

antónio colaço

 

in ânimo

 

O Palacete que vem na foto do António está sito para os lados da Abrançalha, tendo sido propriedade e residência de verão de D.Maria Teresa Valejo, natural de Lisboa (1900-1990) casada com Eduardo Soares Mendes, sem geração.

 

D.Teresa Valejo era neta do 1º Barão de Rio de Moinhos, Manuel de Almeida Valejo, natural de Rio de Moinhos (1825-1868). O título foi-lhe atribuído por D.Luís e que saibamos não foi renovado. Nos comentários pode-se ver mais dados sobre a sua filiação.

 

Eduardo Soares Mendes, grande lavrador, teve um filho  fora deste matrimónio: António Soares Mendes, grande lavrador abrantino e que desempenhou o cargo de Provedor da Misericórdia de Abrantes, depois do 25 de Abril de 1974, falecido em 2003. Casou com D.Ercília S. Mendes, de ilustre família coimbrã, de que houve descendência, sendo alguns dos seus filhos nossos amigos e bons amigos de amigos de Abrantes.

 

Foi a família Soares Mendes ( não só a de António S.Mendes, porque houve herdeiros de outros ramos) que vendeu a propriedade referida ao dr. Ribeiro.

 

Marcello de Ataíde

 

Agradeço a um dos nossos leitores a correcção feita.



publicado por porabrantes às 14:01 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Abrantes, junto ao Quartel do Exército.

 

Palavras para quê?!

 

antónio colaço

in ânimo

 

estava à procura dum artigo do antónio colaço sobre o bar do dr. Ribeiro, o remoçado 53, quando dei com isto, que naturalmente transcrevo.

 

E aproveito para perguntar que se passa com os painéis alusivos ao Santo Condestável, sitos nas proximidades, classificados como IIP, Imóvel de Interesse Público e que uns cavalheiros (hoje estou para o amável) das estradas se preparam (vam) para maltratar.

 

O dr. Falcão Tavares está farto de protestar e com razão e por escrito.

 

Teremos de ir por outras vias?

 

Vale a pena?

 

Tudo vale se a alma não é pequena, disse Pessoa enquanto bebia outro bagaço.

 

Fernando António no Abel Pereira da Fonseca dando-se ao tinto. A legenda é do próprio.

 

Jonh com Ioko capa do Rolling Stone

Estou insultar Pessoa dizendo que ingeria bagaços? Insultarei John Lennon, autor de músicas que marcaram o século XX, dizendo que metia ácidos? Lucy on sky with diamonts não significava LSD?

 



Miguel Abrantes

 

(a juventude: O Adérito, a Suzy e a menina Edite Fernandes só chegam à tarde. Viva a Noite!!!



publicado por porabrantes às 13:34 | link do post | comentar

Sábado, 25 de Setembro de 2010

Em relação ao nosso post:sobre A lavagem ao cérebro recebemos este comentário que publicamos com o melhor gosto e a que fazemos os devidos comentários:

 

Sei que este comentário não será publicado por V. Exa., pois quem tem tanto gosto em dizer mal de tudo e de todos não aceita criticas de ninguém, ainda assim faço questão de comentar todo este blog e acima de tudo este post . 
Relativamente ao blog: 
Quem demonstra tanto rancor contra o Dr. Solano de Abreu será que este num passado muito distante lhe fez assim tanto mal? 
Será que se revê aquando da referência no post http :/ porabrantes.blogs.sapo.pt 389664.html , onde é dito "Era o único que tinha a ousadia de entrar em casa das amantes de dia....." será que foi vitima do mesmo "pecado" ou será que gostava "de ser o próprio pecador"? 
ou ainda "pecar" com alguém como ele? 
Pois é caro Miguel Abrantes sempre ouvi dizer que: "Quem desdenha quer comprar" e "Galinha ruiva conforme é . . .assim cuida". 
Relativamente ao trabalho referenciado neste post . Será que o Miguel, tão bom blogger , não consegue ver que é um professor? Sim um professor e dos melhores que tive até hoje. Relativamente ao facto de dizer que o apresentado é uma treta, venha o caríssimo e sapiente Miguel fazer melhor, quer como aluno quer como professor. Sim, pois fazemos o que se pode com a carga lectiva que foi possível dispensar para o projecto e quanto ao professor volto a dizer tomara o Miguel ter a responsabilidade dele e competência. Devo salientar que este ano ele já não é meu professor e que até hoje foi um dos que mais me marcou pela positiva no ensino. 

Caso queira publicar este comentário, (o que duvido), sou a Margarida Afonso. Sim porque eu não tenho medo de dizer quem sou.

 

1-Agradecemos a Margarida Afonso a leitura deste blogue e os seus comentários.

2-Supomos a crítica, o bom humor e a laracha não ofendem ninguém. Era o caso dos posts referidos.

3-Nunca manifestou este blogue qualquer rancor contra o Sr. Solano de Abreu. Quem demonstrou rancor contra ele foi o Partido Republicano Português que o saneou da Presidência da CMA para onde tinha sido eleito pelo voto livre dos abrantinos e o perseguiu depois do 5 de Outubro pelo delito de ser um democrata de esquerdas e achar que a monarquia liberal era um regime mais civilizado que a anarquia e o despotismo impostos por Afonso Costa.

Quem perseguiu  Sr.Dr. Solano de Abreu foi também  Henrique Augusto da Silva Martins, líder municipal integralista, depois do 28 de Maio, quando o obrigaram a deixar de ser Provedor da Santa Casa porque a queriam controlar politicamente. A mesma tropa que mandou prender o dr. Manuel Fernandes.

O que este blogue manifesta em relação a Solano de Abreu é uma extrema admiração pelo homem que foi um anti-clerical veemente, um democrata de esquerdas, um monárquico progressista, um edil democraticamente eleito (e não imposto ao povo por um bando de conspiradores da oligarquia local como o era a comissão municipal do PRP), um abrantino honrado e amigo da sua terra, um militante cívico, um benfeitor e um homem culto. Admiramos ainda  naturalmente o bont-vivant.

O que este blogue não admira particularmente em Solano de Abreu é a obra literária a não ser como testemunho sociológico do que era uma vila burguesa na primeira metade do século XX.

Aliás é essa a opinião dum dos maiores especialistas portugueses em estudos culturais, o Prof. Doutor José Augusto França. Quando o historiador de Tomar diz isto ( Solano foi um escritor menor) e depois afirma que Pessoa é um dos cumes da literatura mundial está também a ser rancoroso?

4-Escreveu na biografia de Eça de Queiroz, João Gaspar Simões que tudo na vida dum autor, incluindo as contas do alfaiate, eram importantes para definir a sua personalidade. Quanto mais a sua orientação sexual.

Não se pode perceber a literatura de Botto sem saber que dava para os dois lados. E não se pode perceber a vida de Solano sem ver nele a postura e dum dandy neo-queirosiano, marcado pela literatice da Coimbra de finais de século XIX e por um gosto devotado pelo belo sexo. Quando dizemos que Solano teve amantes (e muitas), não fazemos uma crítica, constatamos um facto.

E quando dizemos que entrava de dia, significa apenas que não era um hipócrita, porque os outros entravam de noite às escondidas.

E isso nem nos meios católicos, que usaram e abusaram do dinheiro de Solano ou na boa sociedade abrantina foi condenado.

Solano era assim. Um esteta, um dandy,um bont-vivant e um democrata.

E ademais um pândego, como conta o seu amigo das farras de Coimbra, Trindade Coelho in ''In Illo Tempore.''

Não aceitamos que o transformem num beato ou num seminarista como o extremoso marido da Chefa.

5- Aliás tudo isto está na sua literatura autobiográfica. Basta lê-lo, para saber que tinha amantes. Por exemplo, : Romance duma tricana, Abrantes, 1929, Minerva. Na António Botto haverá um exemplar que o Sr.Dr.Francisco Lopes com a amabilidade que o caracteriza lhe poderá facultar.

6- Finalmente continuo a achar que o vídeo é uma treta. Mas o grave não é ser uma treta, é falsificar a história dizendo que Solano era republicano. É como fazer um vídeo didáctico  para comemorar a República, e dizer que o Presidente é D.Duarte de Bragança.

7-E é mais grave quando a Escola leva o nome de Solano de Abreu e em boa hora editou isto:

 

 

bastava ao Sr. Professor que coordenou o trabalho, ter ido à Biblioteca da Escola e ter lido as 58 páginas em que o falecido e saudoso Eduardo Campos conta a vida do último Presidente da Monarquia que Abrantes teve.

Está visto que o Eduardo trabalhou para nada ou, o que é pior, é agora politicamente incorrecto citar Eduardo Campos, para não ofender o pudor dalgum guru da história local.

8- Ser professor foi sempre foi difícil. Mas não estou a ver o meu falecido amigo Dr. João Manuel Esteves Pereira, professor dessa Escola, fazer calinadas destas. Há professores e professores.

9- Pergunta-me a Margarida se eu gostava de pecar tanto como o Dr. Solano. Vou todos os dias ao Trombinhas fazer o mesmo. Naturalmente custa-me dinheiro, como custava ao Dr. Solano. A única diferença entre mim e ele é que Solano era um homem generoso com os pobres.

Eu prefiro ser generoso comigo próprio.

 

Com os meus cumprimentos

Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 16:41 | link do post | comentar

Do nosso amigo Sr.Lalanda recebemos este comentário ao post referido que publicamos com o maior gosto:

 

O Regulamento das Relações Comerciais, pelo qual se divia reger essa entidade, nas relações com os clientes, estabelece:
Artº 121º - nº 1 - As variáveis relevantes para a facturação são objecto de medição ou determinadas a partir de valores medidos;
Nº 3 - Exceptuam-se do disposto no nº 1 as instalações em BT com um regime de funcionamento em que o consumo possa ser determinado, UNICAMENTE, por estimativa, nos termos do artº 149º,
Artº 149º - nº 1 -As indicações recolhidas por leitura directa dos equipamentos de medida PREVALECEM sobre quaisquer outras;
nº 4 - alínea b)- Nos clientes em BTN deve ser assegurado que o intervalo entre duas leituras não seja superior a 3 meses;
nº 8 - Nos casos em que NÃO EXISTAM leituras de equipamentos de medição de clientes, podem ser utilizados métodos para estimar o consumo.
Pois bem. Eu tenho um contador que, desde Agôsto de 2008, até hoje, foi lido pela EDP apenas duas vezes. Não obstante o facto de eu transmitir, mensalmente, a respectiva leitura, não convence a empresa de que não pode debitar e cobrar (débito directo) energia facturada por estimativa. 
Quando dei pelo abuso, reclamei pelo telefone e a solução que encontram, por duas vezes, foi substituir a factura. À terceira não ligaram à
reclamação que fiz por e-mail e avançaram com o débito. Esclareceram que o cliente não era prejudicado porque no mês seguinte faziam o encontro de contas e que estavam a cumprir a lei. Trancrevi-lhes a lei por e-mail e informaram-me, via telefone, que já tinham dado todos os esclarecimentos e que se não estivesse satisfeito recorresse ao tribunal. 
Claro que sabiam que eu não era louco.
Reclamei para a ERSE, cujas funções, (diz a lei)apontam para a protecção dos consumidores. 
Já foi em Maio de 2010. Possivelmente a carta extraviou-se !...
Naturalmente o Sr. Mexia não se incomóda com o "mexilhão"...

 

 

Nota

Agradecemos a assídua colaboração do Sr.Lalanda a este blogue.

Marcello de Ataíde



publicado por porabrantes às 16:12 | link do post | comentar

Presidentes de Juntas de Freguesia

que estão à espera dos salários

apenas conseguem sobreviver com

a ajuda dos familiares que

trabalham com eles na autarquia

Por Vítor Elias

O Governo está à espera que a Assembleia da República fixe os critérios de distribuição da verba para pagamento dos Presidentes das Juntas de Freguesia, pelo que estes continuam com os salários em atraso.

"Isto é que vai uma desgraça", explicou ao IP um Presidente da Junta. "Felizmente ainda posso contar com a ajuda financeira da minha mulher, que é secretária aqui na junta, e da minha filha, que trabalha como engenheira nos quadros da Câmara Municipal, bem como do meu cunhado, que tem uma pequena empresa de construção civil que ganha todas as adjudicações da autarquia, ou do meu avô, de 84 anos de idade, que trabalha no departamento de informática da Junta de Freguesia, onde está encarregue de digitalizar os contratos da autarquia que a minha sobrinha carimba na repartição. Se não fossem eles, passava uma fome negra, como passava o meu primo Manuel, um pobre coitado com a antiga quarta classe, antes de entrar para a administração da empresa municipal de resíduos urbanos". VE

 



in inimigo público


Tags: Ultima Hora - NoticiaInimigo Público

 

Posto por Adérito Abrantes com dita vénia

PS- O Público está cada vez pior. Ontem publicou uma foto do dr. Lacão onde havia o nítido propósito de desprestigiar o nosso querido político de referência.

 

Agora neste artigo para desprestigiar os nossos autarcas, classe mais honesta do país depois dos padres e freiras, mostra uma fotografia onde dão a um maço de dólares. Ora a moeda de Portugal é o euro, embora em breve o escudo possa regressar. Vou queixar-me ao eng. Belmiro.



publicado por porabrantes às 14:15 | link do post | comentar

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