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Passos Coelho, no discurso Pontal, referiu pela primeira vez a possibilidade se sucederem tumultos. “ Em Portugal, há direito de manifestação, há direito à greve. São direitos que estão consagrados na Constituição e que têm merecido consenso alargado em Portugal”, lembrou continuando, “nós não confundiremos o exercício dessas liberdades com aqueles que pensam que podem incendiar as ruas e ajudar a queimar Portugal”. Logo a seguir Paulo Portas, refere os tumultos e as greves como um caminho sem saída e, na esteira de Passos Coelho, apela ao consenso social.
Como esta gente sabe bem o que anda a fazer com políticas que atiram para a miséria a grande maioria dos portugueses, que vão aumentar brutalmente o desemprego, que vai e já está a destruir o que resta do fraco tecido produtivo nacional, corroído por mais de trinta anos de políticas de direita praticadas pelo PS, PSD e CDS, sozinhos ou coligados, que estão a destruir direitos sociais, os apelos ao consenso social são de um cinismo insuportável. A hipocrisia alcança o seu máximo esplendor com a caridadezinha que o Ministério da Segurança Social distribui como quem dá milho aos pombos, não considerando isso um direito. Esta gente está-se lixando para o consenso social, o que querem e pregam é a resignação social.
Eles sabem que estão a incendiar o país tornando a vida das pessoas insuportável. Até o insuspeitíssimo Francisco Van Zeller, ex-presidente dos patrões vem dizer que, com este estado de coisas e como estão a evoluir, é impossível evitar greves e manifestações de rua, se não eramos “um país de molengas, parvos ou mortos”. Por isso, agora em Campo Maior, debaixo de um tecto de flores de papel, Passos Coelho disse que  pode haver quem se entusiasme com as redes sociais e com aquilo que vê lá fora, esperando trazer o tumulto para as ruas de Portugal (…) esses descobrirão que sabemos decidir”

Angelo Correia foto expresso
Claro que o homem é perigoso ou não fosse discípulo e protegido de Ângelo Correia que, quando era ministro da Administração Interna, teve a impudência de inventar uma revolução dos pregos. Isto é gente capaz das piores provocações e já começaram a decidir: no Orçamento para 2012, em os orçamentos de todos os ministérios sofrem cortes brutais, há um onde não se corta nada. Antes pelo contrário, tem o seu orçamento reforçado em 400 milhões de euros, é o Ministério da Administração Interna!
Esta gente quer é impor a exploração e a miséria sem que as pessoas usem a liberdade para a combater. Querem que o medo adquira um dinamismo que faça com que se tema a própria liberdade.
A mensagem de Passos Coelho é transparente: vamos levar o país ao fundo, mas o futuro da paulada está garantido.

in Praça de Bocage 

transcrevo e subscrevo inteiramente as palavras destes bloguers do PCP.

 

estarei a dar em comunista???

 

a propósito onde anda o PCP de Abrantes??? e o Bloco????

 

as férias já terminaram, mas eles estão de férias desde as últimas eleições......

 

Miguel Abrantes, a caminho de ser nacional-bolchevique  

 

sublinhados nossos e foto do Correia do Expresso