Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

santa.jpg

O Colégio de Fátima, que as Reverendas Doroteias, com a pressão catequística da Dona Céu, querem fechar, obteve o segundo posto no ranking abrantino de resultados escolares, na escala onde se insere.

fátima.jpg

as escolas públicas que querem mudar para lá, obtiveram um resultado medíocre, quase ficando torradas, como um dos patronos,  no ranking.

Obteve o primeiro lugar a Escola privada e sublinho privada João de Deus do Tramagal, que é gerida por este senhor, o Doutor António de Deus Ponces de Carvalho.

 

ponces.png

 O Cavaleiro de fartos bigodes, que deu uma sonora bigodaça à escola pública abrantina.

Bom trabalho António! Abrantes e os putos agradecem!

Agora acerca da peregrina ideia de fechar a outra Escola de Sucesso que é o Colégio de Fátima para promover escolas de quase insucesso era melhor abandonar ideias do arco da velha. Que nos valha Santa Paula!

E nomear representante municipal nessas escolas a Madre Santos Costa a quem damos os parabéns pelo sucesso alcançado..

Como damos aos professores da Escola de Rio de Moinhos. Já agora roubámos o gráfico ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia local, distinto peticionário, dr. Rui André.

Parabéns também à Barca por ter publicado estes elucidativos gráficos.

MN   

 



publicado por porabrantes às 16:49 | link do post | comentar

PN_SanNicolas_publi_br.jpg

 

 mn

 



publicado por porabrantes às 09:24 | link do post | comentar

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

''O número um de A Batalha, o mais importante jornal operário e sindical da Primeira República, apesar da sua natureza anarquista, viu a luz do dia em 23 de Fevereiro de 1919. E o último saiu no dia 26 de Maio de 1927, exactamente um ano após o golpe militar e da implantação da Ditadura, que caminhava aceleradamente para a fascização do regime político em Portugal.

No dia 27 de Maio de manhã, uma horda de malfeitores e de polícias à paisana, com o construtor civil Martins Júnior à cabeça, protegidos por cordões de polícia de espingarda em punho, chefiados pessoalmente pelo comandante da PSP, coronel Ferreira do Amaral, destruiu a golpes de picareta as instalações e o equipamento do diário matutino operário, que coabitava na mesma sede com a CGT, a Juventude Sindicalista, a União dos Sindicatos de Lisboa e a Federação dos Sindicatos da Construção Civil, na Calçada do Combro. (1) ''

 

escreve no ''Militante'', de Maio-Junho de 2007, publicação do PCP, Américo Nunes que se cita com a devida vénia. Chama-se a atenção para a importância do artigo, dado que a ''Batalha'' foi o grande órgão do sindicalismo acrata.

 

martins júnior.jpg

 Martins Júnior ou melhor João Augusto da Silva Martins (Júnior) é o do meio. Nesta foto do ''Século''  pousa, depois de vencido, num golpe armado.

Já se falou aqui bastante dele, fundador da República em Abrantes, simpatizante e activista sidonista, militante do Partido Radical, conspira nos grupos pré-fascistas mas recusa aderir ao 28 de Maio.

Mas a rapaziada do PCP esqueceu-se duma coisa, Martins Júnior foi um dos financiadores da Federação Maximalista Portuguesa, donde saiu o PCP.

Um homem contraditório?

Precisamos duma biografia dele, do mais importante político republicano de Abrantes....

MA

dou por boa a informação, mas vou ver se leio algo sobre isto....

foto: Torre do Tombo

 



publicado por porabrantes às 20:00 | link do post | comentar

Poema popular alentejano recolhido por Teófilo Bragaleite.png

 

 



publicado por porabrantes às 18:13 | link do post | comentar

No hospital militar instalado no Convento de São Domingos, no difícil ano de 1813, era este o estado da situação

 

José gonzalez bobela.png

 

 1813 é o ano em que Wellington arruma o sonho napoleónico em Waterloo, já há muito que os exércitos franceses haviam sido escorraçados de Portugal e os prisioneiros franceses ainda morriam como tordos em Abrantes e a situação sanitária geral era má, advertia o dr. José Gonzalez Bobela, director do hospital militar abrantino no Jornal de Coimbra

 

Parte da história de São Domingos enquanto botica fradesca e hospital, e o papel importante dos frades na assistência hospitalar e farmacêutica abrantina é contada no livro o ''Real Convento de São Domingos'' pelo dr. Paulo Falcão Tavares, que depois do sucesso do seu lançamento na cidade, é a 22 lançado em Lisboa.

Curiosamente José González Bobela é ascendente directo do peticionário nº 1, eng.Albuquerque Carreiras.

real.jpg

 mn

 também o convento da Graça esteve ocupado como hospital militar



publicado por porabrantes às 17:02 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

Vendido na Casa Cabral  Moncada, 2011. Assunto já referido pela Tubucci, se bem me lembro a Torre e Espada dele, foi roubada de Santa Maria do Castelo, tendo a família oferecido a peça ao Museu D.Lopo, suponho que no tempo de Diogo Oleiro-

Imagem reproduzida com a devida vénia à Casa Cabral de Moncada

avellar.png

 

 

 



publicado por porabrantes às 22:34 | link do post | comentar

 

 

 

 

rublo 2.jpg

 rublo.jpg

 

 

 

 

 Depois disto, o Rev. Cónego Graça não aceita esmolas em rublos.

 

 Um gajo que se associa ao Baptista Pereira, termina ou:

 

como o czar Putin a ver o rublo implodir e o Raul Castro a pedir para que Cuba volte a ser colónia ianque

 

ou

 

como o Cavaco, que tinha uma vila Mariani (Maria+Aníbal), a ver os processos dos submarinos arquivados e o Portas a dar-lhe palmadinhas nas costas....

 

ma 

 

  

 

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 20:21 | link do post | comentar

boas festas 1.png

que Alá é grande!

a redacção

 


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publicado por porabrantes às 17:55 | link do post | comentar

 

 

Que Natal este! – sempre sois herejes,
Meus amigos Ingleses....
Bem haja o santo padre e a sua bula
De fulminante anátema,
Que excomungou estes ilhéus descridos!
Oh! nunca a mão lhe doa
Ver na minha católica Lisboa
As festas de tal noite!
Sinos a repicar, moças aos bandos
Co’a a bem-trajada capa,
E o alvo-teso lenço em coca airosa,
D’onde um par de olhos negros
Dão as boas-festas ao vivaz desejo
Do tafulo devoto
Que embuçado acudiu no seu capote
À pactuada igreja!
Natal da minha terra, que lembranças
Saudosas e devotas
Tenho de tuas festas tão gulosas,
E de teus dias santos
Tão folgados e alegres! Como vinhas
Nos frios de Dezembro
De regalados fartes coroado
Aquecer corpo e alma
C’o o vinho quente, c’os os mechidos ovos,
E farta comezana!
E estes excomungados protestantes,
(Olhem que bruta gente)
Sempre casmurros, sempre enregelados,
Bebendo no seu ale,
E tasquinhando na carnal montanha
Do beef cru e insípido!
Pois os Christmas-pyes, gabado esmero
De sarmatas manjares!...
Olhem estas pequenas... são bonitas;
Mas que importa que o sejam
Se das Graças donosas praguejadas,
Rústicas e selvagens,
Nem dança airosa, nem alegre jogo
De divertidas prendas
Arranjar sabem, e passar o tempo
Em honesto folguedo!
Jogar um whist morno e taciturno,
Sentar-se em mona roda
Junto ao fogão, fazer um detestável
Chá preto e fedorento,
Sem ar, sem graça... – Oh madre natureza,
Quanto mal empregaste
A formosura, o mimo, as lindas cores
Que a tais estátuas deste!

 

Almeida Garrett 1823. Padecia o poeta o exílio por causa da Liberdade.



publicado por porabrantes às 14:12 | link do post | comentar

Mandarins, castas e donos do poder

Faculdade de Arquitetura de Lisboa, 16 de Dezembro de 2014

A convite do Partido Democrático Republicano

 

“Salazarquia, poder que se exerceria à semelhança do caracol dentro da espiral ou do cágado dentro da concha…”

(Hipólito Raposo)

 

"Confesso-me inocente da culpa de haver nascido com alguma tendência para endireitar o mundo, em cada caso ouvindo pessoas discretas dizerem-me que era torta a vara da minha justiça. Então olhava para ela e parecia-me direita... quem serve ao comum, não serve a nenhum" 

(Hipólito Raposo)

 

Não fazes ideia o trabalho que me deu chegar pobre até ao fim da vida. 

(Paiva Couceiro)

 

(...)

Há quem julgue que o Estado são Eles. Que a Democracia são Elas. Que o Regime é Deles. Ou melhor, que todos os regimes não se distinguem uns dos outros em situacionismo, isto é, quando Eles não são Nós.

 

Não noto esperança. Mas os tempos do fim de uma determinada ira, onde domina o indiferentismo da não cidadania, a alienação e a anomia da servidão voluntária, onde não é marcante a esperança dos desesperados, porque a revolta é menos importante do que a utopia e as revoluções enlatadas pelas traduções em calão.

 

Faltam muitas conjugações sociais e políticas para surja a mobilização até em torno de uma memória do sofrimento que nos possa dar libertação.

Nem sequer ainda fomos capazes de escrever uma história que nos faça escapar do “mainstream” que desdiga o estado de exceção e de injustiça.

Porque suspendemos o espaço de participação na praça pública que nos permitia a cidadania. Porque a política é quando saímos do espaço doméstico, quando inventámos a república para deixarmos de ter um dono. Quando nos transformamos em cidadãos e passamos a participar nas decisões coletivas como iguais.

 

Infelizmente, a praça pública continua a ser ocupada pelos antigos donos do poder. Os velhos donos da casa, das forças vivas, dos poderes fácticos

A velha estrutura da compra do poder que manteve a sociedade de corte.

 

E há sucessivos golpes de regresso à estrutura banco burocrática

 

O partido-sistema multipartidário que aqui se aconchegou no bloco central, nessa mistura da esquerda moderna com a direita dos interesses

A emergência dos soberanos privados da geofinança que, em aliança com as forças vivas da rotina se agregaram com o Estado-empresário, gestor das participações políticas em zonas de economia privada sem economia de mercado, sempre com nacionalização dos prejuízos e privatização dos lucros.

 

Compra direta pelas privatizações através de comissários e comissionistas governamentalizados, ou através de agentes empresariais.

 

O bom e velho Estado servia para distribuir as rendas feudais, porque éramos todos iguais, mas alguns eram mais iguais do que outros. Agora, já não há um só Estado por cima do mesmo povo e do mesmo território. Já estamos sujeitos a uma pluralidade de reguladores e de rendeiros, incluindo os soberanos privados da geofinança, do tráfico e do branqueamento. Ninguém mata elefantes com inseticida.

 

Os partidos dominantes começam por ser devoristas e passam depois a ser rotativos, mantendo a ditadura sistémica da pós-revolução da partidocracia.

 

Até há uma definição devorista de mesa do orçamento: "Postos todos a comer à mesa depressa passariam de convivas satisfeitos a amigos dedicados" (Rodrigo da Fonseca)

 

O velho patronato é, assim, marcado por clandestinos acordos de cavalheiros entre os donos do poder e a partidocracia elevada ao ministerialismo, sustentando-se na "pantouflage", no devorismo, na subsidiocracia e no financiamento indireto da atividade partidária e presidencial.

 

Para quando uma real separação entre a finança e a alta política, da partidocracia ou do presidencialismo, à imagem e semelhança da que vem sucedendo entre a Igreja e o Estado? O meu conceito de altos corpos da república exige uma carreira pública que não considere o banqueirismo, nacional ou global, como fase superior a altos cargos do parlamento e do controlo da fazenda.

 

O Parlamento é o espelho da nação. O PS e o PSD são espelhos um do outro. E o presidente, a mera consequência deste paralelograma de forças. O grande perigo está na eventual emergência de uma democracia sem povo. Se a partidocracia nos conduzir à democratura.

 

(...)

 

Eu também acho que há uma crescente ditadura da incompetência. Não é no juiz. É na partidocracia. Escolheram mal os selecionadores e deveriam voltar àquilo que é a base do Estado racional-normativo. A carreira do burocrata que tanta falta nos faz, em tempo de crescente rebanho clientelar, onde a fidelidade é o critério.

 

Os primeiros grandes teóricos da estasiocracia e da partidocracia dos começos do século XX denunciaram a lei de bronze da oligarquia nos partidos de massas. Agora, sem massas, nem bronze, há cada vez mais tubos vazios sem fluxo de povos, classes, massas e notáveis. O pior é quando as canalizações enferrujam em disfunção.

 

Enquanto a cunha e a fuga ao imposto continuarem, não é possível o reconhecimento do mérito e a consequente igualdade de oportunidades, onde a justiça sempre foi tratar desigualmente o desigual, sem estes curtos-circuitos da sociedade de corte, agravada pelos filhos de algo da partidocracia!

A partidocracia tem, segundo o meu sentido, a mesma mania de alguns profissionais da política a entenderem como um clube de reservado direito de admissão: aquilo que defino como o partido único da corporação nacional da política.

 

Não tenhamos dúvidas: quando os partidos dominantes se transformam em partidocracia, eles podem transformar-se em meras federações de grupos de interesse e de grupos de pressão, onde os militantes não são uma massa nem uma classe, mas antes atores que tendem a maximizar o respetivo proveito individual através da não-ação, apenas se entregando espontaneamente numa ação colectiva, quando ela lhes dá uma vantagem própria. (...)

 O maior inimigo dos partidos é a partidocracia, a "gangrena do Estado" (Lorenzo Caboara, 1975)

 

A partidocracia persiste na autoclausura reprodutiva, entre uma direita que convém à esquerda, a da mera oposição empírico-analítica ao fantasma do inimigo, para que este, em preconceito, acirre o pensamento RGA, o da nostalgia da revolução por cumprir, onde o Maio 68 continua a algemar a libertação de Abril.

 

É evidente que num país onde até os concursos públicos são com fotografia, isto é, antes de o serem já o eram, vai agora ser indisfarçável a confirmação da vigência do "spoils system", segundo o qual "to the victor belongs the spoils". Porque todos entendem o poder como uma coisa, passível de conquista, ou como uma posição onde, segundo Oliveira, o Salazar, o essencial do poder é procurar manter-se." Aqui, o poder continua a não ser estratégia e relação, mas uma coisa que se joga e, logo, que se ganha e que se perde. Parafraseando António Guterres, não apenas há "jobs for the boys", como também abundam os "boys for the jobs". Se o chefe do manda quem pode, obedece quem deve, ainda é simbolizado pelo S de um cinto, o discurso de justificação continua a proclamar que a mesma letra representa o serviço, sacrifício, porque o imolado é o mesmo de sempre, um tal de Zé. O rotativismo monárquico era mais austero. O chefe do governo costumava ser o antigo presidente do Crédito Predial, lugar para onde ia o dissolvido, feito chefe da oposição e nos mais recônditos lugares do reino até havia dois carteiros-funcionários que se substituíam conforme a dança do cimo: um regenerador e outro progressista. Nalguns casos até se subsidiavam mutuamente, segundo o ritmo da velha fraternidade dos subsidiados pela cunha e pela partidocracia. Aqui, nem todos comiam tudo. Ficavam uns restos para a caridadezinha dentro do sistema do "spoils". PS: O discurso é de 1832, mas de um senador nova-ioquino. Cá no reino, na mesma época, eram conhecidos como os devoristas" (..)

(...) Há donos do poder e neofeudalismo porque há compradores do poder e vendedores de poder que geraram uma corrupção sistémica, a que nasce da consideração do poder como uma mercadoria. A casta banco-burocrática fomentou o mal, a partidocracia não o derribou. E surgiram imensos intermediários, até na venda de pedaços a Estados e partidos estranhos e estrangeiros.(.....)

Leia aqui o texto completo desta intervenção do Prof.Adelino Maltez, numa realização do PDR de Marinho e Pinto 

 



publicado por porabrantes às 08:22 | link do post | comentar

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