Quinta-feira, 21 de Maio de 2020

O historiador abrantino e nosso amigo Paulo Falcão Tavares foi escolhido para Conselheiro Académico do Instituto de Estudios Históricos Bances y Valdés

 

prestigiada Instituição de Estudos Asturianos. 

Esta merecida distinçao vem honrar a Academia Abrantina.

ma 


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publicado por porabrantes às 19:04 | link do post | comentar

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Sofonisba Anguissola, Museu do Prado

Em 21 de Maio de 1527, há exactamente  493 anos, nascia Filipe II, que conquistaria manu militari Portugal.

Antes de ir celebrar Cortes a Tomar passou por Abrantes e demorou-se alguns dias. Chegou a 10 de Março

salmantino 1.png

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Segundo o cronista espanhol, Isidro Velazquez (Salmantino), que escreve na época, Abrantes teria sido centro de actividades conspiratórias de D.António I, o monarca deposto, pela invasão estrangeira.

''Fala de Alcântara e depois
27-09-2017

Era um resto de cavalaria
quantos ao certo não sei
o que sobrou de Alcácer-Quibir
um resto
por seu reino e por seu rei.

Dois flancos dois frágeis terríveis flancos.
À primeira investida
levaram de vencida os invasores
era um resto de cavalaria
e povo mal armado.
Então o Duque de Alba carregou
trazia o exército mais forte da Europa
contra o que de nós ainda restava
cavaleiros sem cavalo
lavradores taberneiros sapateiros
fanqueiros mendigos chulos
putas
facas ancinhos foices pedras mãos
palavras palavrões
a língua portuguesa
o corpo e a alma
Alcântara e depois
Lisboa bairro a bairro rua a rua
por seu reino e por seu rei
quantos ao certo não sei
defendiam uma bandeira rota
além da morte além do fim.

Quando é assim
não há derrota.''

Manuel Alegre, em "Auto de António"

salmantino capa.png

(1583)

Diz ainda que se alojou o Áustria, no castelo, no Paço que teria sido de D.Manuel I,  coisa que parece desmentir a tradição popular duns Paços Reais que teriam existido na R.Manuel Constâncio, a par da Raimundo Soares.

prior versailles.jpg

Segundo algum autor teria havido recepção na Câmara, até agora não vimos evidência documental disso. E sem documentos, o que há são conjecturas. O mesmo indíviduo diz que um traidor, um Almeida, teve ''a dita'' de alojar o soberano espanhol. Deve ser a mesma ''dita'', que possuía a obscura   fila da ''gente da governança'' que foi a  beijar mão ao Conquistador.

Como algum diplomata castelhano disse, Filipe, além de os ter conquistado,  também os tinha comprado. Em breve iriam a Tomar, receber as mercês que eram a paga da traição a D.António.

mn

 

 

Créditos:devida vénia 

Manuel Alegre: Fala de Alcântara e depois

BN de Portugal (livro) e Chateau de Versailles (imagem d'El Rei Dom António I )

  

 

  

 



publicado por porabrantes às 18:43 | link do post | comentar



















ENCARAR A REALIDADE E ENFRENTAR OS DESAFIOS



Um problema fica meio resolvido quando bem equacionado. Ignorar ou camuflar a realidade com operações de cosmética, retira o foco daquilo que é prioritário e afasta-nos das soluções que todos temos o dever de exigir.



Em plena crise de pandemia viral, o Jornal Torrejano publicou no passado dia 20 de Abril um conjunto de quadros comparativos da evolução social nos principais concelhos do Médio Tejo entre 2010 e 2018, o qual pode ter passado despercebido à maioria dos abrantinos. O trabalho, assinado pelo antropólogo João Carlos Lopes, tem por base informação pública disponibilizada pela PORDATA e dá conta de uma realidade preocupante que parece passar ao lado do poder autárquico em Abrantes, atenta a sua agenda e intervenção pública corrente, bem como a ausência de estudos e debates sobre políticas municipais.



Diz o autor, com base nos referidos quadros, que "Torres Novas e os concelhos vizinhos estão em acentuada sangria demográfica, com perdas assustadoras nos casos de Abrantes, Tomar ou mesmo Alcanena" e que "Tomar e Abrantes estão no topo das populações mais envelhecidas". O estudo indica que "Abrantes apresenta a natalidade mais baixa de todos os concelhos compreendidos nesta análise (6,3 nascimentos por mil habitantes)" e que a Golegã lidera na mortalidade, "seguida por Tomar e Abrantes, com índices que traduzem as altas taxas de envelhecimento".



Quanto ao saldo fisiológico (diferença entre nascimentos e óbitos), afirma-se que "Abrantes, com apenas 38 nascimentos por cada 100 pessoas que morrem, está mais uma vez na cauda e numa situação verdadeiramente dramática a médio prazo, tendo perdido mais de 30% da sua população escolar no ensino não superior, uma cifra impressionante". O autor termina salientando que "a criação de novos empregos foi claramente insuficiente para compensar aqueles que essas políticas [autárquicas] destruíram" e que "Abrantes lidera destacada a percentagem (3% em 2018) de população a receber o rendimento social de inserção".



É esta a imagem de Abrantes fora do concelho, mas lamentavelmente a realidade não fica por aqui. Em matéria de investimento e empreendedorismo, por exemplo, verifica-se uma fraca dinâmica de criação de empresas (sociedades) – Abrantes ficou no ano passado em 7º lugar no ranking do distrito de Santarém, perdendo uma posição relativamente a 2017 –, sendo a taxa de sobrevivência das novas empresas inferior à taxa geral do Médio Tejo. Quando considerados também os empresários em nome individual e os trabalhadores independentes, observa-se que Abrantes tem vindo a perder dinamismo na sub-região passando, entre 2009 e 2018, de 15% para 12% de novas atividades abertas.



Quando se olha para os números do emprego, designadamente do pessoal ao serviço das empresas, constata-se que o peso de Abrantes no Médio Tejo diminuiu, entre 2009 e 2017, de 12,9% para 12,3%, sendo a oferta de emprego e a colocação de desempregados muito fraca. Abrantes não só tem o número mais elevado de desempregados inscritos nos Centros de Emprego destes municípios, como esta cifra aumentou no último ano, ao contrário do que sucedeu nomeadamente em Tomar e Torres Novas.



No sector da Educação, a realidade não é menos preocupante. Abrantes mantém há vários anos uma das mais elevadas taxas de insucesso escolar do Médio Tejo, tanto no ensino básico como secundário, com o ano de 2018 (últimos dados disponíveis) a mostrar um agravamento, em vez de melhoria, comprometendo o futuro de uma geração de abrantinos. Não se compreende como é que um concelho com tão boas tradições e recursos educativos não esteja no topo e tenha deixado de ser exemplo e referência para os demais municípios da sub-região e tememos que os resultados da carta educativa que serão conhecidos nos próximos dias nos mostrem uma realidade ainda mais preocupante.



Como já observámos, a falta de iniciativas sérias e arrojadas no domínio educativo, bem como no combate ao flagelo do desemprego e na criação de riqueza e bem-estar, resulta em custos sociais elevados para cada pessoa e família afetada, não incentivando o regresso de quem emigrou, a fixação dos atuais habitantes e a atracão de novos residentes.



Infelizmente, este diagnóstico não nos surpreende, pois há vários anos que membros do nosso movimento têm vindo a estudar a realidade socioeconómica de Abrantes, alertando os nossos concidadãos, por diversos meios, para o continuado declínio do concelho, não só no plano nacional como também no conjunto dos municípios que integram o Médio Tejo. É também para tentar inverter esta realidade que construímos o nosso projeto, querendo que o sintam, cada vez mais, como o vosso projeto.



Todos os dados acima referidos dizem respeito, obviamente, a uma realidade anterior à emergência da crise pandémica viral, a qual vem agora agravar este diagnóstico ao provocar um desastre económico sem precedentes.



Ainda é cedo para avaliar com rigor todos os efeitos negativos desta crise, mas já se fazem sentir os custos sociais que dela resultam. E, se a prioridade tem sido até aqui de minorar os impactos sanitários e oferecer a primeira ajuda solidária às pessoas e instituições mais carenciadas, haverá um trabalho ciclópico de recuperação económica e sociocultural a fazer, o qual não se compadece com a incompetência e imobilismo a que nos "habituaram", ainda que disfarçados por bonitas palavras de ação, gratidão e salvação.



Neste contexto, entende o movimento ALTERNATIVAcom que é tempo de exigir aos órgãos autárquicos que encarem seriamente e sem subterfúgios a difícil realidade em que Abrantes se encontra, numa inaceitável trajetória de declínio demográfico e socioeconómico, com acentuada perda de qualidade de vida e relevância regional.



Diz a sabedoria popular que "para grandes males, grandes remédios" e este é o momento de mudar de vida, isto é, de rejeitar políticas desajustadas, pusilânimes e ineficazes, fazendo sem mais demoras aquilo que há muito precisa de ser feito.



Neste sentido, o movimento ALTERNATIVAcom defende e compromete-se perante a comunidade abrantina, assim lhe seja confiado o respetivo mandato autárquico, a:



1. Promover uma auditoria independente ao Programa ABRANTES INVEST e apresentar publicamente os resultados dessa avaliação, esclarecendo em que medida este Programa contribuiu para a captação e promoção do investimento, a constituição e expansão de empresas e a criação de emprego estável e qualificado, tendo em conta os objetivos previstos e os custos suportados;



2. Confirmando-se a ineficiência e ineficácia do Programa ABRANTES INVEST, reformula-lo ou substitui-lo por outro modelo mais proativo e dinâmico, baseado no apoio efetivo ao tecido empresarial do município, na procura ativa de investimento e empresariado externo, e na promoção da incubação e empreendedorismo interno, sobretudo no domínio das indústrias turísticas, criativas e tecnológicas;



3. Repensar a estratégia e o modelo de gestão do Tagusvalley, abrindo esta instituição ao tecido empresarial e empreendedor do concelho, tanto o atual como potencial, e integrando-a de forma clara e efetiva, quer no Programa que, eventualmente, sucederá ao problemático ABRANTES INVEST, quer nas instituições de ensino superior e técnico-profissional que devem ser melhor entrosadas e ter um papel reforçado no desenvolvimento do nosso concelho;



4. Valorizar as competências, energias, património, símbolos e marcas de Abrantes, incentivando o espírito empreendedor, criativo e inovador dos abrantinos, traduzido em atividades económicas, sociais, culturais e ambientais que promovam e enriqueçam o concelho, projetando-o a nível nacional e internacional, a começar pelos municípios geminados;



5. Aprovar um programa municipal de apoio e estímulo às atividades turísticas locais, em rede com os municípios e a oferta especializada da região, apostando especialmente no turismo de natureza, cultural, desportivo, gastronómico, industrial, de negócios e da Rota da EN2;



6. Dinamizar a organização, em bases sólidas e aspiracionais, dos artesãos e pequenos produtores familiares, com projeção externa e presença em todas as freguesias, apoiando a produção, administração, comercialização e distribuição dos seus bens e serviços. O contributo desta organização, em parceria com as universidades seniores do concelho, será muito importante para a dinamização da economia local e do emprego, assim como para a valorização das artes e ofícios tradicionais;



7. Promover o debate público sobre a execução do PEM – Projeto Educativo Municipal com vista à sua atualização, divulgando previamente as avaliações e recomendações feitas nos relatórios do respetivo Observatório. Não nos conformamos com os indicadores atuais e entendemos que Abrantes tem a obrigação de estar entre os municípios do Médio Tejo com melhor desempenho e sucesso escolar, em todos os níveis de ensino.



Este conjunto de medidas é a base em cima da qual crescerá o nosso projeto, mas está longe de esgotar tudo o que há a fazer para devolver a Abrantes a sua grandeza e oferecer aos jovens abrantinos as oportunidades que eles merecem. Contudo, ele constitui um passo decisivo para inverter a tendência de declínio do nosso concelho e mobilizar a comunidade para um novo projeto de recuperação e desenvolvimento, no qual todos se envolvam e contribuam, de acordo com as suas vontades e capacidades. O movimento ALTERNATIVAcom empenhar-se-á na criação de condições que favoreçam e possibilitem a eficaz concretização dos compromissos enunciados, em benefício de todos, sem favorecimentos ou discriminações.



Em coerência com tudo o que temos vindo a afirmar, é este o nosso compromisso com Abrantes e com os abrantinos. Contem connosco, nós nunca deixaremos de contar convosco.



Movimento ALTERNATIVAcom

















 


 







 



Publica-se o comunicado do movimento independente abrantino que pede uma auditoria ao programa INVEST logo a seguir à Tectânia ter ido por água-abaixo. É o regresso da política. Bem-vinda seja

 

ma 

 























publicado por porabrantes às 14:18 | link do post | comentar

De como se importa lixo do estrangeiro para alimentar o Relvão, na Chamusca.

E sobre a poluição no Tejo.

Boas perguntas de João Moura do PSD.

ma 


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publicado por porabrantes às 09:37 | link do post | comentar

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