Terça-feira, 6 de Outubro de 2020

Visita das deputadas Fabíola Cardoso e Alexandra Vieira , de Armindo Silveira e de outros activistas, Anta do Vale da Lage, Alverangel, Tomar ameaçada por vândalos e mal defendida pela CM de Tomar e pela DGPC

 

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gamado ao Armindo 



publicado por porabrantes às 21:31 | link do post | comentar

Em 7 de Setembro de 1925, Henrique Augusto Silva Martins exalta num discurso no Rossio, os valores ''eternos'':  ''Deus, Raça, Pátria'' (1).

Henrique Martins é o dirigente dos Integralistas do Rossio ao Sul do Tejo.

Defendem uma Monarquia Corporativa e o fim do sistema de partidos.

Em 8 de Outubro, Henrique Augusto  quase bate os democráticos nas eleições para deputados, no concelho.

Só Rio de Moinhos e o Rossio e o Souto (baluarte da fraude eleitoral e do analfabetismo) se conservam do PRP.

Em 25 de Novembro de 1925, os integralistas ganham a autarquia (aliados aos cisionistas do PRP, que se fascizam e cuja cabeça é o célebre Valente das Mouriscas).

Henrique Augusto da Silva Martins enterra o 5 de Outubro.

Abrantes já não é republicana.

henrique augusto.png

Eis o homem que vai marcar a política local até 1945.

Aquele que enterrou a tradição republicana abrantina e que depois trocará o Rei por Salazar.

A lista integralista de 1925

1925.png

 

 ma

(1) Eduardo Campos, Cronologia

 



publicado por porabrantes às 21:04 | link do post | comentar

Em 2003, o dr Álvaro Batista e o C.Silva, publicaram um estudo no ''Ficheiro Epigráfico'', onde davam conta da descoberta duma lápide ou ara romana inédita, em S.Facundo, e procedia à sua leitura.

A leitura do prestigiado arqueólogo abrantino foi esta:

''Triteu, (filho de?) Turao?, cumpriu de bom grado um voto a
Peica (?).''

Advertiam depois Álvaro Batista, e o seu colaborador, que Peica era uma divindade indígena, que continuava a ser honrada, quando a romanização ia já adiantada (Sec. II) e que não se conhecia paralelo, com esta Deusa (?) na Península.

Posteriormente, outros autores, como o Professor  José María Blázquez, um dos mais eminentes romanistas ibéricos, estudaram este assunto.José María Blázquez Martínez

  Acha que o teónimo seria Peicai e encontrou-lhe um paralelo em Numância: Paicacomai.(1).

Estaríamos portanto perante uma peça de história abrantina (e ibérica) a preservar a todo o custo e que devia ter um lugar de honra num museu de História da Cidade.

Como não a vi em nenhuma exposição, inquiri a CMA, donde estava a peça:

Eis a alucinante resposta da Drª Filomena Gaspar, responsável pelo Museu D.Lopo de Almeida, e ao tempo empresária de arqueologia.

img20201006_18594390.jpg

Como é que possível que o património em Abrantes, esteja assim?

Como é que uma peça única na Península Ibérica leva descaminho?

Era Vereadora da Cultura, Isilda Jana.

Finalmente diz a Lei, que a Isilda incumpriu : 

Quem encontrar, em terreno público ou particular, ou em meio submerso, quaisquer testemunhos arqueológicos fica obrigado a dar conhecimento do achado no prazo de quarenta e oito horas à administração do património cultural competente ou à autoridade policial, que assegurará a guarda desses testemunhos e de imediato informará aquela, a fim de serem tomadas as providências convenientes.

2 - A descoberta fortuita de bens móveis arqueológicos com valor comercial confere ao achador o direito a uma recompensa, nos termos da lei.

 mn

(1)José Maria Blasquez, TEÓNIMOS HISPANOS. ADDENDA Y CORRIGENDA. V-Acta Palaeohispanica X
Palaeohispanica 9 (2009), pp. 39-61

(2) Informação interna da autarquia de 30.4.12 

 



publicado por porabrantes às 18:05 | link do post | comentar

casamento de diogo oleiro  19-4-1914 abrantes.png

Casamento do historiador abrantino Diogo Oleiro com D.Carolina Bairrão, no Tainho, onde o pai da D.Carolina era feitor de Vicente Themudo, um militar da velha fidalguia abrantina, que deixou a boa parte da grossa fortuna à Santa Casa (1).

Entre os padrinhos, o tio de Diogo Oleiro, dr. Ramiro Guedes.

O casamento segue o ritual republicano da época, primeiro registo civil e mais tarde cerimónia religiosa.

DO tinha sido o encarregado de montar o registo civil (que já existia no tempo da Monarquia, para os casamentos de pessoas de religião não católica ou ateus) e como a generalidade dos republicanos abrantinos, termina a dar o nó religioso, na Capela do Conde de Alferrarede.

ma 

 



publicado por porabrantes às 16:36 | link do post | comentar

Até aqui a CMA e organismos satélites vinham ocultando nos contratos, obrigatoriamente publicados no portal Base, os nomes dos contraentes.

A prática era ilegal e feria esses contratos de nulidade, como lhes advertiu a CADA

A prática impedia verificar se havia conflitos de interesse, nestes negócios.

Era o caso do contrato da empresa do Serrano, aqui abordado, e muitos outros.

Depois de protestos de cidadãos, foi alterada a prática e o contrato da Modo já está acessível, sem rasuras, no Portal Base.

Mas convém, antes de embandeirar em arco, recordar que os Vereadores aprovaram contratos feridos de nulidade, porque estavam rasurados (sabemos que o V. do Bloco protestou contra esta situação).

Foi aparentemente ganha uma batalha contra a opacidade e a favor da (pouca) transparência na autarquia.

A moral da História, é mister protestar para defender os direitos dos cidadãos  e os serviços jurídicos da autarquia lamentavelmente tiveram de aprender, através da correcção dum órgão independente da tutela.

Foi uma lição grátis, mas tememos que outros ''lapsos'' destes serviços, custem em processos contenciosos, largas somas ao Concelho.

ma   



publicado por porabrantes às 12:53 | link do post | comentar

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publicado por porabrantes às 09:40 | link do post | comentar


Morreu o «Zé brasileiro português de Braga»

 

 

 



 

Há pelo menos 37 anos que conhecia pessoalmente o Zé, Ramôa Ferreira. conhecido por «Zé brasileiro» na voz de Alexandra, poema de Lima Couto e música de António Sala.

Permito-me aqui realçar o seu activismo em prol da cultura, seja através da Casa-Museu Vasco de Lima Couto, seja com a fundação da Galeria de Constância (já extinta) ou mesmo na direcção do Clube Estrela Verde de Constância. Não esqueço também os espectáculos de beneficência que localmente promoveu.

Naturalmente, deve fazer-se especial referência à sua participação nos corpos sociais da AHBVC.

Na política sabemos da sua actividade no CDS.

A sua morte apanhou-me de surpresa e ainda não acordei para a sua notícia verdadeiramente.. Com alguma regularidade o visitava. Sempre que o Zè me via na rua de São Pedro, chamava-me do seu passadiço, para me mostrar alguma novidade, ora um poema esquecido ora uma publicação - a última era da Fundação José Saramago,

Homem de fortes convicções e personalidade nem sempre esteve de acordo comigo. Conversávamos muito e com muita elevação. Estava à espera de novidades do Zé sobre uma monografia de Punhete do século XIX mas agora já nada sei já nada posso esperar...

Nos últimos anos o Zé queixou-se-me de retirarem as placas sinalizadoras da Casa-museu sob a alegação de que teria de pagar para esse efeito, o que o revoltou imenso e com plena razão! Mas protestou há tempos pelo facto de não serem para lá encaminhadas como dantes as visitas turísticas. Mas o Zé estava sempre disponível para receber os visitantes. Mandei para lá bastantes.

O Zé não precisa de homenagens extemporâneas hipocritamente politizadas. O Zé não precisa de lutos municipais...

Conhecia bem o seu juízo político e social das lides locais. Se ele estivesse vivo não hesitaria em responder à letra e na justa medida aos oportunismos...

Enquanto as pessoas são vivas.....

Bom... adiante!

Nos anos 80 sofremos os dois um perigoso acidente, caindo duma ponte abaixo dentro duma viatura. O Zé, após cair, fumou um cigarro.

Tenho muitas histórias do homem que trazia aqui a Constância presidentes da República, reuniões privadas de generais (...) e que era amigo por exemplo de pintores como Francisco Relógio, Mário Cesariny, Artur Bual, Martins Correia, ou dos arquitectos Burle Marx, Óscar Niemeyer ou Lúcio Costa, entre tantos outros, escritores e poetas como Manuel Mengo (Lima Couto não precisa de ser citado).



Era assim o Zé. Não quereria certamente mordomias municipais. Tanto mais extemporâneas. Eu conhecia bem o Zé. A melhor homenagem que alguns autarcas devem fazer-lhe é... ficarem bem caladinhos...

Vou sentir um vazio em Constância.

«BASTA PUM BASTA». Morra a hipocrisia autárquica ! Morra! Pim!

 

José Luz (Constância)

 Zé Ramôa Ferreira (foto de Antena Livre)

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publicado por porabrantes às 08:28 | link do post | comentar

O filme Bunker do realizador João Estrada foi selecionado para o Festival Indie de Madrid

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publicado por porabrantes às 08:18 | link do post | comentar

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