Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020

O Padre João dos Santos era Pároco de Alvega e ficou fiel ao Bispo e à liberdade religiosa, recusando a pensão republicana e protestando vigorosamente contra o saque organizado pelo Justo da Paixão, coadjuvado por um tal Joaquim Fernandes Martins, que a República alçara a Presidente da Junta da Paróquia.

O Martins, que era naturalmente membro da Associação do Registo Civil, dedicou-se a perseguir o Padre, que manteve em Alvega a resistência à perseguição jacobina.

Antes de lhe meter vários processos, que se arrastaram por 1914 e 1915,  pelos  terríveis crimes de dar catequese e organizar procissões, logo em 1911, fabricou um manifesto, assinado a rogo por dezenas de analfabetos locais e alguns republicanos, contra o padre Santos, por este se ter atrevido a protestar contra o assalto à Igreja.

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Mas entre os analfabetos e populares, entre eles José Lobato Falcão, que depois seria herói da Guerra de 1914-18 e preso político durante a Ditadura,  destaca-se um cónego que aderira à República, o  ex-pároco das Mouriscas, António Sinforiano Polo, que fora feito Comendador de Cristo por el rei- D.Luis I

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O Sinforiano nem sequer era português de origem, tinha-se naturalizado e por volta de 1887 recebera a prebenda de Cónego Honorário da Sé de Luanda. 

Talvez nos tempos da monarquia tivesse estado ligado ao Partido Progressista.   

O Padre Martins resistiu ao jacobinismo e em 1940 viu ser devolvida à Paróquia os bens roubados, alguns deles em ruínas.

Deve destacar-se ainda a família Paula de Matos, que adquiriu a capela de S.João, na Concavada, posta em hasta pública pelas autoridades e a abriu ao culto católico para permitir aos fiéis acorrer ao culto. (Era permitido nas capelas e Igrejas particulares, caso da Santa Casa de Abrantes)  

ma 

Ver a biografia do P.Santos no Sardoal com Memória, do Sr.Luís Gonçalves 

     



publicado por porabrantes às 18:02 | link do post | comentar

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Em 1 de Novembro de 1911, António Farinha Pereira propõe ao Presidente Manuel João da Rosa o saneamento do Valente da Pera do lugar de Vereador interino por ser o menos votado dos republicanos e por ser um incompetente nas suas tarefas de secretário.

O futuro fascista Valente fica escamado e bolsa para a acta uma série de alarvidades.

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O fascista Valente liderando os comerciantes abrantinos, entre eles o integralista Henrique Augusto à espera que o Prof Salazar lhes faça a esmola duma audiência.

Vinte anos depois do sempre liberal Farinha Pereira o ter expulso da Câmara por incompetente.

ma 

 

 



publicado por porabrantes às 17:43 | link do post | comentar

Em 1975, a República Francesa autorizou através do Jornal Oficial, (Journal Officiel de La Republique Française) o cidadão lusitano Sr.Jesuvino Filipe, natural de S.Facundo, a mudar de nome, passando a chamar-se Monsieur Jerome Filipe, ora bolas devia ter sido Jerome Philipe....

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mn

  


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publicado por porabrantes às 16:01 | link do post | comentar

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O Festival de Filosofia não convidou a chefa, ficando assim órfão o mais genuíno pensamento filosófico pegacho, cujo expoente é a Senhora Drº Isilda Alves Jana. Apresentamos o nosso protesto. 



publicado por porabrantes às 13:50 | link do post | comentar

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A OPUS destaca a conversão dum antigo aluno da EDEPRA, que coitado se debate com um cancro. Infelizmente a Drª Ana Soares Mendes não dirige já a folha, agora cismática, para fazer uma manchete.

Agora aquilo é uma folha cismática dirigida por um burlão.

ma  


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publicado por porabrantes às 13:44 | link do post | comentar


SOBRE O INVESTIMENTO MUNICIPAL EM CELEBRAÇÕES DE NATAL E ANO NOVO



O Natal é a festa mais sagrada da nossa comunidade e a Passagem do Ano é geralmente celebrada com grande animação, designadamente no espaço público. Os municípios investem valores significativos em estruturas decorativas e atividades festivas, e os cidadãos, imbuídos do espírito da época, enchem as ruas, as praças e os cafés, efetuando compras expressivas no comércio tradicional.



Este ano, contudo, enfrentamos uma crise sanitária excecional que nos impõe o especial dever de recolhimento e solidariedade. Nem o Natal, nem o Réveillon, podem ser festejados no espaço público da forma que desejaríamos, por razão do necessário distanciamento físico, nem a alegria própria das festividades públicas é compatível com o sofrimento daqueles que enfrentam a doença, a perda de entes queridos e a quebra de rendimentos.



Neste sentido, o movimento ALTERNATIVAcom, embora reconhecendo a importância de preservar o bem-estar anímico da população e a viabilidade económica do comércio e dos serviços, considera que o município de Abrantes, à semelhança do do Porto e outros, deve dar o exemplo de compaixão e solidariedade, reduzindo excecionalmente, pelo menos para metade, o investimento em luzes e outras decorações e festejos natalícios e de passagem do ano.



O movimento ALTERNATIVAcom recomenda que a quantia poupada seja investida em cabazes de Natal, vales de compra ou outras ações de emergência social que aliviem as dificuldades das famílias mais afetadas pela crise pandémica, assegurando-se uma distribuição justa e efetiva aos beneficiários.



Recomendamos, também, que seja repensado o modelo habitual de decoração natalícia e de passagem do ano, envolvendo-se as freguesias e os fregueses na busca de soluções criativas locais. Procurar-se-á, assim, atenuar o impacto negativo desta opção política e humanitária, a qual deverá ser bem explicada à população.



Finalmente, o movimento ALTERNATIVAcom aconselha o município a implementar medidas de apoio à atividade económica e cultural afetada pela pandemia, incluindo a isenção temporária do pagamento de taxas municipais pelo pequeno comércio e serviços, relacionadas com a ocupação do espaço público com suportes publicitários, equipamentos de esplanada, eventos sem fins lucrativos, etc.



Contem connosco, nós nunca deixaremos de contar convosco.



Movimento ALTERNATIVAcom



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publicado por porabrantes às 10:01 | link do post | comentar

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El Mundo, hoje

Rosa Diez foi eurodeputada e dirigente basca do PSOE. Martelo da Eta e do separatismo. Fundadora e deputada da UPD.

No artigo lança uma maldição contra Sanchez por fazer acordos com quem se dedicou a matar socialistas. Bildu, a face legal da ETA.


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publicado por porabrantes às 09:51 | link do post | comentar

O Professor Salazar e o Cardeal Cerejeira viveram juntos em Coimbra, na célebre República dos Grilos. O futuro Cardeal era catedrático em Letras. Os dois eram protegidos pelo sardoalense Prof. Serras e Silva  e pela sua Santa mulher , a D.Prudência (1) que lhes ensinavam coisas úteis como distinguir o garfo de peixe, do da carne, que no Seminário não lhes tinham ensinado.

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A D.Prudência tornou-se super influente nos meios católicos e punha e dispunha, dando ordens ao Cerejeira. A filha, a Carochinha, casou-se com o Soares da Fonseca que foi um vulto importante da Ditadura e foi também muito influente na Corte dos Milagres (como diria Valle Inclan) de S.Bento.

Por volta de 1929 foi tornada Comendadora.

Antes de morrer, escreveu uma carta a Salazar, a quem tratava por ''filho'', expressando a sua última vontade, que o genro fosse feito Ministro, pedido que o Ditador atendeu. José Soares da Fonseca foi o 1º ministro das Corporações e Previdência, em 1950. (2)

José Soares da Fonseca – Wikipédia, a enciclopédia livre

Na sua carta ao Cardeal Cerejeira (1968) , D.António Ferreira Gomes não resistiu em ridicularizar o Purpurado devido ao seu excessivo convívio com a Santa Beata, que era tia do meu amigo João Nuno Serras Pereira. (3)

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Espero que me venham dizer que D.António tinha falta de caridade cristã e era dado a trocadilhos de mau gosto. 

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Laos Deo

ma 

(1) Seara Tavares da Costa Serras e Silva- Ver sobre isto Sardoal Com Memória de Luís Gonçalves

(2) Franco Nogueira, Salazar IV, o Ataque, (1945-1958) 

(3) D. António Ferreira Gomes, Carta ao Cardeal Cerejeira - 16 de Julho de 1968. Introdução e notas de José Barreto, Lisboa: D. Quixote, 1996



publicado por porabrantes às 09:23 | link do post | comentar

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