Quinta-feira, 29 de Julho de 2021

Operação Triângulo: As mensagens que incriminam a ex-autarca e o deputado do PS

 


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publicado por porabrantes às 23:08 | link do post | comentar

O Sr. Manuel Fernandes: - Sr. Presidente: foi hoje a enterrar o professor catedrático jubilado Doutor Henrique de Vilhena, sábio anatomista de grande renome no País e no estrangeiro, figura eminente de mestre, que dedicou toda a sua vida ao estudo profundo e minucioso da ciência anatómica e que tanto ajudou a elevar o prestígio da antiga Escola Médica e da actual Faculdade de Medicina de Lisboa.
Várias gerações, foram iniciadas por ele, no estudo da medicina, pois a cadeira de Anatomia, tradicionalmente das mais difíceis, era a primeira que se deparava aos estudantes.
A figura austera, mas ao mesmo tempo bondosa, do Prof. Henrique de Vilhena, inspirava aos seus discípulos o maior respeito, disciplinando o seu trabalho e os métodos de estudo, que os levariam a vencer as dificuldades de um curso assaz difícil.
Várias gerações puderam apreciar as suas invulgares qualidades e decerto é das mais gratas a recordação que dele perdura no espírito de todos os que puderam receber os seus ensinamentos e os seus ponderados e paternais conselhos.
Henrique de Vilhena era um pensador e linha um subtil espírito de artista e de crítico. Cultivava as letras com elevação, tal como sucedera ao seu antecessor na cátedra, o Prof. José António Serrano.
Publicou vários discursos, romances e novelas, onde se patenteavam invulgares méritos literários.
Professor na Escola de Belas-Artes, na cadeira de Anatomia Artística, aí defendeu uma tese brilhante sobre a «Expressão que para os alunos daquela Escola passou a constituir um livro fundamental.
Acendeu à cátedra, na antiga Escola Médica, sem concurso e por méritos próprios, tais eram os trabalhos notáveis que sobre anatomia já então havia publicado. Fundou o Instituto de Anatomia, centro de estudos para todos os que quisessem aprofundar a especialidade. Mais tarde, com o professor Rodriguez Cadarso, fundava a Sociedade de Anatomia Luso-Hispano-Americana e, com o professor Celestino da Costa, a Sociedade Anatómica Portuguesa. Foi ainda reitor da Universidade de Coimbra e senador da República.
O contacto frequente com o cadáver podia fazer supor que possuía um coração frio e impenetrável às dores alheias. Mas tal não acontecia. Henrique de Vilhena possuía, na realidade, uma sensibilidade delicadíssima, como demonstra um pequeno episódio que me ocorre referir.
Há anos, em plena vilegiatura pelo Norte do País, soube pelos jornais que se encontrava gravemente enfermo, numa clínica de Abrantes, o grande escritor Hipólito Raposo.

Hipólito Raposo - ESTUDOS PORTUGUESES

Mal o conhecia pessoalmente, mas a admiração que os seus escritos lhe mereciam levou-o imediatamente a interromper as suas férias, vindo propositadamente àquela cidade para se inteirar directamente do estado de saúde de um escritor que considerava como um dos mais notáveis estilistas portugueses.
E dizia comovidamente Henrique, de Vilhena que a morte de tão notável romancista representava para as letras pátrias uma perda nacional.
Era assim a delicada sensibilidade do eminente professor e sábio anatomista português, cuja morte eu, como seu antigo discípulo e grande admirador das suas excelsas qualidades e virtudes, não podia deixar de sentidamente lamentar perante esta Assembleia.
Tenho dito.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

Discurso de M.Fernandes na A.Nacional a 15-5-1958

Raposo, dirigente integralista, tinha sido anos antes deportado político para Angra por escrever um livro criticando Salazar



publicado por porabrantes às 19:27 | link do post | comentar

O boletim da Associação de Antigos Alunos do La Salle presta justa homenagem ao autêntico fundador do Colégio abrantino,  José de Sousa Falcão

la salle josé falcão.png

É director da folha, o dr. Carlos Borrego, que foi um dos melhores docentes que passou por Abrantes, dando aulas neste Colégio.

Ensinou-me a gostar de Eça de Queirós, o que não é pouco.

A ele e à redacção, o nosso obrigado.

hfe

 



publicado por porabrantes às 13:18 | link do post | comentar

Puede ser un meme de una persona y texto que dice "Burocracia é a arte de converter 0 fácil em difícil por meio do inútil. CARLOS PERAZA Burocracia -Bom dia! Em que podemos atrapalhá-la? mandrade"



publicado por porabrantes às 13:13 | link do post | comentar

 
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Camião invadindo a Praça Alexandre Herculano, do centro histórico de Constância, no dia 26 de Julho de 2021. Foto do grupo + Constância do Facebook.
 
 
O falo era adorado pelos povos antigos como um símbolo da  fecundidade da natureza.  Sabe-se que constitui um tema recorrente na psicanálise  enquanto signo de poder. O que não se sabia era que o falo caído pode ser a imagem de um executivo sem visão nem ambição, impotente para erguer sequer um "frade", colunelo que um camião derrubou porque a autarquia não há meio de corrigir a sinalética e a toponímia , permitido a existência de duas ruas com a mesmo nome na mesma freguesia. Uma a norte e outra a sul, nomeadamente, do Tejo. A imagem do falo caído, resulta de um acidente recente de viação, contra o vetusto pelourinho do centro histórico da vila de Constância. Desleixo de uma autarquia que permite que por engano haja camiões destinados  à margem sul, da CAIMA,  a  entrarem na margem norte, na zona de protecção e salvaguarda. O inevitável, aconteceu. Este acidente contra aquele imóvel de interesse público é mais um acto resultante da negligência deste executivo para com a defesa do património. Há trapeiras a desaparecer num lado e a aparecer no outro e uma lamentável descaracterização da vila, com especial incidência no casario. A falta de protecção do património pode fazer recuar o Governo na classificação do centro histórico? Não sabemos para já. 
450 sobre a autonomia do  nosso concelho  e de elevação   a Vila da povoação (data ignorada pela câmara) será que  no actual território  existe coesão territorial económica e social?
Ou, pelo contrário, existem três freguesias, três comunidades autónomas sem interacções, laços ou relações significativas?
A separação entre Constância e o "outro lado do Tejo"  foi uma evidência até muito recentemente.
E hoje? O que mudou?
Como avaliar o actual nível de coesão?
Quais os indicadores de avaliação?
E o caso da Pereira? Deixou de ser considerada aldeia pela mão do PDM...
A falta de uma ponte com boas acessibilidades  e rápido fluxo rodoviário não estará a impedir o desenvolvimento do concelho? Um concelho dividido pelas águas.
Qual a alternativa na impossibilidade da construção de uma nova ponte a médio prazo?
Reforma administrativa?
Haverá uma terceira via? Como potenciar a zona de servidão militar? Trazendo investimentos de larga escala para aqui, a nível científico e tecnológico? Atraindo mão de obra qualificada? 
O problema existe.
Fugir dele não é solução.
Nesta maré de recuperação económica devido à  pandemia, pergunto:
-Que fez a nossa assembleia municipal de Constância para informar a comunidade sobre as oportunidades do Plano de Recuperação e Resiliência? As verbas já estão a chegar.
É urgente a recuperação económica dos nossos comerciantes e empresários.
 Podemos e devemos trabalhar a duas velocidades.
A curto e médio prazo e a longo prazo.
Para ser sincero, estes autarcas que estão no poder dizem-me pouco ou  quase nada. Não os conheço na sua maioria. Nem me identifico  com a leitura minimalista e corporativa que fazem do exercício do poder local.  E não sinto interesse em dialogar com os mesmos. Dialogar o quê? Não vejo nada de atractivo  nas suas  intenções políticas. O recandidato vem falar de medidas para o próximo mandato as quais poderão integrar qualquer programa de qualquer partido. Fixar pessoas,  mais empresas e apostar numa praia, etc é coisa que fica bem em qualquer território do interior, com características semelhantes ao nosso. Mas qual é a visão estratégica?  Para mim o futuro só pode passar pela educação a um nível de excelência. A oferta pós secundário  há-de polarizar as respostas.  Enquanto essa realidade não chega temos de nos organizar em torno do nosso potencial turístico e cultural, apostando num produto turístico como seja a proposta que já tornei pública da marca "Constância". O plano de desenvolvimento terá de trabalhar a duas velocidades.
António Mendes teve a oportunidade de gerir o concelho no tempo das vacas gordas e de sair como Comendador . As novas gerações 
de autarcas locais apresentam-se com muita vontade para falar e pouca para trabalhar..
Esta inércia mata.
Tenho ouvido diversos constancienses e posso dizer que há um sentimento de tristeza e de desilusão.
Sentem a sua/ nossa vila... morta.
É por eles e pelos nossos que estou disponível  para combater os "mornos" que não trouxeram mais valias para a nossa qualidade de vida.
Trouxeram tristeza e inércia.
Não, obrigado!
A valorização do nosso território  tem sido um desafio 
 para os poderes central e local ao longo destes 45 anos de autonomia das autarquias. 
A existência de  diferentes velocidades no que concerne ao desenvolvimento tem conduzido as políticas no sentido de uma aposta na convergência dos territórios com a mobilidade, política, economia e emprego. 
Há uma corrente que defende precisamente 
a convergência de territórios e não a valorização ou coesão territorial.  O argumento radica no facto das  regiões se desenvolverem a diferentes velocidades, defendem. As regiões seriam assim objecto de  análise , caso a caso, na medida dos desafios geográficos, políticos e sociais, em que estejam inseridas. A agenda do desenvolvimento assume  assim uma perspectiva construtivista que, na aparência nada parece ter de censurável.   Só na aparência., claro.
 Colunelo ("frade") do Pelourinho de Constância, 
derrubado por  um camião, no dia 26 de Julho de 2021. Foto de Ricardo Escada.
 
 
Recordo que o município de Constância, pela voz do seu antigo presidente, António Mendes, esteve na vanguarda da contestação da lei do fundo de equilíbrio financeiro  que por via dos seus critérios, penalizava os municípios mais pequenos e de baixa densidade. 
Temos aí um ministério dito da coesão territorial que prevê acções de promoção das diferenças entre os territórios de baixa densidade e superior.  A criatividade dos nossos governantes não tem fim...
Encontra-se aprovado pelo Conselho Europeu, nomeadamente, o plano de recuperação e resiliência português. 
Quais os projectos de investimento dos nossos actores locais e regionais? Como dizia a ministra da área recentemente 
"O PRR será tanto mais do nosso território, do nosso interior, quanto maior for a capacidade de execução na eficiência energética, na habitação, na área da saúde, na área dos transportes". Grande parte destas verbas não têm beneficiários identificados. 
É já notícia que Portugal vai receber treze por cento das verbas do PRR nos próximos dias.
 
Alguém conhece a estratégia da assembleia municipal de Constância para a aplicação e eficaz divulgação  do PRR?   
As políticas decorrentes deste plano deveriam chegar a todas as pessoas.
Para que serve uma assembleia que não é voz  nem porta de acesso  a este extraordinário  instrumento  de financiamento colectivo?
As verbas do PRR e do programa Portugal 2030,  totalizam 40 mil milhões de euros. 
Uma parte importantíssima destas verbas vai ser executada através dos programas operacionais regionais.
Não há tempo a perder  com autarcas  sem  ambição e visão. Temos de aproveitar  as verbas que aí vêm. Temos de erguer o "colunelo" e provar ao senhor da terra do "eu tinha falo" que é possível ser  muito mais activo e vigoroso...
 
José Luz (Constância)
PS- Não uso o dito AOLP.
 
 
 


publicado por porabrantes às 07:42 | link do post | comentar

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