Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

 

 

 

“A torre vandaliza a cidade”



Publicamos hoje como prometemos a entrevista do Dr.Paulo Falcão Tavares ao semanário A Barca.

 

Chamamos a vossa atenção para a importância das declarações do porta-voz da petição face ao atentado ao património e à paisagem abrantina que significa o MIIA!!!!

 

A propósito do dia Internacional dos Museus, 18 de Maio, o jornal A BARCA falou com Paulo Falcão Tavares, especialista em gestão do património histórico e cultural que vai lançar até final do ano uma monografia histórica sobre o Convento de São Domingos, local para onde está projectada a construção do MIAA.

 

A criação de um Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) em Abrantes vai ser a aposta prioritária da Câmara de Abrantes em termos de cultura nos próximos anos. A preservação de um valioso espólio da Fundação João Estrada com peças anteriores à nacionalidade está na origem do MIAA, um investimento que não andará longe dos 20 milhões de euros. Mas esta não é uma questão pacífica e um grupo de cidadãos, cujo rosto mais visível é Paulo Falcão Tavares, lançou uma petição online designada “stop ao museu”. Na opinião deste grupo a torre de Carrilho da Graça vandaliza a cidade



MÁRIO RUI FONSECA (TEXTO), SÓNIA PACHECO (FOTOS)

Quais as razões que o levam a estar contra o museu?

 

Ninguém está contra a construção do museu, mas sim contra a sua localização que é a pior que a Câmara podia ter escolhido. A nossa petição, que foi uma iniciativa do engenheiro abrantino José Carreiras, rapidamente passou as fronteiras da cidade e do próprio concelho. Neste momento, existem mais de 1.100 pessoas que assinaram a nossa petição, desde ex-ministros a intelectuais de renome, manifestando o seu descontentamento e revolta por este atentado urbanístico.

 

Pela localização?

 

Pela localização e pelo próprio projecto que é uma torre doida de 45 metros…

 

O arquitecto Carrilho da Graça, autor do projecto, diz que esta petição é lançada sobre pressupostos errados. Ou seja que transmite uma imagem que não corresponde à realidade.

 

Ele realmente tem razão, porque a projecção dele, apresentada na igreja de Santa Maria do Castelo, é muito superior a que nós fizemos. Por isso foi apresentada na penumbra, justamente para obviar que não se visse bem… Que fique claro que eu não estou, nem nós estamos, contra o arquitecto do projecto, estamos contra o grande erro urbanístico. Um erro gravíssimo contra a cidade, porque vai completamente contra toda a tradição da leitura abrantina da paisagem. O arquitecto António Castelbranco, um dos homens da petição e que esteve na base do movimento, indicou várias problemáticas em relação à torre. Parece-me também que é um insulto grave à economia portuguesa gastar 20 milhões de euros num projecto desta natureza, quando nem sequer foi feito um concurso de ideias. Foi tudo feito entre amigos, do género “é pá este é um fulano da nossa cor política, vamos dar-lhe o projecto”. Nada disto foi feito com base numa escolha democrática, nem de interesse global. Foi feito às escondidas.

 

Paulo Tavares é talvez o rosto mais visível deste grupo de cidadãos, contra a localização e contra a volumetria. Até que ponto este grupo tem peso para rebater a opção?

O peso é enorme. Posso dizer-lhe que em todo o sítio onde o projecto é apresentado, as pessoas ficam espantadas com a ousadia do projecto e a loucura de desenho que é feito.Ousadia pela negativa?Ousadia pela negativa, claro. A torre foi desenhada para uma localização perfeitamente desadequada. Aquele local era a antiga cerca do real Convento de São Domingos e era onde se situava o horto da botica conventual, algo que será explicado na Monografia que será publicada no final deste ano. Contudo, quero dizer que lamento que a Câmara Municipal e os seus técnicos não tenham estudado a lição em casa. Ou seja, primeiro tinham que saber que espaço era aquele e depois faziam a intervenção que queriam. Foi feito ao contrário. Mais a mais o Convento de São Domingos foi classificado por obra do arquitecto Duarte Castelbranco. Não podemos esquecer a lei de um dia para o outro, nem violar leis que estão feitas há muito tempo, como é o caso do famoso PUA [Plano de Urbanização de Abrantes]. O PUA diz que os volumes edificados existentes não podem ser alterados e a sua cércea média e das envolventes tem que ser respeitada. Ali ninguém respeita nada, colocaram uma torres a bel prazer de um arquitecto… Não contesto o arquitecto. Contesto o processo, porque devia ter havido um concurso público para a obra, ou então não vivemos mais em democracia. Para que é que nos serviram 100 anos de República? Para isto? Estávamos muito melhor quando vivíamos em Monarquia, que as coisas eram feitas com clareza. Hoje não. Temos o Rui Veloso, a Luísa Costa Gomes, o prof. Duarte Castelbranco, doutorados em Harvard, especialistas em património mundial de todo o planeta, temos gente de todo o mundo que se revolta contra estas situações.

 

Poderá ver a questão de um outro lado e há gente a favor do projecto…

O que quero dizer é que Abrantes, na sua história, nunca teve tanta gente contra um projecto. As petições que existiram foram contra uma casa, uma rua… e foram 30 ou 40 pessoas.

Esta voz, a que tanta gente se junta, chega aos corredores dos Paços do Concelho?

Penso que não, porque existe a lei da rolha. Eles decidem conforme querem e não ouvem ninguém. Realmente o que se passa é que as coisas são construídas e feitas, ainda por cima com esta envergadura, sem ouvir todos os sectores, ouve-se apenas um. É isto que acontece na Câmara de Abrantes, e não é de agora, já de há muito tempo. Semana sim, semana não desaparece património em Abrantes. É uma janela, é uma porta, é uma casa que é alterada, é uma fachada… É uma loucura.

 

Vai acompanhado todos esses processos?

Vou acompanhando e fazemos queixas constantes. Ainda recentemente fizemos uma referente à alteração de uma porta seiscentista nos limites de São Vicente. É um escândalo e a Câmara continua com não sei quantos técnicos especializados e nada faz para travar isto.

 

Há incúria ou outras razões?

Acho que é uma questão de cidadania. As pessoas perderam os valores, já não sabem mais o que devem fazer. Se o vizinho precisa de um favor, eles fazem-lhe o favor em detrimento do bem público. E é do bem público que falamos. Voltando ao museu, é uma obra que vai ficar para a posteridade e os nossos netos verão uma cidade vandalizada, ainda por cima no Convento de São Domingos. Eu tive aulas, no espaço para onde a torre está projectada, simplesmente eram pavilhões pré-fabricados. Este MIAA não é assim, é uma torre gigantesca que não só vai destruir a paisagem, como o sítio onde ficará. Não é compreensível.

 

Quais os principais pontos de colisão do MIAA com a estrutura original do Convento de São Domingos, tendo em conta que vai publicar uma monografia sobre o convento e a sua tese de mestrado é sobre o convento. Até que ponto é que a torre vai ferir o edifício?

Vai ferir de morte. Não podemos fazer uma intervenção num edifício que desconhecemos. Tal como um médico quando faz uma operação tem que ter um diagnóstico claro para saber o que vai fazer e onde vai intervir. O museólogo Baptista Pereira e o arquitecto Carrilho da Graça não tiveram a clareza intelectual de pelo menos estudarem o espaço onde vão fazer a intervenção. E o que se passa, é que vão destruir - consta do próprio catálogo milionário do MIAA que custou, só a impressão, 35 mil euros, fora o resto…

 

É um belo volume.

Lá belo é e pesado… Mas é estranho que o catálogo de um museu seja feito antes do inventário total das peças. Esse é outro aspecto sobre o qual não me quero debruçar agora. Voltando atrás, na introdução do catálogo, o museólogo Baptista Pereira diz claramente que vão retirar os edifícios que estão à direita do Convento por achar que não pertencem ao edifício original. Os dois armazéns que eles dizem que não interessam pertencem ao real Convento desde o século XVIII e tinham a função de guardar todo o cereal do convento. Eles não sabem, mas deviam saber. O senhor museólogo diz ainda mais, diz que é para ter uma leitura do convento original. Eu não quero dizer coisas que não devo, mas parece-me que é um erro extraordinário. Não faz muito sentido, essa questão de querer destruir o edifício para ter uma melhor leitura. Eles querem destruir o edifício para poderem colocar lá a torre que vai vandalizar não só espaço, como paisagem e, mais ainda, a nossa imagem como cidadãos. A torre vai passar um atestado de estupidez a todos os abrantinos e não queremos isso. Queremos a cidade limpa de vandalismos patrimoniais. Eles que construam a torre noutro sítio, a cidade tem tantos sítios bonitos… Se podem construir uma torre, ou um edifício muito mais barato porque é que vão gastar 20 milhões. Isto não faz sentido.



No entender deste grupo o Convento de São Domingos deve ser preservado e potenciado no seu esplendor?

Justamente. Explicarei isso na monografia. Aquele espaço será requalificado para um bom entendimento do espaço conventual, com um centro interpretativo. Eles querem colocar um centro interpretativo na própria torre sem saberem o passado… Parece uma história de crianças. Para falarmos do passado temos de conhecê-lo e eles não o conhecem, nem os próprios técnicos da câmara o conhecem, pelo que percebi naquela reunião em Santa Maria do Castelo.

 

Estamos perante duas posições opostas. Por um lado, a autarquia defende a localização do MIAA em terrenos do Convento, por outro um grupo de cidadãos não concorda de todo com o desvirtuar do Convento e aponta para que o MIAA se desloque para outro lado da cidade. Este é um braço do ferro…

Desculpe emendar, não é um braço de ferro. É apenas uma tomada de consciência que será um bom projecto num péssimo sítio e quando nós temos uma boa ideia num mau local é o fim. Tem que ser parado com honestidade e rigor.

 

Como é que vão doravante fazer chegar as vossas preocupações aos responsáveis autárquicos para inverter a situação?Há uma estratégia definida. Mas todo o projecto começou mal. O próprio Tribunal de Contas chumbou o projecto e ele teve que ser reformulado de uma forma pouco clara, mas eu nem quero falar na questão do Tribunal. Como disse no início é uma questão de cidadania. Quando queremos impor às pessoas da cidade que vivem lá há mais tempo do que nós, um projecto que é uma loucura patrimonial, alguma coisa está mal e temos que ir ao fundo da questão. Porque é que isto se passa? Não queremos criar nenhum braço de ferro, queremos apenas dizer às pessoas que parem, para pensarem um bocadinho, para avaliarem. É estranho que Batista Pereira, Carrilho da Graça, Luiz Oosterbeck sejam todos amigos. Não houve uma escolha criteriosa… A coleção é muito boa, conheço-

a. O problema não é esse, o problema é que o próprio edifício pode condenar a coleção. Olhando para a maquete, vê-se nitidamente que há uma sobreposição. É uma homenagem ao próprio arquitecto, isto fazia-se nos anos 20. Fazer isto agora é chamar burros a todos. Estou a falar uma linguagem muito clara para que todos percebam. As pessoas têm que perceber uma coisa: o museu é necessário à cidade, mas não em São Domingos. Mas se o quiserem por em São Domingos pelo menos respeitem a questão da cércea que está no PUA e eles sabiam. A arquitectura não é uma brincadeira, é para nós podermos usar, não é para os outros poderem mostrar. Esta torre será visível de Santarém e mais grave, como o próprio arquitecto disse à minha frente que será revestida com uma tela plástica branca, Abrantes será uma chacota geral, porque será um preservativo visto de Santarém. Não queremos betão, nem a chacota geral. Queremos um museu que seja digno para a cidade e vejam os custos. Não são 20 milhões, nem 30 milhões… Se calhar, para os amigos vai ser 50 milhões porque dará origem a derrapagens que nós não sabemos onde vão parar.

Teremos uma nova torre de telecomunicações?

Essa questão não se pode colocar. A torre que foi colocada no centro histórico, praticamente, em cima dos restos do Convento de Santo António, que não tinha grande importância. O convento já não existia e era uma coisa pequenina com pouco interesse. Mas não se esqueçam do exemplo do hospital. Foi construído fora do centro histórico, mas quem entra em Abrantes vindo da Beira ou do Alentejo fica estupefacto com aquela enormidade. O MIAA é comparável ao hospital, não há torre de telecomunicações. Não caiamos nos mesmos erros, nas pressas. Ainda há mais, coloquei uma questão ao arquitecto e ele não me soube responder: admissão dos visitantes? De um autocarro que vem? Não há passagem para lá, aquilo é um local sem espaço… Isto é feito por gente sem cabeça.

 

Tem alternativas?

Quem tem que ter alternativas é a Câmara Municipal, mas se quiserem com certeza que nós daremos algumas sugestões. O dr. Francisco Lopes sugeriu uma vez, e bem, o espaço junto ao monumento a D. Nuno Álvares Pereira, que é uma zona com pouco impacto na cidade. Outra poderia ser junto ao Tejo… mas não quero substituir-me ao arquitecto.

 

Até onde pensa ir?Queremos chamar a atenção da opinião pública porque se trata de uma questão muito séria que vai contaminar todo o resto.

 

 

Justificava-se um referendo?

Não só um referendo municipal, mas também um debate público e nós vamos fazê-lo no âmbito do Núcleo Monárquico de Abrantes. Um debate público com o arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles

 

.Paulo Tavares fala também como presidente do Núcleo Monárquico de Abrantes da Real Associação do Ribatejo, numa altura em que se comemora o centenário da República. A veia monárquica motiva-o para esta causa?

 

A via monárquica é uma via de cidadania e de valores e penso que hoje os valores estão muito mal vistos. Portugal está a entrar na bancarrota, a corrupção é geral, o desemprego atinge 600 mil pessoas… Portugal como nação tem 100 anos da República e tem que pensar o que fez. Saímos de uma segunda República que foi uma ditadura feroz e estamos a entrar num país sem rumo. Precisamos dessa via monárquica. Precisamos de uma representação que não deva favores a ninguém, o sr. D. Duarte de Bragança pode justamente ocupar essa posição. E nós hoje temos a noção que só com a criação de uma mais valia de valores é que podemos por ordem na casa.

 

O movimento de cidadão “stop ao museu” é monárquico?

 

Não, há republicanos.

 

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles vai estar no debate, vai convidar alguém da autarquia?

Claro, temos o maior prazer. Nós somos pelo diálogo, não fechamos a porta a ninguém“Não queremos betão, nem a chacota geral”

 

in A Barca de 13-5-2010

 

Nota: Felicitamos o Mário Rui Fonseca pela excelente entrevista, a Sónia pelas fotos e a Directora e toda a equipa  pela sua abertura a contribuir para um debate de crucial importância para a cidade.



publicado por porabrantes às 10:28 | link do post | comentar

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