o 10 de Junho era o dia em que Américo Tomás distribuía medalhas aos membros das Forças Armadas que se distinguiam em acções de combate.
Tudo envolvido em retórica patrioteira, utilização indevida dos Lusíadas para justificar uma política suicida que conduzia inevitavelmente a um colapso no Império e na Metrópole.
Hoje é o dia en que Cavaco em vez de estar na Assembleia a explicar porque nomeou uma criatura como Dias Nogueira para o Conselho de Estado, anda por aí a falar em sacrifícios.
Na época do Cavaco infalível os Ministros foram por ele classificados como ''ajudantes'' do Chefe. Hoje é o Chefe de Estado o ''ajudante'' do Bloco Central dos interesses e das prebendas.
Integrado nas ''comemorações'' do dia de Portugal o Bloco Central enviou o Ministro Lacão não em ''missão de soberania'', mas para render um preito de homenagem do colonizado à Chefa. À mulher mais poderosa de Portugal e Angola. Ei-la:
Ajudado pelo Embaixador Ribeiro Telles a visita constituiu uma preparação do beija-mão que Cavaco e Silva irá em Agosto fazer à Chefa, do preito de homenagem ao Ditador José Eduardo dos Santos uma criatura que transformou o nepotismo na arte de governar.
Que Lacão se integre sem estados de alma na política de incensar a ditatura angolana é coisa que não nos surpreende, vinda de quem vem.
Lemos as declarações do homem, mais as do sempre diplomático Ribeiro Telles e não vimos uma condenação ou uma reticência sequer à contínua violação dos direitos do homem em Cabinda e à perseguição dos católicos no dito enclave, onde a Igreja foi capaz de se aliar ao povo na reclamação do direito à autodeterminação do território que não tem nada a ver com Angola e cujo Povo deseja o fim da exploração colonial de Luanda.
Também não houve nenhuma censura ou qualquer reticência à confusão entre dinheiros privados e públicos em Angola e qual a origem dos dinheiros investidos pela família presidencial em Portugal.
Também não houve nenhuma reticência ou ou qualquer censura à falta de liberdade de informação e pelo contrário o Ministro Lacão assinou um acordo com a Ministra do ramo para fomentar a cooperação nos media públicos de ambos os países.
Foto Angop
Quem é que esperava de Lacão uma palavra de censura à situação dos media em Angola? Já se esqueceram de quem estava com Sócrates a almoçar, quanto rebentou o caso Mário Crespo?
Ministro dum governo empenhado em dominar os media, pode muito bem encontrar-se em casa, junto da sua anfitriã do MPLA.
Foto de José Eduardo Agualusa (blogue pessoal do escritor)
Disse o Marcelo, citando Pessoa, que a nossa Pátria é a língua portuguesa. E neste blogue de defesa do Património devemos dizer que a Língua é construída pelo povo e pelos escritores. E o grande escritor angolano é Agualusa, que num livro publicado o ano passado traçou o que vai ser a Angola do futuro.
Em Barroco Tropical diz : ''acontece o pior. "É uma distopia", reconhece o autor. "O movimento de crescimento económico quebra com o fim do petróleo, os grande prédios que estavam em construção ficam parados, a fractura social aprofunda-se e Luanda torna-se um pesadelo maior do que já é." A referência ao filme Blade Runner, de Ridley Scott, não é inocente - o ambiente é quase de um pós-apocalipse, com um prédio abandonado onde há prostitutas e raves de kuduro; com um bar que nunca fecha e onde pára um homem que perdeu o rosto e se esconde sob uma máscara do Rato Mickey; um centro médico que é como uma prisão em forma de labirinto e onde os "doentes" estão acorrentados às camas. A Termiteira, o prédio de Falcato, é um microcosmos da sociedade - as elites vivem no topo e à medida que se desce nos elevadores desce-se também na condição humana, até chegar às galerias do subsolo, habitadas por mendigos e criminosos e onde a Menina-Cão é queimada, acusada de feitiçar'' (declarações ao Diário de Notícias de 10-6-2009, entrevista de Maria João Caetano).
''De acordo com ao resumo feito na contracapa, a acção passa-se em 2020. É a única referência à data. O futuro pressente-se em pequenas coisas - as referências à senhora Presidente e ao fim do petróleo são as mais óbvias. ''
Miguel Abrantes
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