Tem-se assistido em várias assembleias municipais do distrito a uma situação curiosa, mas no fim de contas reveladora.
Quanto chega o momento da retórica das pompas fúnebres, espaço que não sabemos se é patrocinado pela Agência Magno, o Bloco apresenta moções de pesar pela morte de Saramago e as ditas vão por água abaixo.
Isso sucede em alguns municípios da Lezíria, feudos tradicionais do PCP, embora algum como Coruche esteja hoje emancipado da tutela da CDU.
Na Direita e no PS existem as tradicionais resistências devido ao anti-clericalismo do Autor e ao seu passado no PREC.
Mas sobretudo o que há é o sentimento de propriedade comunista sobre a pessoa de Saramago e ficam muito ofendidos por ser a concorrência a falar nele.
Então abstêm-se e as moções não passam.
Finalmente há (aconteceu na Chamusca) algum deputado municipal que acha que Saramago era um traidor porque era iberista.
Francamente por este caminho nunca haverá na Chamusca a Rua Cristiano Ronaldo.
O descaramento em Portugal é grande, os tipos que se recusaram a dar trabalho no Diário a Saramago quando foi saneado do Diário de Notícias, agora acham que o escritor é de sua propriedade.
Eles não eram contra a propriedade?
Em Abrantes, as coisas correram com sensatez, a nossa CDU é civilizada.
O que me admira é que só a D.Matilde Lino Netto Pádua se tenha abstido na Direita. Deve porque Abrantes é a terra da unanimidade.
Miguel Abrantes
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