Por: Eurico H. Consciência
Chegados a 1836, o país estava repartido por 828 Concelhos ou Municípios, alguns com reduzido número de moradores – tanto mais que a população de Portugal, por essa altura, não deveria passar de 6.000.000.
Em 1836 já eram Concelhos demais. E o Passos Manuel racionalizou a divisão administrativa do país, extinguindo mais de metade dos municípios.
Criou 21 mas suprimiu 498 – restando então 351, pouco mais do que os que agora temos.
Com os actuais meios de comunicação, não são precisos tantos Concelhos, sobretudo no interior, em acelerado processo de desertificação.
Ninguém se atreve a negar esta verdade, mas ninguém ousa metade do que Passos Manuel fez. E temos Concelhos com 3 ou 4.000 habitantes com Presidentes de Câmara, 2 ou 3 Vereadores a tempo inteiro, Chefes de Gabinete, Arquitecto e Engenheiro e Gabinete Jurídico e Divisão de Obras que poucas se fazem porque os dinheiros da Câmara mal chegam para os ordenados dos seus gestores e das dezenas (ou centenas) de funcionários que contrataram.
Com verdade, não tem sentido nem sombras de racionalidade manter Municípios com menos de 30.000 residentes. Esse critério, aplicado ao Norte do Ribatejo, promoveria a supressão dos Municípios de Mação, Sardoal e Constância, a integrar no de Abrantes, e de Vila Nova da Barquinha, Golegã e Chamusca, a integrar no de Torres Novas – Entroncamento. Ou coisa idêntica. E assim se acabava com meia dúzia de pequenos Municípios e se davam condições de verdadeira dignidade, importância e sustentabilidade aos dois Concelhos restantes.
Quando se pensa que a quase totalidade dos Concelhos do interior do país têm menos população do que centenas de Freguesias do litoral e que todos têm Presidente da Câmara com ordenado graúdo, Vereadores a tempo inteiro que normalmente sacam da Câmara o dobro ou o triplo do que antes ganhavam (quando ganhavam), todos a rodar os bêemes, mercedes ou audis da Câmara ou das empresas municipais ou dos serviços municipalizados, muitos deles com tais capacidades que nenhum empresário os contrataria por preço nenhum (pelo contrário, os empresários até pagariam para se livrarem deles…), quando nos preocupam pensamentos desses, mais nos preocupará a resistência que essa gente fará ao novo Passos Manuel.
Que terá que surgir, porque não poderão deixar de se ponderar, e a curto prazo, os milhões que se pouparão na Administração Pública com a redução a menos de metade dos Municípios que agora temos.
E o novo Passos Manuel, ou arremedo dele, ao contrário do que se vem praticando, terá mesmo que sacrificar os interesses dos Partidos e dos dos Partidos aos interesses da Nação. Porque a crise, infelizmente, vai durar anos e não se poderão resolver os problemas com sucessivos aumentos de impostos – até porque cada vez haverá menos contribuintes. A não se fazer assim, não tarda que a burra fique vazia, e nessa altura até alguns governantes emigrarão: quando não houver para os ordenados deles e dos seus protegidos será um ver se te avias.
Vejam lá. Pensem bem. É do vosso interesse – se gostam de viver cá.
in Ribatejo
A leitura deste artigo dá para perceber o que vem aí. As palavras do dr.Lacão em Santarém também, a médio prazo concelhos como Constância e o Sardoal e quem sabe o Mação estão destinados à extinção.
Freguesias como Martinchel, Concavada e Souto, idem.
E quem sabe se haverá um concelho do Tramagal...
E a comunista Constância anexada à Barquinha,para garantir o fim da CDU.
A Alpiarça espera-lhe a mesma sorte.
É a ordem das coisas.
Só resta saber se a Portugal lhe farão o mesmo....
Será que sobramos todos, também?
Marcello de Ataíde
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