Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

O Senhor Henrique Mota (IP: 81.84.218.181) 
enviou-nos este comentário sobre este post :disse sobre Lázaro Viegas à angolana na Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010 às 22:30:

 

Caro senhor.
Embora considerando ter havido em todos os tempos gente que "vendeu a alma ao diabo" como é popular dizer-se, entendo que fazer afirmações de tão grande gravidade, como é o caso, com base em documentos da polícia política portuguesa, podem resultar na prática (mesmo que involuntária) de grandes injustiças. Há muitos anos que não tenho relações com o antigo embaixador Pacavira, mas gostaria sinceramente que despissem o vosso declarado antagonismo ao MPLA e tentassem averiguar o que de facto se passou pois felizmente ainda há alguns intervenientes dessa época vivos. A sua condenação alcança todo um conjunto de elementos, muitos dos quais foram verdadeiros obreiros da independência de Angola. Todos sabemos da conhecida estratégia da polícia política que ouvia os presos e depois fazia constar versões totalmente opostas tentando assim criar a confusão no seu do “inimigo” (como eles diziam). O que dizem ter-se passado com Manuel Pacavira, não só carece de confirmação, como tem por base elementos cuja veracidade deixam muito a desejar. Esta calúnia faz-nos lembrar outras do género, como sejam a célebre “carta” atribuída ao almirante Rosa Coutinho “enviada” ao Dr. Agostinho Neto (que alguns tiveram a coragem de dizer ser seu cunhado); e as romanceadas aventuras de um português que em vésperas da independência de Angola foi trabalhar para a DIAMANG, e que posteriormente preso pela polícia angolana esteve alguns anos detido em Luanda, tendo tido todo o tempo do mundo para escrever um livro, não a acusar o sistema colonial português, nem a explicar por que raio foi para Angola em vésperas da independência (e logo para a zona dos diamantes), mas sim para condenar a sua detenção e por acréscimo contando muitos episódios cuja matriz é um cego ataque ao MPLA e às autoridades governamentais angolanas. Vivo presentemente em Lisboa e lanço-lhe daqui um repto – estou disponível para em conjunto analisarmos os arquivos da polícia política portuguesa, para esclarecermos onde de facto é possível encontrarmos a verdade. Caluniarmos quem quer que seja não é prática de gente civilizada. 
Henrique Mota

 

Caro Sr. Mota:

1- Antoganismo ao MPLA: O subscritor assume inteiramente o seu antagonismo visceral em relação ao MPLA e ao actual regime angolano. Apesar de tudo tem mais respeito pelo MPLA que pela FNLA do sinistro Holden Roberto.

E assumo também que não gosto da Unita.

2- O texto em causa é da responsabilidade do Sr. Orlando Castro e foi transcrito deste blogue. http://altohama.blogspot.com. O Sr. Castro é um jornalista luso-angolano com credibilidade e o Ministro Pacavira se as imputações são falsas está sempre a tempo de recorrer aos tribunais.

Espero que recorra a um Tribunal de Lisboa, porque infelizmente os Tribunais de Angola não  dão garantias de indepêndencia.

Mi foto Orlando Castro. Foto bo blogue citado.

 

Manuel Pedro Pacavira

Hugo Castro comenta aqui:
Vários sites e blogues transcrevem o texto sobre Manuel Pedro Pacavira, publicado simultaneamente aqui no Alto Hama e no Notícias Lusófonas. Quem não gostou, e já o fez sentir, foi o MPLA.


3- As coisas que constam dos arquivos da Pide-Dgs são obviamente da responsabilidade da sinistra polícia política e devem ser interpretadas com cuidado. Porém Hugo Castro invoca outros testemunhos, incluindo o fundador do MPLA Joaquim Pinto de Andrade, homem sério e que infelizmente já morreu. Se tivesse de escolher entre o Sr.Pacavira e o de Joaquim  Pinto de Andrade não hesitava um minuto, em acreditar neste.

4- A carta publicada pelo Doutor António Barreto cheirava tão a falso, que não sei como é que um académico prestigiado caiu na esparrela. Mas nós não invocámos a carta falsa.

5- Entre outros quem podia esclarecer o imbróglio era o Inspector São José Lopes (ignoro se está vivo), o falecido Almirante Coutinho ou o Marechal Costa Gomes. Mas suponho que haverá ainda oficiais do exército colonial que podem esclarecer a coisa.

6- Outros dirigentes nacionalistas angolanos colaboraram com a Pide, por exemplo o malogrado Jonas Malheiro Savimbi.

7- Estou mais preocupado com a sorte dos nacionalistas de Cabinda, actualmente presos, que com a reputação do Ministro Pacavira. Ser Ministro de José Eduardo dos Santos é para mim igual que fazer parte do gabinete do falecido caudilho Pinochet ou do governo de Raul Castro.

8- Já agora na guerra civil angolana fez-se tanta barbaridade que ninguém teve pejo a usar os antigos colaboradores da Pide. Os gendarmes do Katanga que combatiam ao lado das forças coloniais lusas, tiveram relações com a Pide desde os inícios dos anos 60 e depois não combateram na guerra civil pelo MPLA?

9- Conheci a Zita Vales. Não me falam do MPLA que me lembro logo dela....



10- Já sei que a razão de estado impõe muitas porcarias. Mas acho que Portugal não devia manter relações diplomáticas com Luanda enquanto persistir a ditadura.

11- E só para acabar presto aqui homenagem ao General Ochoa , ex-comandante das forças cubanas em Angola, fuzilado  em Havana, por ordens de Fidel depois dum ''processo '' à boa maneira estalinista. E por algum motivo o José Abrantes, ex-Ministro do Interior cubano, apodreceu até à morte nas masmorras da ditadura de Fidel, depois doutra fantochada judicial.

 




E por outro lado este blogue dedica-se tematicamente a outros assuntos, pelo que damos o caso por encerrado. Agradecendo ao Sr. Mota o seu cuidado.

Miguel Abrantes


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publicado por porabrantes às 23:33 | link do post

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