O Sr. Dr. Armando Francisco Fernandes (não confundir com o Sr. Dr. Francisco Fernandes, um homem culto e sabedor e um dos professores que marcou a cidade de Abrantes e que é signatário da petição), dedicou-nos num semanário local, cujas peripécias económicas, redactoriais e financeiras nos seria fácil dissecar, o artigo abaixo transcrito há bastante tempo.
Não respondemos à letra logo na altura porque cada personagem deve merecer o destaque que o seu passado, o seu porte cívico e a sua cultura merecem.
Isto é, temos dado muito maior destaque a João Pico, ex-colega de Armando Fernandes na Comissão Política local do PSD e seu conselheiro em matérias urbanísticas que ao ex-Deputado do PRD .....
Quem nos tem lido e são muitos, sabem que consideração temos pelo ex-candidato do CDS-PP à CMA, podendo fazer ideia daquilo que pensamos acerca de Armando Fernandes.
Temos tido o princípio de divulgar aqui os textos que se debruçam sobre o projecto de Carrilho da Graça e de os discutir.
Seguimos a linha de que o debate de ideias não se deve traduzir numa peixarada, mas numa troca válida de opiniões.
E decidimos também, desde o início, que não nos calam nem ameaças, nem insultos, nem sequer ofertas de tachos...
Por isso replicámos em tom caritativo a criaturas tão variadas, como ao empregado de Alves & Cª, ao ex-VPC, à Chefa ou ao seu subornidado a nível familiar, e mesmo ao Baptista Pereira que teve de se proteger debaixo das saias da Chefa, para que António Castel-Branco não lhe desse a lição merecida.
O Miguel Abrantes, coordenador da petição, impôs aqui a nossa imagem de marca: as vaidades balofas e as hipocrisias beatas seriam castigadas com a chibata do sarcasmo.
Talvez possam destruir a cidade, mas não nos podem calar, nem impedir que a vergasta do bom humor castigue o descaramento e as prosápias saloias.
Começa o Sr. Armando Fernandes por nos chamar protestantes. Estará a excomungar-nos?
É a herança do Abade de Vinhais que procriou o Buiça, certo dia em que levantou a sotaina para aliviar as suas necessidades com uma amásia lá da terra , que o Fernandes quer reivindicar para se associar ao centenário da República?
Esquece-se o Fernandes que a teologia ultramontana, que o Abade e o marido da chefa beberam nos seminários, há muito que foram banidas do pensamento católico e que o Vaticano retirou a excomunhão que pesava sobre Lutero.
Ainda há 2 ou 3 dias o Papa fez o elogio de Morus no local onde foi condenado à morte por não quebrar nem torcer.
É esse exemplo, que também foi o de Lutero, o de permanecer fiel às suas crenças e as defender que distingue um homem livre de um borrego.
Um homem livre começa por ter orgulho no seu próprio apelido e não o dissimula, porque teve um facínora na família.
A Duquesa de Bragança chama-se Herédia, apelido do Visconde que comprou as armas homicidas que mataram o Rei e não mudou de apelido.
Passa depois o Fernandes a exibir a sua alta cultura, prosápia velha, como daquela vez que fez os deputados do Parlamento ouvirem Almeida Garrett para descrever a destruição de Santarém pelos vencedores das guerras liberais.
Com os anos foi aprendendo ou então não conseguiu descobrir nenhum texto capaz de justificar a barbaridade que defende, a destruição de São Domingos pelos seus inimigos políticos, os socialistas-pimba que teoricamente combateu enquanto liderava os laranjas e se aconselhava com João Pico em matéria de urbanismo. Sábia escolha!
Graças a isso, safámo-nos da repetição de uma qualquer Vulgata!!!!
Os azares da vida e as ânsias de poder levaram o Fernandes a cortar com o Xerife do Souto, até que o mau gosto e o ódio mesquinho de ressabiado social o fizeram regressar ao mesmo campo.
Pico & Fernandes Lda defendem hoje que o camartelo destrua São Domingos!!!!
Grande nóia!!!!
Sustenta Fernandes a mesma coisa que sustentou o bastardo de Vinhais, uma arma homicida dirigida agora já não contra o Rei, mas contra o centro histórico da cidade de Abrantes.
Deve ser saga da família, a arma do plumitivo, além da má prosa, é a sustentar que o gosto é livre.
Coisa que não se discute, embora o gosto literário do ex-distribuidor de livros da Fundação Gulbenkian, seja tão mau como seu talento para catador de vinhos. Como nos elucidou Eurico Consciência, Fernandes prefere a zurrapa a qualquer tinto de qualidade. Da mesma forma tem a desfaçatez de considerar escritores de primeira divisão como Manuel Alegre ou o alcoólico e alegre Pacheco como pobres-diabos.
Um gosto bastardo pela literatura de qualidade indicia-nos o que deve a sua educação artística ao magistério de João Pico.
Mas há tanto tempo na política devia o Sr.Fernandes saber que não se trata apenas de gosto ou de defender o centro histórico de Abrantes.
Trata-se de exigir que o Estado de Direito não seja conspurcado e que a legalidade democrática não seja violada por decisões autárquicas que transgridem alegremente o ordenamento jurídico em vigor.
É pois também de um problema político e jurídico que tratamos e não de uma querela bizantina acerca do protestantismo própria dos sermões com que ao Domingo o Abade de Vinhais fustigava o povo para que não caísse na heresia.
Trata-se de ver que o PUA alegremente votado pelo Dr.Fernandes na Assembleia Municipal proíbe construções com aquela volumetria em São Domingos e da mesma forma o faz o PDM em vigor. Aprovar e defender uma construção deste tipo, sem que os dispositivos legais em vigor sejam revistos, é violar a Lei.
Da mesma forma, apelar como o fez a CMA a um ajuste directo para satisfazer aparentemente interesses privados numa obra em que a Lei impõe (e bem) o concurso público, é de novo violar a Lei
E um democrata não pode defender que o Estado do Direito não se cumpra. Uma pessoa está livre de o fazer, mas quando o faz, ultrapassa o fosso que separa os democratas dos inimigos do Estado de Direito.
Só para terminar andou o candidato Fernandes a propor a criação de um Prémio de Urbanismo que levaria o nome do anti-fascista (supomos que o Fernandes apesar de o não ter praticado, saberá o que é isso) Duarte de Ataíde Castel-Branco como exemplo das boas práticas em matéria de urbanismo. Hoje Duarte Castel-Branco está com a petição e o Fernandes está com os socialistas-pimba!!!!
O Dr.Fernandes cresceu na política abrantina graças à protecção do Zé Eduardo Marçal. Talvez fosse de meditar porque é que o Zé Eduardo está connosco e V.Exa está com João Pico.....
Atentamente e com os nossos cumprimentos ao seu colega e mestre Jota Pico.
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