Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

:: Lisboa: Câmara aprova Plano Boavista Nascente, oposição critica seis pisos em cave na nova sede EDP
03-11-2010
Lisboa, 03 nov (Lusa) -- A Câmara de Lisboa aprovou hoje a proposta para o Plano de Pormenor da Boavista Nascente, com críticas da oposição à "excessiva edificabilidade" prevista e às seis caves no subsolo projetadas para a nova sede da EDP.

 

Numa reunião marcada pela apresentação deste projeto de modelo urbano pelo arquiteto Carrilho da Graça, toda a oposição se mostrou preocupada sobretudo com as seis caves previstas para aquela zona de aterros e até o vereador Nunes da Silva, eleito como independente na lista de António Costa, as considerou "inviáveis". "Eu não tenho grande dúvida quanto aos seis pisos em cave. Eles são inviáveis", afirmou o vereador, que acabou por abster-se na votação deste projeto afirmando que tal opção não se devia à qualidade arquitetónica do projeto da autoria de Carrilho da Graça, mas ao facto de considerar este exemplo uma "má forma de fazer cidade". Também a vereadora Helena Roseta, responsável pelo pelouro da Habitação, optou pela abstenção, sublinhando que as reservas que mantinha vinham "de base", do excessivo índice de construção previsto nos termos de referência (documento orientador) do plano. O peso da construção também foi apontado pelo vereador do PCP, Ruben de Carvalho, que considerou ainda que, para a quantidade de habitação prevista, os equipamentos de proximidade não eram os suficientes. "Não há equipamentos ou o seu peso é praticamente residual nesta área", criticou Ruben de Carvalho, que manifestou igualmente muitas reservas quanto aos seis pisos de cave previstos para o edifício da EDP, dizendo que poderia causar uma "situação difícil para o subsolo e para o escoamento de águas". Além da edificabilidade e dos seis pisos de cave previstas, o CDS-PP questionou ainda se estaria garantido o sistema de vistas sobretudo a partir do miradouro de Santa Catarina. Na resposta, o vereador Manuel Salgado aludiu ao índice de edificabilidade previsto para um terreno confinante com este e para onde esteve prevista uma torre da autoria do arquiteto Norman Foster, projeto que está a ser reformulado em conjunto com Carrilho da Graça e que já não incluirá o polémico edifício. "No chamado plano Foster, que foi aprovado nesta câmara e mereceu parecer condicionado da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional], o índice de edificabilidade era superior", realçou Salgado. O arquiteto recordou ainda que, com a revisão do 'plano Foster' em conjunto com o arquiteto Carrilho da Graça, o índice construtivo irá baixar, e realçou que, apesar de tudo, o que estava previsto está de acordo com o permitido no atual Plano Diretor Municipal para esta área. Quanto aos equipamentos o vereador lembrou que está prevista uma creche, um centro de saúde e um posto de apoio à limpeza urbana e que a autarquia tem ainda uma área de reserva de 3000 metros quadrados para equipamentos com o uso que a câmara municipal vier a definir. Já no que se refere aos seis pisos no subsolo, o arquiteto Carrilho da Graça garantiu que o estudo de hidrogeologia já feito para a área indicou que essa solução, "do ponto de vista da cidade é possível" e que as restantes questões serão resolvidas pelos projetistas. Quanto ao peso da edificabilidade, Carrilho da Graça defendeu que um índice menor poderia tornar esta zona como que num subúrbio, "sem vida e cheia de espaços [comerciais] fechados ou parcialmente fechados". "Para manter este espaço urbano vivido não seria viável uma densidade menor, sobretudo para não se correr o risco de se tornar como que numa zona de subúrbio", acrescentou. SO ***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico*** Lusa/fim

(ler aqui)

 

A absurda ideia de ''rentabilizar'' a obra com 6 caves vai obviamente, como salientou Ruben de Carvalho, causar sérios problemas para o escoamento de águas  e para o subsolo.

 

É uma solução repetidamente criticada pelo arq. Ribeiro Telles que um dia poderá causar uma tragédia em Lisboa.

 

As fotos que mostrámos, outro dia, sobre as recentes inundações na Baixa lisboeta, são a prova que estar permanentemente a impermeabilizar o solo, como se fez ao longo das margens do Tejo, no Aquapólis, só faz com que a terra seja incapaz de absorver a água das chuvas e transforma uma chuvada forte numa inundação.

 

Mas para os arquitectos do betão,rendidos ao culto à razão do dinheiro, de que o licenciado alentejano é expoente, é apenas o lucro que mais ordena.

 

 

E agora Carrilho atreve-se a ir modificar o plano de Sir Norman Foster.

 

É como entregar a gestão de águas de Lisboa a um tipo do nível do ex-VPC.

 

É como pôr a Lucília Moita a corrigir a Mona Lisa de Leonardo da Vinci!!!!!

 

Finalmente, antes que me ocorra outra comparação do género, por exemplo colocar o Gaspar do barrete frígio como catedrático de Coimbra para ''corrigir'' a obra de Fernando Catroga por pouco republicana, passo a outro assunto.

 

Vejam o nível dos vereadores de Lisboa que analisam com argumentos técnicos uma obra em pormenor.

 

Depois comparem com o  silêncio de ouro do notário  Arês, manifestado em cada acta municipal.

 

Finalmente vejam a diferença entre autarcas que são capazes de votar contra a linha do seu partido em Lisboa, porque pensam pela sua cabeça e borregos que só fazem o que lhes manda o chefe.

 

Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 08:11 | link do post | comentar

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