Acabo de ler o post sobre a Igreja Silenciosa de Abrantes que o meu amigo maçon e ateu Miguel Abrantes deu à estampa e devo dizer de minha justiça.
Este é um blogue livre, tão livre como as homilias de Frei Nuno Serras Pereira, e os seus redactores têm direito a escreverem o que entenderem, estando naturalmente sob o risco de verem as suas palavras discutidas.
Este é um blogue que assume a herança de Eça de Queiroz e de Camilo, ou seja é um blogue que não é recomedável para espíritos incapazes de gozarem com a ''verve'', o sarcasmo, a polémica e a ironia.
Não assumir a herança de Eça de Queiroz e de Camilo é insultar a Cultura Portuguesa, coisa que nos recusamos a fazer.
Disse algumas coisas importantes e algum exagero o meu Amigo Miguel Abrantes.
Isso de considerar a Maçonaria como a Instituição mais revelante e com mais prestígio do Ocidente, lembra-me os discursos do Prof. Salazar a dizer que ''orgulhosamente só'' defendia o pequenino Portugal os valores ocidentais, enquanto os outros países se dedicavam aos negócios.
Deu no que deu.
A catástrofe abrilista, a descolonização miserável, o genocídio em Timor e podia continuar porque estamos nas véspera do 25 de Novembro.
Os católicos integristas culpam a Maçonaria de todos os males e até são capazes de sustentar que os Jesuítas foram expulsos por ela.
Ora foram-no pelo pio Pombal, com o aval do Cardeal-Patriarca da época, de toda a Igreja Portuguesa, diria da totalidade dos ordinários diocesanos e para cúmulo a Santa Sé num acto criminoso extinguiu a Companhia de Jesus.
azulejo de Menez no Metro de Lisboa, foto
Fez Roma crimes?
Fez.
Os templários foram levados à fogueira por Roma, condenados por satânicos quando eram homens pobros, e para honra de Portugal el-Rei D.Dinis não permitiu que a atrocidade vaticana, ditada pela política francesa, vigorasse no nosso país.
Os templários sobreviveram entre nós com o nome glorioso de Ordem de Cristo.
No fundo a Maçonaria ou parte dela trabalhou e bem pela liberdade em Portugal, mas também em certas épocas assinou crimes como o foi a perseguição religiosa de 1910-1926.
Mas a dita perseguição foi mais branda e incruenta, que os crimes da minha Igreja, consubstanciados em 5.000 execuções de pessoas inocentes por terem outra fé. Através da Santa Inquisição.
A fé dos pais de Jesus Cristo.
A Igreja deve assumir-se pecadora, mas deve tentar melhorar.
Quanto à situação do Cónego Graça, em má hora nomeado de novo Arciprestre, devo dizer que Frei Nuno Serras Pereira ou o Sr. Cónego Emanuel seram melhores parócos da nossa cidade que o presbítero Graça.
Enquanto D.Antonino não perceber isso, tudo caminha para pior.
Com um abraço ao Miguel,
Marcello de Noronha
(desculpem o pecado de ser demasiado parco sobre a situação do presbítero Graça, outro voltarei pacientemente a explicar porque é que o D.Antonino o tem de afastar de Abrantes).
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