[Archport] Museu de Abrantes
Ora, dou réplica a esta questão porque o meu nome foi, durante um certo período, associado à matéria, com insistente visibilidade na comunicação social. Deixou de ser, há muito tempo. E, para já, vou fazer um breve comentário. Tanto o IGESPAR como o IMC, então IPM, conhecem as colecções a albergar no Museu de Abrantes desde há seis anos, porque eu próprio entreguei cópia do seu inventário, acompanhado de registos fotográficos, aos seus responsáveis. E registo o facto de nenhum arqueólogo ter querido comentar, até agora, o assunto comigo. E de ter proposto a todos a visita ao local onde se encontram actualmente albergadas. Por isso, pode-se dizer tudo, mesmo que existe um colar com réplicas da máscara de Agaménon. De todas as máscaras albergadas nas colecções Estrada, nenhuma reproduz a de Agamenon, bem pelo contrário. E sei também que os registos fotográficos, às talhadas, das colecções Estrada, vão circulando por aí. Mas nem isso impulsionou os arqueólogos para a conhecer ''in situ'', no seu actual sítio. E esta resposta não é pessoalmente dirigida ao José Arnaud. Porque eu, que tenho sessenta anos, conheço os corredores do labirinto conspirativo que sempre foi a ''comunidade arqueológica''. Mas continuo inteiramente à vossa disposição. E quanto a ''autenticidades'' já me pronunciei em vários momentos acerca dos procedimentos a respeitar para as atestar. E por agora basta. Quanto às restantes questões, financiamentos, projectos, etcetera, não me pronuncio. Deduzam das posições sempre manifestas, relativamente ao MNA.
Manuel de Castro Nunes
O sr. Castro Nunes foi ( e por alguma coisa já não é) o arqueólogo ao Serviço de João Estrada.
Portanto em grande parte o responsável pela colecção tal como ela existe.
O Sr.Castro Nunes diz que propôs a muitos colegas irem ver a colecção ''in situ'' e recusaram.
Refere ''nenhum arqueólogo''.
Isto é não considera Oeesterbeck arqueólogo????
A recusa dos profissionais do ramo em visitar o depósito onde estão as peças do MIIA é uma moção de censura evidente tanto ao delírio da CMA e em especial do tal Carvalho e do Oeesterbeck em atribuir uma importância internacional à colecção, que não precisa de mais comentários.
A colecção tem peças razoáveis e outras más (como todas) mas não justifica um investimento delirante, declarações próprias de papalvos (como as feitas por um tal Carvalho, um homem dum nível intelectual comprável a João Pico, à Chefa e a Alves Jana) e o entusiasmo do Sr.Sumavielle que queria aproveitar a boleia para chegar a Ministro da Kultura.
O resto do museu é o lego do Sr.Conde e a pintura regionalista da D.Lucília.
Vale a pena gastar mais de 20 milhões de euros nisto ????
Vale a pena destruir a paisagem de Abrantes para isto???
Para despesistas com o nível intelectual do Pico, tudo vale a pena, se o dinheiro é
PÚBLICO......

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Suzy de Noronha, intelectual