Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

 Armando Fernandes um dos padrinhos do Pico no laranjal publicou isto  no Ribatejo a 16 de Novembro de 2009.:

 

''Um tipo com o prestígio dele…”. Como é público e notório para os leitores deste jornal não sou, nem nunca fui apoiante de Alegre, no entanto, precisamente pelo prestígio conseguido por ele enquanto criador, militante empenhado em causas a obrigarem-no ao exílio e parlamentar de qualidade não é correcto, muito menos justo, ser apelidado de tipo.''

 

Insurgia-se agitando a cada vez mais escassa juba:

 

 Foto Ribatejo

 

contra Correia de Campos que chamara ''tipo'' a Manuel Alegre,

 

o que já está esquecido (a memória é curta) é que quando Alegre desafiou Soares e Cavaco nas presidenciais, escreveu uma crónica dizendo que a candidatura de Alegre não ia a lado nenhum e dando mais umas bicadas ao vate de Coimbra,

 

 

Crónica  tão inchada de sectarismo cavaquista, que lhe mereceu esta resposta nas mesmas colunas do José Niza:

 

 

O rato que pariu uma montanha

 

Texto de:José Niza

 

Meu caro Armando Fernandes,
Há duas semanas publiquei neste jornal um artigo de opinião intitulado “Porque apoio Manuel Alegre”. Num “post-scriptum”, acrescentei um pequeno comentário a que decidiste responder com um artigo de meia página.

Quando escrevi que me parecia que “percebes muito mais de gastronomia, restauração e vinhos, do que de política”, estava – ao contrário do que precipitadamente leste – a fazer-te um elogio. Não disse que não percebias de política: o que escrevi foi que percebias mais de gastronomia!

O mesmo diria, por exemplo, de José Quitério, meu companheiro da República Baco de Coimbra, ou do Alfredo Saramago, com quem convivi aqui em Santarém, nos anos 60. Como vês, coloco-te em boa companhia gastronómica.

No teu artigo “Finis Alegre” – que motivou o meu “post-scriptum” – foste muito injusto e ofensivo. Injusto, porque de uma pessoa como tu, que há décadas anda de braço dado com livros, escritores e poetas, todos esperam juízos objectivos e isentos.

Toda a gente em Portugal reconhece Manuel Alegre como um grande poeta e um grande escritor e o papel que a sua poesia teve como factor cultural e mobilizador da revolução dos cravos. Podes não simpatizar com o Homem (eu também não simpatizo com o teu candidato Cavaco Silva), mas não podes desvalorizar a OBRA. Não rima com a tua bagagem literária, cultural e política. Mas, pior do que isso, foste ofensivo, ostensivamente ofensivo.

Ao afirmares que “a candidatura de Alegre é uma bazófia” estás a ofender não apenas o candidato, mas todos os seus apoiantes, entre os quais eu, seu mandatário distrital.

Não foi por bazófia que o Manuel Alegre foi preso e exilado político. Não foi por bazófia que ele, eu e muitos outros, defendemos na rua, já depois do 25 de Abril, a Liberdade e a Democracia em Portugal.

Foste ofensivo ao confundir a vã bazófia das feiras de vaidades com o patriotismo da defesa dos valores e dos ideais de Abril. Penso que, se releres o que escreveste, me darás razão.

No artigo cujo título me dedicas – e sem que para isso fosses convocado – decidiste, com razoável detalhe e pormenor, descrever as várias etapas e percursos da tua militância política desde os anos 60, viagem que eu, no essencial, já conhecia. Não sei o que te induziu a fazeres essas revelações, pois não vejo motivo para autojustificações.

Constata-se pela tua descrição, que a tua viagem se realizou progressivamente da esquerda para a direita (o que não é caso único) com paragem em várias estações. Em teu entender tratar-se-á de uma evolução de pensamento político. Na minha avaliação só posso considerá-la uma involução.

Constatei que, nessa viagem, embarcaste à esquerda do PS, passaste por este partido a grande velocidade e só paraste na estação seguinte, a do PRD. Aliás, vendo bem as coisas, o PRD não era bem uma estação, foi mais ou menos um efémero apeadeiro... Seguiste viagem e foste desembarcar no PSD. E, agora – et pour cause – és apoiante do candidato que, segundo dizes, “não teve a oportunidade de ocupar muito tempo com leituras”.

É excelente que Cavaco Silva tenha apoiantes destes, porque ainda está a tempo de ler os livros que nós já lemos há 40 anos e que tu estás em posição para lhe recomendar.

Finalmente estamos chegados ao principal objectivo material deste escrito. Na parte final do teu artigo convidas-me para “um festim” de “comeres e beberes” para, sentados à mesa, falarmos do que fica para trás. Porque é a falar que a gente se entende, aceito, mas com as seguintes condições:

1º- Que, como meu professor de gastronomia, sejas tu a escolher o restaurante e a ementa. Nesta matéria só recebo ordens (tal como faço com o José Quitério, quando o acompanho nestas coisas).
2º- Que quando vier a dolorosa, as contas sejam feitas à moda do Porto. (Fico à espera que me telefones para o 243499374). Bon appétit e um abraço.

 

 

 

Foto Ribatejo

 

O Niza é um homem generoso e provavelmente menos agressivo que Manuel Alegre que replicou muitas vezes às corjas estalinista e fascista com uma contundência exagerada.

 

 

Mas a crónica do Niza, que fora nos tempos da outra senhora candidato da Oposição por Santarém, enquanto ninguém sabe a que se dedicava em política o Fernandes, só confirma a nossa opinião.

 

Pico copiou o estilo caceteiro e ofensivo do Fernandes.


E o Fernandes é, como diria o Niza se não fosse tão boa pessoa, um nabo em política embora saiba muito acerca da culinária dos ditos.

 

 Daí que o Pico, seu discípulo em política, seja não um nabo, mas um grande nabo.....

A culpa não é do Jota Pico nem do Pinhal, é do professor que teve....

 

POR ABRANTES



publicado por porabrantes às 11:36 | link do post | comentar

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