Cara chefa do Ps
Li a sua magnífica contribuição para a história da prostituição no nosso concelho e infelizmente não lhe posso dar os parabéns.
Esta problemática é suficientemente vasta e suficientemente delicada para não poder ser abordada através duma forma redutiva e repressiva, como o faz a cara chefa no texto citado. (Jornal de Abrantes, Agosto 2011)- Da prostituição em Abrantes.
Chamemos os nomes às coisas como aliás se faz, noutros textos na mesma página e na mesma secção que é um amplo e medíocre dossier sobre o sexo no concelho, mandado fazer pelo seu esposo para se despedir da direcção da folha gratuita.
Na coluna ao lado do seu artigo há alguém que investiga nas lojas sobre as compras dos vibradores cá terra e os vibradores são chamados vibradores, e não qualquer eufemismo barato ‘’barras de excitação sexual’’, ‘’pénis electrónicos’’ ou ‘’consoladores.’’ Acho muito bem. Portanto sigo o exemplo.
Uma prostituta é uma puta. Quando um cliente recorre a uma profissional, diz aos amigos : ‘’vou às putas’’ ou então em plano carinhoso ‘’vou às meninas’’. Ninguém diz, a não ser um seminarista, ‘’vou às prostitutas’’ ou ‘’vou às meretrizes.’’
No artigo ao lado do seu, o articulista foi ao sítio exacto para saber o que era a realidade.
A chefa, convidada pelo esposo, para escrever sobre putas, terá ido a algum bordel saber qual era a realidade desta honrada profissão, florescente na nossa terra?
Parece-me que não, porque no final do seu artigo, depois de citar 2 posturas do século passado sobre as putas abrantinas, conclui que depois da ilegalização do ofício as putas passaram das casas para a rua.
Ora, poderia citar-lhe um montão de casas de putas, onde o fornício se exerce debaixo de telha, porque isso de fornicar no pinhal, em cima de uma manta, pode ser muito bucólico e arejado, rural e proletário, mas é um bocado desconfortável.
Só para verificar que há putas exercendo a sua benéfica actividade no nosso concelho e perante quase os narizes da autoridade municipal, local onde V.Exa exerce o seu ofício de controleira, fui falar com umas meninas que trabalham num segundo andar de Ferraria.
Posso dizer que o ambiente é agradável, as putas limpinhas, as camas fofas, as luzes indirectas sugestivas e segundo me adiantam as minhas amigas a coisa chata é a crise que diminui os clientes.
Perguntei-lhas se para combaterem a crise, porque não passavam a atacar na rua, para que V.Exa ficasse contente, e não pudesse haver ninguém que viesse sugerir, como eu, que V.Exa é uma perfeita desconhecedora das putas abrantinas e das putas em geral.
Disseram-me : Ò Dr. Miguel, o doutor acha que somos umas gajas rosqueiras?
Face a tal resposta e com medo que me subam o preço, tive de me desculpar.
Só para terminar agora, porque isto pode transformar-se num folhetim (já estou a pensar no próximo texto : CMA discrimina meninas abrantinas), venho manifestar a V.Exa a minha indignação pela violação flagrante da igualdade de género que comete no seu artigo.
Para si, os homens não se prostituem. Não sabe V.Exa que há gigolôs no concelho e miúdos a prostituírem-se a troca de uns euros ou de jeans de marca?
Se a Chefa do PS não sabe isto, acho que é melhor acabar. Porque acho que Chefa do PS não sabe nada de nada.
Com os meus cumprimentos
Miguel Abrantes
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