Quarta-feira, 17.03.10

 O licenciado Gaspar, director da Zahara, é um homem das Arábias. Estávamos para dizer do Souto, mas como Jota Pico se podia alterar, mandamo-lo para o deserto.

 

Cada artigo seu dá-nos vontade dar uma sonora gargalhada.

 

Resolveu o Gaspar, cortesão solícito da corte do Doutor Candeias, seguir o ''Mestre''.

 

Já sabíamos que o Gaspar escrevia História sem ir às fontes. Foi assim que transformou Duarte Castel Branco num fascista e João Soares Mendes num lavrador.

 

Agora o Gaspar aderiu ao livro único. Como se escrevesse história baseado só no Manual do Matoso que não era mau (por exemplo foi elogiado por Oliveira Marques, mas o de Alfredo Pimenta era melhor).

 

Gaspar também é PC. Não que tenha o valor de ser dos bolchevistas saudosos de Staline, do camarada Abrantes ( o gajo que dá ordens ao Jerónimo), mas o Gaspar é por princípio politicamente correcto.

 

Ser PC em Abrantes, em termos de história, é seguir fielmente todas as teorias neo-imperialistas e um pouco salazaristas do Doutor Candeias.

 

É escrever sobre Francisco de Almeida tendo como única fonte o livro ( interessante) do Candeias.

 

Sanjay não existe, o professor Thomaz é proibido de ler porque é sobrinho do Almirante, o Vitorino M. Godinho está velho apesar de aos 90 esmagar em erudição e inteligência o Veríssimo Serrão.

 

Só se pode ler Candeias e seguir ao pé da letra o que o homem diz.

 

Nem sequer os escritores de Quinhentos merecem confiança.

 

A tradução do último artigo da Barca da História do Gaspar é esta: Afonso de Albuquerque era um imbecil.

 

O Almeida morto pelos cafres ( que o Gaspar na onda do PC diz que não eram selvagens, dizendo portanto que os hotontes eram uma tribo super-civilizada) foi o maior marinheiro da história.

 

Nelson Mandela, um gentleman muito britânico, um príncipe ''Xhosa'' ficaria estarrecido se ouvisse o elogio da civilização cafre!!!! Certamente  por rivalidades tribais.....

 

Almeida bateu por KO,  Albuquerque, Colombo, Cabral, Lord Nelson e Sir Francis Drake....De D. João de Áustria que esmagou os turcos em Lepanto não se fala por ser da raça inimiga, ou seja espanhol..... 

 

Por isso faltou ao artigo do Gaspar a conclusão lógica: ''Viva D. Francisco e o seu Profeta, o Doutor Candeias !!!!''

 

Por tudo somos forçados a baixar o Gaspar para o 4º lugar no ranking de cronista soutenses, ficando por enquanto vago o 3º posto.

 

Miguel Abrantes

 

Nota : Apesar de tudo o Gaspar é melhor que o Oeesterbeck que deve saber de piratas holandeses, mas que de piratas lusos não sabe nada. O  Oeesterbeck fica para depois...



publicado por porabrantes às 07:29 | link do post | comentar

Sexta-feira, 05.03.10

 

 

 

Do intervenção do Doutor Candeias da Silva, sobre D.Francisco da Almeida estão disponíveis  vários curiosos excertos na página web da CMA.

 

Mas não será certamente do Doutor Candeias esta prosa anónima que lá está, porque é digna de João Pico:   

 

 Marcas da presença dos Almeida em Abrantes

 
Nos dias de hoje muitas são ainda as marcas da passagem da família dos Almeida por Abrantes. Entre outros, relembramos o Museu D. Lopo de Almeida (Castelo), o edifico do antigo Hospital do Salvador, que hoje alberga parte da Santa Casa da Misericórdia, e o edifício originário do Convento de S. Domingos.
Os Almeida chegaram a Abrantes no século XV, quando o Rei Afonso V deu a alcaidaria-mor  de Abrantes ao filho primogénito D. Lopo de Almeida, pai de D. Francisco de Almeida.

 

Já tínhamos ouvido um funcionário da Cultura local definir o Doutor Candeias como o maior especialistas em Almeidas.

 

E já explicámos que na nossa opinião é a Senhora Professora Doutora Hermínia Vilar.

 

Diz, erudito, o escriba anónimo que os Almeidas chegaram no século XV '' quando o Rei Afonso V deu a alcaidaria-mor  de Abrantes ao filho primogénito D. Lopo de Almeida, pai de D. Francisco de Almeida.''.

 

A prosa está tão mal redigida que dá ideia que Lopo de Almeida era filho primogénito de Afonso V.

 

Ora esse era D. João II.

 

Diz, sábia a  Senhora Professora Doutora Hermínia  Vilar  que as origens da Casa de Abrantes radicam em Fernão Álvares, freire de Avis, Vedor do Mestre da mesma Ordem e portanto homem importante no movimento revolucionário de 1383-1385.

 

Foi ele que recebeu as primeiras doações de mercês em Abrantes entre 1384 e 1401.

 

Estamos portanto a falar no século XIV e não no século XV. Terá sido ele o primeiro da gesta que foi alcaide-mór da Vila.

 

Sucedeu-lhe nos benefícios e rendas, o bastardo legitimado Diogo Fernandes que foi figura grata nas cortes de D.Duarte e Afonso V. Entre várias prebendas o bastardo foi Senhor do Sardoal e alcaide-mor de Abrantes.

 

O neto de Fernão Álvares é que foi Lopo de Almeida, 3º alcaide-mor nesta linhagem e depois Conde de Abrantes.

 

Todas estas notas foram tiradas do artigo da Senhora Professora Doutora Cândida Vilar, A ''Ascensão de uma Linhagem: A Formação da Casa Senhorial de Abrantes'' in Arqueologia do Estado I, Lisboa 1988.

 

Já falámos aqui   da Doutora Hermínia Vilar, por isso não lhe tecemos agora os elogios que a sua obra merece. Mas informações fiáveis  sobre os Almeidas podem com facilidade ser encontradas nos escritos de Diogo Oleiro ou de Eduardo Campos, já não falando na Bíblia deste assunto que é evidentemente Braamcamp Freire nos ''Brasões da Sala de Sintra'' .

 

Portanto devemos concluir, que  o trecho anónimo divulgado pela CMA é uma notabilíssima série de disparates.......

 

Ao menos não meteram o D.Lopo degolando castelhanos em Aljubarrota como João Pico outro dia...

 

Rogamos à D.Maria do Céu que tem o pelouro da Cultura que arranje alguém competente para fiscalizar os textos produzidos pelo Departamento de Propaganda municipal

  Foto DGMN

 

Departamento de História do Por Abrantes

 

  



publicado por porabrantes às 16:44 | link do post | comentar

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