Sábado, 08.01.11

 

posto por A.Abrantes, católico não praticante mas que acredita em milagres (1)

 

(1) O último foi a canonização do Patrono da Construção Civil



publicado por porabrantes às 14:45 | link do post | comentar

Segunda-feira, 09.11.09

''Talvez fosse bom esclarecerem-nos se há fundamento ou não, quanto aos rumores que dão as pedras do altar da capela desse Convento, algures "guardadas" numa quinta de um arquitecto de Abrantes, após umas obras de restauro?!... A defesa do Património também passa por essas respostas oportunas... E que tal, uma "PETIÇÃO"?! ''

 

João Pico in Pico do Zêzere

 

Com a isenção que o caracteriza  e a frontalidade própria dum politiqueiro rústico relapso e contumaz na insinuação torpe  um tal João Pico alinhavou as linhas acima.

 

Por cima meteu uma foto do Convento da Esperança cuja tutela está hoje sob a batuta das Irmãs Doroteias e da Paróquia de São Vicente.

 

Diz o Pico que há ''rumores'' que ele colecciona e divulga com uma avidez que parecem próprias de um tipo que se compraz  no mexerico reles e barato.

 

A coisa só merece desprezo porque é do tipo das cartas anónimas dos beleguins do fascismo ( ou do estalinismo) e mostra o estofo galhardo  da personagem.

 

Se sabe o Pico alguma coisa sobre um roubo de calhaus, apresente uma queixa à Polícia. 

 

É o seu dever e se não apresenta queixa, dá-nos toda a liberdade para o considerar um tipo que escreve insinuações baratas que não passam de balelas. 

 

O estranho é que os donos e os utilizadores do Imóvel, as Doroteias e a Paróquia de São Vicente não o tenham feito.

 

Se não o fizeram é porque não existiu, a não ser na imaginação piquesca.

 

E já agora a única restauração da Esperança, foi feita sobre a responsabilidade do Padre Graça, depois duns donativos da Igreja Alemã e doutros  pedidos no Nova Aliança.

 

Dizemos Padre Graça porque o dito sacerdote ainda não era Cónego na altura.

 

Certamente não virá o Pico acusar o Mestre de Obras, homem cabal e honesto, de ter roubado o altar. O Mestre de Obras, o snr. Estronca morreu quando sofreu um acidente de trabalho durante as obras.

 

E não insinuará que as Religiosas e a Autoridade Eclesiástica não zelam pelo património sagrado a seu cargo.

 

Quer o Pico saber a data da restauração, diz-lhe este blogue que foi em Fevereiro de 1990.

 

E se o Pico quer saber quem foi o Arquitecto que vá à Câmara e que vasculhe os arquivos.

 

Talvez nunca tenha havido arquitecto, cá para nós.

 

Talvez encontre também o que nunca ninguém encontrou, a licença do IPPAR, necessária para intervir no edifício. Milagres há-os todos os dias.

 

Por Abrantes

 

 

Foto da D.G. M. Nacionais do Convento da Esperança



publicado por porabrantes às 22:57 | link do post | comentar

Domingo, 08.11.09

 

 

Depois do Dr. Falcão Tavares ter divulgado o estado do imóvel e ter chamado a atenção para as entidades competentes, o POR ABRANTES recorda que a Paróquia de São Vicente, onde está situado o imóvel, classificado como de interesse público, por diligência do Dr.Agostinho Baptista, Presidente da C.M.A. em finais dos anos 60 do século XX, é uma das paróquias com mais recursos financeiros da Diocese graças à herança da benemérita D. Amélia Baeta e que decerto restaurará o Convento em colaboração com as Irmãs Doroteias.

 

Divulgamos de seguida informação histórica sobre o convento e algumas fotos retiradas da página da extinta Direcção-Geral dos Monumentos Nacionais.

 

Desde já recordamos que extinguir esta Direcção-Geral foi um dos maiores disparates que se fizeram em Portugal, no domínio da política do Património.     

                                                     

                                                      Pórtico da Esperança (D.G.M.N.)

 

 

                        

 

                        Casa de São Vicente (antiga residência paroquial e entrada

                        para o Convento -foto D.G.M.N)  

 

 

(antiga Igreja foto-DGMN )

 

 

 

 

O Convento na descrição dos Monumentos Nacionais

 

 

 

Pórtico da Igreja do Convento da Esperança *
 
IPA
Monumento
 
Nº IPA
PT031401130013
 
Designação
Pórtico da Igreja do Convento da Esperança *
 
Localização
Santarém, Abrantes, São Vicente
 
Acesso
R. Actor Taborda
 
Protecção
IIP, Dec. nº 129/77, DR nº 226 de 29 Setembro 1977
 
Enquadramento
Urbano, planalto. A igreja integra-se na malha urbana, contígua ao colégio de Nossa Senhora de Fátima e defronte do jardim do actor Taborda e do edifício da Antiga Escola Adães Bermudes (v.PT031401130088). O pórtico rasga-se na fachada lateral da igreja conventual, a meio da nave, também rasgada por altas janelas chanfradas de vão rectangular; 3 degraus rasgados no estilóbata onde assenta o pórtico estabelecem a comunicação com a rua que se prolonga até ao Lg. de Santa Ana onde se ergue a Ermida com o mesmo nome (v.PT031401130057).
 
Descrição
PÓRTICO rectangular, rasgado por arco de volta perfeita assente em pilares toscanos; enquadram o arco pilastras lavradas de grutescos, com capitéis jónicos, sobre altas bases decoradas de rosetas e losangos, e um entablamento com friso decorado de lavores vegetalistas e cornija denticulada; no seguimento das pilastras pequenos pináculos piramidais; nas enjuntas do arco duas rosetas. CLAUSTRO - resta apenas a ala encostada à parede N. da igreja rasgada por arcos redondos e encimada por varanda; da abóbada que cobria a ala restam 4 arcos redondos e respectivas mísulas. No antigo adro do claustro, revestido de tijoleira, 2 cisternas de boca redonda e arcos metálicos de suspensão de roldana; uma 3ª cisterna apenas assinalada no pavimento.
 
Descrição Complementar
Não definido
 
Utilização Inicial
Cultual e devocional: convento
 
Utilização Actual
Cultural / recreativa (apoio ao colégio de Nossa Senhora de Fátima)
 
Propriedade
Privada: Igreja Católica
 
Afectação
Sem afectação
 
Época Construção
Séc. 16 (finais) / 17 (1º quartel)
 
Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido
 
Cronologia
1548 - fundação do primeiro convento, nas imediações de Abrantes, junto à Ermida da Senhora da Ribeira, por D. Brites de Jesus, na observância domínica; 1572 - passam à obediência da ordem franciscana; 1576 - o clima insalubre força a comunidade a transferir-se para dentro de Abrantes, ocupando inicialmente a ermida de Santa Ana e várias casas a ela anexas. As obras do novo convento, iniciadas com o dinheiro da venda da primitiva sede, são em breve interrompidas; 1581 / 1621 - as obras prosseguem, com o apoio régio de Filipe I, passando a Câmara a dar para as obras, anualmente, 20.000 réis; 1620 - instituição de um vínculo perpétuo pelo fundador da capela-mor, Manuel da Silveira Frade; 1809 - as freiras abandonam o convento, cuja existência ficara comprometida pelo traçado das obras de fortificação da vila, sendo transferidas para o mosteiro de Via Longa; 1835 - a igreja e o coro baixo são cedidos à Câmara Municipal de Abrantes para aí instalar o Teatro Tabuciano, conhecido mais tarde como Teatro Taborda, passando depois para o exército.
 
Tipologia
Arquitectura religiosa, renascimento. Pórtico com decoração e proporções renascentistas.
 
Características Particulares
Não definido
 
Dados Técnicos
Não definido
 
Materiais
Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e caiada; cantaria calcária no portal; cobertura em telha cerâmica.
 
Bibliografia
CÂNCIO, Francisco, Ribatejo Histórico e Monumental, vol. II, s.l., 1939; MORATO, Manuel António, CAMPOS, Eduardo (notas críticas de), Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes, 2ªed., Abrantes, 1990; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém, vol. III, Lisboa, 1949.
 
Documentação Gráfica
DGEMN: DSID
 
Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID
 
Documentação Administrativa
Não definido
 
Intervenção Realizada
1990 - obras realizadas pela Paróquia de São Vicente, com o apoio da Câmara Municipal de Abrantes e da Igreja alemã - consolidação dos paramentos; reboco e pintura; entaipamento das capelas laterais; revestimento do pavimento da nave com painéis de cortiça.
 
Observações
* DOF..." (teatro velho) e o pátio (antigo claustro) das 3 cisternas que lhe fica na retaguarda". 2. Apesar de muito adulterado, é ainda possível definir uma tipologia do conjunto arquitectónico - igreja de nave única, cabeceira originalmente formada por capela-mor e capelas absidais, com duplo coro, alto e baixo, claustro adossado à igreja, do lado N., inicialmente rodeado pelas instalações conventuais.
 
Autor e Data
Rosário Gordalina 1990 / Isabel Mendonça 1995
 
Actualização
Cecília Matias 2006

 

 Nota: Não foi possível apurar o Autor e datas das Fotos

 

 



publicado por porabrantes às 22:37 | link do post | comentar

Do nosso colaborador e amigo Dr.Paulo Falcão Tavares recebemos o seguinte texto que publicamos com o maior agrado. Assinalamos que o Dr. Falcão Tavares, historiador e bibliófilo é um dos primeiros signatários da petição on-line contra a destruição de São Domingos pela bárbaro projecto de Carrilho da Graça.

 

 

 
800 anos da Ordem de S. Francisco no Mundo 1209-2009,  e as Clarissas de Abrantes.
 
      Abrantes teve a enorme graça de ter um Mosteiro da Ordem Franciscana, de Santa Clara de Assis, na sua cidade, restando hoje a enorme Igreja Conventual e o antigo claustro com suas cisternas. Com imensa pena digo que a moldura Renascentista da Igreja está em avançado estado de degradação e que urge que a Câmara o recupere, já que a difunde por todos os meios que pode para se promover a si mesma…
     Estas monjas vivem ainda hoje o ideal de pobreza evangélica tal como na sua origem, em total clausura e contemplação. A foto que publicamos (e que pertence às monjas clarissas de Nossa Senhora da Esperança de Montalvo) representa a comunidade de Monjas Clarissas do mesmo Mosteiro , que pertencem à mesmo Ordem do Mosteiro da Esperança de Abrantes. São estas senhoras religiosas descendentes do nosso único Mosteiro feminino abrantino ainda de pé.
 
  
(Foto retirada do blogue Grupo de jovens Estrela Polar de Montalvo). Aqui poderá ler mais informações sobre o Mosteiro de Constância 
      Em primeira mão fica aqui o desafio, já que o imóvel pertence às Irmãs Doroteias e está absolutamente devoluto, porque não se faz uma exposição permanente com um centro interpretativo sobre a Ordem das “pobrezinhas de Assis”. Já que em Abrantes esta comunidade religiosa ajudou a população durante séculos, desde a sua introdução em 1548, curiosamente devido a uma peregrina lisboeta que ia para Jerusalém.
      Recordo que esta Ordem foi expulsa de Portugal por decreto em 1834 (onde tinha cerca de 100 mosteiros) e que regressaram em 1928 contando hoje com 10 Mosteiros femininos em Portugal. Este de Montalvo é um deles e que temos muito interesse que se mantenha por muitos e longos anos nesta terra sempre católica.
 
BEM HAJAM     
 
 
Paulo Falcão Tavares

 

  



publicado por porabrantes às 22:18 | link do post | comentar

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