Quinta-feira, 11.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é por nada mas a lápide de  São Domingos honrando estes bravos onde está?

 

 

 

textos de Diogo Oleiro no Jornal de Abrantes

 

 

 

https://www.facebook.com/carvoeiro/posts/741245439274364

 

 

Dava muito trabalho encontrar a família do Sargento Artur de Sousa e exibir numa vitrine a Cruz de Guerra e as outras medalhas?

 

MN



publicado por porabrantes às 22:59 | link do post | comentar

Segunda-feira, 18.08.14

 

 

A foto diz tudo. Isto era a entrada do Quartel de Infantaria de São Domingos, antes de ser mudado para São Lourenço

 

 

 

 

O estado de conservação do convento é lastimável e as suas entranhas são testemunho de abandono e exemplo do que não deve ser  a conservação dum imóvel de interesse público, que além do mais é propriedade pública

 

 

 

 

Volto ao início, o estado daqueles azulejos, que foram ali colocados pelo Exército português para homenagear e recordar os seus mortos na Grande Guerra , que nos leva a pensar????

 

Um país que trata assim os seus mortos e os seus monumentos que futuro tem?

 

Que educação tem?

 

900.000 €, números arredondados, pró Carrilho projectar uma torre abjecta, zero euros para preservar o painel de azulejos aos mortos de São Domingos de Abrantes.

 

Vale a pena seguir?

Só para dizer os créditos das imagens, que se reproduzem com a devida vénia

Azulejos-Tubucci

Quartel de São Lourenço-Major General António José Maia Mascarenhas in

 

A Engenharia Militar Portuguesa, Evolução e  Acção no 3ºQuartel do Século XX-Ordem dos Engenheiros

 

Interior do Convento -Artur Falcão

 

 a redacção 



publicado por porabrantes às 11:40 | link do post | comentar

Quinta-feira, 26.06.14

O doutor Fernando Oudinot Larcher Nunes, actual professor no IPT, proferiu este discurso em 1982, na Assembleia da República, enquanto deputado pelo CDS (que ainda não era popular....bons tempos). As palavras do nosso amigo e ilustre intelectual continuam válidas e são uma vibrante condenação de atentados ao património como a miserável e plebeia torre de betão com que a CMA e o Carrilho da Graça queriam destruir o Convento de São Domingos.

 

 

 

 

 

Proximamente por iniciativa deste prestigiado intelectual (colega do Oeesterbeck que devido à sua origem geográfica não sente o património português) será celebrado um colóquio na Sociedade de Geografia sobre a História da Ordem Dominicana, e onde o dr.Paulo Falcão Tavares, abordará o miserável atentado ao cenóbio abrantino.

 

(....)

 

 ''Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo,

 

 

Srs. Deputados: Se o poder materializa a sociedade em Estado, a cultura é um dos mais vigorosos elementos de materialização da sociedade em comunidade. Esta funda-se pois naquela e ao adquirir a intemporalidade identifica-a.

Não merecerá, pois, discussão o saber do dever a fazer sobreviver, reviver, projectar e desenvolver o património cultural entendido no seu sentido mais lato.

Srs. Deputados, este dever tem sido infringido, malgrado os esforços realizados por alguns. Batida por vagas fortes de intempérie, votada ao esquecimento, essa herança que nos foi legada com o dever de transmissão tem sofrido um visível empobrecimento.

As normas positivadas desde o decreto de D. João v, que previa a salvaguarda das antiqualhas do Reino não tem sido suficiente para superar a destruição.

No presente, assumindo quer a forma passiva de incúria de impreparação e de ignorância, quer a adversidade positiva do surto demográfico e do lucro fácil, adiciona-se-lhe, por vezes, o desinteresse e mesmo a cumplicidade de certos titulares de entidades públicas facto que não pode deixar de merecer uma vigorosa reacção.

Os serviços públicos encarregados do património, ainda que contando pessoas dedicadas, são insuficientes e os primeiros a lamentarem a sua incapacidade de chegar a todos os pontos a que seria necessário.

São de todos conhecidas certas situações. Ainda há poucos dias recebi uma resposta esperançosa a um requerimento sobre a instalação do museu de Leiria de que algumas peças continuam a apodrecer no chão térreo. Mas já é decerto tarde para salvar, por exemplo, azulejos hispano-árabes que foram há uns anos no entulho, durante obras realizadas nas instalações onde se encontrava armazenado, o mobiliário apodrecido irrecoperavelmente e a pintura sobre vidro partida.

E permita-se-nos aqui referir também a título exemplificativo do património arquitectónico, a antiga igreja, do convertido em moagem, Convento de S. Francisco, em Leiria, cuja recuperação só agora se vai iniciar; a Quinta dos Marqueses de Belas, antiga residência real, cujo processo de deteriorização se vai acentuando, para não falar já do tão citado caso de Tibães ou do, transformado em aviário do exército, Convento dos Capuchos de Leiria, de que foram levantadas tampas sepulcrais nos claustros para plantar couves nos canteiros que outrora religiosamente haviam sepultado os frades.

Para alguns dos mais familiarizados com a legislação do património, a técnica tornou-se mesmo em permitir a destruição pelo mero abandono, por vezes com criminosa ajuda, para deixar de se justificar a classificação e a consequente protecção. Á política do facto consumado é hoje, neste campo, uma realidade infelizmente consagrada: depois da destruição invoca-se a inutilidade da classificação e consuma-se legalmente o que já fora preparado materialmente.

Srs. Deputados, não nos podemos iludir. Á verdade é que dez anos como estes últimos são passíveis de fazer quase desaparecer o pequeno património que faz a riqueza do nosso país.

E se referimos aqui o pequeno património, fazemo-lo porque os grandes monumentos, esses - supomos - não oferecem dúvidas na sua preservação.

Mas em Portugal o património não se consubstancia apenas nos grandes edifícios, assumam eles a grandeza dos Jerónimos, Alcobaça ou Batalha; em Portugal o património identifica-se também profundamente com a alma e a gentes, nos pelourinhos e nos cruzeiros, nos solares e nas habitações rurais, nas igrejas e nas capelas, na azulejaria e nas pedras armoriadas, nos arquivos e nas bibliotecas, no artesanato e no folclore, nos quarteirões contemporâneos e na arqueologia industrial.

Em Portugal o património é um pouco de todos nós que se vem esculpindo por formas variadas ao longo de uma demorada evolução.

Foram, aliás, situações como as supra mencionadas que vieram a traduzir-se, por forte reacção comunitária, no aparecimento de numerosos pequenos grupos de preparação assimétrica cujo objectivo é propugnar pela defesa dos valores históricos e culturais das suas regiões.

A defesa do património assume hoje, assim, por vezes, o carácter de polémica aguerrida entre quem sofre com sensibilidade a morte do irrecuperável, e indivíduos e entidades para quem outros escalões de interesse superam estes valores.

Conhecemos as dificuldades do Estado, das autarquias e dos particulares e julgamos que devemos pesá-las no equilíbrio das realidades, sendo esse também um aspecto que, a fim de evitar mais profundas fricções, qualquer lei base deve considerar e que a legislação complementar deve regulamentar, sob pena de ficarmos nos belos princípios… sabemos dos poucos recursos dos proprietários públicos ou privados e dos ónus impostos sem compensação.

Da situação a que se chegou permita-se-nos referir aqui dois casos que pela proximidade nos estão ligados. O caso já aqui falado da Torre de Tombo, cujas precárias condições são de todos conhecidas e em cujas instalações um incêndio faria desaparecer oito séculos de história sem meios de defesa adequados e para o qual só recentemente se começou a olhar em termos de eficácia, e Museu desta Assembleia, de que outro dia tive oportunidade de ver a principal estátua com os seus metros de altura, de gesso, à chuva, num depósito ao ar livre onde permanece desde que daqui foi levada.

 

  

 

 

 

(...)

 

 

Nos imóveis ao lado da classificação de monumentos que vem substituir os dois graus existentes de monumentos nacionais e de imóveis de interesse público, que não tinham a justificá-los regimes jurídicos significativamente diferentes, surgem os conjuntos e sítios que permitirão uma mais eficaz e integrada defesa do património. (...)''

 

 

MN



publicado por porabrantes às 22:09 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12.06.14

   

 

 

Presta-se hoje homenagem ao  museólogo D.Fernando de Almeida que se impôs ao Ministro da Justiça Prof. Antunes Varela (primo por afinidade do arquitecto Doutor António Castel-Branco) mostrando-lhe que era um crime urbanístico demolir São Domingos de Abrantes, para lá meter um Palácio da Justiça

 

  Lixeira cá de casa

 

O Prof. Antunes Varela compreendeu o valor do monumento e suspendeu a demolição. No Arquivo da CMA terá de haver carta dirigida a Agostinho Baptista por D.Fernando de Almeida, neste sentido.

 

Na Internet é fácil encontrar dados com a biografia destes homens cultos e civilizados. Qualquer elogio aqui deixado seria uma retundância, mas Abrantes ficou-lhes a dever a salvação dum convento.

 

MN



publicado por porabrantes às 23:11 | link do post | comentar

Quinta-feira, 17.04.14

Publicam-se as duas páginas iniciais do ''estudo preliminar- ante projecto do Centro-Cívico Cultural no Convento de São Domingos'' da autoria do Prof. Duarte Castel-Branco. Num momento em que querem arrancar mais um pedaço de São Domingos, continuando a trágica história da destruição do património de Abrantes que ao longo de séculos arrasou a nossa herança, recorde-se o aviso, com sabor a triste  presságio, do Professor Castel-Branco, no final da década de 60.

A obra que citamos, anotada à mão pelo Professor,  contém ainda um valioso estudo histórico sobre o Convento da autoria do consagrado museólogo Vítor Pavão dos Santos que o Baptista Pereira nem se deu ao trabalho de consultar para escrever o medíocre arrazoado que assinou sobre a História de São Domingos de Abrantes.

Como o então licenciado Carrilho da Graça não se deu à obrigação de respeitar os direitos de Autor do Colega.

Sobre quem quer retirar mais uma parcela do nosso passado histórico só direi que não me admira, foram os mesmos que derrubaram as muralhas do Largo da Feira  e que pagaram ao Baptista Pereira e ao Carrilho.

 

 MA

 

 

 

 

 

 

 

 

 convento 2.jpg

 

 

 

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 19:44 | link do post | comentar

Quarta-feira, 16.04.14

Um imóvel classificado como o Convento de São Domingos é um todo (e inclui naturalmente a sua cerca). Para o reabilitar gastou a CMA mais de um milhão de euros em projectos com o arq. Carrilho da Graça, sobre o que se falou aqui largamente.

 

 

O objectivo era ''reabilitar'' (diziam eles) São Domingos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pois bem, pelo anúncio que fazem na Ordem de Trabalhos da Assembleia Municipal de 26 de Abril

 

 

  

 

 

 

 

querem desagregar parte da cerca histórica do Convento para lá meterem betão do novo e inútil Centro de Saúde a construir na velha garagem dos Claras.

 

Naturalmente a operação precisa de autorização da tutela visto tratar-se de imóvel de interesse público. Haverá parecer positivo da tutela???

 

 

(O Lar D.Leonor Paller de Viegas também está construído em parte da cerca de São Domingos, cedida pelo Estado à Santa Casa, há muitos anos)

 

 

Resta aos interessados e aos partidos inquirir, porque a operação só pode ser feita se houver esse parecer.

 

É portanto dever dos deputados municipais exigirem que seja exibida cópia do parecer da tutela do património.

 

De qualquer das formas trata-se dum crime cultural sem nome.

 

Duma barbaridade própria de gente que detesta o património.

 

Ainda na convocatória pede-se autorização para comprar o Colégio de Fátima. Ora a cacique já anunciou que o tinha comprado e divulgou o preço acordado.

 

Ou seja, fechou o negócio sem autorização da Assembleia, desrespeitando esta, a que atribuiu o estatuto de órgão a quem cabe apenas aplaudir o executivo.

 

E para sintetizar aplicou uma bofetada no Presidente da dita, que disciplinadamente oferecerá a outra face em próxima ocasião.

 

A Assembleia Municipal de Abrantes é tratada com o mesmo desvelo que o fascismo tratava a Assembleia Nacional, até lá aparecer a Ala Liberal liderada por Sá Carneiro.

Bem, só houve um deputado que antes da Ala Liberal animou São Bento, chamou-se Henrique Galvão e fez uma célebre interpelação a Salazar, sobre política ultramarina, que fez tremer a Ditadura.

 

in http://app.parlamento.pt/PublicacoesOnLine/DeputadosAN_1935-1974/html/pdf/c/carvalho_francisco_de_moncada_do_casal_ribeiro_de.pdf

Infelizmente na Assembleia  Municipal de Abrantes não há nenhum Sá Carneiro, nem sequer um Henrique Galvão. Mas há um émulo de Francisco Casal Ribeiro, aquele deputado que era mais marcelista que Marcello Caetano.

 

O émulo actual é o Gomes Mor. Curiosamente com mais habilitações literárias que o Casal Ribeiro, que só tinha o 7º ano dos liceus. Mas isso não significa que não fosse mais culto que o Mor. Casal Ribeiro nunca aprovaria porcarias como o negócio da RPP (como o Mor e o Armando Fernandes) ou aplaudiria o projecto carrilhista (como o Mor e o Armando Fernandes) de destruir São Domingos.

 

A forma como o Mor fez pungentes apelos à Mesa certa vez, para tentar impedir que deputados valentes, como  foi o caso do dr. Viana Rodrigues, demonstrassem preto no branco que Maria do Céu Albuquerque faltara à verdade no caso Jerico/Dias, só faz lembrar as atitudes de Francisco Casal Ribeiro, que se queixava que Sá Carneiro, Miller Guerra e outros fizessem a mesma coisa a Marcello Caetano. 

MA     

 

créditos. fotos desviadas ao nosso amigo Eduardo Castro 



publicado por porabrantes às 11:50 | link do post | comentar

Sábado, 22.03.14

''BIBLIOTECA MUNICIPAL ANTÓNIO BOTTO - ABRANTES

Morada: Convento de São Domingos 2200-343 ABRANTES

Início do Projeto – inauguração: 1987- 1993

Ano do Contrato-programa: 1987

Comparticipação da DGLAB:  € 192 380,00

 

      

PROJECTO

Tipo de encomenda: Adjudicação direta

Equipa Técnica:

Arquitetura -  Arq. Duarte Castelbranco

Fundações e Estruturas - Betar, Estudos e Projectos de Estabilidade, Lda

Instalações Elétricas e Telefónicas - ITEP, Instalações Técnicas, Estudos e Projectos, Lda

Instalações Mecânicas - ITEP, Instalações Técnicas, Estudos e Projectos, Lda

 

OBRA

Empreiteiro: Apolinário Marçal

Valor da adjudicação: € 448 645,30

 

CARACTERIZAÇÃO

Edificio integrado em edifício multifuncional

Tipo de obra: Recuperação de edifício existente

Área bruta de construção acima da cota de soleira: 1718 m2

Área bruta de construção abaixo da cota de soleira: 148 m2

Pisos acima da cota de soleira: 3

Pisos abaixo da cota de soleira: 1

 

Áreas úteis

Secção de adultos: n.d.

Secção Infantil: n.d.

Sala polivalente/Auditório: n.d.

Serviços Internos: n.d.''

 

Fonte Governo de Portugal

 

 Não se pode dizer certamente que o Humberto Lopes tenha feito a adjudicação da obra de construção civil a um amigo político. Segundo nos explicou o Prof.Castel-Branco a sua escolha foi devida a que só ele que estaria estaria capacitado para fazer o projecto num prazo excepcionalmente curto, já que fizera outro projecto para o Convento, no tempo do dr. Agostinho Baptista, e conhecia o edifício por dentro e por fora.

O prazo escasso pedido pela CMA para elaborar o projecto  foi devido a que a  CMA tinha de o entregar rapidamente à tutela, para se candidatar ao subsídio da Administração Central para o programa de Bibliotecas Municipais.

Sobre a qualidade da construção o Prof. Castel-Branco disse que a construção quinhentista dos frades era excelente e sobre a actual depois fez um sorriso, cujo significado a malta conhece.

Quando o Prof. Castel-Branco apresentou queixa contra Carrilho da Graça à Ordem dos Arquitectos por não lhe respeitar os direitos de autor

      

esta veio pedir uma certidão de que o projecto da Biblioteca era de Duarte Castel-Branco e bastava-lhe ter acedido a este site do governo português, para confirmar.

Da mesma forma responsáveis da CMA que  duvidaram destes direitos e  alguma funcionária ou avençada que chegou a atribuir o projecto da Biblioteca a outro arquitecto também o poderiam ter feito e a CMA tinha em arquivo esse projecto.

É coisa que trataremos em breve.

 

 

 arq. Beatriz Noronha do atelier do arquitecto António Castel Branco

 

 

Quero recordar aqui o apoio de Duarte Castel-Branco ao João Rodeia, quando este se candidatou e venceu a dirigente da Ordem dos Arquitectos, depois das eleições anteriores terem sido anuladas pelos tribunais.

 

 

Quero ainda recordar que o Rui Serrano, execrável vice-presidente no mandato anterior, tinha perfeito conhecimento de que Duarte Castel-Branco era autor do projecto da António Botto como se prova aqui.

 

 

 

 

Finalmente (e por agora) direi que a queixa na Ordem se encontra ao cuidado do Arq. Doutor António Castel-Branco, ilustre abrantino e agora membro da CPC do PSD abrantino.

 

Fica isto por aqui?

 

Não fica.

 

Aproveito o momento para agradecer o apoio de tantos amigos e peticionários,

 

 

**PETIÇÕES** museu ibérico

 

exemplificando-o também apoio de três ou quatro blogues de tantos que nos apoiaram, o Ânimo do António Colaço, o Cidadão Abt, a Tubucci e o  sr. dr. Fernandes.  

 

 

Finalmente não temos nada a agradecer nem a autoridades políticas nem religiosas nem  à sociedade civil e termino citando o Embaixador Seixas da Costa que acaba de postar no facebook isto:

 

 http://31daarmada.blogs.sapo.pt/nova-casa-de-chines-com-visto-gold-tem-6231888

 

 

''

Que raio de arquitectura! Uma coisa destas ao lado do liceu Camões, numa praça que tinha uma escala média equilibrada?! Já tenho saudades do prédio da Faculdade de Veterinária!''

 

E pergunto que estamos a fazer às nossas vilas e cidades?

 

MN

 

 



publicado por porabrantes às 19:28 | link do post | comentar

Terça-feira, 21.01.14

Em meados do século XIX houve uma razia sobre os conventos de Portugal. Para onde foi parar o ouro, a prata e as jóias que ao longo de gerações doações pias tinham acumulado nos cenóbios?

 

Temos uma fonte da época que nos explica alguma coisa sobre o que aconteceu a parte desse tesouro, porque outra  levou descaminho, como acontece agora às empresas privatizadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este livro dá-nos alguma explicação, tentando fazer o ponto da situação nacional em 1842, sobre o que aconteceu aos tesouros dos conventos.

Tem muitas referências sobre a região e era bom que os estudiosos o consultassem.

 

Mas o post só vai dedicado a São Domingos de Abrantes

 

DGMN 1967

 

 

Que ouro, prata e jóias foram inventariadas no Convento?

 

 

contas conventos sao domingos.bmp

 

 

 Isto foi o que o Estado conseguiu inventariar.

 

Que lhe fez?????

 

 

 

 

Uma rápida vista de olhos permite descobrir que os principais beneficiários dos objectos de metais preciosos levados de São Domingos  foram, por esta ordem:

 

a) Santa Casa da Misericórdia de Abrantes

 

b) Diocese de Portalegre

 

c) Paróquia de São Vicente 

 

d) Paróquia das Mouriscas.....etc

 

Se hoje se  perguntasse aos responsáveis das instituições, que receberam os objectos de metais preciosos, vindos de São Domingos, onde é que está este espólio, que resposta se obtinha?????

 

Não vou ser hipócrita e omitir que  pelo menos a passagem da administração das paróquias para mãos laicas, nomeadas pelo PRP, depois de 1910, levou a que os objectos de metais preciosos destinados ao culto, tivessem outra tutela e caminhos às vezes surpreendentes.

 

A única instituição que resistiu à ofensiva laica  republicana foi a Misericórdia.

Mas isto não obsta a que pergunte aos Senhores Párocos e às Comissões Fabriqueiras das Paróquias que receberam o espólio de São Domingos, há inventários dos Bens das Igrejas?

Feitos cada ano?

Houve objectos roubados?

Quais?

Ainda resta algo do tesouro dos frades????

E naturalmente a pergunta também se faz às outras instituições.....

MN 

     



publicado por porabrantes às 14:07 | link do post | comentar

Sábado, 09.11.13

O abrantino Prof. João Manuel Bairrão Oleiro além de um dos maiores vultos da arqueologia romana em Portugal, foi um dos homens-bons que ajudaram a evitar a demolição do Convento de São Domingos em meados da década de 60 do século XX. O post na sequência de outros é naturalmente uma evocação desta figura marcante da Cultura portuguesa.

 

 

 

 

 

 

mn



publicado por porabrantes às 17:07 | link do post | comentar

Quinta-feira, 25.08.11

Na ânimo (para ir lá carregue no link da direita)

 

o ex-Presidente da CMA eng.José Bioucas fala da história da RAL e pronuncia-se

 

contra o miserável e asqueroso projecto do

 

Carrilho da Graça

 

um trabalho do nosso amigo António Colaço

 

 

 

 

vão estes gajos ( se perguntarem se gajos é depreciativo, já está aqui a resposta, é, a malta despreza a esquerda do Bento 17, que é a esquerda do Kapital) declarar o eng.Biouvas ''persona no grata'' (no caso de se saberem uns rudimentos de latim..) 

A ler sem falta

 

amanhã mais desenvolvimentos

 

trabalho para o Miguel Abrantes

 

Um abraço ao eng. Bioucas e ao António

 

Marcello de Noronha, abrantino

 

 



publicado por porabrantes às 23:03 | link do post | comentar

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