Quinta-feira, 05.01.17

Diogo oleiro.jpeg

Diogo Oleiro foi o maior arqueólogo abrantino do seu tempo e o lugar foi herdado pelo filho, o Prof. Doutor João Manuel Bairrão Oleiro.

A primeira atestação pública do mérito de Diogo Oleiro é de José Leite de Vasconcelos.

Mas Diogo Oleiro nunca andou em nenhuma Universidade.

Estes autores, Davide Delfino, Nuno Queiroz, Filomena Gaspar e António Martiniano Ventura resolveram que Diogo Oleiro era licenciado.

licenciatura oleiro.png

Neste estudo com vasta bibliografia, onde até se cita a Isilda, é obra citar a Isilda num trabalho universitário!, garantem à comunidade académica que o escrivão do Tribunal de Abrantes era licenciado.

licenciatura oleiro 2.png

A coisa tem mais agravantes porque Filomena Gaspar (licenciada) é a responsável pelo Museu Dom Lopo, fundado por Diogo Oleiro e devia saber saber algo da biografia do Mestre abrantino.

E os outros ( excepto o jovem Queiroz) também tinham essa obrigação.

Mas saiu, sonoro, o disparate.

Na bibliografia abunda a Isilda, e é omissa acerca de João Manuel Bairrão Oleiro e de Mestre Diogo.

Não é que Diogo Oleiro precisasse de ser licenciado, ele era homem para dar respostas à António Champalimaud.

Tendo um aborígene (1) chamado Engenheiro ao milionário, este ficou furioso e deu-lhe uma reprimenda. Como é que lhe chamo? Chame-me patrão.

A Diogo Oleiro bastava chamaram-lhe sábio.   

 ma

 

(por causa de licenciados daremos hoje ou amanhã uma prenda aos leitores) 

 

(1) aborígene (de ab-origine, os mais antigos habitantes de Roma, segundo Dionísio de Halicarnaso, segundo refere Mary Beard em SPQR- A History of Ancient Rome.) A Mary não se ofenderá de não lhe pormos os títulos académicos. É só catedrática em Cambridge. 



publicado por porabrantes às 19:58 | link do post | comentar

Sexta-feira, 09.12.16

José Segurado Pimenta do Avellar Machado era um oficial de cavalaria abrantino, inimigo declarado do fascismo.

josé segurado avellar machado.png

Diário de Governo, 31 de Agosto de  1911 

 

Como tal sofreu as represálias da canalha salazarista, sendo alvo dum processo político.

''' Faz violentas campanhas e difamatórias contra o estado novo. Inimigo declarado da situação'' (1936) (A.Histórico Militar)

Era filho do político e militar rossiense, General José Pimenta de Avellar Machado e de D.Maria Bárbara  Ferreira Segurado.

Que carreira teve?

Em 1925 estava em Macau, onde deve ter sido contemporâneo do futuro tenente-coronel João Villas-Boas Castel-Branco, que ali estava com a mulher, a nossa querida D.Maria Cristina Ataíde Castel-Branco. .

Foi nomeado promotor de Justiça junto do Tribunal Militar Territorial em 1925

avellar 5.png

 

(Arquivo de Macau)

 Era certamente um homem temperamental.

Em 1926 teve uma auto por ofensas corporais voluntárias . Era acusado de ter ido à cara a outro tenente.

 

Em 1924 tinha sido proposto, quando era tenente do Estado-Maior, para ser condecorado com a Ordem de Avis. Não lhe foi dada a condecoração. (Arquivo da Presidência da República)

 

Morreu Governador de S.João Baptista de Ajudá em 1941.

 

Teve três irmãs D.Georgina Avellar Machado Soares Mendes e D.Maria Leopoldina Avellar Machado e ainda D.Maria Bárbara Avellar Machado. A primeira foi a que viveu toda a vida na Cidade e que teve um importantíssimo papel em obras de assistência social católica, designadamente na Sopa dos Pobres e no Patronato Santa Isabel.    

 

Assim de repente, sem fontes primárias, é o apontamento que se pode traçar dum capitão reviralhista, cuja nomeação em 1938 para governar um pequeno enclave na Costa do Daomé, tem todo o sabor a castigo e a exílio.

 

Uma breve vista de olhos a Diogo Oleiro diz-nos no indispensável ''Abrantes Cidade Florida'', que o capitão Avellar Machado ''faleceu  prematuramente na fortaleza de S.João Baptista de Ajudá''' e que tinha três irmãs (pp. 108).

 

Vou ver a publicação actualizada do Doutor Candeias Silva, ''História Cronológica do Concelho de Abrantes (da pré-história a 1916)'' e diz o que se transcreve

 

pimenta avellar.jpg

Diz o autor que o General Avellar Machado teve 3 filhas e esqueceu-se do irascível capitão que detestava Salazar.

Sustentou Alves Jana que os ''textozinhos'' do Diogo Oleiro eram mitológicos e alistou-se com o Candeias para montar uma nova '''narrativa'' da história abrantina.

Ainda não li, mas se a narrativa é como a da ''História Cronológica do Concelho de Abrantes (da pré-história a 1916)'''......arriscamo-nos a que desapareçam mais capitães anti-fascistas.

Já sei que as minudências genealógicas são complicadas, mas se tivesse sido editada a obra vencedora do Prémio Eduardo Campos, do dr. António Graça Pereira ( que ganhou o prémio, apesar de Candeias Silva) já havia uma base de dados fiável de genealogia abrantina, e não havia necessidade da ''nova narrativa fazer a D.Maria Cristina de Ataíde, ser filha dum Visconde regenerador.

ma

bibliografia : General Avellar Machado, por Diogo Oleiro, no ''Abrantes Cidade Florida''

Governo do Benim (ex-Daomé)

 

ps-Se alguém tiver dados sobre o casamento e descendência do capitão Avellar Machado agradece-se.

  

 



publicado por porabrantes às 17:32 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.07.16

carla alferes pinto.png

Nesta tese de doutoramento da Universidade Nova de Lisboa (a melhor Universidade do país) a Senhora Doutora Carla Alferes Pinto fez o favor de citar este blogue, a propósito do inestimável trabalho que Luís Keil,  em colaboração com Mestre Diogo Oleiro, realizou na defesa do Património Abrantino, lá nos anos 17-20 do remoto século passado.

keil oleiro.png

Na tese citada há interessante informação sobre o Património desta cidade, que gente ignara tem vindo a vilipendiar  , assessorada por quem, por vis motivos, chamou ''plagiador'' a Diogo Oleiro.

Há quer ler a tese com atenção, coisa que se começou a fazer.

O nosso obrigado à Senhora Doutora Carla Alferes Pinto, cuja obra é já uma referência na História de Arte lusa e para mais gozo, que defendeu a tese numa Universidade, onde este ramo da História, teve como iniciador, o Prof. José Augusto França e uma digna herdeira na Professora Margarida Accioli .

ma

 

 



publicado por porabrantes às 19:54 | link do post | comentar

Domingo, 03.07.16

guia 16.png

guia 17.png

Termina-se aqui a descrição de Abrantes no Guia de Portugal (1929) pelos autores referidos.

Leiam e meditem.

ma



publicado por porabrantes às 20:01 | link do post | comentar

Segunda-feira, 16.05.16

O Guia de Portugal foi um marco essencial na descrição de Portugal nos anos 20. A descrição de Abrantes foi feita por Diogo Oleiro e Reynaldo dos Santos (parte artística)

Reynaldo_dos_Santos.jpg

abrantes 1 guia.png

 

abrantes 4 guia.png

 

abrantes 2 guia.png

 

 

guia 5.png

 

 usou-se a reedição da Fundação Gulbenkian

 

Sobre o Guia leia aqui a opinião do Embaixador Seixas da Costa

 

O Guia está on-line numa página da Fundação.

 

mn

 

ma

créditos: Reynaldo dos Santos. wikipedia

 

 



publicado por porabrantes às 17:26 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12.05.16

Nesta publicação do cpt.ipt citam-se escavações no Castelo e achados vários.

 

castelo escavações.png

 São autores:

escavações castelo 2.png

Não ficava mais bonito dizerem que os achados dos anos 50 foram encontrados sob a égide de Diogo Oleiro e que as escavações de 1986 decorreram sob a responsabilidade, salvo erro, da reputada arqueóloga Maria Amélia Horta Pereira?

 

mn 



publicado por porabrantes às 15:33 | link do post | comentar

Sexta-feira, 29.04.16

casa diogo oleiro.jpg

Segundo a Tubucci a Casa onde morou Diogo Oleiro vai ser demolida.

 

casa de diogo leiro.png

 e há que mexer-se

 

na ''intervenção'' podem ir ao ar  as ruínas quinhentistas  da Capela de Santo Amaro, no quintal fronteiro, cujo patrono  reside  agora em São Vicente ver esta foto da Fundação Mário Soares,  

santo amaro chicó.png

 

Fundação Mário Soares

 

ruínas de santo amaro.jpg

 

 

 



publicado por porabrantes às 16:30 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.04.16

diogo oleiro 1911.png

Era Março de 1911.

O jovem militante republicano Diogo Oleiro era nomeado para o lugar de ajudante do oficial do registo civil de Abrantes.

A generalização do registo civil tinha sido estendida a todo país pelas leis de Afonso Costa. Até 5 de Outubro de 1910 essas funções eram desempenhadas pelos párocos para toda a população católica (já havia um registo civil que abarcava apenas quem não fosse católico, uma ínfima minoria no país. Em Abrantes, contudo havia uma pequena população protestante).

O Registo Civil obrigatório roubava uma grande fonte de receita aos párocos, que cobravam grossos emolumentos por passagens de certidões e outras burocracias relacionadas com os actos relacionados com este âmbito.

Foi nesta época que os livros de assentos de baptizados (etc) passaram das Igrejas para as Conservatórias.

Lá se ia a principal fonte de receita do padre Raposo e dos outros colegas. Tinham razão para estarem chateados.

ma



publicado por porabrantes às 09:35 | link do post | comentar

Sábado, 20.02.16

padre antiguidades.png

J. Leite é o eminente historiador e pensador Leite de Vasconcelos, que nesta carta a António Eusébio Benito Maçãs, importante proprietário de Portalegre e curioso de coisas romanas, lhe fala dum padre envolvido em compra e venda de antiguidades.

 

O António Eusébio comprava peças romanas aos campónios alentejanos para as mandar a Leite, para o Museu Arqueológico de Belém. Na correspondência surgem nomes abrantinos e dos arredores também interessados nestas coisas, o Dr.Lino Neto, o político do Centro Católico, que era do Mação e o Dr.Santana Marques, influente político e médico abrantino, radicado em Portalegre.

 

Também aparece Leite de Vasconcelos a ser intermediário da venda de terrenos do Estado ao Maçãs, e metido no ''negócio'' o eterno deputado do PRP de Portalegre, dr.Baltazar Teixeira.

baltazar.png

 

Todos já aqui foram abordados e até saiu o seu retrato.

 

Nos negócios havia que ter cautelas para afastar competidores

severino 3.png

Antes do Leite de Vasconcelos vir para Abrantes, onde o seu anfitrião foi Diogo Oleiro, como já se viu,

Diogo oleiro.jpeg

 

 

o Maçãs mete-lhe uma cunha para que um aluno seja passado num exame de latim, no Liceu de Castelo Branco, o Leite mete a cunhazinha, mas o aluno é muito fraquinho e a cunha não serviu para grande coisa

pignatelli.png

Vida quotidiana, troca de confidências, tudo menos política (não vá o pessoal chatear-se por causa da porca, porque os mencionados andavam por formações partidárias que se odiavam) se mistura nestas cartas deliciosas, publicadas por estes autores, neste artigo,da qual se reproduzem extractos com a devida vénia 

ammaia.png

 A maior parte dos objectos comprados por Maçãs para Leite fazem parte hoje do Museu de Belém e eram provenientes da cidade romana de Ammaia.

 

Não consegui descobrir o nome do padre envolvido na compra e venda de antiguidades, mas não será difícil de o encontrar depois de ler mais umas coisas. Leite de Vasconcelos apontava tudo. Como Diogo Oleiro. Atenção isto passa-se em 1916 e 1917, e mais não digo. Se algum sacerdote actual quiser enfiar a carapuça que enfie. Até ao cabeção se quiser.....

 

`ma



publicado por porabrantes às 21:04 | link do post | comentar

Sexta-feira, 01.01.16

1916-2.jpg

 

1916-4.png

 a primeira imagem é de um artigo sobre a elevação da Vila a Cidade, dá uma castanha ao João Damas pelo estado das Igrejas, propõe S.João para Museu (ideia de Diogo Oleiro) e recomenda para compra de souvenirs a ''Casa Abrantina''

 

Na página seguinte lá está a publicidade oficial

 

Isto foi em 1916

 

As mesmas práticas continuam hoje florescentes na Imprensa

ma



publicado por porabrantes às 16:59 | link do post | comentar

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