Quinta-feira, 12.11.15

 

Publico aqui o que certamente foi o mais importante artigo de História abrantina, surgido nos últimos 30 anos.

É da autoria do dr. Joao Nuno Serras Pereira,velho e prezado amigo,  já falecido, político abrantino a quem devo e devemos muito.

joao nuno foto.png

joao nuno henrique augusto.jpg

Foi publicado no boletim clerical Nova Aliança em 15-9-94, e é uma defesa acérrima da gestão de Henrique Augusto da Silva Martins e do seu vice-presidente França Machado (avô por exemplo do falecido militar de aviação Rui Burguete, grande abrantino) contra os que os derrubaram, a facção do Dr.Manuel Fernandes.

 

Pelos vistos o dr. Serras Pereira nunca leu o inquérito. Também é verdade que nunca terá sido foi publicado mas estava em certa casa.

E também é certo que, devido à influência política que teve, que o dr.Serras Pereira poderia ter tido acesso a ele. 

O Eduardo Campos diz que por exemplo, citando o ''Jornal de Abrantes'', que se apurou que os camarários ''exigiam importâncias para a recuperação da liberdade ou para evitar ser preso''.

Isso foi a 1 de Novembro de 1944. A 6 de Novembro era dissolvida a Polícia Municipal.  

Em 1 de Maio de 1945 é dissolvida a vereação.

cma dissoluçao.png

 Para mim a novidade no texto (que reencontrei arrumando papéis) é que os inquiridores teriam sido o Tenente Coronel João de Villas-Boas Castel-Branco e  o Major Dias Leite. O primeiro é o pai de Duarte Castel-Branco, o segundo foi comandante de Tancos e foi um ás da aviação.

O Eduardo Campos confirma que no inquérito esteve o Dias Leite, mas não fala do nobre fidalgo da Figueira da Foz, ou seja do  Tenente Coronel João de Villas-Boas Castel-Branco, e adianta outro nome capitão Joaquim Borrego.

O Borrego está aqui, mas ainda era um puto. Era escuteiro, em 1915 no Olival Basto.

borrego 1915.png

Se o querem mais velho, aqui está:

borrego 1984.png

o Capitão Borrego já deve ter falecido, a foto é de 1984. 

Quem tem razão?

Só o acesso ao documento original é que pode dar pistas.   

dias leite.jpg

O dr. Serras Pereira levanta a suspeita da sua parcialidade. Não acredito em coisas políticas na imparcialidade de ninguém. Também sei que a CMA foi dissolvida, porque caiu primeiro o Governador Civil de Santarém Dr.Eugénio Mascarenhas Viana de Lemos que foi substituído pelo então major,depois brigadeiro Lino Valente. Caiu o Lemos mas só um poucochinho, porque em 1947 já era Governador Civil de Coimbra.

eugénio mascarenhas de lemos my heritage.jpg

 

O Dias Leite era um fanático de Santos Costa e depois da morte do General Godinho, fez um discurso de canonização do Costa, em Tancos, que o Jornal de Abrantes transcreveu na primeira página, garantindo ao Mundo Civilizado que o algoz de Palmira Godinho, nunca tinha sido nazi.

Admito que entre a assistência estivesse outro abrantino, o General Mesquitella, a bater palmas..... 

 

O meu amigo João Nuno diz depois que nesta época subiram os militares ao poder em Abrantes, e refere dois nomes que são henriquistas: o capitão Júlio Serras Pereira, que ficou a defender os interesses da sua facção na Santa Casa e o capitão integralista Costa Andrade que fica no Grémio. Estes porém perdem poder e são dos derrotados. Mas em 1948 o Júlio já é Vice-Presidente da CMA. E o Andrade será Vice-Presidente em 1961. Mas já tinha sido Administrador do Concelho em 1932, quando a situação henriquista se afiança.

Uma das peças da sua estratégia foi pedir a proibição do Jornal de Abrantes, como órgão subversivo, por ser favorável a Manuel Fernandes. (1)

costa andrade.png

Tanto como eu  sei e o dr.João Nuno sabia ,foi um Homem às direitas. Embora

Com um curioso feitio. A coisa que mais o irritava era que D.Duarte Nuno falasse com um terrível sotaque alemão, e dizia gastou tanto dinheiro o Pequito (2) a educá-lo e não há maneira.

Haveria que meter aqui mais fotos e fazer mais considerações. No estado da questão não sei se o pai do Duarte Castel-Branco foi dos militares que realizou o inquérito.

Só remexendo papéis é que o posso encontrar e naturalmente, como diria Vitorino Magalhães Godinho, indo às fontes primárias.

Espero que elas já estejam desclassificadas. Senão haverá que usar outros meios.

Isto é um esboço duma análise do assunto, a jeito de crónica. Suponho que dará pano para mangas. E que haverá coisas impublicáveis. Nós não somos como a sábia Isilda Jana que garantiu que Monsieur Dupin era um alcoólico incorrigível, só porque tem uma fotocópia dum documento não assinado, escrito alegadamente por um tipo que era um notório pílulas.

ma  

créditos: Eduardo Campos, Cronologia de Abrantes no Século XX

Joaquim Borrego: Escuteiros de Olival Basto

Dr.Lemos: My Heritage

Dias Leite: Ilustração Portuguesa

General Mesquitella: Wikipedia

Capitão Andrade: Assembleia da República

Dr. Serras Pereira:    Assembleia da República

 

(1) artigo de Eduardo Campos cujo recorte anda por algum sítio

(2) o importante dirigente integralista José Pequito Rebelo 

 



publicado por porabrantes às 18:37 | link do post | comentar

Já tinha visto isto

duarte_castel_branco.jpg

 É o melhor CV do Duarte

É publicado pela Associação dos Arquitectos Urbanistas Portugueses, quando lhe fizem uma homenagem em 2011, pela época em que o Arquitecto reduzia Rui Serrano a pó 

E com um CV destes o Zé Bioucas não o contratou para fazer o PDM de Abrantes
Andou mal o Zé Bioucas, ou foi o medíocre PS abrantino que não deixou.

 

 
Duarte de Castro Ataíde Castel-Branco

Nasceu em 1927. Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa. Consultor Permanente na orientação dos estudos de Planeamento Urbano e Regional da CPU Consultores.
 
1960            Diploma de Arquiteto (C.O.D.A.), sendo classificado com 20 valores "Com Distinção".
1962            Bolseiro da FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN, frequentou os cursos de Urbanística II do Instituto de Urbanística da Faculdade de Arquitetura do Politécnico de Milão e de Atualização em Urbanística da Faculdade de Engenharia do mesmo Politécnico de Milão.
1963            Estágio no Centre de Recherche d'Urbanisme (C.R.U.) do Ministério da Construção em Paris.
1964            É convidado pelo Município de Lisboa a participar na equipa chefiada pelo Arquiteto Georges Meyer-Heine para a elaboração do Plano Diretor da Cidade;
1966            Assistente do Professor Arquiteto João Andersen na cadeira de Urbanologia e II. (ESBAP)
1967            Anteplano Territorial de Ordenação Urbanística do Norte do Ribatejo; Regente das Cadeiras de Geografia Física e Humana na mesma Escola Superior.
1972            É convidado pela Direção Geral dos Serviços de Urbanização para participar no Grupo de Trabalho para a elaboração das "BASES DA LEGISLAÇÃO ORGÂNICA DO URBANISMO EM PORTUGAL", entregue em Maio.
1972            Vogal do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes.
1975            Presidente do Centro de Estudos de Urbanismo e Habitação Engenheiro Duarte Pacheco.
1978            É convidado pela Câmara Municipal do Porto para proceder à elaboração do diagnóstico do Plano Geral de Urbanização da Cidade, elaborado pelo Professor Arquiteto Robert Auzelle. Após concurso público é atribuída a elaboração do Plano Geral de Urbanização /Plano Diretor do Município, aprovado por unanimidade pela Assembleia Municipal e ratificado pelo Governo em 1993.
1980            Vogal da Comissão Instaladora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa.
1983            É nomeado pela Câmara Municipal do Porto seu representante para o Grupo de Trabalho designado pelo Ministro da Habitação, Obras Públicas e Transportes para estudo da "NOVA TRAVESSIA FERROVIARIA DO RIO DOURO" no Porto.
1985            Designado pela Câmara Municipal do Porto para representar o Gabinete de Planeamento Urbanístico no Júri de seleção do Projeto para a frente urbanística Parque da Cidade.
1986            Promove e coordena o Gabinete do Planeamento Urbanístico da Câmara Municipal do Porto.
1988            Eleito para o Conselho Diretivo da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa pelo Conselho Científico da Faculdade.
1989            Convidado a participar na Universidade Amiierest, Massachussets no colóquio sobre Arquitetura e Urbanismo, visita à Universidade de Boston, M.I.T. e à Faculdade de Arquitetura de Minneapolis.
1989            Convidado pelo Fórum Portucalense para o Seminário "O Investimento Imobiliário em Portugal" com uma conferência sobre "O Quadro Jurídico do Urbanismo".
1990            Apresenta à Assembleia Municipal do Porto o Plano Geral de Urbanização da Cidade, que é aprovado por todos os partidos políticos, sem votos contra.
1990             A convite da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa apresenta o Plano Geral de Urbanização do Porto integrando um ciclo de conferências e debates sobre metodologia, alcance e concretização de Planeamento Urbanístico.
1993/94        Aprovado o PGU/PDM do Porto, é premiado pela “Commission Européenne” e pelo “Conseil Europeen des Urbanistes” na atribuição dos “Prix Europeens de Planification Urbaine et Regionale”.
Desde 1990 Consultor Permanente na orientação dos estudos de Planeamento Urbano e Regional da CPU Consultores e nesta qualidade orientou os seguintes planos:
                 - Plano Diretor Municipal da Covilhã
                 - Plano Estratégico da Grande Covilhã (eixo TCT)
                 - Plano Diretor Municipal de Ferreira do Alentejo
                 - Plano de Urbanização da Grande Covilhã (eixo TCT)
                 - Plano de Pormenor da zona do Aeródromo da Covilhã
                 - Plano Intermunicipal de Ordenamento da Ria de Aveiro
 
 
devida vénia  a Associação dos Arquitectos Urbanistas Portugueses
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

bioucas ps.jpg

 

 

Inclino-me mais para a 2ª possibilidade.

 

ma

 
 
 
 
 


publicado por porabrantes às 17:43 | link do post | comentar

Segunda-feira, 26.10.15

bunker prop.png

Ou seja a edilidade além de lhes contratar o bunker,

bunker aérea.jpg

ARX foto

 

também-lhe lhes subsidiou o  livro de propaganda

 

pelo que vi a despesa parece não figurar no portal de contratos públicos

 

recordo que gastaram 6.000 € numa coisa semelhante com Carrilho da Graça

 

A Oposição ficou calada.

 

Recordo que tendo depositada no Arquivo Eduardo Campos o espólio deste homem

duarte_castel_branco.jpg

a quem Candeias da Silva omitiu o curriculum anti-fascista no artigo necrológico da Zahara, não mexeram um dedo para divulgar a sua obra.

 

O Silva fica para outro dia.

 

ma

 

foto: as Beiras

 

 

 

 

  



publicado por porabrantes às 13:42 | link do post | comentar

Sábado, 11.07.15

 

 

alemanha fala.png

 

 

 

 

 

Dizia a revista, era para ouvir Rádio Berlim e escutar que os palermas dos nazis iam ganhar a guerra!

 

O amigo deles

henrique augusto.png

prometia, mas não tinha dinheiro para financiar a obra

outeiro 16-Julho 42.png

contratou o arquitecto, aliás de renome

 

o arquitecto fez o projecto

 

pediu dinheiro a Salazar (carta já aqui publicada)

 

mas o monumento só seria construído no final dos 60 por Duarte Castel-Branco e Lagoa Henriques, por encomenda de Agostinho Baptista (que foi partidário da ala da União Nacional de H.Augusto)

 

talvez um dia destes se reproduza aqui o projecto, que realmente era dum arquitecto de grande prestígio e obra notável (não um carrilho qualquer)

 

MN

créditos: foto do hitleriano de São Miguel, blogue do dr.Rui Lopes, extracto de documento

 

foto do Outeiro: publicada por Diogo Oleiro numa revista nacional em 1942, desconheço o fotógrafo, deixo aos ''historiadores'' oficiais o trabalho de identificarem a publicação

   



publicado por porabrantes às 23:11 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11.05.15

ordem arquitectos.jpg

Estamos à espera que a Delegação do Médio Tejo peça a imediata demissão deste gajo:

 

ordem 2.png

 E também estamos à espera de saber porque é o Conselho de Disciplina da Ordem dos Arquitectos não deu andamento à queixa de Duarte-Castel-Branco:

duarte_castel_branco.jpg

contra Carrilho da Graça

Carrilho espantado.jpg

a queixa encontra-se neste momento a cargo do Arquitecto António Castel-Branco, nosso querido amigo

 

acb.jpg

 a redacção



publicado por porabrantes às 15:33 | link do post | comentar

Sexta-feira, 27.03.15

acb.jpg

 

Só agora nos chegou a notícia, porque o António é muito discreto nas suas actividades profissionais, mas a Universidade de Córdoba divulgou há tempos esta foto institucional da visita do catedrático abrantino às suas instalações onde pousa com vários colegas espanhóis.

Visitava o catedrático abrantino a secular Universidade ,representando a Universidade Portuguesa, e estamos certos que lhes explicou os malefícios do projecto do MIAA, encenado por este licenciado (1)

Carrilho espantado.jpg

 ou seja pelo Carrilho da Graça, que conseguiu o contrato num ajuste directo ilegal e aliás com pagamentos adiantados à margem da legalidade sem visto do Tribunal de Contas.

fax.jpg

 O dito projecto arruinaria o secular edifício do Convento de São Domingos

antónio botto entrada.png

e o impecável restauro realizado pelo Professor Duarte de Ataíde Castel-Branco para adaptar o imóvel a Biblioteca....como denunciou o António em diversas intervenções cívicas, tendo por isso sido alvo de censura no Jornal de Abrantes, por parte de Alves Jana e ainda alvo duma queixa à Ordem dos Arquitectos, por parte dum tal Carrilho da Graça, queixa que foi deitada para o caixote do lixo da história, por parte do Venerando Conselho de Deontologia

 

a redacção

 

fotos:

créditos: Universidade de Córdoba, DGPC 

 

(1) que recebeu o Prémio que Herberto Hélder mandou à merda......

 



publicado por porabrantes às 16:20 | link do post | comentar

Sábado, 07.03.15

''segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

 

outeiro s.pedro.jpg

 Tubucci

(...)

DUARTE CASTEL-BRANCO

 

Os deuses parecem estar zangados. Já por várias vezes este blogue assumiu as vestes negras do obituário, o que tanto pode querer dizer que os acidentes da vida o provocam ou que este vosso amigo tem amizades no escalão etário mais propenso a estes desenlaces.

A leitura do Público de hoje trouxe-me a notícia do falecimento do Professor e Arquiteto Duarte Castel-Branco e isso transportou-me num flash-back súbito para uma época da minha vida profissional que me deixou imensas recordações de prazer intelectual e sobretudo de fruição da companhia de gente muito inteligente, culta e intelectualmente sobressaltada, que ajudou a formar o que sou hoje, para o bem e para o mal.

 

 (Duarte Castel-Branco)

A história do meu contacto com o aristocrata, professor e arquiteto Duarte Castel-Branco conta-se de modo singelo.

O Duarte, como lhe chamávamos, tinha assinado talvez o contrato da sua vida com a Câmara Municipal do Porto, como urbanista encarregado da revisão do Plano de Ordenamento da Cidade do Porto, que havia de transformar em Plano Diretor da Cidade, na era se bem me recordo de Paulo Vallada e do seu Vereador Carlos Brito. Como homem de escala, Duarte Castel-Branco convenceu a CMP a constituir uma equipa da sua confiança, capaz de interagir com os serviços de urbanismo e outros, equipa essa que seria instalada num palacete para os lados de S. Roque, onde funcionavam uns serviços camarários cuja função já se me varreu da memória. A equipa, na qual um então ainda jovem António Figueiredo fazia a sua incursão pioneira pelos domínios do urbanismo, integrava os seguintes elementos: Professor Arquiteto Lixa Filgueiras, Professor Doutor Pereira de Oliveira, geógrafo, então Diretor Regional da Cultura em Coimbra, Arquiteto Nuno Guedes Oliveira (que tinha estudado urbanismo com o Duarte no Centro de Estudos de Urbanismo e Habitação Engenheiro Duarte Pacheco) e meu grande amigo, Professor Doutor Nuno Grande que então dirigia as Biomédicas e aos quais ainda se juntavam gente mais nova como o Adriano Zilhão (sociologia), a Teresa Andresen (paisagismo e ambiente), assumindo este vosso amigo a pasta da economia, coordenando na prática os trabalhos de elaboração redatorial do Plano. Assomam na minha memória os almoços e reuniões de trabalho deste grupo de assessores do Plano, realizados no então Hotel Batalha do Porto, onde o ambiente de discussão, de crítica, de aventura intelectual, de turbilhão das ideias eram o elemento de união e de motivação de toda aquela gente, dos mais novos como eu e o Nuno Guedes até aos mais velhos.

Na altura, o Duarte Castel-Branco já não estava no auge da sua força intelectual e permanecia por vezes preso à convivência que teve em Paris com Henri Lefèvre. A interdisciplinaridade do grupo e o seu turbilhão de ideias acho que fizeram bem aquela fase da sua vida. O Duarte era um aristocrata ribatejano sempre devoto da Senhora sua mãe D. Maria Cristina e pude compreender esse contexto aristocrático no batizado de um dos seus netos, na sua propriedade de Abrantes mesmo à beira-Tejo.

 

Depois dos trabalhos do Plano do Porto, período em que regressou à sua conturbada Faculdade de Arquitetura de Lisboa, perdi-lhe o rasto, podendo registar apenas dois momentos bastante espaçados no tempo. O primeiro em sua casa na Defensor de Chaves em Lisboa onde fui certificar uns elementos curriculares ainda relacionados com o Plano do Porto. Lembro-me de à saída, numa tarde solarenga com aquela luz única de Lisboa, me ter dado boleia até à Baixa, já que se deslocava para Arquitetura ao Chiado. Não foi uma boleia qualquer. Foi uma boleia no seu Jaguar com motorista. Recordo-me da sensação de descer a Avenida da Liberdade numa viatura com motorista. O segundo momento, bem mais recente, foi na Conferência Ibérica dos Urbanistas, na Universidade da Beira Interior, Covilhã, creio que há três anos. O velho Duarte já não era o mesmo, mas pela mão do seu filho António, também professor em Arquitetura, assistiu a toda a conferência.

Do Duarte fico com aquela imagem da finura de espírito, do seu talento e cultura musical (a arquitetura talvez tenha furtado a vida de um pianista), a sua graça, a sua entrega à interdisciplinaridade, ao turbilhão das ideias e a sua elegância aristocrática. A ele devo ter podido trabalhar com um grupo tão entusiasmante.

Abrantes acolhe-o em paz, mirando seguramente o Tejo enquanto as notas perdidas de uma peça qualquer de Debussy lhe acalmam o espírito.

Publicada por António Figueiredo à(s) 21:54''

 

Interesse privado/acção pública com a devida vénia

 

No mesmo blogue há uma referência a uma personalidade local: '' notáveis menos nacionalmente mediáticos, e esta vez não constituiu exceção na pessoa da Presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque.'' Seria bom que a notável tivesse explicado a Freire e Sousa, o autor do post, que o monumento a Nuno, da autoria de Duarte Castel-Branco, com estátua (desaparecida) de Lagoa Henriques, foi deixado pela notável e edis associados assim:

2.jpg

 

5.jpg

3.jpg

 

 

foto António Almeida no blogue binttage.blogspot.com.es, com a devida vénia

 

E por muito que a notável encha as actas com elogios póstumos a Duarte Castel-Branco, também há actas em que os pedidos do Professor para que se defenda  o Património da Cidade são tratados de forma mal-educada e são desprezados....

 

mn



publicado por porabrantes às 13:01 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.01.15

A ERSAR dirigiu à Abrantaqua, o monopólio da Senhora Marquesa Koplovitz e da Lena  o seguinte ofício com um severo raspanete

 

ersar.png

 

 A Ersar acusa a Abrantaqua de contrariar o contrato de concessão  no cálculo da actualização da tarifa variável de serviço de limpeza de fossas sépticas e manda-a corrigir.

Espero que o Júlio Bento não tenha entrado na fossa....

As actualizações praticadas (mesmo depois de corrigidas) são um brutal aumento, como salientou o Vereador comunista Dr.Avelino Manana, ao votar contra elas.

Naturalmente esperava que um comunista que se preze votasse contra a empresa da marquesa ( ai que fineza!!!!)

Dos ''socialistas'' já sabemos do que gostam ...

de obedecer ao capital

Pode ler o processo todinho aqui

 

MN

Devo agradecer à rapaziada da Barca ter noticiado com destaque a morte de Duarte Castel-Branco e ter-se inspirado aqui. Também podiam ter referido que DCB foi um homem importante no MUD e na campanha abrantina do Delgado, nem que fosse para se redimirem daquele lapso do Gaspar (agora um insubmisso crítico do Vereador da Cultura, ainda dá em revolucionário à grega..) que asneirou dizendo que DCB tinha sido um homem do antigo regime

A foto publicada na Barca foi enviada para o blogue por um prestigiado Arquitecto e Professor Universitário



publicado por porabrantes às 20:10 | link do post | comentar

Segunda-feira, 12.01.15

dias coelho 2.jpg

 Dias Coelho por João Abel Manta

dias coelho.jpg

 Cartoon de Dias Coelho

 

Dias Coelho, amigo e camarada de Duarte Castel-Branco foi assassinado pela PIDE, enquanto o sr. Cardeal-Patriarca Cereijeira (que gostava de casas na Serra da Estrela e de contas off-shore do Banco do Vaticano) e o Bispo de Portalegre sustentavam a ditadura clerical-fascista.

 

Podem os católicos berrar contra a intolerância maometana, também eles distribuiram água-benta à canalha que matava cartoonistas.

Ficam os católicos ofendidos?

Que vão a Fátima a pé expiar os seus pecados.

MA

PS- O Doutor MEC escreveu no Público um artigo indigno dum doutorado em História pela calvinista Edimburgo. Não foi Napoleão que criou a República Francesa, o corso enterrou a República para proclamar o Império. E recrutou mercenários muçulmanos, os mamelucos para matar espanhóis e portugueses, que não aceitavam ser governados por corsos   

 

 



publicado por porabrantes às 15:37 | link do post | comentar

Segunda-feira, 05.01.15

 

 

duarte 2.png

 

Faleceu ontem o Prof. Arq. Duarte de Castro Ataíde Castel-Branco, na sua Quinta da Omnia, no Rossio ao Sul do Tejo.

Associamo-nos à dor da sua família a quem apresentamos os nossos pesâmes.

 

Abrantino de gema, apesar de natural de Macau, onde nascera em 1927.era filho do Coronel João Alberto de Vilas-Boas Pimenta de Castro de Castelbranco e da nossa querida Dona Maria Cristina de Gamboa e Liz Castro Ataíde, sendo pelo lado materno originário duma família abrantina cuja fidalga ascendência remonta entre nós até ao século XVII.

 

Prestigiado Professor universitário e Arquitecto assinou entre outras obras nesta cidade o Monumento a Nuno Álvares no Outeiro de São Pedro (a meias com Mestre Lagoa Henriques) e ainda a Biblioteca António Botto no Convento de Sao Domingos.

Vimo-lo desde os primeiros momentos solidário com a petição para salvar o Convento dominicano do calhau de 40 m de altura de Carrilho da Graça e ainda com a Tubucci.

Deixa-nos a todos uma lição de cidadania, curtida nos duros tempos da candidatura de Arlindo Vicente e de Humberto Delgado, uma forma humanista de pensar a Cidade e a sua Abrantes e ainda a lição dum magistério cívico que todos reconhecemos.

E porque o homem é um animal político, Duarte Castel-Branco foi ainda candidato pelo CDS a Presidente da Assembleia Municipal depois do 25 de Abril.

duarte.jpg

 A melhor homenagem que lhe podem prestar é devolver ao monumento a Nuno Álvares a dignidade perdida pelo abandono camarário.

a redacção

 

Duarte Castel-Branco foi um dos melhores urbanistas portugueses, pode ver aqui o seu cv

 

foto:Cidade de Tomar

 



publicado por porabrantes às 19:59 | link do post | comentar

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