Segunda-feira, 28.09.15

Ordem médicos.png

 O ex-barbeiro e sangrador Manuel Constâncio foi um vulto essencial na Idade de Ouro da Cirurgia Lusitana.

Natural de Abrantes, com vastas propriedades na terra, que se transmitiram até há pouco aos seus sucessores, Constâncio é o patrono do hospital local.

Já foi aqui citado várias  vezes.  Muitas vezes referido nos tratados de história da medicina portuguesa, o protegido do Marquês de Abrantes, foi abordado numa perspectiva fiável na bibliografia abrantina por Eduardo Campos e pelo dr.José Vasco. E ainda como consta num link por um médico de raízes abrantinas, com vasta preocupação pela história da medicina lusa, o dr. Luís Damas Mora.

páreoManuel Constâncio o Páreo Português

Autor: Augusto Gonçalves Correia de Castro
Organização: José Vasco e Eduardo Campos
Ano: 1993

 

ma



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Sexta-feira, 11.09.15

 

antes

defensores chaves ab emilia salgueiro.jpg

Postal de Emília Damas Salgueiro, início do século XX, depois de 1912

 

defensores chaves 2015.png

Segundo o Eduardo Campos o nome oficial é Av.D.João I. Baptizaram-na como Defensores de Chaves em 1912, em homenagem às forças leais à República que derrotaram os rebeldes monárquicos vindos da Galiza, chefiados pelo Paladino, ou seja Paiva Couceiro.

 

A Rua foi aberta em 1898 e em 1909, a edilidade de Solano de Abreu chamou-lhe Av. de Santa Ana, dada a proximidade da dita capela.

 

Havia mais a dizer?

Decerto, agradeçam à D.Emília Salgueiro terem esta rara vista antiga e à Junta do Bruno Tomás terem 3 monumentais caixotes do lixo em destaque.

 

Alguma das árvores de 1910 ainda permanece no sítio? Não sei

 

mn

Além do E.Campos na Toponímia Abrantina, Diogo Oleiro e outros falam desta rua. Os dados citados são de E. Campos

 



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Terça-feira, 18.08.15

Para evitar acidentes destes e defender os trabalhadores da construção civil de Abrantes, em 1931 foi organizado pelo carpinteiro Apolinário Marçal e por  outros operários deste ramo um sindicato.

sindicato.png

sindicato 2.png

sindicato 3.png

sindicato 4.png

O carpinteiro Apolinário Marçal era um dos sindicalistas activos

apolinário marçal.jpg

 outro era o Luís Marques dos Santos que criou a Construtora Abrantina (hoje nas mãos da Lena), enquanto o Marçal criou a falida empresa que está na página do Jornal de Alferrarede.

O sindicato teve logo problemas, já se estava em ditadura e mandava em Abrantes (e queria mandar em tudo) o integralista Henrique Augusto Silva Martins, o pai dele mudou o nome da Moagem para Afonso XIII, e Manuel Fernandes contava, na Assembleia, que por vontade do cacique Abrantes se passaria a chamar Afonso XIV.

O projecto caciquista totalitário do fascista Martins consistia em dominar tudo o que se mexia na sociedade abrantina. Lembra-me coisas que acontecem agora.

Logo nesse ano (1931) é dissolvido pela Ditadura o Sindicato Agrícola, associação do latifúndio, que tantos problemas criara à República, e que era presidida por Solano de Abreu.

solano de abreu.jpg

 Diz o Eduardo Campos que em 8 de Agosto de 1931 tinham sido  aprovados os estatutos da  Associação Operária de Construção Civil. E que houve muitos protestos porque os seus fundadores não eram trolhas, mas puros comparsas aliciados pela tropa integralista.

 Como reacção a esse sindicato-fantasma é que os autênticos trabalhadores da construção civil se associam. E eles são os que assinam o documento reproduzido.

sindicato 5.png

Mas meter-se com o cacique

henrique augusto.png

ia dar-lhes problemas....

Segundo Eduardo Campos, este Sindicato é dissolvido em Janeiro de 1934, juntamente com outros dois, e um mês depois o fascismo expulsava o monárquico liberal Solano de Abreu de Provedor da Santa Casa.

Pelo processo que compulsamos temos evidência de 1938 que o arquivo do Sindicato teria sido destruído pela ditadura

sindicato 7.png

 

   mn

estes documentos sindicais foram-nos cedidos (com muitos outros documentos) pelo falecido Mário Semedo. Para o caso dos documentos sindicais, o Mário pensara escrever um trabalho sobre isto, em colaboração com o historiador César Oliveira.

Mas a porca da política meteu-se à frente. E morte do César também. Também chegaram à nossa posse, via Mário, de quem se evoca a memória, documentos sobre o MIAA que serão aqui publicados 

 

créditos: Eduardo Campos, Cronologia do Século XX em Abrantes

foto do cacique Martins: blogue do Dr.Rui Lopes 



publicado por porabrantes às 22:17 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.05.15

barracao eduardo castro.jpg

carta de eduardo campos.jpg

Outro dia falou-se aqui do barracão (foto do Eduardo Castro) que ofusca a Igreja de S.João. Ontem um leitor enviou-nos este recorte do Primeira Linha de 5-3-2003.

Nele o Eduardo prestava mais um serviço à Cidade e dava conta que o barracão ou pardieiro (como ele diz) tinha sido comprado pela CMA.

Se é verdade, é a CMA que mantém outra chaga no coração de Abrantes.  E estamos de acordo com a sua opinião de que os imóveis que afrontam S.João, descritos no texto, devem ser demolidos.

A CMA que comece pelo barracão.

 

MN 



publicado por porabrantes às 22:46 | link do post | comentar

Domingo, 12.04.15

lamparina.png

Diário Ilustrado, 24 de Fevereiro de 1866, exactamente no mesmo momento em que José  Luciano de Castro assumia o governo, que era do PP-Partido Progressista e se despedia Fontes Pereira de Melo.

 

Quase de certeza o editor da'' Lamparina'' que se exibia  para festejar o triunfo do Zé Luciano era o dr. Francisco Eduardo Solano de Abreu, então com 27 anos, e que era o editor do Correio de Abrantes, a que os regeneradores chamavam depreciativamente a ''Lamparina''-

 

Quem é que pagara as 6 libras?

 

Certamente o influente do PP ou amigos destes que se tinham cotizado. Também podiam ter saído da farta bolsa do seu Pai, o médico Francisco Rodrigues de Abreu a quem o casamento dera grande fortuna. E Rodrigues de Abreu era o líder nominal do PP abrantino.

 

 

Em  1 de Abril  o Dr.Solano de Abreu era nomeado Administrador do Concelho, cargo que consistia em ser delegado do governo para manter a ordem pública e vigiar a edilidade que estava nas mãos da oposição regeneradora.

 

Não vou ver se nesse dia contratou a banda e comprou uns foguetes para festejar o evento, mandando-os atirar em frente da casa das Zitas, mansão do Visconde da Abrançalha, presidente da CMA, a quem chamava caridosamente ''analfabeto''.

 

Começa aqui a sua carreira política oficial que terminará em 5 de Outubro de 1910, quando os republicanos o saneiam da Presidência da Câmara, para que tinha sido eleito em eleições livres.

 

Eleições mais livres que as que elegeram Solano só se viriam a dar em 25 de Abril de 1975.

 

Talvez o dr. Rui André desencante no arquivo da Filarmónica o recibo das 6 libras.

 

Ou pode ser que a Filarmónica fosse do partido progressista, no Sardoal havia uma banda regeneradora e outra progressista.

 

mn

sobre Solano: Eduardo Campos, Solano de Abreu, vida e obra; Diogo Oleiro-notícia necrológica publicada  no Jornal de Abrantes e que foi aqui transcrita, etc   

 

 

 

   

 

 



publicado por porabrantes às 17:59 | link do post | comentar

Domingo, 26.10.14

mário semedo acb.jpg

 Ao Mário Semedo, que foi processado por utilizar o adjectivo ''siciliano'' em referência ao silêncio que havia sobre o projecto do arq. Carrilho da Graça para São Domingos.

Foto do Arq. Doutor António Castel-Branco (Abrançalha)

 

Quem conhece a cidade de Catânia, na parte menos mafiosa da ilha, sabe que quando há erupções no Etna, o síndico e o Bispo sacam as relíquias da Santa (incluindo as virginais mamas)  e metem-nas na trajectória que a lava ameaça percorrer. Por milagre multissecular a lava pára.

As mamas de Santa Águeda que lhe foram cortadas pelos romanos também deram possibilidade a múltiplos pintores de fugirem aos rigores da censura eclesiástica, obtendo assim licenciosa licença para pintarem o corpo nu da siciliana.

640px-Parmigianino,_Sant'agata_e_il_carnefice.jpg

 Wikipedia

   Como se nota neste notável fresco de Parmigiano, em Parma.

Santa Águeda tem uma capela no Maxial que a Ana Paredes Cardoso descreve assim

maxial.png

 A forma como está redigido o texto dá ideia que o São Pedro (morto uns 200 anos antes) foi ver a Virgem Águeda à cadeia. Como a Drª Paredes Cardoso sabe o que a hagiografia conta foi que a virginal e mutilada Águeda teve uma visão do primeiro Papa e lá se curou. Não sabemos se o Pedro lhe disse algum piropo ao busto, do género daqueles que o Cardeal Tisserant dirigia à Madre Pasqualina, que governava o Vaticano com mão de ferro no tempo de Pio XII, ao ponto de lhe chamarem a Papisa.

Virgo potens- poderia ter dito o Santo.

A forma de redacção da Drª Paredes Cardoso é muito peculiar e isso leva a bastantes confusões que se detectam nos vários folhetos que fez sobre o Norte do Concelho. No texto citado diz que o dia da morte da Santa foi ''sinalizado com um cataclismo natural, símbolo da injustiça a que fora sujeita''.

Quer dizer a Drª Paredes Cardoso que Deus mandou o Etna arrasar a cidade para castigar o sádico romano????

Deus, que estava numa de Júpiter, ''sinalizou'' o evento com explosões de lava????

Será isso???

Se a Drª Paredes Cardoso tem dificuldades de redacção faça favor de arranjar um revisor que a ajude, mas não chame o Gaspar que a coisa pode sair pior. 

Finalmente a Drª Paredes Cardoso, que foi muito bem paga por este projecto, onde ultrapassou largamente o prazo que lhe fora concedido para o fazer, deve ter muito cuidado com as fontes que usa.

É fiável usar o Moisés Espírito Santo, um curioso académico que chegou a sustentar que a população indígena da Lusitânia falava hebraico antes de chegarem os civilizadores romanos???

moisés.jpg

Entrevista de Inês Pedrosa ao Moisés. E.S. no livro Anos Luz

 Esta sebastianista que acha que não houve Lusitanos, quando a Lusitânia está cheia de inscrições sepulcrais deles?

A Drª Paredes Cardoso também cita o Eduardo Campos e o Doutor Candeias que terão dito:

água.png

 Ora este  bairrismo lealista é ridículo e infundado porque logo perto de Santarém há outra povoação com esse nome e não vou conferir se há mais. 

Deve ainda avisar-se a Drª Paredes Cardoso que tem que ter cuidado com o que diz, porque sendo profissional da área da história, atribuiu noutra publicação a autoria da Biblioteca António Botto ao nosso querido amigo Arquitecto Doutor António Castel-Branco, quando é do Pai dele.

E à porta do Convento está lá uma placa a dizer isso.

Ainda bem que não disse que era o António, o autor da famigerada torre do MIAA, porque poderia ser processada civelmente por danos criados na imagem do grande Académico abrantino e incansável militante anti-carrilhista, agora de novo no activo.

Para finalizar esta recensão felicita-se a autora por citar o maior Historiador do ranking do Norte do Concelho (o Sr.Traquina), mas deve ser criticada a ausência de citações do Autor da ''História do Souto'', dr. João Pico.

mn  

   

   



publicado por porabrantes às 18:53 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 14.08.14

1992 

 

 

Junho 12 -''Elementos de etnia cigana assassinam um cidadão da freguesia do Pego. Na sequência deste crime a respectiva junta de freguesia requer:''que sejam tomadas providências no sentido da expulsão imediata e defintiva dos  ciganos daquela localidade''.

 

 

Eduardo Campos, Cronologia de Abrantes no século XX, p. 244. ed. CMA, Abrantes, 2000

 

 

 

Tinha ganho as eleições o

   

 

 

Esta é a deliberação mais racista tomada no século XX em Abrantes (se for verdadeira, e deve ser porque o Eduardo era cuidadoso com as fontes)

 

 

Só uma pergunta:

 

É por causa desta deliberação que os ciganos se acumulam em São Macário?

 

Talvez seja. nunca se sabe

 

mn 



publicado por porabrantes às 12:56 | link do post | comentar

Sexta-feira, 28.03.14

Transcreve-se com a devida vénia o artigo do nosso amigo Dr. António Graça Pereira, publicado no Jornal de Alferrarede, sobre a genealogia do historiador abrantino Eduardo Campos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Dr.Graça Pereira faz uma chamada de atenção extremamente importante para a necessidade de publicação do material inédito saído da investigação do Eduardo sobre História de Abrantes, que se encontra na posse da sua família e cuja publicação é indispensável para a História da cidade. É necessário que alguma instituição local ou mecenas se preocupe com o assunto e  por isso fazemo-nos eco da opinião do Dr.Graça Pereira.

A obra do genealogista abrantino ( e não só, porque o António também investiga muito sobre genealogias beirãs, publicando os seus trabalhos nessa área no jornal albiscastrense ''A Reconquista'') é cada vez mais uma contribuição indispensável e incontornável para traçar uma radiografia do passado da nossa região.

Num dos últimos números do Jornal de Alferrarede publicou uma genealogia do eng. Lopes Raimundo, professor universitário abrantino demitido da função pública pela ditadura fascista,  onde fazia uma amável menção a este blogue, gentileza que se agradece.

Finalmente uma nota de estranheza, ganhou o dr. Graça Pereira o Prémio Eduardo Campos, com as vicissitudes aqui comentadas, e era dever da entidade patrocinadora editar o seu livro, e não há forma de o livro ser dado à estampa.

Como bem sublinhou o dr.Luís Amaral  as '' Genealogia das Famílias de São Miguel de Rio Torto e Tramagal'' são  ''um trabalho (que) pode definir-se em três palavras - inédito, único e irrepetível.

E que infelizmente não está disponível para os abrantinos.

 

MN



publicado por porabrantes às 15:50 | link do post | comentar

Domingo, 27.10.13

Depois duns dias de descanso voltamos à blogosfera. Encarrega-me o Miguel Abrantes de mandar bocas:

 

A revista do sr. dr. Gaspar, notório elemento da sociedade civil, diz  na sua secção de Aniversários: Há 200 anos, a 20 de Janeiro de 1813, o Duque de Wellington deslocou-se a Abrantes. A sua estadia foi paga pela Câmara Municipal''.

 

 

Sempre ''generosa'' esta autarquia......

 

 

Esquece a revista do sr. dr. Gaspar de contextualizar o textozinho, ou seja de explicar o que fazia o cabo de guerra por Abrantes, e o vulgo pode pensar que o prudente e implacável irlandês andava em visita turística, quando marchava para Espanha para expulsar o invasor, ao comando dum exército triplo britânico-luso-espanhol.

 

 

Isso é o menos.

 

 

 

O mais, é que a frase citada pertence  quase inteiramente ao falecido Eduardo Campos  e foi publicada na Cronologia de Abrantes no século XIX, da sua autoria , editada pela CMA, em 2005, infelizmente quando já tinha morrido o Eduardo.

 

 

A obra leva prefácio de Isilda Jana e foi revista (trabalho sempre moroso e dedicado) pelo sr. dr. Francisco Lopes, coisa que se agradece.

 

Cito a frase do Eduardo:  ''Janeiro, 20.O Duque de Wellington deslocou-se a Abrantes. A sua estadia foi paga pela Câmara Municipal''.


Não sei quem é o responsável pela ''adaptação criativa'' do texto do Eduardo......


Portanto assinala-se para que o criativo da próxima vez seja mais cuidadoso. 


Finalmente que dizem os papéis de Lord Wellington sobre a sua estadia em Abrantes a 20-1-1813?




Da correspondência publicada não há nenhuma carta nem despacho do General datada de Abrantes a 20-1-1813.

 

Mas sabemos que de Badajoz foi a Lisboa e regressou depois a Espanha, estando já no caminho de regresso a 22, em Niza. Em 26 já estava no seu posto de comando em Espanha e daí expede carta de tema abrantino para o homem que  governava Portugal, Beresford.

 

 

Por curiosidade transcreve-se o documento:

 

   

 

Os textos reproduzidos constam da obra 

 

 

 

 

Bolas, espero que a Zahara para a próxima, dê o seu a seu dono. 

 

 

MN

 

Finalmente há na Zahara uma coisa que gostei particularmente, o texto do dr. Rolando Silva sobre o escultor  Víctor Marques e o Rui André explica que houve um passado e uma cultura taurina cá em Abrantes.  



publicado por porabrantes às 21:49 | link do post | comentar

Segunda-feira, 07.10.13
De O Cidadão abt a 6 de Outubro de 2013 às 21:56

Ainda hoje assim funciona nas Forças Armadas Portuguesas...

Ficamos com a sucata que os outros rejeitam...
Desde os dinossauros às pistolas semi-automáticas Glock com defeito de fabrico, passando pelas pesadonas espingardas Gewehr-3 dos sixties que nunca mais são substituídas e cujo calibre das munições se encontra à margem das convenções internacionais, são as fardas de fraca consistência que se rasgam à primeira silva.
Os submarinos adquiridos em 2ª mão à sucateira Alemã Ferrostaal cujo contrato inclui a rescisão de construção de um hotel no Al-Gharb, são disso exemplo.



Caro Amigo,
queixas-te da sucata que ao longo dos séculos foi impingida aos bravos soldados de Portugal para fazer a guerra, mas além da sucata até faltava o pré....






publicada por Rodrigues Sampaio no ''Espectro''

Isto é queriam que a tropa combatesse (estava-se em guerra civil entre cartistas e setembristas, tendo-se ajuntado aos segundos, que eram a esquerda do liberalismo, os fiéis a D.Miguel, e tudo tendo começado quando a Maria da Fonte iniciou a revolta e o povo espoliado em impostos e roubalheiras pelos  amigos do Senhor Conde de Tomar, o Costa Cabral, pegou em armas) e nem sequer pagavam o pré....

Jardim da Parada, Campo de Ourique, Lisboa (wikipédia)


A tropa regular fugia  quando um ajuntamento de populares  empunhando bacamartes de setecentos e foices e roçadouras  entrava em campo.

Nas revoltas  o mulherio e os rapazolas tinham parte importante, e a padralhada miguelista normalmente chefiava  a populaça, gritando : Viva El-Rei Absoluto! Morte aos Cabrais! 

Este período está descrito por Diogo Oleiro no Abrantes Cidade Florida, designadamente páginas 53-55, onde fala especificamente do Valejo. Abrantes chegou a ser tomada por uma guerrilha popular e as forças vivas, ou seja aquilo que hoje seria a sociedade civil, entraram em pânico.....

Estou à espera que um ''historiador militar'' nos elucide com base nos documentos ''anónimos'' que milagrosamente descobriu!!!

O Eduardo Campos publicou parcialmente o referente à Patuleia do diário de Zeferino Pacheco da Serpa Pimentel, homem importante na política local , na Nova Aliança. Não é por nada  mas o original completo está na posse dum  amigo nosso.


A carta do Brigadeiro Valejo é ainda importante porque demonstra o forte apoio popular (entre os '' vadios'' diz o grande proprietário Valejo) em Abrantes aos ''inimigos da rainha''. Isto é em 1847 o bom povo continuava com D.Miguel e haveria certamente não poucos radicais setembristas.
By Rafael Bordalo no Álbum das Glórias


Rodrigues Sampaio foi um dos grandes jornalistas desta época


Que falta ?


Ouvir o hino da Revolução!!!!
  
MN


publicado por porabrantes às 18:51 | link do post | comentar

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