Domingo, 28.08.16
(...) A Norte do Tejo foram encontrados alguns fragmentos de panela pintada com traços brancos no Castelo da Sertã (Batata, 2000), e em Torres
Novas (Lourenço, 2002). Em Coimbra escavações recentes estão documentando níveis emirais e objectos importados, tais como louça dourada fatimida . Levantam-nos muitas dúvidas os materiais publicados como islâmicos, provenientes de Tomar, que poderiam ser posteriores à conquista Informação fornecida pela Professora Doutora Helena Catarino, que cristã (Ponte, Ferreira e Miranda, 2002).(....)
A Cerâmica islâmica em Portugal
Susana Gomez
Susana Gómez Martínez
Campo Arqueológico de Mértola
Rua da Igreja, 2
7750-338 Mértola
Quanto às cerâmicas ''muçulmanas'' descobertas pela Filomena Gaspar, em Abrantes, que dizem os especialistas como a Susana?
Nada? Curioso....
mn
Quinta-feira, 12.05.16
Nesta publicação do cpt.ipt citam-se escavações no Castelo e achados vários.

São autores:

Não ficava mais bonito dizerem que os achados dos anos 50 foram encontrados sob a égide de Diogo Oleiro e que as escavações de 1986 decorreram sob a responsabilidade, salvo erro, da reputada arqueóloga Maria Amélia Horta Pereira?
mn
Quinta-feira, 15.10.15

A informação é da tutela.
A licenciada Gaspar escavou a parada Abel Hipólito e diz que ''fotografou profusamente''.
Nós também

Fizeram os arqueólogos novas escavações sem haver relatório desta.
Porquê?
Está na hora da Tubucci pedir responsabilidades.
Ou os senhores Vereadores da Oposição
ma
Quinta-feira, 16.07.15
Foram divulgadas num blogue as extraordinárias escavações no Castelo de Abrantes. Sobre o assunto reproduzimos alguma coisinha, com a necessária modéstia, porque se tem mais que fazer.

Isto é o que consta dos relatórios oficiais e ainda isto:

Dizem os responsáveis algumas coisas que me surpreendem. Dizem que não há documentos quase....
E isto que é?

Túmulos da Capela de Sta. Maria do Castelo de Abrantes, onde estavam sepultados alguns familiares de Luís Keil
Parece-me que falta o trabalho de arquivo.....
E há falta de organização, a srª drª Filomena Gaspar ainda não entregou à tutela um relatório de 2005, na intervenção feita na Parada Abel Hipólito, agora Praça D.Francisco de Almeida

Diz a drª Filomena que fez profusas fotos, ou lá o que isso seja, eu também tenho fotos

Pela época a drª Gaspar disse à drª Isabel Veiga Cabral que comandava o Álvaro Baptista. Não é momento de nomear o Álvaro chefe do Departamento de Arqueologia ? É ele hoje o homem que sabe mais do Castelo......
É competente e dialogante, às vezes mete um bocadinho os pés pelas mãos a escrever, mas o Delfino mete mais (coitado é italiano...).
Também não há bibliografia? Não brinquem connosco....
E por favor leiam o blogue do caro Álvaro Baptista.
Já chega? Não, os doutores Delfino e Gustavo têm uma avença com a CMA para catalogar a Colecção Estrada e não para esburacar o castelo

Bebi um copo com uma das melhores arqueólogas lusas e perguntei-lhe ''fenícios'' no Castelo de Abrantes? Ná, disse-me ela, cheira-me a esturro, não devem ter passado de Vila Franca.....
É o que se me oferece dizer-lhes, por agora
mn
há excelente bibliografia académica recente sobre o período islâmico na região
Quinta-feira, 07.08.14
Como é sabido foi castigada a Senhora Dona Teresa Gil Duarte por limpar escadas sem licença da cacique e ainda por não ter licença camarária para acumular funções públicas com a honesta profissão de mulher-a-dias.
Foi publicada aqui a lista dos funcionários municipais que a 31-12-2012 tinham licença para acumulação de funções. E volta-se a publicar a lista

Esta lista está publicada nas contas municipais de 2012,
Na lista há autorizações para acumulações de funcionários para serem empregados de limpeza mas também há para serem sócios gerentes de empresas.
E para serem sócios de empresas.
Esta autorização última é desnecessária.
Só estou a falar de funcionários, mas deixarei traçada a pergunta se a Lei também é para aplicar a Vereadores (ou a Presidentes da Junta) a tempo inteiro.
É injusto condicionar os funcionários e deixar os políticos à rédea solta. Deixando-os, temos casos de barracada, como é o caso da sonora insolvência de Paulo Fonseca.
Na lista dos funcionários autorizados a acumular funções privadas não figura a Srª Drª Maria Filomena Santos Gaspar.
Que no entanto detinha uma quota de mil euros na OZECARUS - SERVIÇOS ARQUEOLOGICOS, LDA, que tem a sua sede na bonita localidade de Casais de Revelhos donde é natural a Exma Srª Drª Presidente da Câmara.
A Ozecarus tem um capital de 5.000 euros e a Drª Filomena Gaspar detinha 20% e era sócia gerente à data da publicação da lista.
A Sociedade foi constituída em 2002 e como me refiro a 2012 tinha entregue as suas contas na Conservatória de Registo Comercial de Abrantes a 6-8-12.
A Drª Filomena Gaspar residia na R.A, Lote 72 na bucólica localidade natal da líder natural do concelho e curiosamente a empresa tem sede no mesmo local.
O telefone da empresa é o nº 241362817.
Ainda não telefonei para lá. Não quero correr o risco de ir perguntar: Fazem uma escavação arqueológica no meu quintal? E de lá dizerem que é uma residência particular.
A Drª Filomena é técnica superior da CMA na área de arqueologia.
Qual foi a empresa que trabalhou para a CMA designadamente numa escavação na Rua Grande onde foram encontrados uns silos medievais, que a Isilda Jana prometeu deixar parcialmente à mostra e que algum ignaro mandou tapar?
Sobre os silos há uns diálogos hilariantes numa acta municipal entre o laranja dr.Pedro Marques e a Isilda.
Nesta mesa-redonda a Filomena Gaspar perora sobre o MIAA e o outro sócio gerente da Ozecarus faz o mesmo, mas ela identifica-se 4 Câmara Municipal de Abrantes: projecto MIAA - Museu Ibérico de Arqueologia e Arte.'' E o dr.Carlos Barata, como representante da Ozecarus.
Acontece que ela se esqueceu de dizer que era também gerente da Ozecarus.
É público e notório que a Ozecarus teve actividade em 2012.
A Ozecarus foi a feliz contemplada pelo Alves da RPP para escavar o Casal Curtido e o Alves não lhe pagou a conta toda.
Talvez já chegue de falar sobre a Ozecarus e a sua sócia gerente e funcionária municipal drª Maria Filomena, e traçar a pergunta: porque é que a Srª Drª Maria Filomena Gaspar não figura na lista acima reproduzida???????
Explicam-nos????
a redacção
ps-diz a Suzy que deve ter sido mero esquecimento
Agudiza-se diariamente a situação de instabilidade e precariedade que tem marcado as condições de trabalho no sector da Arqueologia em Portugal, por isso é cada vez mais premente e necessário que os trabalhadores se unam, organizem, ajam e lutem pelos seus direitos.
A prática corrente de utilização de trabalhadores em situação precária, concretamente, através da generalização dos falsos recibos verdes tem gerado, para além da instabilidade decorrente deste tipo de "contratação", situações de incumprimento por parte dos empregadores.
São comuns os casos em que os trabalhadores se vêm confrontados com más condições de trabalho no exercício da sua profissão, agravadas por atrasos e ausência de pagamento dos salários acordados. No que concerne às grandes obras públicas, que requerem um elevado número de trabalhadores, estas circunstâncias são ainda mais alarmantes.
Desta forma, são vários os trabalhadores que, em protesto, se vêem forçados a suspender a sua actividade laboral. É o caso dos trabalhadores de Arqueologia da empresa Ozecarus, a desenvolver trabalhos em Beja, que se encontram paralisados até verem regularizada a sua situação.
Nestas circunstâncias, o Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia solidariza-se com a luta de todos os trabalhadores que rejeitam esta realidade.
O STARQ apoia a luta destes trabalhadores, apelando a que se mantenham unidos e firmes até que sejam repostos os seus salários.
Juntos somos mais fortes para conquistar e defender os nossos direitos.
LUTAR PELOS NOSSOS DIREITOS É CONSTRUIR O FUTURO!
A Direcção do STARQ
PS-alguns arqueólogos cá da zona têm-se queixado reiteradamente desta situação, bem como de salários em atraso.
Segunda-feira, 12.05.14
Boa tarde a todos
Respondendo a MN importa esclarecer antes de mais o seguinte:
-A construção da A23/ IP6 não dispunha de acompanhamento arqueológico. As intervenções em Quinta da Légua - Amoreira, Pedreira - Rio de Moinhos e Fonte do Sapo - Mouriscas deveram-se à então minha intervenção para a Amoreira junto do IPT de Tomar, Rio de Moinhos em relatório enviado ao IPPC e na Fonte do Sapo por minha indicação à Filomena Gaspar. Ora, quaisquer dos trabalhos feitos nas estações mencionadas foram feitas em cima da hora e nenhuma delas revelou extrema importância ao ponto de ser classificada e protegida. Se assim o fosse certamente o IPPC teria tomado medidas na altura. Importa aqui referir que no caso da Pedreira a necrópole ficou debaixo da estrada tapada com geotêxtil. Em qualquer dos casos julgo que não poderia ter feito melhor do que fiz em prol da defesa do património arqueológico concelhio. Se para proteger um local basta por vezes a colaboração de proprietários, musealizar implica primeiramente escavações arqueológicas (excepto algumas mamoas). Importa ter em atenção que não consigo andar em todo o sitio protegendo e escavando. É humanamente impossível andar protegendo mamoas do Bronze e arte rupestre a norte do concelho e simultaneamente a escavar no Olival Comprido ou em Alvega. Eram necessários meios que não existem. Escavações na Qtª de S. João - Casa Branca - Alvega são fundamentais se querermos investigar se ali se situaria A velha Aritium. No caso do Olival Comprido escavações se impõem (PNTA seria obrigatório), dado que este local se encontra no PUA (R3) como zona de expansão urbana. Ali se impõem escavações atempadas e não na hora ou através de alguma empresa de arqueologia (como são favoráveis algumas opiniões). Importa afirmar que qualquer licenciamento para o local por parte do Município é ilegal. Como estas duas estações, no concelho de Abrantes inúmeras outras existem a precisarem de intervenção. Mas, sozinho não o farei e muito menos como responsável, face à categoria que detenho de Assistente de arqueólogo.
Sem dúvida que Abrantes necessita de um novo Museu que dignifique a arqueologia e o concelho. Agora é efetivamente necessário uma estratégia pra o concelho que abranja amplas orientações, intervenções, musealização, classificação...
Por minha parte farei o que estiver ao meu alcance pelo património arqueológico concelhio dentro das minhas limitações como assistente de arqueólogo.
Espero que fique bem claro que quem diz ser arqueólogo do Município é Filomena Gaspar me apenas responsável por acções que impliquem a minha directa intervenção. Por muito boa vontade que se tenha assumir trabalhos de arqueólogo e ser remunerado como assistente não o farei, excepto aqueles que decorrem do protocolo existente com o IPT e PNTA.
Como diz MN tudo isto é Politica. Mas, existem politicas e politicas.

Blogue: Escola do Rossio
Bem hajam
Álvaro Batista
Caro Álvaro:
Desculpe o atraso na edição do seu comentário, mas ele referia-se a um post de 2013 e para lhe responder havia que consultar uma papelada. Aquilo que nos diz suscita-nos estas breves reflexões.
1- Todos sabemos que no terreno a preservação das estações arqueológicas abrantinas tem sido um trabalho quase de carola feito especialmente por si. É um mérito que ninguém lhe pode tirar, um serviço inestimável à Cultura e a Abrantes. E todos sabemos que sendo o Álvaro arqueólogo e sabendo mais que alguns doutorados, o classificam profissionalmente na CMA como ''assistente de arqueólogo'' e não lha reconhecem o seu labor. Acontece ao Álvaro o que aconteceu ao Eduardo Campos...

que além de ser tratado dessa maneira, foi humilhado publicamente a título póstumo por não ser da ''cor'' e ainda por ter sido capaz de escrever no ''Primeira Linha'' que era um crime lesa-Abrantes instalar o Arquivo Histórico ao lado dum depósito de sucata no cu de judas.
Esta forma de ostracismo profissional roça a perseguição política ( o que é aconteceu àquele rapaz que ganhou o concurso público para Director do Arquivo? Porque é que o Arquivo funciona sem Director? E a Biblioteca?), é mesquinha e digna de inquisidores rupestres.
Enquanto o Álvaro se sacrifica e trabalha a Filomena Gaspar concilia com o trabalho de arqueóloga municipal com interesses empresariais na área da arqueologia. Enquanto o Álvaro tem um salário baixo, a CMA mantém contratos de avença na área da arqueologia pelo menos com três pessoas (o Gustavo, o Oeesterbeck e o Delfino) que são professores do ensino superior e portanto estão na prática pluri-empregados....
2-O Olival Comprido, para quem não sabe, fica em Alferrarede e é propriedade da Casa Agrícola Moura Neves. Fica ao lado do cemitério local. Foi alvo de 3 escavações a última em 2003. As três foram dirigidas por Filomena Gaspar. A base de dados oficial não informa quem patrocinou qualquer escavação. Mas tenho informação oficial por outra via que houve participação de entidades privadas. Que se encontrou na última????
''Tegulas, "lateres", pregos, tijolos de coluna, mosaicos (do século III d.C.) , cerâmica comum, "dolia", anforas, duas mós, "terra sigillata" hispânica (século I/II), clara D (séculos IV/V), contas de colar (azul, verde), vidro (séculos IV/V), tesselas de várias cores, moedas (século III/IV), lascas, lâminas e núcleos de sílex, ossos (cervídeos, bovídeos e ovicaprídeos) e blocos aparelhados de granito.''
''A estrutura escavada era aparentemente uma villa romana, a mais espectacular do concelho: ''Foi escavada a "pars urbana" da "villa", com salas forradas a "opus tesselatum". Foram encontradas estruturas de duas fases da "villa", bem como vestígios de uma ocupação anterior (II Idade do Ferro) e de uma posterior a que os autores não atribuiram datação cronológica. Um pouco a Norte, foi aberto outro sector (B) que revelou uma canalização em "opus caementicium" e "opus signinum", um tanque de decantação e um espelho de água de grandes dimensões a pouca profundidade. Uma segunda fase dos trabalhos veio revelar a presença de uma sepultura em caixa.''
O estado de conservação era bom...em 2003. O local foi vedado com consentimento da Família Moura Neves e a vedação paga por uma entidade mecenática.
De 2003 a 2009 vão seis anos e Isilda Jana como Vereadora da Cultura. De 2010 a 2013 Isilda Jana foi responsável pelo projecto MIAA na CMA. Que se fez no Olival Comprido???
Como se conservaram os mosaicos romanos únicos no concelho?

Foto : Carta Arqueológica Abrantes
O estado da estação romana em 2014 ainda é bom?
Ou esteve abandonado?
Ou está a degradar-se?
Com tanto dinheiro gasto no MIAA e em estudos que não foram tornados públicos sobre a viabilidade da coisa, etc, não poderia ter sido comprado este terreno, feita a escavação e musealizada a villa romana?

Foto : Carta Arqueológica Abrantes
http://sic.cm-abrantes.pt/carta_arqueologica/carta.html
Já vai longo este post e há outros assuntos a tratar, mas vamos à razão pela qual esta estação e outras não estão defendidas e nem sequer classificadas. Diz o amigo Álvaro : ''No caso do Olival Comprido escavações se impõem (PNTA seria obrigatório), dado que este local se encontra no PUA (R3) como zona de expansão urbana. Ali se impõem escavações atempadas e não na hora ou através de alguma empresa de arqueologia (como são favoráveis algumas opiniões). Importa afirmar que qualquer licenciamento para o local por parte do Município é ilegal. Como estas duas estações, no concelho de Abrantes inúmeras outras existem a precisarem de inúmeras outras existem a precisarem de intervenção. Mas, sozinho não o farei e muito menos como responsável, face à categoria que detenho de Assistente de arqueólogo.''
Diz a informação da base de dados oficial que a escavação de 2001 pretendia: Determinar se as estruturas identificadas anteriormente teriam continuação na propriedade contígua que está inserida na área de expansão urbana do PDM.
Qual foi o resultado dessa diligência? Em 2014 o relatório da escavação ainda não está inserido na base de dados oficial, por isso não sabemos.
Mas sabemos que em 2009 foi aprovado o PUA -Plano de Urbanização de Abrantes e nele não consta nenhuma estação arqueológica assinalada nem defendida.
Oito anos depois!
Porquê?
Objectivamente só pode haver 2 razões: ou porque são incompetentes ou porque há outros interesses que primam sobre a defesa do património.
Falta a referência à situação profissional do Álvaro. É óbvio segundo o meu entendimento que essa situação tem de ser corrigida face ao seu CV. Como se encontra agora é vítima duma clara injustiça.
Cumprimentos amigo
MN
há outro comentário do Álvaro em resposta à Margarida, faremos lá uma nota
Quinta-feira, 08.05.14
Hoje vamos fazer 2 ou 3 três posts sobre arqueologia e naturalmente falaremos sobre a Filomena Gaspar e o Oeesterbeck, não esquecendo alguns outros protagonistas.
Vai ser feito um curso, aqui divulgado pelo ITM, coutada do Oeesterbeck, cujos responsáveis são:
''Dra. Filomena Gaspar, arqueóloga da Câmara Municipal de Abrantes (CMA)
Doutor Gustavo Portocarrero, investigador da CMA-projecto M.I.A.A./ Centro de Estudos “Francisco de Holanda”, FBA- U.L./ Instituto Terra e Memória
Doutora Ana Cruz, directora do Centro de Pré-História do Instituto Politécnico de Tomar/ Instituto Terra e Memória
Doutoranda Ana Graça, Centro de Pré-História do Instituto Politécnico de Tomar/ Instituto Terra e Memória/ Universidad de Extremadura
Doutoranda Anna Luana Tallarita, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro/ Instituto Terra e Memória/IADE
Docentes visitantes
Prof.Doutor Dragos Gheorghiu (Universitatea Nacionala de Arte, Bucuresti), Roménia. Leccionará Arqueologia Pública e a Arte como Meio de Divulgação da Arqueologia
Dra. Katarzyna Jarosz (Międzynarodowa Wyższa Szkoła Logistyki, Wrocław, Polonia). Leccionará Comunicação Social da Arqueologia
Abrirá o módulo a conferência :
Relação entre Arte e Arqueologia
Ministrada pelo Escultor João Charters de Almeida, antigo professor na Faculdade de Belas Artes do Porto, doutor Honoris Causa na Universidade de Lisboa, Universidade Aberta de Lisboa e Universidade do Porto.''
A apresentação que se faz da História do Castelo de Abrantes é tão medíocre que nem me apetecia comentar, mas ao conter inverdades que danam o prestígio de investigadores credenciados merece correcção, como também merecem severa correcção os crassos erros científicos cometidos.
Não mencionar as investigações de Diogo Oleiro, Maria Amélia Horta Pereira, e da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais nos anos 60 ou é crassa ignorância ou constitui deliberado acto de falsificar a História.
Reunir uma equipa científica pluri-nacional e de várias universidades para chegar à conclusão que no castelo de Abrantes se descobriram :''
achados de época romana, como uma estátua templária encontrada debaixo da Igreja de S. Maria do Castelo e algumas árulas e moedas.''
a) Quais são as árulas? Onde é que foram descobertas? Em que contexto? Onde estão?
Ou não foram encontradas no Castelo???? Ou terá sido comprada alguma num conhecido comerciante de velharias?Qual é o número de depósito no Inventário do D.Lopo dessas árulas?
b) Para as moedas digo a mesma coisa? Qual é o relatório científico que descreve esse contexto? Ou será que é o caderno de apontamento de Diogo Oleiro (que certo colaborador do Jornal de Alferrarede sabe tão bem como eu onde está) que descreve esse achado? Qual é o número de depósito no Inventário do D.Lopo dessas moedas?
c) Como é que os romanos podem construir estátuas templárias? Era Gualdim Pais, filho de Décio Júnio Bruto?
ainda outra nota, publicam umas fotos decorativas sobre escavações no Castelo, mas a realidade na prática é esta:
parada abel hipólito- cidadãos por abrantes
e estas
parada abel hipólito- cidadãos por abrantes
como não há enxadas, externalizam-se....
às vezes os buracos à Firma da Filomena Gaspar (Ozecarus)
como foi o caso dos da Rua Grande...quando encontraram uns silos....
acontece que a Filomena Gaspar é funcionária camarária e pelos vistos tem uma enxada privada lá na firma....
e já agora foi essa firma que fez o levantamento arqueológico do Casal Curtido ( tá tudo isto ligado? tá pá!!!!!)
e mantém um curioso protocolo de cooperação com o IPT onde manda o Doutor Oeesterbeck que analisaremos um dia destes....
MN
e para corarem de vergonha mantêm fora dos cursos a pessoa que sabe mais de arqueologia na cidade, o Senhor Dr.Álvaro Batista,

Quarta-feira, 23.04.14
<input ... > <input ... > <input ... > <input ... > <input ... > <input ... >Álvaro Batista disse sobre Bibliografia abrantina ( 10) na Segunda-feira, 31 de Março de 2014 às 12:19:
Bom dia a todosSó agora vi estas perguntas, às quais faço agora q
mais
Bom dia a todos
Só agora vi estas perguntas, às quais faço agora questão de responder. Quanto ao espólio paleolítico referido pela Maria Amélia, bem como o proveniente de suas escavações no castelo de Abrantes encontram-se nas reservas do Museu. Nas escavações da Pedreira em que estive presente 1983/85 creio com o então arqueólogo Carlos Jorge Alves Ferreira nas sepulturas descobertas não foram encontradas pulseiras visigóticas, até porque só a sepultura 5 forneceu uma pequena taça de formato sigillata hispânica mas de fabrico tardio. Estarei ao vosso dispor nesta como noutras questões que eventualmente saiba esclarecer. Como nem sempre ando a ver os blogs qualquer questão que eventualmente me possa envolver agradecia alguma chamada de atenção para o meu Hotmail alvaromsbatista@hotmail.com Cumprimentos Bem hajam
Caro Álvaro:
Obrigado pela sua resposta. É um exemplo para quem tem funções públicas, porque é capaz de esclarecer os interessados. Um dia destes havemos de nos encontrar para esclarecer algumas dúvidas minhas sobre certas coisas de arqueologia, e vou falar consigo porque você é actualmente quem sabe mais de arqueologia em Abrantes.
Temos outro comentário seu atrasado, que não sei quando sairá. Razões de força maior têm-nos impedido de o publicar e responder.
Vamos então à Pedreira:
Quem lançou dúvidas, sobre onde estariam o espólio da D.Maria Amélia Horta Pereira e o da Pedreira, foi Alves Jana (o esposo):


Você diz que estão os ditos espólios nas reservas do D.Lopo e então porque é que o Jana andou a espalhar boatos sobre o descaminho das peças????? Que o tipo é um boateiro já sabemos pelas irresponsáveis declarações feitas na Antena Livre, aparentemente segundo a Oposição produto das confidências conjugais, sobre o MIAA e que levaram aliás a uma participação ao MP, que Maria do Céu Albuquerque devia esclarecer.
Mas você também diz que na Pedreira só se encontrou : '' uma pequena taça de formato sigillata hispânica mas de fabrico tardio''.
Contudo esta página diz :
'' Indústria lítica em quartzito paleolítica e pós-paleolítica, indústria lítica em sílex, cerâmica doméstica do Bronze final (carenados, brunidos, um fragmento de decoração brunida, potes de lábios decorados com incisões e impressões digitais, superfícies cepilladas), romana e pós-romana, material de construção (argila de revestimento, telhas e tijoleiras), quatro fragmentos de pregos em ferro, fragmento de gume de um machado de bronze, fragmento de tubeira de forno de fundição em argila.``
Havia mais espólio que a tacinha, pelos vistos.
Onde é que ele se encontraria: ''Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Tomar''
Qual é o estado de conservação: '' Mau''
Isto é espólio abrantino em Tomar, em mau estado de conservação, num sítio onde há um curso de arqueologia comandado pelo Dr.Oeesterbeck.

Como o homem se dedica a fazer sinais de fumo no Mação, como os índios, não tem tempo para conservar as peças.
Porque é que se falou em peças visigóticas? Porque a estação é do século V-VI ou seja da época em que os bárbaros demoliam a civilização de César.
Acho que há um lapso no seu texto, sobre a datação das escavações, lapso atribuível ao tempo que já passou desde 1983, houve outras campanhas de escavação em 1991-1993.
E há ainda outro pequeno pormenor: Na escavação de 1983, segundo o dr. Carlos Ferreira, foram encontradas: ''materiais característicos da produção bárbara do séc. VI: as fivelas de fusilhão escudiforme, constitui, apesar da inexistência de vestígios osteológicos e do desconhecimento do "habitat" das populações que escolheram este local para enterrar, o dado mais importante da campanha de 1983.''
FERREIRA, Carlos Jorge Alves (1992) - A necrópole tardoromana e visigótica da Pedreira. Rio de Moinhos Abrantes. In Arqueologia Medieval. Porto/Mértola. 1, p. 91110.
Ou seja fíbulas presumivelmente godas...
Alguém saberá onde estão depositadas????
Mas onde é que se prova que estava lá o anel ????
Na tese de Andreia Arezes - Elementos de Adorno Altimediévicos em Portugal (S. V-VIII) : (...)''
Pedreira, freguesia de Rio de Moinhos, Abrantes, reporta-se a uma necrópole identificada em 1982, no âmbito de trabalhos de prospecção superficial, geradores de quantidade significativa de materiais, cuja amplitude cronológica se estende da Idade do Bronze à Época romana. A ameaça configurada pela construção de uma variante à EN3, que estabelece a ligação entre Alcanena e Abrantes, determinou a realização de uma intervenção de emergência em 1983, responsável pela colocação a descoberto de sepulturas integráveis na Alta Idade Média (Ferreira 1992: 91). No total foram escavadas onze, todas abertas em áreas de depósitos coluvionares, sendo que a nº 3 e a nº 8 propiciaram a exumação de materiais metálicos: três fivelas de diferentes
tipologias (Ferreira 1992: 95-96) e, no espaço compreendido entre os sepulcros nº 9 e 10, um anel, classificado como visigótico (Ferreira 1992: 104), sendo que nenhum dos referidos elementos foi por nós observado presencialmente. A necrópole da Pedreira, em acordo com as indicações colhidas na área escavada da necrópole, terá sido ocupada desde o século V, perdurando até ao VII, no que configura, segundo o responsável pelos trabalhos, uma evidência da fixação das populações na região (Ferreira 1992: 109). Por outro lado, o enquadramento cronológico indicado, a par das características tipológicas dos sepulcros, permitem relacionar esta estação com uma outra já mencionada, a da Fonte do Sapo (Batista; Gaspar 2000: 640).
desde o século V, perdurando até ao VII, no que configura, segundo o responsável pelos trabalhos, uma evidência da fixação das populações na região (Ferreira 1992: 109). (....)
Portanto, havia um anel, segundo o dr. Ferreira e o anel deveria estar no Museu D.Lopo. E quem é que responsável pelo D.Lopo parece que é a Drª Filomena Gaspar e que foi ainda a D.Isilda Jana, enquanto responsável pelo MIAA.
Fazem-me o subido favor de dizer onde está o anel?????
ma
já me esquecia de mandar cumprimentos....
Quarta-feira, 29.05.13
(....Em finais dos anos 90 do século XX e inícios do novo século era difícil garantir a presença de um arqueólogo no âmbito da construção de uma auto-estrada (veja-se o caso do IP6 – Abrantes/Mouriscas), ou, era normal as obras terem início sem acompanhamento arqueológico (veja-se os casos do IP6 – Mouriscas/Gardete e da A15 – Lanço Rio Maior/Santarém). Por vezes, no início deste processo de acompanhamento das grandes vias de construção, foi mesmo necessária uma intervenção mais incisiva por parte da tutela para garantir que os projectos tivessem o devido acompanhamento arqueológico.(....)

Vista geral do IP6 - Abrantes/Mouriscas e do sítio arqueológico da Fonte do Sapo.
Tudo em
''O PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO E OS GRANDES PROJECTOS RODOVIÁRIOS: METODOLOGIAS DE TRABALHO
Análise ao acompanhamento e sondagens realizadas em contexto de obra''
Sandra Lourenço e Gertrudes Zambujo
Outubro de 2010
Ed Estradas de Portugal
Comentários; esta situação teve muito que se lhe diga, com intervenção de abrantinos, actualmente funcionários municipais. Mas tenho perguntas a fazer (além doutras ) e a primeira é: sendo extremamente importante o sítio arqueológico , porque não foi classificado e protegido??????
Porque é que não há nenhum sítio arqueológico com protecção e musealizado num concelho extremamente rico em vestígios deste tipo????
Porque é que se vai gastar um montão de dinheiro num museu, com peças em grande parte de origem estrangeira e não se começa pela base, que é o essencial, proteger Aritium ou a estação romana ao lado do Cemitério de Alferrarede????
Não estaremos a começar a casa pelo telhado?
Seremos uns perigosos fundamentalistas, talvez????
Mas quando as forem proteger, já as plantações de eucaliptos, as estradas, os tipos com detectores de metais terão dado cabo de tudo.
A propósito foram a Filomena Gaspar e o Álvaro Baptista segundo o estudo citado, os intervenientes no caso da Fonte do Sapo. Falaremos disto outro dia.
Tudo isto é política? É.
Proteger ou abandonar é uma opção política.
MN, da Tubucci