Sexta-feira, 11.09.15

Falando ao Pepino do Ribatejo, o Aníbal, tonsurado de profissão, que  fala em nome da Caritas anuncia chegada dos emigrantes ilegais a Abrantes:

 

''Quanto á resposta que está a ser preparada no distrito, adianta que está a ser debatidas a ideia de criar um espaço na Cáritas, e procurar casas com rendas apoiadas. Embora já tenha sido contatado por famílias do distrito que se dispõem a receber refugiados, o Padre Aníbal refere que “nesta primeira fase só as paróquias da principais cidades, como Santarém, Tomar, Torres Novas, Rio Maior, Almeirim e Abrantes têm condições para adotar o desafio do Papa”. Isto porque “as visitas são boas de receber, mas com estes refugiados é uma questão de mais longo prazo, que exige acompanhamento, desde logo pela aprendizagem da nossa língua”.
Num “gesto concreto” em preparação do jubileu da misericórdia que começa em Dezembro, “que cada paróquia, cada comunidade religiosa, cada mosteiro, cada santuário da Europa acolha uma família”, pediu Francisco, num tom de grave urgência, por ocasião da oração do Angelus.''

 

O Aníbal compara os sírios aos judeus, vítimas do Holocausto Nazi. E diz que Portugal os recebeu.

O que se esqueceu de dizer o Aníbal foi que o nazismo foi sustentado ideológicamente e financeiramente pela Igreja Católica, designadamente por PIO XII, coisa que deu origem a esta peça.

Lá por a Igreja Católica ter apoiado o fascismo e o nazismo e o anti-semitismo dos Bispos alemães ter incentivado o crime,

amem.gif

nós não temos de dizer Amém ao Anibal da Caritas, nem ao Aníbal de Boliqueime.

 

a redacção



publicado por porabrantes às 10:12 | link do post | comentar

Domingo, 29.03.15

HH.png

Herberto Hélder em entrevista a Luzes de Galicia

créditos : Expresso, citação de Ana Cristina Leonardo

 

espero que a Comunidade Judaica, chefiada pelo Reverendo Rabino e pela senhora Muznik não comece a babar-se

 

MN  



publicado por porabrantes às 16:26 | link do post | comentar

Domingo, 15.03.15

A edição é curiosa, de Veneza, e é naturalmente propagandística, insere-se na campanha anti-inquisitorial contra uma Instituição que encheu a Igreja de Portugal (e de Espanha ) de sangue e lama

 

 

padre antónio vieira 1.png

 

padre antónio vieira 2.png

 

 e traz notícia da sangrenta execução duma sinistra personagem abrantina, o Meia Noite

 

padre antónio vieira 3.png

O Meia-Noite dizia-se cristão-velho e tinha sido denunciante de judeus e morre num auto-de-fé acusado de pertencer à ''gente de nação'' ou seja de ser judeu...

 

O Autor faz esta reflexão sobre a máquina inquisitorial, na queixa ao Papa, 

 

padre antónio vieira 4.png

Como já explicou António José Saraiva, a Inquisição transformara-se numa máquina de produzir judeus, apenas para manter o status quo da sociedade civil daquele tempo.

 

   

 

Um grande historiador Ben Nentahyou 

 

inq.png

explicou que o racismo nasceu na Ibéria, com a distinção aberrante entre cristãos-novos e velhos, e o filho foi oferecer o brilhantíssimo livro a outro  jesuíta...

pope6201.jpg

Do livro disse o Times:

''

As a historian, Mr. Netanyahu reinterpreted the Inquisition in “The Origins of the Inquisition in Fifteenth Century Spain” (1995). The predominant view had been that Jews were persecuted for secretly practicing their religion after pretending to convert to Roman Catholicism. Mr. Netanyahu, in 1,384 pages, offered evidence that most Jews in Spain had willingly become Catholics and were enthusiastic about their new religion.

Jews were persecuted, he concluded — many of them burned at the stake — for being perceived as an evil race rather than for anything they believed or had done. Jealousy over Jews’ success in the economy and at the royal court only fueled the oppression, he wrote. The book traced what he called “Jew hatred” to ancient Egypt, long before Christianity.''

 

Leiam-no, o Papa que é duma duma terra de judeus, a Argentina é o país com mais judeus do Hemisfério Sul, saberá apreciá-lo, porque também sabe que os judeus argentinos perigam, ameaçados pelo anti-semitismo peronista, e que as raízes do peronismo são nazi-fascistas..

 

Se os Papas do século dezassete e dezoito tivesse lido as alegadas queixas dum jesuíta nascido no Brasil, as coisas não estariam onde estão....

 

MN 

Para ser justo há que dizer que o Vaticano protegeu António Vieira contra a Inquisição e tentou moderá-la em Portugal e Espanha. A Inquisição vigente nos Estados Pontifícios nunca perseguiu judeus. Essa perseguição é especificamente ibérica.

 

o processo do Meia-Noite está aqui.

 

em ://arlindo-correia.com/



publicado por porabrantes às 15:30 | link do post | comentar

Sábado, 30.03.13

 

Está-nos na massa do sangue queimar judeus.

 

 

 

 

 

 

 

Fotos http://www.leoesdalapa.pt/3/post/2012/04/queima-do-judas-2012.html

 

 

A tradição que era também abrantina persiste viva um pouco por todo o país e além-mar, sobretudo no Brasil.

 

      

 

 

 

 

 

 

 

 

Sábado de Aleluia marcado pela Queima do Judas e vigílias pascais por todo o país

 

 

http://noticias.pt.msn.com/

 

Não há absolvição para isto, estando D.Manuel I em Abrantes vieram novas de Lisboa que num Domingo de Páscoa, a canalha da capital, açulada por frades dominicanos, realizara o maior pogrom da História de Portugal.

 

O Rei mandou reprimir com dureza os instigadores e executar algum frade. Mas tempos depois expulsaria os hebreus, criaria a odiosa distinção entre cristãos-velhos e novos e o filho, o pio João III, montaria a máquina inquisitorial.

 

 Sinagoga de Lisboa, obra magnífica de Ventura Terra

 

in resto de de colecção

 

 Se queimar Judas é cultura, o Santo Ofício também era.

 

 

Não me venham com simbolismos, ''cultura'' popular e outras tretas, é pura e simplesmente uma vergonha. Um acto de anti-semitismo bárbaro num país onde a comunidade hebraica é pouco numerosa, mas onde nos corre a todos nas veias sangue ''marrano''.

 

Em  16/09/1662 o clérigo Pedro da Costa Brandão, da Igreja de S.João de Abrantes ''apanhava'' : Sentença: auto-de-fé de 16/09/1662. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial pérpetuo sem remissão, degredo por cinco anos para as galés, penitências espirituais.  





Este é um ofício português. E abrantino. Um ''santo ofício''. 



Miguel Abrantes



publicado por porabrantes às 12:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 25.06.11

                                   

 

Plebe pode significar povo mas também populacho, ralé, diz no seu precioso Dicionário, Mestre Cândido de Figueiredo. E cita para definir um plebeu, do género aos que se refere Frei Armando, Filinto Elísio ''.....um tal fuão, bom grasnador, plebano....'' definição que assenta como uma luva em Jorge Lacão ou Nelson Carvalho.

 

Para lhes poupar trabalho a eles e ao Armandinho, cujo convívio com os clássicos é limitado, tão limitado como são néscias as ideias, diz-se que fuão significa fulano, não vão eles processar Frei Armando por lhes chamar fuinhas....

 

Texto de Marcello de Noronha, posto por a.abrantes (plebeu mas não da ralé)



publicado por porabrantes às 09:48 | link do post | comentar

Sexta-feira, 27.05.11

   

 

 

 

Senhor Jesus do Capítulo, segundo a tradição comprado em Itália por D.Lopo de Almeida, 1º conde de Abrantes e oferecido aos frades de São Domingos. Pousava na Sala do Capítulo do dito Convento e era considerado muito ''milagroso'' pelos abrantinos. Transferido para S.João depois do fecho do Convento enquanto instituição monástica. É uma vergonha que o Pároco desta Igreja seja um dos impulsionadores da demolição do Convento. (Foto D.G.M.N)

 

O texto do cartoon (e o restante) é de Suzy Levi de Noronha. O texto do cartoon é imaginário. (1). Posto por Adérito Abrantes.

 

(1) Dom Manuel  mandou fazer justiça, quando se encontrava a Corte em Abrantes,  pousando em Avis, à moda bárbara de Quinhentos, contra os responsáveis do massacre da comunidade judaica de Lisboa pela canalha, excitada pelos sermões de alguns frades da Igreja de São Domingos de Lisboa. As primeiras notícias da presença de ciganos parecem ser do reinado de D.Sebastião.

 

 

 

O POGROM SEGUNDO DAMIÃO DE GÓIS

A MATANÇA DE JUDEUS EM LISBOA (19 de Abril de 1506)

segundo Damião de Góis


pogrom-1506-04-19-2a.jpg

«…Nos dois derradeiros capítulos desta primeira parte, tratarei de um tumulto e levantamento que, a dezanove de Abril de 1506, Domingo de Pascoela, houve, em Lisboa, contra os Cristãos-novos.

No mosteiro de São Domingos existe uma capela, chamada de Jesus, e nela há um Crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que deram foros de milagre, embora os que se encontravam na igreja julgassem o contrário. Destes, um Cristão-novo (julgou ver, somente), uma candeia acesa ao lado da imagem de Jesus. Ouvindo isto, alguns homens de baixa condição arrastaram-no pelos cabelos, para fora da igreja, e mataram-no e queimaram logo o corpo no Rossio.

Ao alvoroço acudiu muito povo a quem um frade dirigiu uma pregação incitando contra os Cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro com um crucifixo nas mãos e gritando: “Heresia! Heresia!” Isto impressionou grande multidão de gente estrangeira, marinheiros de naus vindos da Holanda, Zelândia, Alemanha e outras paragens. Juntos mais de quinhentos, começaram a matar os Cristãos-novos que encontravam pelas ruas, e os corpos, mortos ou meio-vivos, queimavam-nos em fogueiras que acendiam na ribeira (do Tejo) e no Rossio. Na tarefa ajudavam-nos escravos e moços portugueses que, com grande diligência, acarretavam lenha e outros materiais para acender o fogo. E, nesse Domingo de Pascoela, mataram mais de quinhentas pessoas.

A esta turba de maus homens e de frades que, sem temor de Deus, andavam pelas ruas concitando o povo a tamanha crueldade, juntaram-se mais de mil homens (de Lisboa) da qualidade (social)dos (marinheiros estrangeiros), os quais, na Segunda-feira, continuaram esta maldade com maior crueza. E, por já nas ruas não acharem Cristãos-novos, foram assaltar as casas onde viviam e arrastavam-nos para as ruas, com os filhos, mulheres e filhas, e lançavam-nos de mistura, vivos e mortos, nas fogueiras, sem piedade. E era tamanha a crueldade que até executavam os meninos e (as próprias) crianças de berço, fendendo-os em pedaços ou esborrachando-os de arremesso contra as paredes. E não esqueciam de lhes saquear as casas e de roubar todo o ouro, prata e enxovais que achavam. E chegou-se a tal dissolução que (até) das (próprias) igrejas arrancavam homens, mulheres, moços e moças inocentes, despegando-os dos Sacrários, e das imagens de Nosso Senhor, de Nossa Senhora e de outros santos, a que o medo da morte os havia abraçado, e dali os arrancavam, matando-os e queimando-os fanaticamente sem temor de Deus.

Nesta (Segunda-feira), pereceram mais de mil almas, sem que, na cidade, alguém ousasse resistir, pois havia nela pouca gente visto que por causa da peste, estavam fora os mais honrados. E se os alcaides e outras justiças queriam acudir a tamanho mal, achavam tanta resistência que eram forçados a recolher-se para lhes não acontecer o mesmo que aos Cristãos-novos.

Havia, entre os portugueses encarniçados neste tão feio e inumano negócio, alguns que, pelo ódio e malquerença a Cristãos, para se vingarem deles, davam a entender aos estrangeiros que eram Cristãos-novos, e nas ruas ou em suas (próprias) casas os iam assaltar e os maltratavam, sem que se pudesse pôr cobro a semelhante desventura.

Na Terça-feira, estes danados homens prosseguiram em sua maldade, mas não tanto como nos dias anteriores; já não achavam quem matar, pois todos os Cristãos-novos, escapados desta fúria, foram postos a salvo por pessoas honradas e piedosas, (contudo) sem poderem evitar que perecessem mais de mil e novecentas criaturas.

Na tarde daquele dia, acudiram à cidade o Regedor Aires da Silva e o Governador Dom Álvaro de Castro, com a gente que puderam juntar, mas (tudo) já estava quase acabado. Deram a notícia a el-Rei, na vila de Avis, (o qual) logo enviou o Prior do Crato e Dom Diogo Lopo, Barão de Alvito, com poderes especiais para castigarem os culpados. Muitos deles foram presos e enforcados por justiça, principalmente os portugueses, porque os estrangeiros, com os roubos e despojo, acolheram-se às suas naus e seguiram nelas cada qual o seu destino. (Quanto) aos dois frades, que andaram com o Crucifixo pela cidade, tiraram-lhes as ordens e, por sentença, foram queimados.»

Damião de Góis, in «Crónica de D. Manuel I», capítulo CII da Parte I

 

 

in república e laicidade (http://www.laicidade.org/ 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 15:49 | link do post | comentar

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