ephemera
O Sr. Dr. António Graça Pereira, nosso amigo, publicou mais um artigo, este na gazeta do Sr.Martinho sobre genealogia, fruto dum trabalho árduo nos arquivos ou seja fruto daquilo que em gíria dos historiadores sérios se chama '' queimar as pestanas''.
Desta vez sobre a genealogia da política abrantina Maria de Lourdes Pintasilgo.
Entretanto a Câmara (lenta) continua ao que sabemos sem lhe dar resposta à sua reclamação sobre a injusta não atribuição do Prémio Campos.
Isto é a Câmara continua a desprezar o trabalho sério sobre História de Abrantes, enquanto publica obras de duvidosa qualidade como a de Andreia Almeida.
Com a devida vénia reproduzimos da página do facebook do Dr.Graça Pereira o seu último artigo.
A Direcção da Tubucci

Artigo publicado no Jornal de Alferrarede, edição de Abril:
Genealogia da Engª Maria de Lourdes Pintasilgo
Neste número apresentamos um pequeno apontamento sobre a genealogia da Engª Maria de Lourdes Pintasilgo. As fontes primárias da investigação são os registos paroquiais da Igreja Católica. Estes registos, em livros próprios de cada paróquia, englobam os atos de batismo/nascimento, de casamento e de óbito dos despectivos fregueses e existem há mais de 400 anos em Portugal. O Estado tem na sua posse a grande maioria dos registos anteriores a 1911, os quais estão depositados por regra nos Arquivos Distritais da Torre do Tombo onde é possível a sua consulta ou a de cópias microfilmadas ou digitalizadas.
O apelido Pintassilgo, por vezes com a grafia Pintasilgo como no caso da Engª Maria de Lourdes Pintasilgo, é muito frequente na Beira Baixa, mais propriamente na zona da Covilhã. A Covilhã, que diga-se, é uma terra algo difícil para o estudo da genealogia das suas gentes por ter tido outrora muitas freguesias (São João Mártir, Santa Marinha, São Pedro, São João de Malta, São Silvestre, Santa Maria Maior, São Paulo, Santa Maria Madalena, São Vicente, São Martinho, São Bartolomeu, São Tiago, São Salvador e Nossa Senhora da Conceição), o que leva a grande dispersão dos registos.
O apelido deve ter origem em alcunha por se contar que houve um antepassado que assobiava como um pintassilgo. A referência mais antiga que encontrámos foi a de Luís Rodrigues Pintassilgo que deve ter nascido na freguesia de Santa Maria Madalena nos finais do século XVII, mas deve ser possível encontrar referências mais antigas. Este Luís foi pai de um Rodrigo José Pintassilgo, que viveu em São João de Malta, e avô de um João Rodrigues Pintassilgo que viveu em Santa Maria Madalena. Entre a vasta descendência deste João destacamos o bisneto Jerónimo Matos Pintassilgo, "fabricante", isto é, ligado à indústria dos lanifícios. Este Jerónimo é o avô paterno da engenheira Maria de Lourdes Pintassilgo, nascida em Abrantes a 18.1.1930, na rua do Brasil, depois rua da Sardinha, e que hoje tem o seu nome. Como se sabe Maria de Lourdes Pintassilgo foi figura impar da sociedade portuguesa no século XX. Entre outras coisas, foi Secretária de Estado da Segurança Social no I Governo provisório, Ministra dos Assuntos Sociais (II e III Governos Provisórios), representante permanente de Portugal na UNESCO (1975-1981), Primeira-Ministra do V Governo Provisório (1979) e Candidata à Presidência da República. Mas, mais do que isso, como escreveu Fernando de Sá Monteiro, no sítio de genealogia "geneall.net" foi "acima de tudo uma mulher de grande coração, de incontestável valor intelectual, de uma enorme coerência na luta por ideais que considerava estarem contidos no seu caminhar religioso: o Catolicismo".
Tendo tido o enorme privilégio de conhecer pessoalmente Maria de Lurdes Pintasilgo é, com o maior dos respeitos, e como forma de lembrar a sua memória, que deixo aqui parte dos seus costados. A numeração que surge à esquerda de cada indivíduo corresponde à numeração tradicional pelo método Sosa-Stradonitz, em que o indivíduo que está na base da árvore de costados recebe o número 1, o seu pai o número 2 e a sua mãe o número 3. Daí em diante, para se encontrar o pai de um determinado indivíduo, deve-se multiplicar o seu número por dois. Para a mãe desse mesmo indivíduo soma-se um ao número do pai. Assim, por exemplo, o pai do indivíduo com o número 8 é o indivíduo com o número 16 e a mãe tem o número 17.
Primeira Geração
1. Maria de Lourdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo nasceu a 18.1.1930 em Abrantes. Faleceu a 10.7.2004 em Lisboa.
Segunda Geração
2. Jaime de Matos Pintasilgo, comerciante, nasceu a 9.12.1896 na Covilhã. Faleceu a 10.10.1959 em Lisboa. Casou a 14.3.1929 em Abrantes.
3. Amélia do Carmo Ruivo da Silva, de Vendas Novas.
Terceira Geração
4. Jerónimo Matos Pintassilgo, fabricante, nasceu a 21.5.1866 na Covilhã
5. Bárbara Saraiva Tavares Matos nasceu a 1.1.1873 na Covilhã.
6. José Ruivo da Silva, militar, faleceu em 1918.
7. Raquel do Carmo.
Quarta Geração
8. Francisco Jerónimo de Matos, tecelão, da Covilhã.
9. Mariana Rosa, da Covilhã.
10. António Joaquim Agostinho, fabricante, de Orjais.
11. Maria Angélica Saraiva, da Covilhã.
Quinta Geração
16. José Jerónimo de Matos, do Tortosendo.
17. Maria dos Santos.
18. José Rodrigues Pintassilgo, da Covilhã.
19. Maria Raquel, da Covilhã.
20. José Agostinho, da Covilhã.
21. Rosa Tavares.
22. Firmino António Saraiva, da Covilhã.
23. Maria da Piedade.
Sexta Geração
36. João Rodrigues Pintassilgo nasceu a 12.1.1750 na Covilhã.
37. Catarina Joaquina, da Covilhã.
38. Manuel Lopes Catalão, da Covilhã.
39. Josefa Maria, da Soalheira.
44. Estevão Pereira Saraiva, da Covilhã, Santa Maria.
45. Rita Maria.
Sétima Geração
72. Rodrigo José Pintassilgo, da Covilhã.
73. Catarina da Silva nasceu, com o pai já falecido, a 23.5.1734 na Covilhã.
74. Cristóvão de Paiva, de Manteigas.
75. Luísa Maria, de Pinhel.
88. Francisco Saraiva, da Covilhã. Casou em 1774 na Covilhã.
89. Matilde do Rosário, da Covilhã,
90. José António.
91. Maria Fernandes.
Oitava Geração
144. Luís Rodrigues Pintassilgo, da Covilhã.
145. Luísa de Oliveira, do Tortosendo.
146. Manuel Pereira, de Manteigas.
147. Maria da Silva, da Covilhã.
176. José Saraiva.
177. Ana Rodrigues.
178. Manuel Pereira.
179. Helena da Cruz.
Nona Geração
292. Manuel Pereira, de Manteigas.
293. Maria Fernandes, de Manteigas.
294. Domingos da Silva, do Porto.
295. Ana Rodrigues, da Covilhã.
A única mulher a liderar um Governo em Portugal até à actualidade foi homenageada pelo Instituto Europeu para a Igualdade do Género, que seleccionou Maria de Lurdes Pintassilgo para o calendário de 2011 de «Mulheres que Inspiram a Europa», apresentado hoje em Bruxelas.
Notícias TSF
A Igualdade de Género significará que uma política fascista é= a uma política gonçalvista?
A Lurdinhas afilhada política do Caetano é = à D. Lurdes, moça de recados do Eanes?
in Tertúlia do Garcia
A Camarada Lurdes candidata a Presidente é = a um Otelo Saraiva de Carvalho, candidato a Presidente.
Neste caso não, Otelo teve o dobro de votos da Madre Lurdinhas.....
Como é homem tinha mais talento político, diz o Miguel Abrantes que é machista....
Quem teria sido a criatura que escreveu a notícia?
Não tá assinada.
A única senhora a liderar um governo?
É mentira.
Ou como diz a Céu uma falta de verdade.
D.Maria II, D.Luísa de Gusmão e mais uma data de Rainhas Regentes não lideraram coisa nenhuma.
D.Luísa de Gusmão em vez de dirigir a guerra com Espanha, esteve 20 e tal anos no Paço a fazer tricô e a dançar flamenco porque era andaluza.
Vale a pena continuar?
Vale, só para chatear o machista do Miguel, recordar-lhe que durante a regência de D.Catarina (viúva de D. João III) o país aguentou-se.

in blogue Amigo da História
Quando o regido, o Sebastião atingiu a maioridade foi o caos e Alcácer Quibir.
Às vezes as mulheres são melhores políticas que os homens.
Marcello de Noronha, da Obra e não do Graal
Finalmente ditou-se justiça. Dirá o leitor que mais vale tarde que nunca. Mas uma justiça que demora cinco anos não é justiça. Por isto este processo obrigará a uma revisão dos códigos de processo e penais.
O que não se admite num Estado de Direito é a modificação atabalhoada feita no Código Penal quase começou a investigação e foram envolvidos no caso alguns políticos socialistas.
Como não se admite a actuação da generalidade dos Provedores da Casa Pia que desempenharam mandatos durante os longos anos naquela que foi a Casa dos Horrores.
Um harém de efebos para gozo e desfrute de personalidades da jet.
Houve autoridades a fazer a vida impossível a um professor da Casa Pia que vinha denunciando a situação e a quem foi movida uma perseguição implacável.
Também não se percebe que a Procuradoria não tenha sentado no banco dos réus, neste ou noutro processo, os vários Ministros que ao longo dos anos que durou o cálvario dos menores tutelaram a Casa Pia.
Houve Ministros que tiveram conhecimento das queixas e nada fizeram, levando os dossiers para casa para os fazer sair no momento oportuno.
A Ministra da Saúde Leonor Beleza viu-se envolvida num processo devido à responsabilidade da tutela num caso de transfusões de sangue contaminado.
Parece que há na Justiça Portuguesa duas varas de medir.
E restam as consequências políticas. Quem nomeou Manuel Abrantes para a Casa Pia foi Ferro Rodrigues.
Pensamos que se devia demitir de todos os cargos públicos e terminar a sua carreira política. Como pensamos que são verdadeiras as afirmações feitas sobre ele no Relatório do 25 de Novembro de 1975, acerca da sua actuação no Regimento de Infantaria de Abrantes, nunca deveria ter começado uma carreira política num regime democrático.
Porque essas acusações sustentam que ele participou num levantamento militar contra o
regime democrático.
Da mesma forma, vários Ministros e a abrantina Lurdes Pintasilgo trabalharam e deram lugares de relevo ao embaixador Jorge Rito.
Não sabiam que no Ministério de Estrangeiros havia queixas de pelo menos 2 países contra Rito por questões relacionadas com menores?
Desculpem mas não acredito. A diplomacia portuguesa é um mundo demasiado pequeno para não se saberem essas coisas.
E no Tribunal de Cascais já constavam queixas contra Rito a que não foi dado seguimento.
E houve na diplomacia pelo menos mais um caso que terminou tragicamente na morte de um diplomata luso por um menor no Brasil.
E houve um Presidente da República que deu uma alta condecoração a Rito. Não foi Cavaco.Que pensará agora fazer o Conselho das Ordens Honoríficas que funciona em Belém?
inhttp://cuscasdasgajas.blogspot.com
Expropriar a condecoração ao alegado pedófilo condenado? Ou esperar 10 anos para que haja uma sentença transitada em julgado?
Resta a Dona Lurdes Pintasilgo, essa Santa, que conseguiu trabalhar intimamente com Rito na Unesco e nunca terá suspeitado que o Embaixador era um pedófilo. Perdão, um alegado pedófilo porque haverá esperar que a sentença transite em julgado e isso demorará anos.
Portanto só me resta sugerir que a CMA quando abra a casa natal da D.Lurdes para acolher as vítimas do machismo abrantino, coloque logo à entrada uma fotografia da Engenheira com o Embaixador Rito na Unesco.

O Embaixador Ritto é o primeiro. in AP Photo/Armando Franca
Adérito Abrantes
Um dos nossos leitores mandou-nos este recorte da Capital de 27-12-1922 que retrata algumas das actividades empresariais do pai dos manos Pintasilgo, Jaime de seu nome.
Aqui fica. -Departamento de Estudos Históricos do Por Abrantes
História
grândola- escavação Igreja São Pedro
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