No dia do Corpus Christi de 1476 criava el-rei Afonso V Conde de Abrantes ao seu criado e homem de mão Lopo de Almeida.
mn
Um fã do blogue pede-me para dizer que a falecida Caetana, Duquesa de Alba e etc tinha antepassados abrantinos.
Não tenho demasiada paciência prá genealogia e pedi ao amigo que fizesse ele a busca nos costados da versão espanhola da Lili Caneças (grande intelectual amiga do arquitecto Carrilho da Graça)
A Branca de Almeida é irmã do maquiavélico adjunto de D.Afonso V e de D.João II, o Lopo de Almeida.
Não posso simpatizar com a Caetana porque ela usava o título de Condessa-Duquesa de Olivares, que o 2º marido, um ex-jesuíta Jesús Aguirre, tinha metido num cartão de visita prá mostar à esquerda que agora era muito importante.
Bem a razão porque os jesuítas o mandaram compulsivamente dar uma volta é semelhante à que outro jesuíta, o Papa, usa agora para chamar a atenção a certos bispos e sacerdotes.
Resta dizer que quando o Doutor Candeias promoveu o Charters de Almeida a Chefe dos Almeidas, esqueceu-se da Caetana que usava (devia ser difícil de transportar) 60 títulos de nobreza.
Acho que a senhora era mais nobre que o Charters.
E já que se fala de Duquesas, invoco o nome duma que meteu Mário Soares no Conselho de Administração (ou seria Curador?) duma Fundação.
Luisa Alvarez de Toledo, Duquesa de Medina-Sidónia (o título do sogro de D.João IV). Era comuna.
Um dia os ianques descuidaram-se e deixaram cair uma bomba atómica sem detonador nas terras feudais da Luísa.
Ficou furiosa e levou os camponeses e os seus amigos do PCE a enfrentaram-se à polícia franquista.
No julgamento o juíz disse-lhe: Tem maneiras, tu não podes tratar um magistrado por tu.
Cala-te-disse-lhe a comuna, : Tu é que não podes tratar-me a mim por tu, tens de me tratar por Excelência, eu sou Grande de Espanha e tu não passas de um lacaio fascista.
Apanhou uns anos de cadeia que cumpriu, mandando à merda quem lhe propunha um indulto.
Wikipedia
Depois foi pró exílio beber copos e conspirar com o Mário Soares que estava em Paris, e com o Santiago Carrillo. O dr.Soares conta a sua amizade com ela aqui.Vale a pena lê-lo, porque é um homem de boa memória e continua a escrever muito bem..
E fiquei a saber que Luiza Alvarez de Toledo nascera em Portugal. Já agora era meio judia.
Se o nosso amigo das genealogias quiser verificar se a Duquesa comuna era descendente dos Almeidas a malta agradece.
mn
''
(...)“Nom tomem porem os vossos oficiaes daqui ousadia, porque estes homens são barbaros e bestas, dos quaes diz o Profeta quorum Deus venter est, mas tomem do bom servir dos vossos Reynos e dos de Ingraterra e de França, que são Reynos de homens e não de bestas.” (...)
(1)
Escreve Lopo a Afonso V, Rei de Portugal, seu senhor
E continua são avarentos, sujos, mal-educados e não sabem comer à mesa
E o chefe do bando teutónico é o Habsburgo, Frederico III que acaba de casar com D.Leonor de Portugal que até para consumar matrimónio é uma besta....
Leonor de Portugal por Hans Burgkmair, o Velho, 1473-1531, cortesia da Wikipedia
Um grande estudo das Cartas de Itália, originalmente publicadas por Rodrigues Lapa,
A visão do Outro nas Cartas de Itália
de Lopo de Almeida
de Paulo Esmeraldo Catarino Lopes na Revista de História da Sociedade e da Cultura, da U. Coimbra.
Um texto imprescindível para caracterizar a psicologia do cortesão e feudal Lopo....
O Autor não usa nenhuma bibliografia editada pela C M Abrantes sobre Lopo de Almeida, coisa que só demonstra o seu rigor e sensatez.
MN
(citado por LOPES, Paulo Esmeraldo Catarino - A visão do Outro nas Cartas de Itália de Lopo de Almeida. Revista de História da Sociedade e da Cultura. 11 (2011) 117-140.)
outro texto importante para a História de Abrantes neste número: Caminhos-de-ferro da Beira (1845-1893), p. 273-296 [Hugo Silveira Pereira]

Para elucidação do Senhor Doutor Candeias Silva e da drª Andreia de Almeida oferece-se nova imagem do operário do Duomo de Siena
Ciao
SN
O Doutor Candeias é autor duma obra importante e de qualidade em domínios da História de Abrantes e da sua província natal, a Beira-Baixa.
Doutor Joaquim Candeias Silva
Foto do Jornal de Alferrarede
Mas nenhum historiador (incluindo o rural João Pico) está isento de erros ou de lapsos que devem ser corrigidos paternalmente, sem acrimónia, porque a História é sempre uma obra em construção.
Sustentou o Doutor Candeias Silva
na sua obra
que D.Lopo estaria representado num fresco da Biblioteca Picollomini no Duomo ou seja na Catedral de Siena,
D.Lopo fazia parte do séquito da Infanta D.Leonor, já Imperatriz, porque casara em Lisboa por procuração com o Imperador do Sacro-Império Romano-Germânico Frederico III. A irmã de Afonso V encontrou-se em Siena com o seu marido, sendo a pomposa cerimónia representada no fresco em causa. Foi anfitrião do encontro imperial Eneas Sílvio Piccollomini, Bispo de Siena, grande humanista, mais tarde Papa com o nome de Pio II.
A foto representa a Biblioteca Piccolomini, no Duomo, onde o grande pintor Pintoricchio representou em admiráveis frescos vários passos da vida deste Papa.
Um dos frescos representa o encontro entre a Infanta lusa e o Imperador, fresco que passamos a mostrar com mais detalhe:
imagem ver aqui
O Doutor Candeias a página 30 da sua interessante obra (donde lhe surgiu, parece-nos a sua saudável fixação pelos Almeidas) sugere que uma das personagens seria Lopo de Almeida.
Candeias segue a identificação proposta pela venerável Mestra de História Económica Portuguesa, Virgínia Rau que foi uma das primeiras pessoas a chamar a atenção para o percurso do 1º Conde Abrantino, de que não era conhecida nenhuma representação gráfica.
Mas esquece duas coisas importantes:
Virgínia Rau não era historiadora de Arte.
E ela não afirma que se trata de D.Lopo.....
Ela diz : ''Nos cavaleiros , vestidos de escuro, que faziam parte do séquito da Infanta, poderemos ver nós os retratos do nosso Lopo de Almeida e do seu companheiro o Dr.João Fernandes da Silveira? Ë possível, é muito provável.....''
E numa nota de pé de página especifica ''Ver na reprodução (...) as duas figuras de negro , à direita e por detrás da Infanta e das suas damas; uma delas ostenta no manto uma Cruz de Malta. Será este o Dr.João Fernandes da Silveira, armado cavaleiro em Roma, pelo Imperador??'
(V. Rau, ''Aspectos do ''trato'' da ''adiça'' e da ''pescaria do ''coral'' nos finais do século XV'' , in Estudos de História Medieval,Editorial Presença, Lix, 1986, p. 147)
Virgínia Rau traça a interrogação não afirma, sugere, que com bastante probabilidade, possam ser Lopo de Almeida e João Fernandes da Silveira.
Vamos vê-los com mais pormenor:
D.Lopo seria o da direita, o Dr. Silveira o que leva a Cruz de Malta.
As dúvidas sugeridas por Virgínia Rua continuam a ser mantidas na bibliografia portuguesa recente, por exemplo Humberto Baquero Moreno e Isabel Vaz de Freitas in A Corte de D.Afonso V -O Tempo e os Homens'' (1986) escrevem: ''Entre os elementos do séquito representados encontra-se provavelmente Lopo de Almeida e João Fernandes da Silveira''.
A probabilidade é mantida mas nenhum destes autores se atreve a identificar as personagens.
E a agora a pergunta: foi o Doutor Candeias a Siena e preocupou-se em ver os frescos in situ e ler a bibliografia italiana sobre esta obra prima de Pintoricchio?
Se foi, terá comprado um guia da catedral ou mais especificamente um guia da Biblioteca Piccolomini?
Porque teria bastado uma consulta a esta obra de divulgação turística de Alessandro Cecchi, Scale Firenze, Florença, 1991, para verificar que a figura que Virgínia Rau apontou como sendo possivelmente Lopo de Almeida, não o pode ser.
Ora se os próprios especialistas italianos têm dificuldade em identificar algumas das personagens do fresco, não há problemas porém em identificar o homem da cruz de Malta como o membro da Fábrica da Catedral Alberto Aringhieri, porque ele foi representado também por Pintoricchio num dos frescos da capela de São João da Catedral (1504-06).
Da mesma forma a personagem onde Virgínia Rau supôs ver Lopo de Almeida é fácil de identificar, tratando-se dum parente do futuro Pio II, Andrea di Nanni Piccolomini, estando a seu lado a sua mulher Agnese di Gabriele Francesco Farnese.
Onde figura uma referência a Lopo de Almeida é na coluna comemorativa de mármore visível no fresco mandada levantar pelo povo de Siena.
O próprio Bispo (depois papa Pio II) diz nos seus Comentários ''Sobre este local pouco tempo depois os sienenses levantaram uma coluna de mármore, monumento destinado a recordar à posteridade que neste lugar se viram pela primeira vez o Imperador vindo do Oriente e a Imperatriz vinda de Ocidente''.
Esta nota pretende apenas aclarar que infelizmente não dispomos de nenhuma representação gráfica conhecida do primeiro Conde de Abrantes.
Se alguém o quiser representar por favor não o pinte com a cara dum patrício italiano, membro duma poderosa família pontifícia.
Porque um Almeida não é um Piccolomini......
Marcello de Noronha
Nota: Vai este texto dedicado ao Eduardo Campos que se fosse vivo teria sido um dos primeiros a assinar a petição. Não se pretende entrar em polémica com ninguém. Apenas elucidar um passo da história abrantina....
Do intervenção do Doutor Candeias da Silva, sobre D.Francisco da Almeida estão disponíveis vários curiosos excertos na página web da CMA.
Mas não será certamente do Doutor Candeias esta prosa anónima que lá está, porque é digna de João Pico:
Marcas da presença dos Almeida em Abrantes
Nos dias de hoje muitas são ainda as marcas da passagem da família dos Almeida por Abrantes. Entre outros, relembramos o Museu D. Lopo de Almeida (Castelo), o edifico do antigo Hospital do Salvador, que hoje alberga parte da Santa Casa da Misericórdia, e o edifício originário do Convento de S. Domingos.
Os Almeida chegaram a Abrantes no século XV, quando o Rei Afonso V deu a alcaidaria-mor de Abrantes ao filho primogénito D. Lopo de Almeida, pai de D. Francisco de Almeida.
Já tínhamos ouvido um funcionário da Cultura local definir o Doutor Candeias como o maior especialistas em Almeidas.
E já explicámos que na nossa opinião é a Senhora Professora Doutora Hermínia Vilar.
Diz, erudito, o escriba anónimo que os Almeidas chegaram no século XV '' quando o Rei Afonso V deu a alcaidaria-mor de Abrantes ao filho primogénito D. Lopo de Almeida, pai de D. Francisco de Almeida.''.
A prosa está tão mal redigida que dá ideia que Lopo de Almeida era filho primogénito de Afonso V.
Ora esse era D. João II.
Diz, sábia a Senhora Professora Doutora Hermínia Vilar que as origens da Casa de Abrantes radicam em Fernão Álvares, freire de Avis, Vedor do Mestre da mesma Ordem e portanto homem importante no movimento revolucionário de 1383-1385.
Foi ele que recebeu as primeiras doações de mercês em Abrantes entre 1384 e 1401.
Estamos portanto a falar no século XIV e não no século XV. Terá sido ele o primeiro da gesta que foi alcaide-mór da Vila.
Sucedeu-lhe nos benefícios e rendas, o bastardo legitimado Diogo Fernandes que foi figura grata nas cortes de D.Duarte e Afonso V. Entre várias prebendas o bastardo foi Senhor do Sardoal e alcaide-mor de Abrantes.
O neto de Fernão Álvares é que foi Lopo de Almeida, 3º alcaide-mor nesta linhagem e depois Conde de Abrantes.
Todas estas notas foram tiradas do artigo da Senhora Professora Doutora Cândida Vilar, A ''Ascensão de uma Linhagem: A Formação da Casa Senhorial de Abrantes'' in Arqueologia do Estado I, Lisboa 1988.
Já falámos aqui da Doutora Hermínia Vilar, por isso não lhe tecemos agora os elogios que a sua obra merece. Mas informações fiáveis sobre os Almeidas podem com facilidade ser encontradas nos escritos de Diogo Oleiro ou de Eduardo Campos, já não falando na Bíblia deste assunto que é evidentemente Braamcamp Freire nos ''Brasões da Sala de Sintra'' .
Portanto devemos concluir, que o trecho anónimo divulgado pela CMA é uma notabilíssima série de disparates.......
Ao menos não meteram o D.Lopo degolando castelhanos em Aljubarrota como João Pico outro dia...
Rogamos à D.Maria do Céu que tem o pelouro da Cultura que arranje alguém competente para fiscalizar os textos produzidos pelo Departamento de Propaganda municipal
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