Quarta-feira, 26.10.16

O Féfé deu uma entrevista ao Expresso, a armar em estadista, repescamos do nosso arquivo umas coisas que o Presidente da Assembleia da República não esclareceu:

 

''Curriculum de Ferro analisado à lupa

Contemporâneo de faculdade contesta menções, datas e omissões

7 de Fevereiro de 2008 às 15:45 Judite França

0

O curriculum de Ferro Rodrigues esteve esta quinta-feira a ser examinado à lupa, no processo de difamação interposto pelo ex-ministro contra Ferreira de Sousa, no âmbito da Casa Pia. Nesta segunda sessão de julgamento foram ouvidos Joaquim Aguiar e Ramos Silva, colegas de faculdade dos tempos de juventude de Ferro e Ferreira de Sousa, agora presidente do Centro Interdisciplinar Estudos Económicos. Ferro recusa ter exercido «pressões» O processo remonta a 2004, quando Ferreira de Sousa disse, ao Correio da Manhã, que o então ex-ministro do Trabalho sabia dos abusos praticados na Casa Pia, e acusou-o de ser «um grande mentiroso», «inapto para qualquer cargo público». O economista garante que em 1994 contou a Ferro, Paulo Pedroso e Vieira da Silva, que Osvaldo Moleirinho, antigo funcionário do CIDEC, tinha-lhe contado ter sido abusado sexualmente na instituição, enquanto foi lá aluno. Segundo Ferreira de Sousa, Ferro Rodrigues mente, quando alegou desconhecer o que se passava na Casa Pia, e mente ainda «no seu passado e no seu curriculum». A sessão desta quinta-feira decorreu com a audição de testemunhas arroladas pela defesa na tentativa de provar que o ex-ministro do Trabalho não foi presidente da Associação de Estudantes do ISEG, no ano lectivo de 1969/1970, facto mencionado numa biografia publicada no site do PS e num artigo do Público. Joaquim Aguiar, assessor político de Ramalho Eanes e Mário Soares em Belém, foi contemporâneo do arguido e de Ferro Rodrigues, no ISEG, e garantiu ao tribunal que o ex-líder do PS não ocupou a presidência da associação de estudantes nesse ano «marcante» para o movimento estudantil. «Foi Ferreira de Sousa quem liderou a associação». Para Aguiar, esta diferença no curriculum é tão grave quanto a ausência de menção ao 25 de Novembro de 1975. «Foi difícil ganhar o 25 de Novembro. E houve quem ganhasse e quem perdesse», disse, referindo-se a Ferro Rodrigues que, segundo Aguiar, a prestar serviço militar no quartel de Abrantes, optou pelo «Documento COPCON», que defendia o poder popular. Ferro Rodrigues foi de facto líder dos estudantes, mas só no ano de 1971/72, quando o primeiro embate dos estudantes contra a forma como as aulas eram leccionadas tinha sido já alterada. Questionado sobre se a biografia poderia ter sido alterada propositadamente, fazendo «aproveitamento político» desta referência, Joaquim Aguiar diz não ter conhecimentos sobre a questão, mas garante que «as operações de cosmética são normalmente feitas ao espelho» - e que a «maquilhagem», usada no curriculum para «recriar o ambiente da época», é «sempre vista pelo próprio». Porque para Joaquim Aguiar «não é indiferente ser presidente entre 1969 e 1970 ou 71/72. Para interpretar estes 30 anos será fundamental» saber quem esteve na linha da frente nesse ano de 69. Questionado sobre se pode ter havido um engano nesta referência no curriculum, Aguiar afirmou que «a questão de 69 estava a ser escamoteada, como foi também a posição de Ferro Rodrigues no 25 de Novembro de 1975» ou mesmo a sua importância na criação da UGT. A defesa arrolou ainda outro colega dos tempos de faculdade, que fez parte da direcção da associação de estudantes com Ferreira de Sousa, garantindo que nessa época Ferro Rodrigues não estava à frente da associação. Joaquim Ramos Silva, professor universitário, admitiu também que «do ponto de vista histórico» estar na associação em 1969 é mais importante do que na década de 70. Nesta segunda sessão do julgamento, a defesa tinha arroladas como testemunhas, Saldanha Sanches e Maria José Morgado, mas os dois não foram notificados pelo 6.º Juízo Criminal de Lisboa por alteração de morada.''

 

devida vénia à TVI

 

mn

 



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Quarta-feira, 13.07.16

mdf-7-12-74.png

D.Lisboa 7-12-1974

 

O eng. Mário Cardoso dos Santos seria depois da Administraçao da empresa por parte do Estado

Resolução 19/77

Por resolução de 19 de Dezembro de 1974, publicada no Diário do Governo, de 20 do mesmo mês e ano, deliberou o Governo intervir na Metalúrgica Duarte Ferreira, S. A.

R. L., de modo a assegurar a continuidade do funcionamento daquela unidade fabril e, consequentemente, o trabalho de cerca de 2500 pessoas e, pelo mesmo acto, ao abrigo do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei 660/74, suspendeu a administração da Metalúrgica Duarte Ferreira e nomeou em sua substituição uma comissão administrativa.

Por resolução de 7 de Janeiro de 1976, publicada no Diário do Governo, de 16 do mesmo mês, definiu o Governo as linhas de orientação para o saneamento financeiro da empresa.

As alterações da conjuntura desde então verificadas evidenciaram, porém, a necessidade de soluções que, proporcionando a resolução do problema da empresa, contribuíssem também para a restauração do clima de confiança entre os agentes económicos (fornecedores, clientes e instituições financeiras) não só no âmbito desta empresa, mas também pelas repercussões delas decorrentes, no próprio âmbito nacional.

No desempenho do mandato conferido pelo Governo à comissão administrativa da Metalúrgica Duarte Ferreira, que determinava a apresentação de um relatório equacionando os principais problemas da empresa e propondo as soluções achadas por mais convenientes, foram apresentados pela comissão administrativa diversos trabalhos que apontam para a reconversão da empresa, nos quais participaram activamente os trabalhadores, decididamente empenhados e confiantes no êxito das suas propostas, que incluem estudos económico-financeiros e um planeamento dos fundos necessários, e que envolvem o lançamento de projectos de fabrico nacional de tractores, de máquinas agrícolas e de camiões.

As análises feitas confirmam que a empresa não poderá subsistir sem reconversão; a cessação das actividades da empresa não interessa a ninguém; a reconversão proposta, pelo contrário, é interessante sob muitos aspectos (assegura postos de trabalho, dinamiza a actividade económica regional e nacional, contribui para o equilíbrio da balança de divisas), mas assenta em pressupostos que suscitam algumas dúvidas.

Tem-se como certo que a reconversão se não fará senão com uma actuação coordenada do Estado, da empresa, da banca e um grande empenhamento dos trabalhadores da Metalúrgica Duarte Ferreira.

Em face do exposto, o Conselho de Ministros, reunido em 20 de Dezembro de 1976, resolveu:

Nomear uma comissão tripartida, composta por:

Engenheiro Mário Cardoso dos Santos, em representação do Ministério do Plano e Coordenação Económica;

Licenciado Francisco Sousa Leite, em representação do Ministério das Finanças; e Licenciado José Melro Félix, em representação do Ministério da Indústria e Tecnologia;

que terá como atribuições a análise dos trabalhos já elaborados e recomendação, com base nos mesmos, do esquema de saneamento económico-financeiro e outras medidas que devam acompanhar a cessação da intervenção do Estado;

Incumbir a comissão administrativa da Metalúrgica Duarte Ferreira de negociar com os trabalhadores os termos de um contrato-programa relativo aos diversos aspectos da actividade da empresa para os próximos quatro anos;

Incumbir a comissão administrativa da Metalúrgica Duarte Ferreira de negociar com o consórcio bancário um contrato-promessa de mútuos sucessivos, condicionado ao cumprimento do contrato-programa, em que se definam as garantias a dar por todos os intervenientes e, designadamente, pelo Estado;

Definir a data de 30 de Janeiro de 1977 como limite para a execução das acções referidas;

Aprovar o aumento do plafond dos avales a conceder pelo Estado de mais de 100000 contos, valor que se considera suficiente para assegurar o funcionamento da empresa até à data acima referida.

Presidência do Conselho de Ministros, 20 de Dezembro de 1976. - O Primeiro-Ministro, Mário Soares.''

 

in tretas org

 

A intervenção na empresa por parte do gonçalvismo em 1974 visou objectivamente a colectivização e a gestão do Estado falhou estrepitosamente.

Deviam construir um busto ao Vasco Gonçalves ao lado do Comendador e outro ao Campante

traço.png

 mn

 

 



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Segunda-feira, 04.07.16

agostinho de moura.jpeg

agostinho de moura proença.png

Diário de Lisboa,

4-de Junho de 1974, Diário de Lisboa

ma

foto do Jornal de Abrantes de D.Agostinho



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azeredo 2.png

entre os intelectuais estava um futuro Nobel e o pai do Miguel Tamén. O repúdio foi publicado no Diário de Lisboa, 2 de Junho de 1974

a redacção



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Sábado, 23.04.16

nota.jpg

carneiro.jpg

aliança.jpg

 a redacção


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Segunda-feira, 14.12.15

Um bom texto no Aventar (só agora dei com ele)

 

A véspera (rutilante) do futuro

(ainda) adiado

 
(...) 

Um dia, encontro Marques Júnior a jantar na Tubuci com oficiais do meu Regimento. Estranho! Seria mesmo?

Tudo se precipitou na semana anterior. Sabíamos que ia acontecer, como ia acontecer, o que faríamos todos e cada um. Quem controlaria o Calado, quem prenderia o Piçarra, quem…, quem… Quando?! Estava tudo controlado, em cima, ou o “velho” não tivesse escrito “o livro”. Atenção aos sinais, à rádio, ao Paulo de Carvalho, ao Zeca… mas essa do Paulo e do Zeca só nos foi transmitida depois do jantar de 24, todos no quartel, hoje ninguém namora, em nome da nação e do futuro.

E começámos a conhecer paulatinamente os rostos escondidos do golpe. Eu percebi, então, a razão da substituição do capitão Salavessa pelo tenente Marques Júnior, em Mafra. E comecei a perceber outras movimentações, sobretudo as que iam acontecendo no segundo ciclo de instrução.(...)

 

Ler tudo

 

a redacção

 
 
 

 

 



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Quarta-feira, 25.11.15

Tinha prometido publicar aqui a versão do dr.Ferro Rodrigues, na ''Sábado'', sobre o que se passou em Abrantes, durante as suas aventuras no PREC.

 

ferro rodrigues 25-n 19-25 novembro 2015.jpg

 

ferro rodrigues 2 25-n 19-25 novembro 2015.jpg

Já está publicada

 

Comentários:

Durante anos o dr. Ferro Rodrigues omitiu aparentemente esta passagem pelo extinto Regimento de Infantaria de Abrantes. O assunto foi abordado no Relatório do 25 de Novembro e em algum artigo disperso pela Imprensa Regional. Falta-me publicar um recorte que evoca essa presença, saído no ''Ribatejo''.

A coisa chegou a tanto que a jornalista Judite França, da TVI, 

judite frança.png

descreveu assim o testemunho de Joaquim Aguiar, prestigiado politicólogo e académico, ex-assessor de Eanes, enquanto Presidente, num julgamento :

judite frança aguiar.png

Por acaso o julgamento era daquela miserável história da Casa Pia em 2008.

Diz o dr.Ferro Rodrigues que o relatório do 25-N

ferro recorte.png

era muito mau......e que não tinha ponta por onde se lhe pegasse....

Ora não é isso que dizem as actas do Conselho da Revolução, onde inclusivamente Eanes tentou que o documento fosse publicado sem nomes, para não penalizar ninguém. A posição de Eanes (que já tinha visto o nome do cunhado, Neto Portugal ser penalizado no relatório do 11 de Março, ao lado de alguns abrantinos) não venceu no CR como as actas o demonstram. 

Ora que diga o Ferro Rodrigues que o relatório é mau, é contrariado pela Acta do Conselho da Revolução, onde fala o General Costa Gomes (então PR) e o General Eanes (então CEMFA)

acta do cr  2.png

O dr. Ferro Rodrigues argumenta que não sabe quem foi o responsável pelo Relatório do 25 de Novembro.

O homem anda desmemoriado.

O relatório foi da responsabilidade de Marques Júnior, militar de Abril, depois deputado do PRD e do .......PS!!!!!

marques júnior joao henriques.jpg

foto João Henriques/Público

 

Pode haver lapsos no relatório, mas Ramalho Eanes e Costa Gomes não mandavam prender Otelo, com base nele, se o relatório não fosse sério.

Sobre o tenente-coronel Pulguinhas, volto a dizer que o homem parece que assinou o documento dos Nove.

Escrever a história ao contrário é impossível, foi o que explicou Vasco Lourenço ao Tomé, nesta edição da Sábado.

Falta-me contar a intervenção do Zé Bioucas no desarmamento dos golpistas cá no concelho, mas fica para depois. Também tenho amigos à espera no Tonho Paulos.

Porra, e agora que arranjei as Actas do Conselho da Revolução tenho leitura para meses.

 

ma

Acta do Conselho da Revolução de 19 de Janeiro de 1976   

  

 



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Sexta-feira, 13.11.15

O jornal oficioso da Diocese presta reverência a Ramalho Eanes no facebook

recordando números históricos

reconquista.jpg

Mas não recorda as palavras históricas do Primaz de Braga aconselhando o voto nele

 

''Ramalho Eanes é um homem duma só mulher''......

 

Como sabemos que o Senhor General é homem da Igreja, doutorado pela Universidade da Opus Dei, em Pamplona, oferecemos ao Senhor Bispo a imagem pia de Frei Ramalho de Alcains

freir amalho

Para a canonização de Frei Ramalho juntam-se alguns factos objectivos

 

a)

''  (...) Apenas havia um senão: não participara no 25 de Abril. Recordo-me muito bem de que eu próprio levantei a objecção e de que foi Otelo Saraiva de Carvalho quem avalisou o major Eanes. Ora como Otelo era, digamos, o porta-voz do 25 de Abril, dei por encerrada a questão. A incompatibilidade de se nomear um oficial que não tinha participado objectivamente na revolta militar desapareceu em face do aval de Otelo... (...)

 

b) (...)  facto de ter sido o seu cunhado César Neto de Portugal quem bombardeou o Ralis pode justificar, no entanto, muitas das hesitações que ensombraram a sua actuação. Eanes tomou conhecimento do bombardeamento do Ralis por Neto de Portugal que imprevidentemente lho revelou? Ou soube-o por intermédio de quem encenara todo o espectáculo e armadilhara o golpe spinolista?(...)

 

c)(...) 6.13.2 - Posso aqui informar que o "pioneiro" das "comissões de soldados" na gestão dos quartéis foi Ramalho Eanes quando, ainda capitão em Macau, as promoveu com a ajuda de Arnaldo Matos, então miliciano na Guarnição Militar de Macau e, depois do 25 de Abril, Secretário-Geral do MRPP.(...)

 

d) (...)  Entretanto houve uma reunião militar em Belém, a que estiveram presentes o major Ramalho Eanes (que sempre estivera ligado a Costa Gomes desde o caso da RTP no 11 de Março) e Jaime Neves, o comandante dos Comandos. Não fui convidado directamente para essa reunião, mas à qual, evidentemente, podia ter assistido. Porém a minha posição de primeiro-ministro e simultaneamente Conselheiro da Revolução teriam dificultado a designação da cadeia de comando, pelo que resolvi não comparecer, deixando ao Presidente da República o encargo de estabelecer a cadeia hierárquica e definir as missões militares a executar.(...)

 

(...)6.8 - Soube posteriormente que Vasco Lourenço não quis assumir a chefia hierárquica. Porquê? Nunca percebi. Como nunca soube porque essa chefia foi transferida para o major Ramalho Eanes, que não passava de um oficial subalterno da sala de operações, chefiando o posto da Amadora. Pelo menos aparentemente era assim. E isto é tão inexplicável como a sua escolha para Presidente da República. A menos que em toda esta maquiavélica estratégia que domina a vida portuguesa e que perturba os espíritos mais lúcidos, a lógica seja uma componente para desprezar sistematicamente, por desnecessária. O homem a promover ou a abater, o ponto de ruptura ou de consolidação, estão escolhidos prévia e secretamente, razão porque acontecem as coisas mais extraordinárias só possíveis num hipotético país surrealista. Mas a verdade é que acontecem e é forçoso, imperativo, arrumar o puzzle da política portuguesa... enquanto houver tempo.

7.6.9 - Há que salientar, no entanto e mais uma vez, a misteriosa ascensão de Eanes e cronometrar os acontecimentos.

7.6.9.1 - Costa Gomes só adere ao Grupo dos Nove depois de ter consultado uma alta personalidade do Partido Comunista.

7.6.9.2 - Depois disso estabelece uma cadeia de comando onde o quarto lugar pertence a Ramalho Eanes.

7.6.9.3 - A seguir, contra todas as regras, e aparentemente sem o terem consultado, altera-se a ordem da cadeia de comando - e aparece a chefiar as operações Ramalho Eanes.(...)

 

 

(..) .6 - É surpreendente mas foi assim. Quem era, de facto, Ramalho Eanes para enviar um ultimato a Sá Carneiro ?(...)

 

10.9 - Finalmente em recente entrevista ao "Diário de Notícias", publicada em 5 de Maio, Ramalho Eanes afirmou: "Se uma dissolução da Assembleia da República justificada pelo Presidente da República em função de dificuldades políticas for seguida de eleições que reproduzam o mesmo quadro parlamentar ou outro idêntico, constituirá uma demonstração de que os eleitores não estarão de acordo com a dissolução". Meditando sobre este texto, conclui-se tratar-se de uma dialética inteligentemente defensora da "maioria da esquerda" no Parlamento. Com efeito, se após eleições o quadro parlamentar se mantivesse, isso não significaria que os eleitores não estavam de acordo com a dissolução, mas sim que os eleitores reconfirmavam a maioria de esquerda, o que representaria uma grande vitória para o Partido Comunista. Então porque não se fazem eleições? Porque esta "maioria de esquerda" já existe, e a outra, após eleições, seria uma incógnita... "Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar", reza a sabedoria popular.(..)

 

Assina

O Advogado do Diabo

Almirante Pinheiro de Azevedo

Da Junta de Salvação Nacional

Do Conselho da Revolução

Primeiro-Ministro de Portugal no VI Governo Provisório

Presidente do Movimento da Reconquista de Olivença

a redacção  

 

 

  



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Segunda-feira, 09.11.15

van uden.jpg

D.Francisco de Bragança Van Uden, herói da guerra de África e da luta anti-comunista, onde militou no ELP -Exército de Libertação de Portugal esteve presente em Abrantes, na missa em memória do seu antepassado, Nuno de Santa Maria.

Francisco Van Uden é um velho conhecido da nossa cidade, dado que é antigo aluno do Colégio La Salle.

van uden 2.png

D.Francisco com o Presidente da Tubucci, Paulo Falcão Tavares

 

 

Van Uden distinguiu-se como comando em África

Declarações do capitão comando miliciano  Van Uden

A gesta do comando que combateu em Angola e Moçambique está em livros como este

van uden 4.jpg

 Sobre a Guerra disse Francisco Van Uden:

(..)<<Um dia fui chamado pelo comandante-chefe (Moçambique) e o adjunto dele disse-me: ‘Sabe porque é que o comandante o mandou chamar? Ele vai pedir para fazer outra comissão. Não se meta nisso, vá para casa’.

Era o Major Tomé da UDP.

O comandante falou comigo e disse que estávamos a ganhar a guerra no mato e que tínhamos o apoio da população. Disse que precisava de tropas especiais e convidou-me para ir para o Dondo apoiar o grupo de pára-quedistas especiais africanos. Pedi-lhe 15 dias de férias para visitar a família em Portugal e voltei para lá. Fiz o curso de pára-quedista e fui coordenar as companhias de GEPs [Grupos Especiais de Pára-quedistas] de toda a zona de Tete>>

<< No dia 25 de Abril fui ao bar às 10 da manhã, no comando das ZOT [Zona Operacional de Tete]. A rádio BBC estava a dar a notícia do golpe de Estado em Lisboa. Na sequência do 25 de Abril, o comandante do CIGE [Centro de Instrução de Grupos Especiais] convidou um comissário para dar aulas, onde se dizia que a Frelimo é que eram os bons e nós os maus. Foi um choque terrível. Com um grupo de oficiais da Beira definimos que manteríamos o combate para defender a população de Moçambique. As pessoas não falam nisso, mas 40% do orçamento militar do Ultramar era dedicado à acção de apoio às populações>>.(...)

 

devida vénia a Rio dos Bons Sinais

comandos.png

van uden 5.png

General Jaime Neves

 

Sobre o envolvimento de D.Francisco no 28 de Setembro procurem uma tese da Nova.

 

van uden 8.png

castro.jpg

devida vénia a Nuno Castro neste livro.

 

Francisco Van Uden é filho do Dr.Van Uden e de SAR a Infanta D.Adelaide, neta d'El Rei D.Miguel I.

 

Onde está o Graça das seringas, devia estar o Cónego Melo das bombas,

melo bombas

31 da Armada

mas já morreu o tipo que pôs o Norte a ferro e fogo, como digno herdeiro do Padre Casimiro, que escreveu isto : resolvemos (…) atacar a tropa a Guimarães (…). Reparti-lhes a pólvora que tinha recebido (…) e depois de ouvirmos missa por ser dia santificado, marchamos pelas onze horas para Guimarães. Determinei que os [povos] de Fafe descessem pelo convento da Costa e atacassem primeiro, principiando a bater fogo pelo sul, os de S. Torcato, que estavam postados na Madre Deus, em seguida pelo norte, os das Taipas que vinham por Santa Luzia, pelo poente e eu marchei pelo centro (…) direito ao Cano. (…) Os guerreiros de Fafe meteram-se dentro do convento da Costa (…) e de lá começaram a fazer fogo pelas janelas, contra as ordens que eu havia dado e, por mais que lhes fizesse sinal para descerem a Guimarães, não fui capaz de os desentocar dali (…) tal era a coragem destes valentes!! E o mesmo aconteceu com os [homens] de S. Torcato! Vi-me obrigado a [disparar] contra o castelo [mas] como a posição em que me [pus] estava a descoberto, começaram a cruzar ali as balas sobre nós (…). Terminado o fogo retiramos para S. Torcato (…)».  devida vénia a Coisas do Minho

 

mn 



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Sexta-feira, 06.11.15

coronel alves morgado.jpg

Coronel Morgado, comandante da EPC, 1974-1975, devida vénia à EPC

(...)

P: Como considera o sucedido no 11 de Março ? Foi uma armadilha montada ao General Spínola ?

R: Pode ter sido, mas não o creio. Mas não queria falar sobre isso, pois não acompanhei os antecedentes. Como referi, regressei de Angola em 17 de Dezembro de 1974, trazendo, de lá, determinada marca. Já tinha vaga na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém e até fora convidado e proposto atempadamente pelo Coronel Alves Morgado. Mas a colocação demorou. Fiquei apresentado no Depósito Geral de Adidos (DGA), até ao dia 7 de Março, sexta-feira. Nesse dia telefonaram-me do DGA e disseram: Foi colocado na EPC, tem a sua guia de marcha pronta e pode vir buscá-la. A minha resposta foi: Para quem está quase há três meses em casa, pode ficar mais dois dias. Assim, vou aí na 3.ª feira, receber a guia de marcha, mas quero a data de apresentação na Escola, apenas para o dia 12...

P: Foi uma grande coincidência...

R: Sim. Se eu já estivesse na Escola, talvez tivesse sido cilindrado, tal como foi o Comandante e o 2.º Comandante, respectivamente, Coronel Alves Morgado e o então Ten-Coronel Ricardo Durão...

Por acaso estava em Alvalade, na casa de um familiar e ouvi os disparos... Disse para comigo, se não há aqui nenhuma carreira de tiro, deve ser algum tipo com stress de guerra...

Saí de Lisboa às 18H00 e apenas cheguei a Santarém, pelas 24H00, pois eu e a minha mulher estivemos sujeitos às barricadas de civis, com braçadeira vermelha, ao longo de todo o itinerário, incluindo a auto-estrada, até Vila Franca de Xira.

No rescaldo do 11 de Março

Como estava previsto, no dia 12 de manhã, apresentei-me ao Coronel Alves Morgado e à tarde houve uma reunião geral, no ginásio da EPC, com um ambiente bastante tenso.

No dia seguinte, quando ia a entrar no Quartel, o então Capitão Correia Bernardo disse-me: Ontem à noite houve uma reunião em casa do Salgueiro Maia, onde estiveram todos os oficiais e furriéis milicianos e alguns oficiais do QP, capitães e subalternos e que decidiram "correr" com o Comandante e 2.º Comandante e nós não vamos permitir que isso aconteça. Peço, ao meu Major, que diga ao nosso Comandante para fazer uma reunião do Conselho Escolar, esta manhã e com urgência.

Fui ao Comandante e contei-lhe o sucedido. Realizada a reunião e postos ao corrente do que se preparava, ambos se retiraram, com guia de marcha, para Lisboa.

P: Qual foi o motivo para a referida reunião, em casa do Capitão Salgueiro Maia ?

R: Aconteceu algo no dia 11, que nunca esclareci bem. O Esquadrão de Carros, nesse dia, esteve formado na Parada, para ir para o campo e foi sustada a sua saída. Disseram posteriormente que era para ir para a Atalaia, mas, entretanto, houve aquele movimento de helicópteros entre Lisboa e Tancos, mas passando pela EPC... Num deles seguiram, para Tancos, o Ten-Coronel Ricardo Durão e o Capitão Salgueiro Maia. Estou por fora, de facto, do que se passou, mas creio que há literatura relativa ao 11 de Março e o assunto estará esclarecido.

P Existiam mais subunidades militares dentro da Escola, além do Esquadrão de Carros de Combate (ECC)...

R: Sim. Havia o Esquadrão de Reconhecimento.

P: Como analisa, sinteticamente o período ocorrido no País, entre o 11 de Março e princípios de Agosto de 1975 ?

R: Como parte de um filme de terror, produzido e projectado pelo PCP, Governo gonçalvista e respectivos apaniguados oportunistas e consumistas do que não lhes pertencia.

Este filme colorido só de vermelho já era conhecido dos portugueses na versão a preto e branco, na guerra das Províncias Ultramarinas e também do Leste da Europa... Checolosváquia, Hungria, Polónia, Bulgária, Roménia, Estónia..., onde imperava o último modelo da URSS. (...)

 

Entrevista ao Sr Tenente General Alves Ribeiro com a devida vénia, aqui

 

No D'aqui e D'ali

 

ma

 

 



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