Um dos pólos do MIAA, em São Domingos, era a colecção de quadros de Lucília Moita.
Para os meter lá, mais à colecção Charters de Almeida e à da Fundação Estrada, pressupunha-se que a pintora doara os quadros à CMA, bem como a existência de documentos em relação às outras duas colecções, que concretizassem uma disponibilização dos espólios à CMA.
Porque se não existissem (ou se não forem juridicamente válidos) seria absurdo o investimento que foi feito, contratando um ajuste directo a Carrilho da Graça (aliás ilegal) no valor de mais de 800.000 €......
Vou-me só concentrar na famosa doação da pintora de Alcanena.
Em 2004 a Rádio Hertz deu notícia da ''generosa'' doação:
Teriam sido 60 obras as doadas e o espaço a inaugurar abriria em cinco anos.
Passaram 11 anos, o espaço não foi aberto e o MIAA também não.
Devido a questões jurídicas, a malta, que organizou a petição, foi verificar se existiu alguma vez a generosa doação....
Mas antes disso salientarei que legiões de autarcas e vultos da sociedade civil ( expressão do baril) andaram a elogiar a generosidade da Pintora.
E a votar despesas sobre despesas, à conta da ''doação'' (também houve os que votaram contra, caso de Santana Maia e Belém Coelho)!
Terão lido os dossiers os autarcas?
Ou votam sem ler os documentos, agindo por mera disciplina partidária? Se fizeram assim, agiram como inconscientes....
Como não confio só em notícias de jornais, consultámos documentos oficiais
Nesta Conferência no CIAR da Barquinha estes responsáveis voltaram a falar na doação:
E aí consta o nome dos responsáveis, que jura e perjura que Lucília Moita fez ''uma 'doação''. A principal responsável política disto era Isilda Jana!!!!!
mirante
Pois bem, podemos garantir, com base em informação oficial, dada pela Drª Maria do Céu Albuquerque, que a pintora de Alcanena nunca fez uma doação à CMA e que portanto Isilda Jana faltava à verdade (por algum remoto motivo, não descarto qualquer possibilidade...).
Passemos aos documentos:
Neste parecer dum órgão oficial a cacique informava que o processo que Isilda Jana dizia que estava pronto em 2012....ainda não se encontrava concluído em 2013.
Ou seja não havia doação (nem poderia haver, porque a pintora de Alcanena já falecera) e dizia que não podia facultar documentos........porque a família ou herdeiros de Lucília Moita não deixavam!
Isto é ......quem mandava em Maria do Céu Albuquerque seria a família Simão e eventualmente Moita e os herdeiros da Pintora, que podiam ser estranhos à família....
isto é o que se interpreta das palavras da srª drª Albuquerque .....
Desconhecemos se Maria Lucília Moita fez testamento, porque se o fez, pode ter nomeado legatários, fazendo uso liberalmente da quota disponível, a favor de terceiros estranhos aos herdeiros legitimários.....
Inclusivamente podia ter legado os quadros à CMA e não o fez .....aparentemente..
E se não o fez, é porque não tinha vontade de os doar à CMA, porque esta não lhe montara o Museu prometido, incumprindo compromissos ...
Por agora chega, mas ...voltaremos a este assunto....
Só uma nota mais, para referir que o documento citado considera que a CMA exige taxas ilegais pelo preço das fotocópias, violando a Lei
E estão mais que avisados ....
mn
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