No fundo, foi uma espécie de paga, porque para chegar ao Museu (afinal, inserido numa bonita igreja do Castelo de Abrantes) foi preciso perguntar a 4 abrantinos a direcção do dito. Dois não sabiam, o terceiro tinha apenas uma vaga ideia; só o quarto me foi útil e preciso, na informação... Lá subi penosamente até à fortaleza e fui dar ao Parque Radical, para crianças, nessa altura deserto das ditas. À esquerda, porém, havia mais escadas que, embora íngremes e de degraus mais altos, eu galguei, esperançado pela recompensa museológica. Depois da sala dos Governadores, lá a tive, finalmente.
A igreja de Sta. Maria do Castelo foi o panteão dos primeiros marqueses de Abrantes. Os túmulos iniciais, sumptuosos, do séc. XV, têm traça gótica a exemplo dos da Batalha. O último, mais discreto, é renascentista. Na igreja se constituiu, em 1921, o museu da cidade. Pequeno, mas cuidado, com algumas imagens em pedra de Ançã, paramentos religiosos e uma vitrine numismática, com moedas que vão da época romana até ao século XIX. Saindo e subindo mais um pouco, vale a pena desfrutar o horizonte magnífico e amplo, do alto do castelo.
Depois, desci. Num dos largos da cidade calhou assistir a uma cerimónia evocativa do Dia do Combatente, lembrando a batalha de La Lys. Tive direito a ouvir o Hino Nacional, o toque a silêncio e o toque de alvorada, executado pelo corneteiro militar. Como se diz, desde as invasões napoleónicas: "Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes"...

É incrível a ignorância das pessoas sobre a sua própria terra. Não é só em Abrantes.
ResponderEliminarBom dia!
Também fiquei pasmado...
Responder¡¡Eu creio,embora não seja isento, que no Norte há mais conhecimento, interesse e amor às coisas da terra.