Era um julgamento.

Eurico Consciência defrontava-se com uma mimosa e decorativa advogada, que queria extorquir umas pingues ma$$as a um seu cliente.
Chegou o momento de alegar.
A jurista alçou um papel e disse, com voz maviosa, está aqui uma carta do meu cliente exigindo o pagamento de 400 contos. É esta a prova da dívida do réu. Está provado que é um caloteiro. Peço a condenação.
O Advogado respondeu. Minha querida colega: a senhora é muito bonita, cheira muito bem e portanto gasta muito dinheiro em perfumes. Também veste muito bem. Mas isso não é uma prova.
Eu, que tenho cheiro a cavalo, como devem ter os juristas de barba rija, gasto o dinheiro a comprar códigos e livros de direito. E nesses camalhaços explica-se o que é uma prova. E é evidente que uma carta a exigir uma dívida, não prova essa dívida.
O seu cliente é um vigarista e está a tentar extorquir o pagamento duma dívida inexistente. Peço que ele seja condenado por litigante de má fé.
Foi.
Nunca fiquei a saber se a advogada passou a gastar o dinheiro dos perfumes em códigos.
.
ma
nota: contado pelo dr. Eurico
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