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  <title>Cidadãos por Abrantes</title>
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  <description>Cidadãos por Abrantes - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sat, 20 Nov 2021 10:34:20 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sat, 20 Nov 2021 10:11:00 GMT</pubDate>
  <title>Notícia urgente do túmulo do último morgado   dos antigos «Cabraes de Constância»</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/noticia-urgente-do-tumulo-do-ultimo-6152912</link>
  <description>&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;258384297_4873090826036754_1681883049093352697_n.j&quot; height=&quot;657&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B8017f545/22198369_VKpkY.jpeg&quot; style=&quot;width: 493px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;493&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Coroa de pedra-túmulo do último morgado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;No centro do velhinho cemitério de Constância existe um túmulo  histórico, o do último morgado da «família dos Cabraes» da vila de Constância. Meio escondido entre fetos e roseiras, de pedras cinzentas carcomidas pelo andar dos tempos, cujas letras se vão dissipando aos nossos olhos, jaz debaixo do olhar não menos cinzento e negligente da edil administração.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Sabemos que a família dos «Cabraes» estará ligada a Punhete (actual Constância), pelo menos, desde Gonçalo Velho Cabral, o Descobridor, freire da Ordem Militar de Cristo, Comendador de Almourol. Maria Clara Costa, antiga conservadora do ANTT  (Torre do Tombo), referindo-se à nossa vila, conta-nos ainda que «muitos dos desta família por ali viveram durante séculos» (1)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;palacete.jpg&quot; height=&quot;701&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B0b18326f/22198370_lhfwK.jpeg&quot; style=&quot;width: 526px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;526&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Antigo Palacete da D.Eulália Cabral de Moncada&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em 1575 fazia parte do capítulo do Convento de São Domingos de Lisboa, um Frei João de Camões «talvez o mesmo que no dito convento é juiz em 1602», opina aquela investigadora. Ora, em  1515, adianta ainda Mª Clara Costa que é referido como morador da Casa Real,  «um Pero de Camões, sobrinho de Jorge Dias Cabral». Não sendo versado em genealogias, só posso limitar-me a fazer citações que carecem de investigação e que terão interesse para a história dos «Cabraes de Constância» (?) e suas hipotéticas ligações camonianas (?)… «Que Camões»? (sic Mª Clara Costa, no artigo abaixo citado). No concernente às ligações do nosso poeta aos dominicanos, estamos sobejamente conversados: há dados históricos.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;A tradição local da vila de Constância (com o passamento dos locais também morre a tradição…) fala-nos de Dona Eulália de Moncada Falcão, descendente do artista-nato, Herculano de Moncada. Teve a honra especial durante as invasões francesas, de ter à porta de sua casa uma sentinela do exército francês, para que a sua casa fosse respeitada. Uma honra que lhe foi concedida por falar francês, o que  era invulgar na época na educação de uma senhora. Esta informação que recolhi dos velhos da vila durante a minha adolescência, é também corroborada pelo Médico Dr José Eugénio de Campos Godinho nas suas «Notas Complementares» editadas em 1947 em apêndice à obra do Padre Veríssimo. Dá-se o caso de eu ter na minha posse um livro de história em francês do século XVIII, assinado pela Dona Eulália Falcão o qual me foi oferecido por uma amiga da D. Teresa Moncada (descendente da D. Eulália), no caso, Maria José Cardoso Fonseca. O suposto conector histórico aqui em  relevo é o facto de D. Eulália Falcão (haverá mais do que uma D. Eulália?), ser da família dos «Cabraes» (seria descendente de um dos doze de Inglaterra de acordo com um antigo painel de azulejos existente no palacete onde morava e que foi residência de Ministro Passos Manoel).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Quanto ao mítico episódio dos Doze de Inglaterra, o mesmo encontra-se imortalizado por Camões no Canto VI.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em Constância temos ainda notícia, por exemplo, do Conselheiro Francisco Cabral de Moncada que foi Governador da Província de Angola e Procurador Geral da Corôa. O seu filho, Luís Cabral de Moncada, era professor de direito da Universidade da Coimbra.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Passo a reproduzir a legenda do histórico e abandonado túmulo do último morgado dos «Cabraes de Constância», de cuja existência fui informado na minha adolescência por uma personagem saída das brumas da história. Estava eu a conversar sobre a Torre de Punhete e eis que passou na minha rua um vulto, alto, de sobretudo escuro, chapéu. Disse-me para ir ao cemitério e indicou-me a localização da tumba do último morgado. E, desapareceu dos nossos olhares, esguio, misterioso…&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Legenda do túmulo do último Morgado dos «Cabraes de Constância»:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;«Em memória de&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Nossos filhos&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Eulália&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;e&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Jacintho Cabral&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Falcão&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em 1884&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Aqui jaz&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Manoel Joaquim da Costa Cabral&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;último morgado da família&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Cabraes de Constância&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Nascido em 30 de Maio de 1820&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;E falecido em 11 de Maio de 1878&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em memória do seu muito querido&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Irmão aqui fez colocar este túmulo&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Família Cabral Falcão»&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Túmulo do último morgado dos Cabraes de Constân&quot; height=&quot;657&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B1c175891/22198365_WbHzm.jpeg&quot; style=&quot;width: 493px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;493&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Túmulo do último morgado dos Cabrais de Constância&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(1)«Alguns Camões pouco conhecidos»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maria Clara Pereira da Costa in «Olisipo», números 142 e 143, anos 1979-1980.&lt;a id=&quot;LPlnk257524&quot; name=&quot;x_m_-5150421607001716430__Hlk88176151&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Creio ser de absoluta e inadiável necessidade proceder-se ao restauro e conservação deste túmulo histórico do último morgado dos «Cabraes de Constância».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Da memória local dos «Cabraes» temos aí a rua Cabral Moncada e, agora, o «Largo Cabral Moncada». A história da estranha posse deste largo por parte da edilidade é matéria para outro artigo, se for o caso.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;257963653_4873108476034989_2076074723746770261_n.j&quot; height=&quot;720&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Be31710c8/22198371_jIZzZ.jpeg&quot; style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;960&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ruínas de um forno de cerâmica do século XVII, no sítio do solar Cabral, ruínas escondidas pelo actual edil. (1)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/noticia-urgente-do-tumulo-do-ultimo-6152912</comments>
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  <pubDate>Sat, 06 Nov 2021 12:26:00 GMT</pubDate>
  <title>Centro de estudos histórico-arqueológicos da  Casa-Memória de Camões em Constância?</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/centro-de-estudos-6134386</link>
  <description>&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Centro de estudos histórico-arqueológicos da&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Casa-Memória de Camões em Constância?&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;E o património?&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Foto1- Edifício do Núcleo de Arqueologia segundo&quot; height=&quot;216&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B28170c19/22189822_bk6Zs.png&quot; style=&quot;width: 338px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;338&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle&quot;&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Edifício do Núcleo de Arqueologia segundo está projectado desde 1999.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Atenta aos problemas do património de Constância, a Associação da Casa-Memória de Camões, procurou levantar em meados dos anos 90, um projecto de espaço museológico.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;O espaço museológico aparecia, pois, como pilar de todo um projecto de resposta aos problemas com que a região se debatia. José Luís Neto, arqueólogo, no seu texto editado em 1999 (1) explicava os objectivos: «através da criação de um espaço museológico de arqueologia, tentar-se-á sensibilizar e formar a população para as questões do património e, também, defendê-lo contras as pilhagens e destruição».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Na altura o arqueólogo  revelava que apesar de disporem de um primeiro levantamento arqueológico que permitia conhecer o património do concelho,  não dispunham de mecanismos que pudessem evitar a sua destruição.  Os investigadores não vivem na Vila, donde, escrevia José Neto, «não têm conhecimento de determinadas situações que teriam de ser transmitidas às autoridades competentes» ou, acrescentava, «quando tomam conhecimento destas, é já tarde para evitar essa destruição».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;foto 2.png&quot; height=&quot;212&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B6017ec19/22189823_IkqvR.png&quot; style=&quot;width: 354px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;354&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Planta da área afecta à Associação. No edifício B ficaria então o edifício do futuro Núcleo Museológico.  &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;A criação do Núcleo de Arqueologia estava mais do que justificada: «a necessidade de uma estrutura que divulgue a arqueologia junto das pessoas e à qual se possam dirigir facilmente, permitirá o aviso às autoridades competentes e permitirá, esperemos, que as pessoas, em pouco tempo, o façam por si». Todavia, o núcleo debatia-se  com outro problema, não menos actual: o facto da  informação publicada sobre Constância  se encontrar muito dispersa. A necessidade de centralizar as informações tornava-se, pois, urgente. «Há enorme quantidade de trabalhos não publicados, mas por vezes tão ou mais importantes que os publicados», reconhecia José Luís, aludindo ainda «a estudos -a grande maioria dos trabalhos -  que não chegaram a ser realizados».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;oi neste contexto e atendendo a estas múltiplas realidades, que surgiu o Núcleo de Arqueologia da Casa de Camões, leia-se, «enquanto estrutura que visava permitir um rápido acesso a toda a informação, facilitando não só o trabalho do investigador, mas também o do simples interessado».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;E a Associação da Casa-Memória de Camões decidiu mesmo criar um Espaço de Arqueologia. Este espaço constituiria, no fundo, uma tentativa de alterar as realidades atrás apontadas. A direcção  deste espaço caberia ao Núcleo de Arqueologia.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Tal como relata José Neto, o núcleo foi criado em meados dos anos 90, contudo só foi oficializado no final daquela década.  Contava à data  com um presidente, mas a orgânica interna, previa-se, seria discutida após as novas entradas/incursões. Contudo, dentro da Associação,  o núcleo gozava de grande independência, à luz dos estatutos, excepto na vertente financeira  a qual estava centralizada na tesouraria.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;O corpo  visível do Núcleo de Arqueologia (figura 1), seria o Espaço de Arqueologia. Este espaço que não tinha nome definid,o seria no centro da Vila, no edifício B, com dois pisos, (figura 2) de frente para a Rua Grande, tendo por trás o jardim-Horto. No piso térreo situar-se-ia a parte pública que consistiria numa exposição de arqueologia. Prossegue o arqueólogo: «Esta seria constituída, no início, por materiais arqueológicos de colecções particulares de pessoas da zona que abraçaram este projecto. Contará também com um guia que será formado para responder às questões colocadas. Pela heterogeneidade dos materiais e por se tratar de um espaço pequeno contamos fazer mudanças anuais de exposição».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Contava-se, então, com dois tipos de público distinto:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;«-Os alunos das escolas secundárias de todo o país que vêm a Constância visitar o Jardim-Horto e a Casa-Memória de Camões, cerca de 6.000 alunos – ano.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;-Os habitantes do Concelho e da região que visitam Constância».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em 26 de Maio de 2001, já o  «&lt;a name=&quot;x__Hlk87040596&quot;&gt;&lt;/a&gt;Centro de estudos histórico-arqueológicos da Associação da Casa-Memória de Camões em Constância» realizava o «I Encontro de Arqueologia do Médio Tejo», o qual decorreu no auditório Sam Levy. A iniciativa contou com o patrocínio da Sociedade de Geografia de Lisboa, entre outros. Estive presente.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Recordamos aqui dois dos temas em debate no fórum: «A presença humana no Concelho de Constância: do paleolítico ao período tardo-romano visigótico» e «A praça Alexandre Herculano – material arqueológico, proveniente das obras de repavimentação».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em 1999, por ocasião da realização do VII Fórum Camoniano, sob os Altos patrocínios da Secretaria de Estado do Ensino Superior e da Fundação Calouste Gulbenkian, Manuela de Azevedo, anfitriã, falava ao jornal Gazeta do Tejo do recém criado Núcleo de Arqueologia (3). Estive presente.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Dois anos após o arqueólogo José Luís Neto ter estudado os materiais arqueológicos da Casa-Memória de Camões em Constância  o mesmo teve a oportunidade de observar as restantes peças desta colecção, as quais se encontravam depositadas no Jardim-Horto de Camões, sito nesta Vila.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;«Enquanto que, no primeiro estudo, tínhamos maioritariamente loiças de mesa (pratos e taças),as peças que agora apresentamos são de preparação de alimentos», escrevia então (2).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;No que se refere a esta parte da colecção, no caso,  de cerâmica quotidiana (guardada então no Jardim-Horto), o arqueólogo considerava «tratar-se de um grupo mais pobre, mas não menos interessante», de cerâmica cujos contornos estavam por definir, «o que já não acontecia então com outro tipo de cerâmicas, como a porcelana».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;a name=&quot;x__Hlk87035482&quot;&gt;&lt;/a&gt;As peças foram exumadas no ano de 1977, no levantamento realizado pelo arquitecto Jorge Segurado, reconhecendo-se então a não existência à data de qualquer registo estratigráfico.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;«Estão muito fragmentadas, daí não as apresentarmos todas. Na sua maioria, são peças de bordos e fundos muito irregulares e por isso não pudemos calcular todos os diâmetros ou, por vezes, não conseguimos mais do que aproximações. Devido a estas duas condicionantes, não podemos retirar muita informação útil acerca das ocupações que o edifício teve», escrevia José Neto.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Os materiais em causa foram atribuídos ao século XVIII, lê-se, «com base em núcleos semelhantes como o dos materiais da rua Luís de Camões – nº5 (Constância), e com os materiais dos níveis do Terramoto de 1755, exumados em Lisboa».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Foto 3 - Desenhos arqueológicos de autoria de Jos&quot; height=&quot;401&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B5a18bee2/22189824_NPnUe.png&quot; style=&quot;width: 344px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;344&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Desenhos arqueológicos de autoria de José Paulo Braz Nobre.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;a name=&quot;x__Hlk87045370&quot;&gt;&lt;/a&gt;Os desenhos arqueológicos são de autoria de José Paulo Braz Nobre.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Passamos a transcrever as legendas dos desenhos, trabalho inédito:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 1 – &lt;a name=&quot;x__Hlk87029155&quot;&gt;&lt;/a&gt;Fragmento de bordo de alguidar. Bordo de perfil sub-triangular, extrovertido, formando uma peça aba. Paredes oblíquas. Vidrado verde, distribuído interna e externamente (neste último pela linha do bordo), muito fino e pouco homogéneo. Pasta beige, micácia, quartzítica, porosa, de grão médio. Diâmetro aproximado do bordo 720mm. (desenho 1)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 2 – Fragmento de bordo de alguidar. Bordo de perfil sub-triangular, extrovertido, formando uma peça aba. Paredes oblíquas. Vidrado verde, distribuído interna e externamente (neste último pela linha do bordo), muito fino e pouco homogéneo. Pasta beige, micácia, quartzítica, porosa, de grão médio. Diâmetro aproximado do bordo 500 mm. (desenho 2)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 3 – Fragmento de bordo de alguidar. Bordo de perfil sub-circular, extrovertido, foramando uma pequena aba. Paredes oblíquas. Vidrado verde, distribuído interna e externamente (neste último pela linha do bordo), muito fino e pouco homogéneo.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Pasta beige, micácia, quartzítica, porosa, de grão médio. Diâmetro do bordo indeterminado. (desenho 3)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 4 – Fragmento de fundo de alguidar. Paredes oblíquas, com um pequeno rebordo externo antecedendo o fundo raso. Vidrado verde, distribuído internamente, espesso mas pouco homogéneo. Pasta laranja-avermelhada, micácia, quartzítica, porosa, de grão médio. Diâmetro do aproximado fundo 234 mm. (desenho 4)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 5 – Fragmento de bordo de alguidar. Bordo de perfil sub-circular, extrovertido, formando uma pequena aba. Paredes oblíquas. Vidrado melado, distribuído interna e externamente (neste último a meio do bordo), muito fino, pouco homogéneo, com impurezas. Existência de três linhas horizontais, incisas, por baixo da aba, no início do corpo, no exterior. Pasta beige, micácia, quartzítica, porosa, de grão mais fino, com presença de desengordurantes. Diâmetro do bordo 225 mm. (desenho 5)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 6 – Fragmento de fundo de taça. Paredes oblíquas. Fundo de pé reentrante. Vidrado melado, distribuído internamente, fino e pouco homogéneo. Decoração interna no funfo de uma linha incisa circular. Pasta beige, micácia, quartzítica, porosa, grão médio a fino. Diâmetro do fundo 62 mm. (desenho 6)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 7 -Fragmento de fundo de pote. Pé baixo em anel. Vidrado melado, distribuído interna e externamente, espesso e homogéneo. Pasta beige, micácia, quartzítica, compacta, de grão fino. Diâmetro do fundo 65 mm. (desenho 7)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 8 – Fragmento de bordo de taça. Bordo de perfil sub-rectangular. Vidrado melado, distribuído interna e externamente (neste último até à decoração), espesso e homogéneo. Decoração exterior, incisa, que consiste num ondulado seguido por duas bandas horizontais, no início do corpo. Pasta laranja-avermelhada, micácia, quartzítica, porosa, de grão médio, mal depurada. Diâmetro do bordo 165 mm. (desenho 8)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 9 – Fragmento de bordo de garrafa. Bordo de perfil sub-circular, colo longo e bojo pronunciado. Decoração exterior de duas bandas incisas sobre o bojo. Vestígios de englobe. Pasta laranja-avermelhada, micácia, quartzítica, porosa de grão médio. Diâmetro do bordo 22 mm. (desenho 9)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 10 – Fragmento de bordo de testo. Bordo de perfil sub-triângular, extrovertido. Pasta laranja-avermelhada, micácia, quartzítica, porosa, grão médio, com presença de desengordurantes e partículas negras (feldspatos). Diâmetro 207 mm. (desenho 10)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Peça 11 – Fragmento de fundo de almofariz em mármore branco. Corpo oblíquo, com quatro barras equidistantes e verticais. Fundo raso. Vestígios de forte percussão na base interna. Diâmetro do fundo 150 mm. (desenho 11)&lt;a name=&quot;x__Hlk87036599&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;foto 4.png&quot; height=&quot;404&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B9e17893d/22189825_31iwB.png&quot; style=&quot;width: 297px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;297&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle&quot;&gt;Separata de «O Arqueólogo Português» (fundado por José Leite de Vasconcelos), José Luís Neto, Arqueologia em Constância – uma experiência museológica, Lisboa, 1999.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_gmail-MsoListParagraphCxSpLast&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;José Luz&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Presidente do Conselho Fiscal da Associação da Casa-Memória de Camões em Constância&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>constância</category>
  <category>arqueologia</category>
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  <pubDate>Fri, 22 Oct 2021 09:24:00 GMT</pubDate>
  <title>Constância, a terra que bem se pode interrogar: Somos ou não somos Portugal?</title>
  <author>porabrantes</author>
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  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAE0PsffgAAAAESABAAFBPt8QCgZ0yFy8iU5Hc5uA%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6ImNjMDhhYzI4MTMyODQ4NDFhMDY5MTNlZTM1ZWQ0NGFhIiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjM0ODk0NDEzLCJleHAiOjE2MzQ4OTUwMTMsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.YlnRjvfwYWQBUj3h50lq8qX0JG2SP2qsQ9OqP5DXveJgr5_7mWE_W-jZac2HrNoHjWNjlhxifEI1aQ4f41ldXJ6GWckuYbbYRx10nxQ7eFKW-a1mCHImIs9Bgpz0CMeQoB44tYDndnptaeYXjq0hoin1daKHVmpURwtwwizOkUzJSd8J8PSUyvgUveU7z6Ygqm4Zpwneib0MyL_9yvGZFjkEoDrIwbDgRQUhHqbxz_qDjvKbNZa-n-UhpzPuVv89K7YL-_WMdTG9WVfazUxgdYVuCnUKp-KDsR4BlcUWq4fe5Mv_OD601Vh5K7OzfKGWqi7QodOgJkyXT-MRjLUDxQ&amp;amp;X-OWA-CANARY=367ugKx1GEe4ylzMxKAzeSDSWzk9ldkYjn0e79a5-VfrBw56e27c293oGSvfi0vb_ZOXL1E2Czk.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=20211011004.06&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;vista parcial a partir da Torre da matriz, por José Luz.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A oportunidade do PRR- Plano de Recuperação e Resiliência, pode ser parte importante da resposta que faltava para o tão almejado desenvolvimento de Concelhos como o de Constância. Mas a escolha dos investimentos nacionais a realizar e a sua localização deve obedecer a critérios de equidade e de coesão territorial, económica e social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;450 sobre a autonomia do  nosso concelho de Constância (efeméride ignorada pelo actual presidente), será que  no actual território constanciense  existe coesão territorial económica e social?  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Ou, pelo contrário, existem três freguesias, três comunidades autónomas sem interacções, laços ou relações significativas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A separação entre Constância e o &quot;outro lado do Tejo&quot;  foi uma evidência até muito recentemente. .&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;E hoje?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O que mudou?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Como avaliar o actual nível de coesão?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Quais os indicadores de avaliação?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A falta de uma ponte com boas acessibilidades  e rápido fluxo rodoviário não estarão a impedir o desenvolvimento do concelho?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Qual a alternativa na impossibilidade da construção de uma nova ponte?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Reforma administrativa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Haverá uma terceira via?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O problema existe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Fugir dele, não é solução.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Os dois debates da recente campanha foram prenhes em argumentos do passado, de lamúrias e de troca de galhardetes. Com duas excepções: Manuela Arsénio recordou as condições em que o Eco-Parque do Relvão foi construído uma vez que implicaria uma nova ponte sobre o Tejo. Segundo o histórico do processo de licenciamento dos CIRVER (centros de tratamento de resíduos perigosos) na Carregueira, a licença ambiental terá sido emitida na condição do trajecto ser efectuado através da nova ponte em Constância, para  se evitar a circulação através de núcleos urbanos.  Não é este um projecto que foi considerado como de &quot;interesse nacional&quot;? Por sua vez, Manuel Lapa,  trouxe a novidade de um estudo financeiro sobre a viabilidade duma nova ponte. Assente em testemunhos de engenheiros da área.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Perante as novas oportunidades financeiras, no caso,  do PRR- Plano de Recuperação e Resiliência, levantam-se esperanças de desenvolvimento e é legítimo perguntar: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Que fez o  Município de Constância para informar a comunidade sobre as oportunidades do PRR? As verbas já estão aí. A bazuca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não se acomode às simpatias e promessas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Seja exigente. Seja um cidadão informado e activo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É urgente a recuperação económica dos nossos comerciantes e empresários. E do nosso território.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; Podemos e devemos trabalhar a duas velocidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A médio prazo e a longo prazo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Para ser sincero, estes autarcas que estão no poder dizem-me pouco ou  quase nada. Não os conheço na sua maioria (não são da Vila de Constância sequer). Nem me identifico  com a leitura minimalista e corporativa que fazem do exercício do poder local.   Não vejo nada de potencialmente atractivo  nas suas  intenções políticas. O presidente reeleito vem falar de medidas para o  mandato  agora iniciado, as quais poderão integrar qualquer programa de qualquer partido. Fixar pessoas,  mais empresas e apostar numa praia, etc é coisa que fica bem em qualquer território do interior, com características semelhantes ao nosso. Mas qual é a visão estratégica?  O plano estratégico terminado em 2020, não foi sequer objecto duma avaliação séria e pública.  Para mim o futuro só pode passar pela educação a um nível de excelência. A oferta pós secundário  há-de polarizar as respostas.  Enquanto essa realidade não chega temos de nos organizar em torno do nosso potencial turístico e cultural, apostando num produto turístico como seja a proposta que já tornei pública da marca &quot;Constância&quot;. O plano de desenvolvimento local terá de ser trabalhado a duas velocidades. Apostando-se em iniciativas que beneficiem das medidas do PRR e não só. E investindo numa &quot;marca&quot; que relance o território.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;António Mendes, antigo autarca, teve a oportunidade de gerir o concelho no tempo das vacas gordas e de sair como Comendador As novas gerações &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;de autarcas locais apresentam-se com muita vontade para falar e pouca para trabalhar.. em cultura colaborativa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Esta inércia mata.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tenho ouvido diversos constancienses e posso dizer que há um sentimento de tristeza e de desilusão nos naturais. Muitos não podem votar no concelho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sentem a sua/ nossa vila... morta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É por eles e pelos nossos que estou disponível  para combater os &quot;mornos&quot; que não trouxeram mais valias para a nossa qualidade de vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Trouxeram tristeza e inércia. E divisão. Há chagas difíceis de sarar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não, obrigado!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Há dias diziam-me que quem consegue o voto de 100 agregados familiares ganhar aqui as eleições. Na resposta poderia incluir 100 chouriços de entradas....  Bom!  Eu prefiro o princípio : cada pessoa, cada voto, cada  responsabilidade. Sem educação, não há desenvolvimento que resista. Há espectáculo no Largo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Recordo que o município de Constância, pela voz do seu antigo presidente, António Mendes, esteve na vanguarda da contestação da lei do fundo de equilíbrio financeiro  que por via dos seus critérios, penalizava os municípios mais pequenos e de baixa densidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Temos aí, agora, um ministério dito da coesão territorial que prevê acções de promoção das diferenças entre os territórios de baixa densidade e superior.  A criatividade dos nossos governantes não tem fim... honra lhes seja feita. São uns artistas. É bom recordar o passado recente. O nosso município tinha credibilidade e voz regional. Era ouvido nas questões importantes de desenvolvimento. Não são pormenores...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Encontra-se aprovado pelo Conselho Europeu, nomeadamente, o plano de recuperação e resiliência português. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Quais os projectos de investimento dos nossos actores locais e regionais? Como dizia a ministra da área recentemente &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&quot;O PRR será tanto mais do nosso território, do nosso interior, quanto maior for a capacidade de execução na eficiência energética, na habitação, na área da saúde, na área dos transportes. Grande parte destas verbas não tem beneficiários identificados”, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;As verbas do PRR e do programa Portugal 2030,  totalizam 40 mil milhões de euros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Uma parte importantíssima destas verbas vai ser executada através dos programas operacionais regionais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não há tempo a perder  com autarcas  sem  ambição e visão. Temos de aproveitar  as verbas que aí estão. António Costa bem tem aproveitado a bazuca para efeitos eleitorais...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Marcelo, presidente, aproveitando as críticas que têm surgido nos últimos dias, disse o seguinte na sessão de abertura da conferência &quot;Fundos Europeus: o Minho e a Galiza&quot;:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&quot;Um plano europeu longe dos autarcas é votado ao insucesso e as Comissões de Coordenação devem fazer representar a ponte possível entre a administração central e as autarquias&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Em Constância já há até um novel vereador para co-gerir o PRR (pacotes financeiros, pois,) e as novas áreas de transferência de competências. É, digamos, uma medida que pode ser fatal para o edil, o qual ficará com o ónus duma responsabilidade que deveria ser do delegante-presidente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Em Abril passado, a Ministra da Coesão intervindo na comissão parlamentar de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local recordou que, a partir de Março de 2022, há áreas que vão descentralizar obrigatoriamente para os municípios. Segundo a RTP, a governante esclareceu que &quot;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: roboto, roboto-fallback, sans-serif;&quot;&gt; todos os investimentos que estão previstos no PRR na área da saúde vão ser feitos pelos municípios, porque o que lá está previsto são centros de saúde, são unidades de cuidados continuados, podem também ser IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social), assim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; como viaturas móveis de cuidados de saúde&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tem-se conhecimento recente, alegado, de que a resposta da assistência na saúde em Constância conhece vicissitudes que só quem precisa dos cuidados na doença conhece com mais propriedade. A baixa prolongada de médicos por substituir, a ausência de outros, ainda que regulares, afecta a qualidade da resposta aos utentes. Uma simples receita antecipada pode ser um grande problema, para quem precisa com urgência dela. Os mais idosos e os mais vulneráveis, são quem mais sofre. Em Montalvo, o posto médico, carecendo de serviços administrativos próprios, pode sempre obrigar os utentes a virem a Constância por causa de um carimbo e não só...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Seria escandaloso que perante tantos milhões e tantas &quot;competências&quot; o nosso país continuasse com os mesmos problemas estruturais e geracionais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Seria a falência de um país.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O mesmo território que não se governa, nem se deixa governar há milénios...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Aos eleitos, bom trabalho!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não por eles, mas pelos mais desprotegidos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Enquanto lá estiverem hão-de ter o escrutínio da cidadania livre e responsável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Promessas, são para cumprir!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;PS- Não uso o dito AOLP&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Tue, 19 Oct 2021 07:51:00 GMT</pubDate>
  <title>A dignidade ao órgão...</title>
  <author>porabrantes</author>
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  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A dignidade ao órgão...&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;punhete 1.png&quot; height=&quot;637&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bf417980c/22178270_hBLj5.png&quot; style=&quot;width: 850px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;850&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O presidente da Câmara  de Constância foi de férias logo no início do mandato, bem sabendo que a lei não permite acumulação de férias não gozadas de diferentes mandatos. E que as férias a que tem direito só vencerão no próximo dia 1 de Janeiro de 2022.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Alguém lhe telefonou da câmara e lá engendrou presidir à primeira reunião do executivo, virtualmente...&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não por razões  endémicas ou pandémicas mas por... comodismo. Não se dignou estar presente na câmara para cumprir com as suas obrigações.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Com a cessação do anterior mandato prescreve o direito a férias não gozadas, segundo o Tribunal de Contas. Nem há sequer lugar a caso omisso ou analogia com os funcionários públicos. O estatuto do autarca tem um regime próprio. E pode haver responsabilidade financeira e sanções...&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Daí a &quot;solução&quot; de última hora em vir avocar &quot;de facto&quot; a presidência virtual por umas horitas. Interrompeu as férias?  Interrompeu mesmo???De nada serve a habilidade.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A esta hora já os juristas andam a engendrar pareceres para cobrir a coisa ...&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não vai de férias quem quer, só vai de férias quem pode...&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz (Constância).&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Foto  - Antena Livre&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sat, 16 Oct 2021 19:11:00 GMT</pubDate>
  <title>Memórias soltas da ponte sobre o &quot;rio&apos;&apos; local de passagem dos homens</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/memorias-soltas-da-ponte-sobre-o-rio-6112724</link>
  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Memórias soltas da ponte sobre o &quot;rio&apos;&apos;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;local de passagem dos homens&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEzPLZPAAAAAESABAADjfUpk3kVkaXCBoJnTpfMA%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjMxMzRjMmI0ZmMwZjRjZjE4N2UxN2IyOTM5ZjIyZTczIiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjM0NDExMzk4LCJleHAiOjE2MzQ0MTE5OTgsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.V3Vsrea3O4WUMS4NpZr-Xf4VXfkcbgRIq-gnklPcwIMB8bCqYOmBBwY-gNKwQ8uyMcCRapmAvUJu6Np7SUtNoXeb2Oyf0l3IeE4oUU96jN5AJ74v1KKE9Qn3FBnjH-PYWFgiIx5mxKkySnjhuqkXD3GXWhNVCZ87eQpTNR7A0Hf5rTPJpdI4DBFaOgqmq5IXFpQdNDTLZrVQXpmCBwpPIFpYJBqzqlFYcC1c9vpzZjE7IzsrGCtDPBwILwryqDOiLVPHAZk_Jt0g-SuqDqCpoR9oaRIwP2yQNPsgXKWwmFrLXadmnNgxU8fTMSHBE9UWvnwPbsJFFAgVps4qfoD_5w&amp;amp;X-OWA-CANARY=JyI23P9zFk2EYbCJDtdpIGCkpcXYkNkYbIIvS-K_Unp_Hx2x9nc3Fhe-AojrnB1ln3b8aipsfVk.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=20211004002.02&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Junto à ponte Eiffel, existia a taberna da Conceição Coimbra, a &quot;Passinhas&quot;. Mesmo à entrada da ponte sobre o &quot;rio&quot;, o Zêzere. Em bom rigor, a alcunha &quot;Passinhas&quot;  advinha da madrinha da  D. Conceição, ao que parece, de origem da vila de Mação.  Com dez tostões, comprava ali vinte rebuçados.  Retenho na memória aquela velhinha com o boião na mão, a abrir a tampa, despejando ao longo do velho balcão, os meus rebuçados, acastanhados. Eram vinte. Éramos dois a fazer a contagem. A D. Conceição, de poucas palavras, cumpria o ritual,  com o seu andar e gestos vagarosos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;As crianças tinham o hábito de organizar naquela altura, corridas desde a escola primária até à &quot;Cantina&quot;. A memória dos homens guardava o topónimo:&quot; vamos ver quem é o primeiro a chegar à cantina!&quot;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Debaixo do braço eu levava o jornal &quot;O Século&quot; acabado de comprar no &quot;Café da ponte&apos;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; Chegado a casa, o meu saudoso pai recortava para mim a banda desenhada do &quot;Fantasma&quot;.  E era uma alegria esperar pela próxima edição, para poder acompanhar a história. Eram tempos revolucionários. Comprava também os jornais &quot;O &quot;Diário&quot;, &quot;Diário Popular&quot;, &quot;A Capital&quot; (vespertino).  O meu &quot;ordenado&quot;  eram vinte escudos mensais. Tinha aquela rotina de ir à &quot;cantina&quot;, local do &quot;Café da Ponte&quot;, da Dona Vergínia Tavares e do Sr Manuel Brás. Depois de lermos os jornais ia oferecê-los  ao velho Paveia, no segundo andar, defronte da farmácia do Sr Vieira e do Godinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEzPLZPAAAAAESABAAGtNCkomzbkmr57K2IUc4cQ%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjMxMzRjMmI0ZmMwZjRjZjE4N2UxN2IyOTM5ZjIyZTczIiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjM0NDExMzk4LCJleHAiOjE2MzQ0MTE5OTgsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.V3Vsrea3O4WUMS4NpZr-Xf4VXfkcbgRIq-gnklPcwIMB8bCqYOmBBwY-gNKwQ8uyMcCRapmAvUJu6Np7SUtNoXeb2Oyf0l3IeE4oUU96jN5AJ74v1KKE9Qn3FBnjH-PYWFgiIx5mxKkySnjhuqkXD3GXWhNVCZ87eQpTNR7A0Hf5rTPJpdI4DBFaOgqmq5IXFpQdNDTLZrVQXpmCBwpPIFpYJBqzqlFYcC1c9vpzZjE7IzsrGCtDPBwILwryqDOiLVPHAZk_Jt0g-SuqDqCpoR9oaRIwP2yQNPsgXKWwmFrLXadmnNgxU8fTMSHBE9UWvnwPbsJFFAgVps4qfoD_5w&amp;amp;X-OWA-CANARY=6lnDhisoRE-6ZsxRVeHunTAPyu3YkNkYHCAfKYOcrvzm2Z8bkyrfzYorS7zu-nOtVWX4LjeOOMw.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=20211004002.02&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Em tempos mais recuados tinha existido de facto naquele sítio da ponte, a &quot;Cantina&quot; das velhas Burguetes, tias da Elvira (dos célebres queijinhos do céu) e  da Maria do Carmo Burguete,  onde havia uma espécie de &quot;albergue&quot; para acolher os peregrinos. A ponte foi sempre local de encontro e de cruzamentos, de passagem de forasteiros. Mais tarde, já nos anos 80, passava por ali  quase todos os dias, menos à terça-feira, dia de encerramento. Os proprietários, a Dona Vergínia e o  sr Manuel, organizavam excursões e tinham o negócio de &quot;letras&quot; uma espécie de crédito. O Sr Manuel Brás ajudou muitas famílias de Constância a ultrapassar dificuldades. Foi ele quem ofereceu a primeira ambulância para a Corporação dos  bombeiros. As nossas conversas eram sempre sobre política e assuntos sociais. Com sentido acentuadamente crítico da esquerda irresponsável, portanto, virado à direita... Também falávamos de histórias do contrabando na fronteira com Espanha, pois as conversas são como as cerejas e os segredos de algumas personalidades não eram de todo desconhecidos...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; Naquele local da ponte existiu no início do século XX a ferraria do Alfredo Burguete,  homem temido na vila, de quem se contavam histórias de verdadeiro terror. Alfredo Burguete acabou deportado para África na sequência da tragédia da fonte de São Vicente, crime hediondo e macabro que me foi relatado pelos velhos da vila. As coisas que eu sei do Alfredo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O &quot;Café da Ponte&quot; servia refeições e tinha uma cliente da vila, a Dona Maria José Falcão, a qual não dispensava um bom bitoque da Dona Vergínia. No mês de Agosto o café era local de encontro dos meus amigos emigrantes em Paris.Os &quot;flipers&quot; faziam a novidade e eram motivo atractivo dos jovens. Mesmo ao lado havia uma arrecadação onde chegou a ser construído um barco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A ponte é sempre um encontro  inevitável dos viajantes,  caixeiros, peregrinos, ou mesmo clientes de rotina de passagem, os quais  &quot;faziam a casa&quot;. Não se pode dizer que a população da vila fosse grande frequentadora do estabelecimento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Já mais recentemente, em 2013,  aquando da minha candidatura a presidente da Câmara, escolhi o local deste antigo café, para sede da minha campanha. Por razões sentimentais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sei que o edifício era então armazém de canoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Quando andávamos a lavar o espaço, para preparar a nossa sede, vinham-me à memória as recordações da minha infância e juventude.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Aquelas conversas com adultos deram-me uma visão do mundo,,  mais avisada. Comentávamos os jornais e o telejornal. Sempre tive uma natural propensão para conversar com pessoas muito mais idosas do que eu. Da Dona Vergínia e do Sr Manuel Brás, retenho a memória de dois amigos, respeitadores, preocupados  com a qualidade de vida dos portugueses mas implacáveis com a esquerda irresponsável que não se coibiam de  criticar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Eram pessoas com carácter.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Da velha taberna da Conceição Coimbra sei que era local de petiscos antigamente, na sua varanda. Nos anos 50 a minha mãe comprava ali sopa diária, quando regressava do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas onde cosia e dobrava pára-quedas (foi a primeira mulher em Portugal a ser admitida neste batalhão para tal serviço, unidade militar que foi implementada através dos espanhóis...).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A ponte tinha uma certa mística.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Até aos anos 80 havia o costume de irmos receber ali os féretros os quais seguiam depois em cortejo silêncioso para a matriz ou directamente para o cemitério, consoante o veredicto do   prior...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Chegou a haver cadáveres que seguiam em padiola, tal era a miséria humana. Mesmo em criança não deixava de espreitar todos os funerais...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A volta a Portugal em bicicleta era mais uma oportunidade para encontros na ponte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;No outro extremo da ponte existia a casa da mãe da &quot;Mari  da Ponte&quot; onde se faziam bailes à moda do tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Segundo o cronista Joaquim dos Mártires Neto Coimbra, meu saudoso amigo, aquando da construção da ponte no final do século XIX, ainda existia a fonte do Vigário, então destruída.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Era ponto de encontro de namorados. Na antiga estrada perto do rio, lá estão ainda os bancos acolhedores...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Por volta de 1937/8  quando o meu avô materno passava a ponte a pé mais a sua prole, estava lá por acaso do destino o meu pai, e esse facto foi-me relatado por ele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A ponte é sinal de união de margens e de homens. A ponte é um repositório imagético.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Hoje... é um local abandonado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;PS- não uso o dito AOLP.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sun, 10 Oct 2021 08:18:00 GMT</pubDate>
  <title>Para a história recente da Casa de Camões: o meu testemunho</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/para-a-historia-recente-da-casa-de-6109126</link>
  <description>&lt;h2&gt; &lt;/h2&gt;
&lt;h2&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Face à notícia de que a «Câmara Municipal de Constância já pode dominar os futuros órgãos directivos da Associação Casa-Memória de Camões para poder subsidiar de forma a cumprir a lei das finanças locais», não posso deixar de manifestar a minha total indignação por esses e outros factos manipulativos que sumariamente vou explicar. Assim, e na sequência da recente assembleia geral de que o Conselho Fiscal foi afastado, onde terão alterado os estatutos (então a alteração de Junho de 2020? E a outra de Junho de 2021), cumpre-me dar público testemunho.&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Antes de mais quero esclarecer que marcaram a última assembleia sem articular o dia com o Conselho Fiscal, para dias em que os seus membros estavam ocupados. Omitindo a este órgão de fiscalização o orçamento e o projecto estatutário de alteração do regime financeiro da associação.  Quem não se sente, não é filho de boa gente!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Desde a minha juventude que colaboro com a associação. Sempre tive uma excelente relação com a sua fundadora, até à sua morte em proveta idade.  Foram várias décadas de trabalho colaborativo. Na imprensa, na música, no Centro internacional de Estudos Camonianos, na investigação, na defesa pública da Casa-Memória quando a queriam  embargar.  Como foi difícil esse combate. E tantas outras iniciativas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Foi pela sua mão que entrei para o Conselho Fiscal e quero honrar sempre a sua memória.  Manuela de Azevedo morreu desgostosa com as pessoas que ficaram na gestão da associação. Está tudo publicado!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Nesta fase terrível para a vida da nossa associação em que nos roubaram a nossa autonomia através de deliberações municipais, a pretexto da pandemia, não nos hão-de roubar por certo a liberdade de expressão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Mas é sobre esta «história» do poder dominante do presidente da câmara sobre a nossa associação que quero falar, em particular. Dadas as notícias que acabo de ler.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não conheço norma alguma da lei das finanças locais que faça depender a atribuição de um subsídio municipal a uma associação privada, nomeadamente, do controlo dos seus órgãos ou da existência de qualquer influência dominante camarária.  Esta nova narrativa,  ainda mais mentirosa, é quase pornográfica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não conheço documento algum da Inspecção-Geral de Finanças que alguma vez se tenha fundamentado na lei das finanças locais para impor à Casa de Camões o controlo dos seus órgãos por parte do município.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não conheço o texto da alteração estatutária a que se refere a imprensa regional agora, porquanto o mesmo não foi disponibilizado ao Conselho Fiscal nem submetido ao seu parecer prévio como se impõe no artigo sétimo dos estatutos em vigor, registados e publicados pelo Ministério da Justiça (de acordo com a certidão permanente em meu poder).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Nunca tinha visto uma convocatória duma assembleia geral ser assinada em nome da Câmara Municipal de Constância, sendo de destacar que a pessoa que a assinou não só não fez prova  das deliberações municipais que supostamente lhe conferiram poderes para o(s) acto(s), como não fez prova da deliberação que supostamente admitiu o município (se for o caso) na associação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Os estatutos em vigor da associação fazem depender a admissão de sócios enquanto  pessoas colectivas, a saber, da existência de um regulamento interno (artigo terceiro), não existindo sequer esse regulamento. Por outro lado, em parte alguma dos estatutos se prescrevem normas transitórias. E, assim, a deliberação sobre se o município (e não a câmara, pois só aquele tem personalidade jurídica e número de contribuinte) seria associado, sempre haveria de recair na competência subsidiária da assembleia (artigo 172º, nº 1 do Código Civil). A direcção é composta pelo sócio que também desempenha as funções de presidente da assembleia municipal e por uma vereadora. E, ainda, por um anterior funcionário/avençado do município que manterá com o mesmo uma relação jurídica, nunca desmentida. Parece evidente o conflito de interesses, aparente. Ao virem perdoar ao município quotas antigas que ele nunca pagou, estão a decidir  algo sobre uma pessoa colectiva a qual integram ou integraram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Aquando  da eleição e tomada de posse dos actuais corpos gerentes em 2019 tive o cuidado de na assembleia geral referir que não constava das actas que o município era sócio ou tinha sido eleito. O que lá constava era a «câmara». Coisa muito diferente. Na altura, desvalorizaram a minha observação.   Em tantos anos de membro dos corpos gerentes nunca vi ser exibido ou citado nas assembleias gerais qualquer documento do município a outorgar poderes a qualquer representante seu. A existência da mesa da assembleia deste tipo de associações nem sequer consta do Código Civil e todos sabemos que essa prática é tão só «direito constituído». A assembleia deve ser convocada pela «administração» (artigo 173º, nº1 do Código Civil). É neste quadro e contexto legal que a câmara aparece nas actas: de direito constituído, ou seja, estatutário (mas não previsto no Código Civil).  A câmara não tem personalidade jurídica, sendo (?) uma espécie de sócio com direitos desiguais face aos restantes (uma  espécie de menor).  Diferente seria o caso de o município ter sido admitido ele próprio, como sócio, o que não se provou em tribunal. Ora, o município não pagava quotas. levei esta questão a tribunal e o presidente da câmara foi a correr pagar uma carrada de quotas, de forma extemporânea. E até foi perdoado pela direcção (cuja composição já referi atrás) de outras quotizações que se perdem na memória dos associados. Mas eu não tenho memória curta.  Há uns anos atrás a assembleia geral deliberou expressamente sobre a manutenção de sócios que tivessem quotas em atraso, ainda antes da vigência dos actuais estatutos. E impôs um pagamento como condição sem a qual não se poderiam manter como sócios. Pois é! O município de Constância não se apresentou nesse ano de prescrição para «regularizar» a situação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A situação «de facto»  da câmara na associação – e não «de iure» - era tolerada porque ninguém ousou levantar a questão, por respeito à fundadora Dra Manuela de Azevedo. Em 1972, ainda na vigência da Constituição política de 1933, constituiu-se uma comissão por iniciativa do então presidente da Câmara de Constância. Depois, surgiu uma comissão executiva da Casa de Camões que apareceu representada numa Comissão Instaladora de iniciativa do Governo. Com a mudança de regime, e já na vigência da actual Constituição de 1976, passou a haver liberdade de associação e as pessoas colectivas tais deixaram de ser equiparadas a «menores». Rege a nossa lei fundamental que: «As associações prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas». Tudo conforme os diversos tratados de direito internacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O argumento de que segundo a lei 50/2012 a associação só pode receber subsídios do município/associado, se ele tiver influência dominante, é polémica  a que não fujo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Admitindo em tese que o município (e não o órgão da câmara) seja associado (e não está provado que o seja, de forma inequívoca), ainda assim,  deveria ser considerado o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- O regime da Lei 50/2012 constitui uma restrição à liberdade de associação que não está expressamente prevista na Constituição da República (com interesse o artigo 18º da CRP). Em parte alguma deste regime financeiro consta quais são os direitos ou interesses constitucionalmente protegidos que justificam restringir a liberdade de associação;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- Até à lei do orçamento de Estado para 2017 não era possível aos municípios subsidiar associações privadas em que tivessem «participações locais». A partir daí (não é consensual na jurisprudência que uma lei de orçamento anual possa vigorar para lá da sua vigência anual) poderiam fazê-lo sob contratos-programa. Acontece que, está por provar  que o município tenha tido ou tenha «participações locais» na Casa de Camões. A lei 50/2012 foi feita para outro tipo de pessoas colectivas, ou seja, sociedades regidas pela lei comercial.  Há doutrina administrativa que entende que o facto de um município ser simplesmente sócio de uma associação, basta para o caso. Mas isso não consta da lei. E, uma restrição da liberdade de associação constitucional há-de  constar de diploma legal, de forma expressa. Onde está?;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;- A lei 50/2012, num capítulo especial para as associações privadas, donde, excepcional,  prescreve: «Os municípios, as associações de municípios, independentemente da respetiva tipologia, e as áreas metropolitanas podem participar com pessoas jurídicas privadas em associações». Leram bem? Podem participar «com pessoas jurídicas privadas em  associações». Isto é: O Município (e não apenas o órgão da câmara) haveria de participar com a nossa associação - «pessoa jurídica privada» - numa nova entidade terceira, leia-se, associação.  Suscitada esta questão na doutrina administrativa, tem-se argumentado mais recentemente que a lei 50/2012 em  causa  embora contenha esse articulado restritivo ainda sim, pretendeu abranger toda e qualquer situação em  que um município seja sócio de uma associação. Essa aplicação por analogia administrativa, no caso, às associações privadas de direito civil, parece contender com os preceitos quer da Constituição quer da lei 50/2012. Porque sendo tais restrições uma excepção não terão analogia! Haveriam de constar  expressamente;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;-Se, efectivamente, todo este processo de alteração dos estatutos da Casa de Camões fosse transparente, nunca deveria ter sido negociado à revelia do Conselho Fiscal e da assembleia (a esta levaram já tudo consumado e sob pressão de, se não anuíssem, iria exigir de volta o dinheiro do ordenado da jardineira ).Até as actas do município com esses «estatutos» só foram publicadas após  a assembleia de Junho de 2020 da associação. Tudo pensado ao pormenor. Tinham 24 horas para me entregar as actas das assembleias de Junho de 2020 de acordo com a lei processual civil e levaram   mais de três meses. Tudo com o fito de impedir a produção da prova em sede da providência cautelar cível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Bastaria que o município «saísse» de associado (Ele é associado?  Na recente sentença judicial provou-se que não constava da lista de quotizados, em dia ou em atraso), para que a associação não perdesse a sua dignidade, a sua autonomia e a sua liberdade de direito natural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Para que um município exerça influência dominante numa associação, a lei 50/2012 (artigo 19º) prescreve a  «verificação de um dos seguintes requisitos» e elenca:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;a)       «Detenção da maioria do capital ou dos direitos de voto». Ora, isto não se aplica a uma associação sem fins lucrativos mas sim a sociedades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;b)      «Direito de designar ou destituir a maioria dos membros do órgão de gestão, de administração ou de fiscalização»; Repararam na conjunção alternativa «ou»?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;c)       « Qualquer outra forma de controlo de gestão». Reparem no inciso: «outra forma».  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Nada é cumulativo, como veio a acontecer nos «novos estatuto»s impostos pela câmara em Março de 2020 mas ainda não registados (objecto de procedimento em curso no Ministério Público!).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O texto que o município negociou com a direcção da associação às escondidas quer do Conselho Fiscal seja da assembleia geral da associação (essas deliberações administrativas do município teriam de ter sido impugnadas pela direcção da associação no tribunal administrativo) está muito para lá da lei 50/2012. Porque impõe a nomeação da maioria do Conselho Fiscal por parte do presidente da câmara, e impõe o voto favorável do presidente da câmara para designar  e destituir os restantes corpos gerentes. Impõe direito de veto do presidente da câmara para instrumentos de gestão, aquisição, alienação de bens, mudança de sede, etc. Mais grave ainda: a primeira proposta do presidente da câmara que se veio a descobrir em sede da recente providência cautelar cível, incluía o direito de veto do presidente da câmara sobre… alterações de estatutos. Está assim explicado ao que vem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ora, para o município atribuir o parco subsídio com que a associação paga à jardineira, para quê e porquê este projecto de poder totalitário? Arranjaram um bode expiatório?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Melhor fora que tivessem acautelado a protecção do espólio da Biblioteca Victor Fontes e que  tivessem inventariado e tratado arquivisticamente o espólio deixado pela Dra Manuuela de Azevedo e pelo escritor  humanista Sam Levy e outros beneméritos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Nunca irei perceber  por que motivo o actual presidente da câmara denunciou a Casa de Camões em Julho de 2019, à Inspecção-geral de Finanças, sem informar o Conselho Fiscal e a assembleia geral a que na prática preside de que, tendo o município atribuído a verba do subsídio a foi denunciar depois. Onde fica a boa fé?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Deixe-se dessas coisas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A lei das autarquias locais permite perfeitamente subsidiar as associações existentes no município, sem poderes dominantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;José Luz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;(Presidente do Conselho Fiscal da Associação da Casa-Memória de Camões em Constância)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;PS – onde está o visto prévio do Tribunal de Contas para as tais «participações locais»?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/para-a-historia-recente-da-casa-de-6109126</comments>
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  <category>constância</category>
  <category>casa de camões</category>
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  <pubDate>Fri, 08 Oct 2021 16:23:00 GMT</pubDate>
  <title>Para a restauração da toponímia cristã em Constância</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/para-a-restauracao-da-toponimia-crista-6104832</link>
  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Nesta maré de festividades locais republicanas de fraca expressão na história local de Constância, recordemos a origem da actual Rua João Chagas da vila de Constância, outrora chamada Rua de São Julião.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;rsj2.png&quot; height=&quot;585&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Baf1814c4/22171699_mzvBZ.png&quot; style=&quot;width: 715px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;715&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rua João Chagas ( antiga Rua de São Julião).&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Era assim denominada porque dava acesso à antiga paroquial de São Julião. Já escrevi sobre a importância desta antiquíssima igreja, a qual tinha uma centralidade inequívoca na nossa terra. Escrevi também sobre a lenda de um São Julião e acerca da presumível ligação desse Santo com este local. &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;rsj.png&quot; height=&quot;593&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B7b171fa6/22171696_O0CsH.png&quot; style=&quot;width: 626px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;626&quot; /&gt; &lt;strong&gt;Actual Rua de São Julião, longe do Centro histórico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Parece-me  perfeitamente justo que a nossa toponímia respeite a nossa história e as nossas tradições. Para fazer jus à  etimologia e aos valores identitários da população natural.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A seguir à implantação da república houve por aí uma febre que mudou os nomes de diversas ruas. Temos até uma rua que tinha o nome de um  Santo, São Pedro, e passou a ter o nome de um terrorista da Carbonária, Machado Santos. O povo, cristão, teima e resiste e continua a chamar a rua pelo nome do Santo.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A nossa rua de São Julião, à semelhança de outros casos passou a denominar-se de &quot;João Chagas&quot;, um brasileiro que era maçon e que nada tem a ver com a nossa vila. Ou tem? O quê, em concreto???&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Mais recentemente resolveu a câmara atirar com o antigo nome da Rua de São Julião...  para o Chão da feira.  É obra!... A toponímia, segundo os dicionários, é a memória  viva, a herança, a tradição do nosso passado.  O nome de São Julião é característico da zona da praça, do Centro histórico, nada devendo à antiga Charneca onde, sabemos, existia outro topónimo: Campo dos Mártires.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É tempo de devolver à nossa vila a sua toponimia cristã, expurgando os carbonários e os maçons, relegando-os  para  outra freguesia. Constância  não era uma vila de tradições republicanas. É certo que havia por aqui alguns adeptos da república. como era o caso do administrador do concelho, José Eugénio de Nunes Godinho. No Outeiro, ainda lá está a antiga casa da Carbonária, agora recuperada, o braço armado... Reza a tradição oral e os registos da imprensa da época que a vila, poucos anos antes da implantação da república em Lisboa (e sua expansão ao resto do país e império)   anote-se, recebia com grande pompa, a El Rei Dom Carlos I e a seu séquito. Nessa ocasião o republicano José Eugénio enfeitava as suas varandas com crepes pretos, em sinal de protesto contra a visita real. Por sinal, foi nessa oportunidade política que o povo dirigiu a S.A R uma petição que levou à restauração do nosso concelho. &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Basta de poluição cultural!&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É verdade que a residencial  fez nome com o dito maçon. Mas isso não impede a restauração do nome da rua.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Continua pendente na câmara a proposta da população para atribuir o nome do poeta Tomaz Vieira da Cruz a uma rua ( pode bem ser a rua onde nasceu!).&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sobre isto a comissão nomeada pela assembleia municipal disse... nada. &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Apesar dum ofício do presidente da câmara &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;de então, prometer tratar do assunto.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; Enquanto a esquerda tiver a hegemonia no município, nada mudará nesta matéria.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;E enquanto tivermos na Vila autarcas que não são de cá nem se interessam pelo valor da nossa toponimia, nada mudará na prática.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Eles querem lá saber dos nomes cristãos da nossa toponímia.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Diferente será o caso se lhes fizermos frente, com a força do povo e da cidadania activa, desperta e em permanente alvorada...&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Aí, sim, veremos se nos vão continuar a ignorar e a desprezar.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;PS- Não uso o dito AOLP. Nas últimas décadas temos assistido à publicação de uma série de escritos, sob o beneplácito camarário, que nos procuram impor uma visão distorcida da história da nossa terra,  donde, marcadamente ideológica. É dever de cidadania fazermos o contraponto a essa marcha...&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Legenda da foto- Rua João Chagas ( antiga Rua de São Julião).&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Legenda da foto- Actual Rua de São Julião, longe do Centro histórico&lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Thu, 07 Oct 2021 18:17:00 GMT</pubDate>
  <title>Carta para um amigo em Constância.</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/carta-para-um-amigo-em-constancia-6103239</link>
  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Carta para um amigo em Constância... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Caríssimo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Quero confidenciar-te que fui deveras surpreendido com a convocação da instalação da Assembleia de Freguesia de Constância- veja-se lá - para o &quot;auditório da  Casa de Camões&quot;. A surpresa não é tanto pelo desconhecimento da estimada autarca (de cujo nome não me recordo) que assina o edital - o auditório tem o nome do escritor e filósofo humanista Sam Levy - mas antes, pelo uso da associação, para fins políticos e autárquicos. Nem uma referência à dita autorização da entidade proprietária. Isto é tudo nosso?...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Já tive oportunidade de manifestar a minha discordância em missiva enviada à direcção da associação. As razões são evidentes: a associação é apolítica e os seus recursos e equipamentos são estatutariamente destinados à promoção da obra e vida de Camões. Claro, a CAIMA, é outra excepção... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Vivemos em Pandemia e, parece, é moda invocar a mesma para tudo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Por outro lado, uma autorização destas não deveria ter sido dada pela direcção pois a mesma é composta maioritariamente por autarcas. A imagem da associação nunca deveria ser associada a acções políticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Para tal, existe o salão nobre dos Paços do Concelho, esse sim com condições de segurança e sanitárias adequadas. Outros espaços municipais existem mas não entram nas intenções de quem organiza a dita instalação do órgão maioritário socialista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Amigo camoniano!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Deixa-me tratar-te desta maneira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Não posso deixar de estranhar que no orçamento de 2021  da Casa de Camões, não estejam previstos subsídios da Junta de Freguesia de Constância e que, por coincidência, tenha sido realizada em cima das eleições autárquicas, mormente, uma assembleia de freguesia para aprovar a adesão da Junta, como sócia da Casa de Camões...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Tudo se conjuga, de forma afinada e justaposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Estando a autarquia da Junta na associação não poderá subsidiá-la. Mas sempre poderá mandar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;A câmara e o seu presidente andam  há um ano e meio a arquitectar &quot;participações locais&quot; na Casa de Camões, qual influência dominante em que o município passa a poder vetar quase tudo: instrumentos de gestão, alienações, aquisições, designação e destituição de titulares e um sem número de prerrogativas para lá da lei. Até a sede querem poder mudar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Sabe-se que, inclusive, as alterações dos estatutos Sérgio Oliveira quis poder vetar. Esta informação preciosa consta dos autos da providência cautelar que interpus em 2020. Vem ao caso dizer que o tribunal deu como provado que eu não fui convocado para as assembleias gerais de Junho de 2020 e que, quer a convocação das mesmas e seu funcionamento padeceram de diversas irregularidades e conflitos de interesses. Só não se provou suficientemente os danos iminentes necessários para se decretar a providência cautelar, porque o presidente da câmara não colocou na acta da Assembleia Geral de alteração dos&lt;/span&gt; estatutos, o texto dos próprios estatutos. Caso pensado, claro. Ainda estou à espera que me enviem esse texto e a acta da minha tomada de posse. Deves calcular como é ilimitada a minha paciência. Job é que me entende e tu também, pois sabes do que falo. Andas por aí e tens acesso a tudo e a todos, quando queres. És o maior! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;Temos assim a Junta como potencial sócia, quiçá, com poderes delegados do município para participar na apetitosa influência dominante? É o que parece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&quot;Esta vai com a candeia na mão morrer nas de V. M.; e se dahí passar seja em cinzas&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #202122; font-family: -apple-system, blinkmacsystemfont, segoe ui, roboto, lato, helvetica, arial, sans-serif;&quot;&gt;(Constância)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;PS- se puderes manda-me uma explicação para o facto do presidente da câmara ter ido a correr pagar uma catrefada de quotas do município, ainda que nem sequer conste da lista de quotizados . Coisa esquisita!?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
  <comments>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/carta-para-um-amigo-em-constancia-6103239</comments>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sun, 03 Oct 2021 08:55:00 GMT</pubDate>
  <title>Sam Levi </title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/sam-levi-6097011</link>
  <description>&lt;p&gt;O nosso colega &apos;&lt;a href=&quot;https://toponimialisboa.wordpress.com/2017/05/17/a-rua-sam-levy/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&apos;Toponímia de Lisboa destaca o judeu e benfeitor Sam Levi, que foi dos corpos sociais da Casa de Camões em Constância,&lt;/a&gt; a quem deixou uma colecção arqueológica que os corpos sociais dessa casa nunca estudaram nem inventariaram. Nos últimos anos a dita direcção tem sido dominada pela partidocracia local (PCP/PS)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma vergonha!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Doação Sam Levi ao &lt;a href=&quot;http://www.museunacionalarqueologia.gov.pt/?p=4064&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;MNA&lt;/a&gt;. Outra ao Museu do Caramulo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2015/02/07/mundo/opiniao/meu-portugalzinho-1685280?fbclid=IwAR0ihnOnW4ewVhoFJBwZuFsh96Nb-h6ukGWzZgvdOlpmyDEFyjNKTofWEhU&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Esther Muznik retrata o ex-Presidente da Comunidade Judaica no &apos;&apos;Público&apos;&apos;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;mn &lt;/p&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sat, 02 Oct 2021 08:23:00 GMT</pubDate>
  <title>Escritor e humanista Sam Levy esquecido em Constância</title>
  <author>porabrantes</author>
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  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Escritor e humanista Sam Levy&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;esquecido em Constância&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEwy3qlAAAAAESABAA0wDpoFd9ekWrnZ%2FjUG3e2g%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjQ3ZDUxOTVkNTkzYjRmNTlhOTdiMjQ3NTU1MjgwM2VhIiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjMzMTYyOTIyLCJleHAiOjE2MzMxNjM1MjIsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.LY7LcrVh4-KfNwq--iSSuTvYmjUg7xNNxGiuo-rR_3MuJthW5PF4IlN9mJQLsadzHCuQ1wfkAWFqEj1v7kn0d-VK9mH7FCm0dJZ20LReslal8z-Q0JubvWuYwEYSlVWliqkgpCR00ambAdvXPtgbAP6CW0e4BocMhE1oUxAGvyXD8kU2MeDg5B7cE_r0wpaY7uhQ9tVQg9S3bePyliGgdSXGcdjjk1mpLoNDsMN4nlt5Ezx3L3AwZ7Q-5vo84tBrGQg353zkXyrCPaSrd0idv9tjtBMn7GcoGh2IU_I9t5PWUjIEAxcWsH9HUqNoIryihoVRMsUv7ht2UJVpuPO6DA&amp;amp;X-OWA-CANARY=47Q9v8z-Vki8UuKrajOzA5CbBst9hdkYWyayGCuqfjWkLdL7iB6pQ7X1ICBCI2t6L7VTKegVFew.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=20210913004.12&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escritor e humanista Sam Levy (1912-1997)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A instalação de órgãos autárquicos anunciada para o &quot;auditório da Casa de Camões&quot; vem levantar duas questões oportunas. Por um lado, o aproveitamento político da associação (não bastava a câmara, como também, agora, a Junta de Freguesia, sócia feita à pressa em cima das recentes eleições autárquicas...) e, por outro lado, a omissão do nome do escritor Sam Levy, benemérito da associação, omissão que começa a ser prática e que nos deve preocupar a todos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sobre a colagem dos autarcas socialistas ao trabalho e património da Casa de Camões já muito se escreveu. Quem quiser entender, que entenda. A estratégia já vem do tempo de Jorge Lacão e está agora a colher os seus frutos... após o desaparecimento da fundadora e grande obreira, a escritora e jornalista Manuela de Azevedo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;De Sam Levy, deixem-me &quot;roubar&quot; um citação que lhe é atribuída por DaCosta e que respeita ao grande Camões: &quot;Poucos homens tiveram a cultura de Camões, ele é um dos maiores génios da humanidade. Dominava a história, a mitologia, o cristianismo, o islamismo, a bíblia, o Corão, a geografia, atingindo uma sabedoria invulgar&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Este amor camoniano do antigo presidente honorário da Comunidade Judaica em Portugal ficou registado na vila de Constância, quando se pretendeu perpetuar o nome do escritor na própria sede da Casa do Vate.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEwy3qlAAAAAESABAA3jhQdqIw9kiZL0tqNH3A5g%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjQ3ZDUxOTVkNTkzYjRmNTlhOTdiMjQ3NTU1MjgwM2VhIiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjMzMTYyOTIyLCJleHAiOjE2MzMxNjM1MjIsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.LY7LcrVh4-KfNwq--iSSuTvYmjUg7xNNxGiuo-rR_3MuJthW5PF4IlN9mJQLsadzHCuQ1wfkAWFqEj1v7kn0d-VK9mH7FCm0dJZ20LReslal8z-Q0JubvWuYwEYSlVWliqkgpCR00ambAdvXPtgbAP6CW0e4BocMhE1oUxAGvyXD8kU2MeDg5B7cE_r0wpaY7uhQ9tVQg9S3bePyliGgdSXGcdjjk1mpLoNDsMN4nlt5Ezx3L3AwZ7Q-5vo84tBrGQg353zkXyrCPaSrd0idv9tjtBMn7GcoGh2IU_I9t5PWUjIEAxcWsH9HUqNoIryihoVRMsUv7ht2UJVpuPO6DA&amp;amp;X-OWA-CANARY=zBcxVRyPME-CvwwLiuymMeCZfvt9hdkY_9QjSsBEdSczIt4OokQCuhhSmzzNQSsHWnHqP7gwFQo.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=20210913004.12&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Casa-Memória de Camões em Constância cujo auditório tem atribuído o nome do escritor e humanista Sam Levy.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Na verdade, o auditório da associação tem o seu nome, Sam Levy e é propriedade da Casa-Memória de Camões em Constância. Isto serve para avivar a memória dos autarcas que desconhecem a nossa história local.&lt;img src=&quot;https://maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/10/101217391_752621782143006_6377330143051907072_n-1024x768.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #555555; font-family: georgia, times new roman, times, serif;&quot;&gt;Uma das edições dos fóruns camonianos, do Centro Internacional de Estudos Camonianos, em Constância.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sam Levy, personalidade que tive a honra de conhecer, extremamente culto e simpático, traduziu &quot;Os Lusíadas&quot; para francês numa edição criteriosa, prefaciada pelo meu saudoso amigo Professor Doutor Justino Mendes de Almeida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É também o tradutor de hebraico para português do &quot;Cântico dos Cânticos&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Embora o seu nome esteja a ser apagado na memória local, será por mim sempre lembrado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não posso esquecer este grande amigo e benemérito da Associação da Casa-Memória de Camões em Constância.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Jamais!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Saramago, por exemplo, nos &quot;Cadernos de Lanzarote&quot;,  reconheceu ter entrado nos meandros da mentalidade judaica com a ajuda de &quot;acertos psicológicos&quot; de Sam Levi por quem tinha estima e consideração.  Digo isto porque ajuda a perceber que é um erro apagar da nossa memória local o nome de Sam Levi.  Não podemos ser ingratos nem ignorantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Aquando do VI fórum promovido pelo Centro Internacional de Estudos Camonianos (2000?), debaixo do tema&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&quot;Os mares de Camões&quot;, Justino Mendes de Almeida  realçou na altura os méritos literários de Sam Levy,  associando-se à homenagem de então a este ilustre escritor. dando  a conhecer na ocasião, as palavras que escolheu para o prefácio da edição de &quot;Os Lusíadas&quot;  cuja tradução criteriosa Sam Levi iniciara havia mais de uma década.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; Sam Levy  levou a cabo uma criteriosa tradução da nossa epopeia, para francês, respeitando os decassílabos e o seu classicismo, numa edição prefaciada pelo Prof. Justino Mendes de Almeida.  Traduziu ainda do hebraico para português o célebre &quot;&lt;em&gt;Cântico dos Cânticos&quot;&lt;/em&gt;, com prefácio de David-Mourão Ferreira  e ilustrações de António Duarte e de Lima de Freitas, numa edição de Lyon de Castro.  Num artigo do&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;ABC, edição internacional, sob o título &quot;Los judíos ilustres de Portugal&quot;, de 25  de Janeiro de 2014, destacava-se então:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sam Levy, figura ilustre de Lisboa que tradujo para el francés la epopeya de Camões y fundó el Lionismo en la Península Ibérica&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;No dia em que Maluda convenceu Amália a irem a casa de Sam Levy comprar tapetes persas, foram as duas a pé de São Bento à Rua Castilho onde forem recebidas como princesas. Amália quis perceber o interesse da tradução de &quot;Os Lusíadas&quot;, conta DaCosta. Levy respondeu sobre a necessidade de &quot;entender Camões&quot;. Sabia português arcaico. Começara desde criança a falar português e espanhol, dito ladino. A sua família havia sido expulsa por Dom Manuel I. Sam Levy nasceu mesmo em Esmirna, na Turquia. Viveu em Marselha (França), em Espanha, esteve em Milão onde colaborou com o Cônsul honorário para salvar judeus durante a II Guerra Mundial. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É considerado um humanista pela crítica literária. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Foi condecorado por diversas vezes pela Cruz Vermelha Portuguesa. Fundou o movimento Lyon. Tem o título de Cavaleiro da Ordem de Mérito francesa. Foi condecorado pela Universidade Autónoma Luís de Camões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Só a título de exemplos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tive o prazer de o conhecer e de o entrevistar. Quantas vezes não conversámos sobre os temas camonianos. Também conheci o seu filho André.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #555555; font-family: georgia, times new roman, times, serif;&quot;&gt;Sam Levy foi um grande impulsionador e benemérito da nossa Associação da Casa-Memória de Camões em Constância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #555555; font-family: georgia, times new roman, times, serif;&quot;&gt;Fico especialmente triste e indignado quando vejo o seu nome esquecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #555555; font-family: georgia, times new roman, times, serif;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #555555; font-family: georgia, times new roman, times, serif;&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #555555; font-family: georgia, times new roman, times, serif;&quot;&gt;PS- não uso o dito AOLP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
  <category>josé luz</category>
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  <pubDate>Thu, 23 Sep 2021 06:41:00 GMT</pubDate>
  <title>Um milhão de euros de vaidade</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/um-milhao-de-euros-de-vaidade-6088401</link>
  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;strong&gt;Um milhão de euros de vaidade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sérgio Oliveira disse no debate autárquico na Hertz que, se não for eleito, vai regressar ao seu emprego. E disse ainda que deixa um milhão de euros em verbas aprovadas. Falou de dois ou três projectos, como exemplo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Ficamos a saber que não vai aceitar o cargo de vereador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Confirma-se que as obras e projecto do município são as obras do Sérgio Oliveira. E que ele=município.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Manuel Lapa, certeiro, acusou a vaidade do orador e riscou a pintura. Acusou o &quot;falar bem&quot;, &quot;vestir bem&quot; e o &quot;puro teatro&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Lapa foi assertivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tive oportunidade de estar atento às expressões e olhar da personagem do PS e, confesso, é de ficarmos preocupados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É flagrante o contraste:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;-Manuela Arsénio esteve serena de escuta activa, transmitindo uma imagem de cultura colaborativa;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;-Manuel Lapa,  perante as provocações de Sérgio Oliveira, esteve combativo, mas sem perder a compostura. Indignou-se mas com autenticidade. Até na ironia defensiva.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;-José Morgado apresentou-se tranquilo, e humilde. Sem o dizer. Simples..Sem pedantismos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;- Sérgio Oliveira, esteve sem bom humor, não respeitando os princípios da escuta activa. Sentiu-se como um &quot;juiz de instrução&quot;. Revirou os olhos, vezes sem fim. Esteve tenso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Foi calculista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Frio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tem o complexo da superioridade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Acha-se inatacável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tem frases feitas próprias de um manipulador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Uma delas:&quot;Eu seria incapaz de mentir ou de faltar à verdade, prometendo, etc&apos;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Mas falta mesmo à verdade:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;-Escreveu ao Tribunal de Contas um ofício alegando por exemplo, que a câmara já tinha ratificado os estatutos da Casa de Camões em 2017. O que é rotundamente falso!!! Nunca, em momento algum foram sujeitas ao tribunal de contas quaisquer participações sociais do município relativas à Casa de Camões que tenham sido aprovadas pela assembleia geral da Casa de Camões. Já requeri ao tribunal as diligências necessárias e convenientes para apuramento da verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Outras inverdades de Sérgio Oliveira? Alegou junto do tribunal de contas que a intervenção da inspecção geral  de finanças em 2019 era o resultado de intervenções anteriores da auditoria. Mas não foi ! Foi ele, Sérgio Oliveira que, depois de ter assinado contratos com a Casa de Camões, foi pessoalmente denunciar a associação. De má fé! Nunca dando conhecimento dessas denúncias ao Conselho Fiscal. A direcção sabia?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Isto é tão grave que as pessoas nem calculam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sérgio Oliveira quis queimar a CDU para sair vitorioso e legalista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;E meteu a associação num poço escuro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sérgio Oliveira não sabe trabalhar em equipa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Só sabe ser ele próprio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Nem os vereadores conseguiu segurar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não se iludam nem se deixem hipnotizar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não caiam no conto do raminho de flores no altar da Virgem Maria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tão depressa ali foi como patrocinou a televisão do Bispo Edir, da Universal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não olha a meios...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Vejam bem como vão votar!?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não venham depois a arrepender-se.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A nossa felicidade e a nossa amizade constanciense vale mais do que um milhão de euros de vaidade!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz (candidato em segunda posição pelo PPD/PSD à Assembleia Municipal de Constância em 2021).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sun, 05 Sep 2021 15:30:00 GMT</pubDate>
  <title>Denúncia do colonialismo e da escravatura  pelo poeta constanciense Tomaz Vieira da Cruz</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/denuncia-do-colonialismo-e-da-6076976</link>
  <description>&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;strong&gt;Denúncia do colonialismo e da escravatura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;strong&gt;pelo poeta constanciense Tomaz Vieira da Cruz&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://i0.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/09/Foto-1_tomas-cruz-poeta.jpg?resize=364%2C550&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Capa da obra «Poesia angolana de Tomaz Vieira da Cruz», Edição da Casa dos Estudantes do império, 1º edição, 1961.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Tomaz Vieira da Cruz, poeta da vila de Constância, destacou-se por ter sido o primeiro poeta a abordar os temas da escravatura, da mestiçagem e da «raça» negra. Foi também pioneiro no tratamento de temas sobre a descaracterização da tradicional paisagem urbana de Angola. Um conterrâneo a figurar num futuro mural dos poetas de Constância, com obra reconhecida nacional e internacionalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Quando se fala do poeta constanciense e da lusofonia, Tomaz Vieira da Cruz, incide-se muito sobre a questão da literatura colonial. Com a presente crónica pretendo despoletar a atenção dos críticos para o nacionalismo integro do nosso poeta, a despeito de algumas ideias feitas que lhe têm sido coladas por alguns, sem qualquer justificação, a meu ver.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Para Francisco Soares é urgente que compreendamos o processo literário perseguido e construído pelo «príncipe dos poetas coloniais» para assim o situarmos com exactidão na cronologia literária do território que então o recebeu, Angola, hoje, país da lusofonia de pleno direito.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Sabemos que escritores nacionalistas como Agostinho Neto e Viriato da Cruz, glosaram motivos e temas que Tomaz manejara com mestria.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;A memória literária que Angola gravou de Tomaz durante décadas parece contrastar com uma maioria de escritores do segmento colonial e autóctones, de «incipiente preguiça».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://i2.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/09/mural-poetas-constancia.jpg?resize=623%2C409&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Primeiro mural dos poetas (da Câmara  Municipal de Constância), exclui de novo o poeta constanciense, Tomaz Vieira da Cruz, contemplando Camões, Alexandre O’Neill (de Lisboa) e Lima Couto (do Porto).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em 1966 o jornal ABC dedicou ao ilustre filho da vila de Constância um suplemento (1) on de se pode ler, por exemplo: «Da estada na capital do Império ficou-lhe a convivência com o meio literário e artístico lisboeta, muito em especial com António Botto».  Este poeta elogiou-lhe a poesia e entre a lírica de ambos encontrou Mário António várias afinidades, como descreve o dito suplemento: uma coloquialidade «entre popular e requintada», «a notação de tempo como factor de um ritmo mentalizado dos poemas» […] uma visão plástica em que o poeta se compraz […] o requinte de certas imagens […} o descritivo vivo de certos poemas […] uma certa tendência para o aforismo».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Francisco Soares, prefaciando o livro «Quissanje» de Tomaz, fonte privilegiada da presente crónica, dá-nos uma visão crítica, informada, e quase completa da evolução literária do poeta.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;O leque de influências do poeta Tomaz é, porém, muito mais alargado do que se poderia antever à partida, numa análise, sumária, passando pelo saudosismo, integralismo e decantismo, antes de mais. O modernismo de Orfeu tê-lo-á influenciado menos. Nos seus primeiros poemas iniciais a referência africana é escassa. Segue geralmente estruturas tradicionais portuguesas. O versilibrismo terá sido influenciado por Pascoaes e António Botto.&lt;img src=&quot;https://i0.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/09/foto-2-mural-poetas-constancia.jpg?resize=1024%2C531&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Novo  mural dos poetas (da Câmara  Municipal de Constância), exclui de novo o poeta constanciense, Tomaz Vieira da Cruz, voltando a contemplar Alexandre O’Neill (de Lisboa) e Lima Couto (do Porto).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;No dizer informado de Francisco Gomes «quando alguém que se diga nacionalista promove a destruição de outras nações torna-se imperialista e colonialista». Tomaz Vieira da Cruz, pelo contrário, «denunciando as injustiças, a escravatura, a imoralidade de certos colonos e de certas situações coloniais, tal como irmanando-se com os Bailundos e outros povos colonizados, demonstra ter sido um nacionalista íntegro mais do que integralista». (2)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;O poema inédito que o poeta Tomás Jorge, filho de Tomaz Vieira da Cruz deu à luz através das publicações Imbondeiro (3), intitulado «África», segundo o citado autor do proémio de «Quissanje», «tira de vez aos mais cépticos qualquer dúvida sobre este homem visceralmente português e humanamente africanizado:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Quando os homens compreenderem na voz do mar&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;a trágica sinfonia&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;das ondas pedindo ao Céu&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;justiça do seu perdão,&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;então podeis olhar de Deus o olhar clemente&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;que nos está olhando em cada estrela&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;e nos está julgando eternamente!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Então podeis ouvir todo o Sertão&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Gritando por seus filhos naufragados&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;nos temporais de cada escravidão,&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;ou exilados, longe, como réus&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;da civilização…&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Então podeis ouvir a voz da África&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;No coração de Deus!»&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;A convivência artística na metrópole permitiu a Tomaz ficar informado sobre os grandes actores de teatro e, depois, do cinema, dessa época.  O poeta inclui-se agora no grupo dos que mais entusiasmadamente pugnaram pela vinda de grandes companhias e de actores conhecidos a Angola. Francisco Gomes refere mesmo um belo poema que Tomaz dedicou a Alves da Costa, aquando da sua passagem por Luanda. É com esta formação cultural que Tomaz Vieira da Cruz avança para Angola, instalando-se em Novo Redondo (hoje Sumbe), em 1924.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Já no «exílio amoroso», as aspirações literárias e culturais levam-no a promover recitais e peças de teatro. Criou o jornal «Mocidade», publicação mensal literária, artística e de notícias.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;A integração de Tomaz no meio rural de Novo Redondo, terá tido influências decisivas sobre o poeta, levando a uma «reviravolta» o seu nacionalismo. Para Francisco  Soares, o nosso conterrâneo tornou-se «um caso raro de crioulização e de entrega ao outro, com paralelo na cultura portuguesa só em Wenceslau de Morais».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;A sua integração na pequena vila, hoje,  Sumbe,  deu-lhe de África uma vivência muito mais  completa e peculiar do que a que teria em Luanda, defende. Daí a africanidade dos seus versos, remata.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/09/foto-4-monumento-poeta.jpg?resize=895%2C513&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Monumento ao poeta da vila de Constância, junto ao Liceu salvador Correia, Luanda, antes do 25 de Abril.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em «Bailundos» Tomaz retrata, com superioridade, o drama da «gente negra».  Neste e noutros  poemas,  o poeta faz a denuncia das mulheres enganadas e trocadas de «importação», bem como das sequelas da escravatura.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Amou e respeitou o «selvagem» chamando-se a si «primitivo». Para Francisco Soares o soneto mais vibrante escrito por Tomaz define-o de tal forma que a partir dele, explica,  «se deve compreender a sua poesia e a sua personalidade». Chama-se  «A última batalha». O amor aí define-se quer como o «trópico» mas também como a «autobiografia».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; Mas o amor em Tomaz é também, sensual e concupiscente. É também,  «a entrega absoluta e traída, ou desesperada, das mulheres aos colonos que depois as abandonaram, aos homens que o mar levou na escravatura do Brasil e das Américas, etc». É, ainda, uma soma anímica. Esta componente permite perceber passagens como aquela em que se diz que as duas «raças» se encontraram «no mato, em nostalgia, / num exílio carinhoso» (no poema «Mulata»).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;A palavra «saudade» atravessa e perpassa muitas das páginas dos seus livros, emergindo desde logo no subtítulo do primeiro, «Saudade negra». A palavra «saudade» em Tomaz não se reduz  ao saudosismo, aliás, aliado ao sebastianismo. Parece haver no soneto «Pátria minha» uma saudade própria, individual, criativa, conquanto dolente, do império de sonho e de maravilha da verde mocidade… ao mesmo tempo, uma saudade do país dos negros. Comos se houvesse, duas saudades…&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Saudade, pois, da «Neta de escravos»: «Na praia de Quicombo olhando o mar,/ como quem espera alguém que anda perdido», / a triste e linda Ébo, a olhar, a olhar, / tem lágrimas no rosto humedecido»… e até hoje «ainda espera  quem não volta mais».&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em Tomaz o sentimento saudoso também aparece ligado ao fatalismo. No «Drama em Kaungula», expressão superior da dignidade da mulher enganada e trocada pela «branca», a personagem central é definida como «aquela que morria de saudades». A saudade é aí o veio  de ligação entre o amor e a morte.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Obrigado Francisco Soares.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;PS – não uso o dito AOLP. Tomaz Vieira da Cruz,  poeta português nascido em 22 de Abril de 1900, na vila de Constância,  falecido em 7 de Junho de 1960, em Lisboa. Em 1924, partiu para Angola e aí continuou quase até ao final da sua vida. Foi o fundador e director do jornal literário &lt;em&gt;Mocidade&lt;/em&gt;. Publicou &lt;em&gt;Vitória de Espanha&lt;/em&gt; (1939), &lt;em&gt;Cinco Poesias de África&lt;/em&gt; (1950), &lt;em&gt;Quissange - Saudade Negra&lt;/em&gt; (1932), &lt;em&gt;Tatuagem&lt;/em&gt; (1941) e &lt;em&gt;Cazumbi&lt;/em&gt; (1950).  Segundo a  Infopédia, «salientou-se por ter sido o primeiro poeta a abordar os temas da escravatura, a mestiçagem e a raça negra, assim como a descaracterização da tradicional paisagem urbana de Angola».  Não foi incluído pelo município da sua terra natal nos dois murais dos poetas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.infopedia.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener noreferrer&quot;&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;(1) Notas biobibliográficas» do supl. «Artes e Letras», Jornal ABC – Diário de Angola, 10 de Junho de 1966.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;(2) Quissange, Tomaz Vieira da Cruz, Imprensa Nacional da moeda, 2004. Com prefácio notável de Francisco Soares, que sigo de bem perto no presente artigo, indispensável para o estudo da obra do poeta.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;(3) Antologia Poética Angolana, I, Sá da Bandeira, col. Imbondeiro, 1963.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>josé luz</category>
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  <category>tomás vieira da cruz</category>
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  <pubDate>Mon, 30 Aug 2021 08:58:00 GMT</pubDate>
  <title>CM de Constância no banco dos réus</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/cm-de-constancia-no-banco-dos-reus-6061506</link>
  <description>&lt;table width=&quot;627&quot;&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;938/20.9T8ABT&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Juízo Local Cível de Abrantes&lt;br /&gt;Ação de Processo Comum&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autor &lt;/strong&gt;Manuel Agostinho da Cunha Cachucho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor &lt;/strong&gt;Ana Bela Teixeira Rodrigues Cachucho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Réu &lt;/strong&gt;Município de Constância&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p&gt;Audiência preliminar&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;
&lt;p&gt;06/09/2021 14:00&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sat, 28 Aug 2021 08:44:00 GMT</pubDate>
  <title>Dois séculos da “Estrada nova” e da “ponte de Punhete” obras do Braço Real de “grande importância”</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/dois-seculos-da-estrada-nova-e-da-ponte-6056512</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;No próximo mês de Outubro decorrerão 195 anos sobre a conclusão da obra da «estrada nova» e da «Ponte de Punhete» (Ponte de Santo Antoninho, de Constância), do primeiro quartel do século XIX, a qual decorreu ao longo de 15 meses.  Quase dois séculos depois deste verdadeiro ordenamento da margem  do «rio» (Zêzere) e da própria vila, trazemos à tona essa memória escrita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://i2.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Foto1_.png?resize=252%2C226&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&apos;&apos;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Estrada nova» num postal da família Campas, possivelmente ainda nos finais do século XIX&apos;&apos;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;De acordo com o relatório da Repartição das obras públicas, publicado em Novembro de 1826 no jornal oficial, o comprimento da estrada foi de 1:200 braças (medida antiga de comprimento com 2,20m, segundo a wikipédia), o que perfaz 2640 metros, desde a margem do Zêzere, até diante da ponte, a qual «é de alvenaria, com um grande arco de cantaria, tendo na entrada um padrão bem construído» (ponte entretanto conhecida pelos locais imemorialmente por, Ponte de Santo Antoninho,  anotamos). A importância geral da despesa «subiu a 7:059,182 réis» os quais, é dito, «saíram «do produto do imposto dos cereais estrangeiros».  Deixo a conversão para os melómanos…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://i0.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Foto2_.png?resize=499%2C538&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;figure class=&quot;wp-block-image size-full&quot;&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Actual local onde se situava a «Fonte do Vigário», junto à quinta de Milharada, começo da «estrada nova» segundo o relato do Padre Veríssimo de 1830.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Esta obra, iniciada em Junho de 1825, obteve a sua conclusão em Outubro do ano seguinte e foi assumida oficialmente como «de grande importância» devido às cheias invernosas do Tejo que «impediam o trânsito, cobrindo a porção de estrada antiga, que ali existia». Com este investimento deu-se nova direcção à estrada, pelo centro da vila de Punhete, «sem causar prejuízo aos seus habitantes», anota-se no relatório. As intervenções à época consistiram numa grande porção de calçada ao lado do Zêzere, explicando-se que «foi preciso profundar o terreno em vários sítios, fortificando ao mesmo passo, uma considerável extensão da barreira daquele rio». No relatório detalha-se que em vários pontos «foi preciso levantar paredes para obstar ao precipício dos viandantes, e em outros a fim de evitar atoleiros, se fizeram 1:114 varas de calçada»; uma braça (2,20m) dividia-se em 2 varas segundo a wikipédia. O relatório contempla ainda outros detalhes, a não descurar: na totalidade da obra empregaram-se «912 braças de alvenaria», «2486 de rocha cortada», «1938 de entulho», «2700 de desentulho», sendo o comprimento geral da estrada de 2402 varas ou seja, 2642 metros. Foram colocados na extensão da estrada, anote-se, «204 marcos de pedra». Augusto Alves Soares, nascido em 1911, sobrinho do médico e agricultor  Dr Augusto da Costa Falcão  contava-me histórias que ouviu sobre o uso de dinamite para cortar rochas, no caso,  junto à Pesqueira na Arrochela (por aí é a estrada do Malvar, claro). Sabemos que a dita «estrada nova» passava, antes, «pelo centro da vila». Nos anos 30 o seu troço correspondia ainda à actual Rua Vicente Themudo de  Castro (rua dos Correios actuais), diziam os antigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Foto3_.jpg?resize=720%2C540&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;figure class=&quot;wp-block-image size-full&quot;&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Ponte de Santo Antoninho, referida como «Ponte de Punhete» no relatório da Intendência das Obras Públicas de 1826.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Quanto à ponte de Punhete, lê-se no relatório da Intendência que o arco de cantaria da ponte tem 24 palmos de largura e 31 de alto (um palmo teria cerca de 0,20m, segundo a wikipédia) o que perfaz 4,8 metros de largura e 6,2 metros de altura.A administração, boa economia e direcção dos trabalhos ficou a cargo do Comendador José de Sousa Falcão, acaso um dos beneméritos da Capela de Santa Ana de Constância, a título de exemplo. No relatório enaltece-se os «relevantes serviços» prestados «gratuitamente» pelo nosso conterrâneo nesta e noutras obras (Pontes de Tancos, Sôr e outras), registando-se o desenvolvimento «do maior patriotismo, zelo, actividade e desinteresse em utilidade da Fazenda e do público». O Padre Veríssimo também dá conta disto. A obra foi fiscalizada pela Intendência, pelo Major e Engenheiro, Raymundo Peres de Milão, por acaso, autor da planta do quartel do regimento de Infantaria 20 da praça de Abrantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Foto4_.jpg?resize=843%2C535&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;figure class=&quot;wp-block-image size-full&quot;&gt;
&lt;figcaption&gt; &lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Rua de Santa Ana. Anos 20. Antes do corte que levaria nos anos 30 do século XX, à destruição das casas em primeiro plano para dar lugar à Estrada Nacional nº 3. Nesta altura, o troço da estrada, a qual passava pelo centro da vial, foi para aqui transferido. Foto da família Cardoso Fonseca.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Em 1830, o padre Veríssimo, na sua monografia manuscrita, a qual veria apenas a luz do dia pela mão do  ilustre médico Dr José Godinho em 1947, descreve assim a nova estrada: «Tem outra estrada mais central, a que chamam a «estrada nova», que é a mais frequentada de inverno, quando as chuvas e inundações do Tejo, tornam a estrada do Malvar intransitável; é na mesma direcção para a vila de Abrantes, feita com toda grandeza pelo Braço Real; é larga, plana, cómoda e bem andamoza, pois cautelosamente se lhe removeram todos os obstáculos que podiam ocasionar ainda algum leve impedimento no seu trânsito. Começa no Zêzere junto à bela quinta de Milharada, à fonte chamada do Vigário, tem no seu começo uma bacia com meias laranjas e assentos com cantarias; tem três pontes em três ribeiros, a primeira no fim do campo de Prianes, a segunda próxima à quinta de São Vicente e sobranceira à quinta das Almas, e ambas têm assentos de cantaria para recreio e descanso, dos que transitam, com três fontes próximas, a que chamam do «Gameiro», da «Capareira» e de «Prazeres». É a última, ou a terceira ponte, no Ribeiro de Caldelas, próximo à quinta do Pinhal, a que vulgarmente chamam de «Santo Antoninho». Aquele cultor das antiguidades dá-nos ainda uma descrição desta última ponte, objecto do presente artigo: «é de belíssima construção, e mui extensa, pois abrange de um a outro monte; tem um majestoso arco, e guardas, tudo de cantaria gateada de ferro; tem no fim, para o lado oriental, um soberbo e elevado padrão de ordem Dórica, com esta legenda: «No ano de 1825, reinando o muito Alto e poderoso Imperador e Rei o Senhor D. João Sexto se mandou construir para utilidade pública esta ponte»&lt;/span&gt;&lt;img src=&quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Foto5_.jpg?resize=1024%2C575&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;figure class=&quot;wp-block-image size-large&quot;&gt;
&lt;figcaption&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Constância numa Aguarela de Casanova. 1883. Reprodução  de original de Vicente Themudo de Castro. Com bom reparo, notam-se os contornos da dita «estrada nova» pelo centro da vila, à esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A estas obras não será alheia a situação geográfico-militar de Constância se tivermos em consideração a Fortaleza do Outeiro da Conceição, a sul do «rio» onde, em 1823, por ocasião das crises revolucionárias e debaixo da inspecção do Tenente Coronel José Carlos, se mandou mais uma vez, arranjar a dita fortaleza edificada inicialmente pelo Conde de Lipe, na guerra contra a Espanha.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;strong&gt;José Luz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;em&gt;(Constância)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;em&gt;PS – não uso o dito AOLP.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sat, 14 Aug 2021 06:04:00 GMT</pubDate>
  <title>Reflexos para uma Toponímia além Tejo  na Vila de Constância</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/reflexos-para-uma-toponimia-alem-tejo-6024101</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Existe na Vila de Constância e seu termo, uma muito remota tradição escrita e oral, em torno do topónimo «Entre as Vinhas», além Tejo. Uma recente decisão camarária veio interferir naquela zona, adoptando  uma solução toponímica que, no mínimo, deveria ser reponderada pela Câmara, após parecer da Junta de Freguesia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Dizem os eruditos que a toponímia é uma ciência auxiliar da história, a qual se dedica ao estudo sobre a origem e etimologia dos nomes das localidades. A toponímia requer  pois o domínio de vários saberes (história, arqueologia, etnologia, conhecimentos filológicos e outros). Qualquer proposta de alteração do nome de uma rua, a título de exemplo, há-de ser o resultado de um procedimento rigoroso e democrático. Nas duas últimas semanas o Município de Constância, numa decisão sem precedentes, veio alterar o nome de uma rua tendo feito uma opção que me merece alguns reparos. Salvo melhor opinião, claro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://i0.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/toponimia-constancia.jpg?resize=1024%2C768&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;code-block code-block-1&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Margem sul de Constância, vista da Torre da igreja de Nossa Senhora dos Mártires,2018&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;code-block code-block-1&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;code-block code-block-1&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;A Câmara Municipal de Constância, na sua reunião de 11 de Agosto, aprovou uma alteração toponímica para  a margem sul da freguesia de Constância. O ainda presidente da edilidade informou a população através da sua página oficial e oficiosa, no Facebook, que a «Rua do Tejo» tem agora uma nova designação: «Rua da Fábrica». &lt;/span&gt;
&lt;div class=&quot;code-block code-block-1&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Embora não tivesse adiantado qualquer explicação para o facto, &lt;strong&gt;é público e notório que a edilidade vinha ignorando a circunstância de existirem na freguesia duas ruas com a mesma denominação o que, com alguma frequência tem levado à invasão do centro histórico por parte de camionistas, enganados pelo GPS ou, melhor dizendo, por quem deveria há muito ter corrigido a toponímia e a sinalética&lt;/strong&gt;? Ainda recentemente se assistiu na praça do centro histórico a uma manobra de um veículo pesado que culminou na destruição parcial de um «frade, colunelo ou «falo» – como queiram – do monumento do Pelourinho, acaso, de interesse público. Convém esclarecer que o Pelourinho contém elementos, do velho Pelourinho, do Pelourinho de 1821 e ainda elementos adiccionados salvo erro nos anos 50 ou 60 do século passado. Convinha, pois, actualizar a sua memória descritiva oficial…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;A escolha da nova denominação apanhou a todos de surpresa e, verdade seja dita, não foi sujeita a escrutínio público. É, por assim dizer, uma não-escolha, uma imposição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Vem ao caso citar o facto de estar ainda pendente na secretária do presidente da câmara, no caso, uma petição pública cujo objecto é, nem mais nem menos, a atribuição de uma rua ao poeta Tomaz Vieira da Cruz, nome internacionalizado pela enciclopédia britânica, pela &lt;strong&gt;UCCLA –&lt;/strong&gt; União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, pela crítica literária e apenas ignorado pela câmara marxista da Vila que o viu nascer e que amava profundamente. Adiante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Na sua descrição sobre a Vila de Punhete e seu termo publicada em 1712 (anterior designação da vila de Constância), o padre Carvalho da Costa refere-nos a ermida de «Santo António de Entre As Vinhas», «que fica além do Tejo».  E acrescenta: «Tem mais para esta parte o lugar do Barro que consta de 25 vizinhos». Temos assim dois lugares ou sítios (?) o do «Barro» e «Entre As vinhas»? Cabe a uma comissão toponímica apurar estas questões, valendo-se da tradição e da prova histórica.  O que sabemos é que a capela que terá sido a segunda a ser construída no reino após a morte do Santo taumaturgo de bens e mercês e que, mercê da poluição atmosférica da vizinha fábrica que a câmara tanto elogia (ao ponto de lhe atribuir uma rua) tem o seu telhado e cobertura em degradação. Já aqui demos notícia anteriormente duma recusa da CAIMA em acudir às preces paroquiais para se salvar o telhado desta ermida do século XIII.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;À lista das indignações podemos acrescentar outras, acaso relacionadas com a poluição do Tejo (o nome da Rua que por usurpação a CAIMA adopta, com o beneplácito municipal), ou com a poluição da cultura de pessegueiros (ler acórdão da STJ de 13-02-1992)., para não citar as poluições sonora e atmosférica (o caso intrincado do derrame de ácido nítrico em 2013 ainda está pendente na IGAMAOT, não conseguindo a inspeção notificar a administração da fábrica, há vários anos…). Tenho as respostas da IGAMAOT, contraditórias, e que enjoam. O destino, mais do que irónico, revela-se trágico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;O padre Carvalho da Costa dá-nos ainda uma outra informação a de que «é esta vila abundante de azeite, vinho, frutas (…), que em boa quantidade se conduzem para Lisboa em barcos da mesma vila (…)». E remata: «(…) são também mui estimadas as suas uvas malvazias dos quintais (…)».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;O &lt;strong&gt;vi­nho &lt;/strong&gt;que chegava a Lisboa por via flu­vial, pelo que se depreende do «Pranto de Maria Parda», deveria ter muita importância e tomava o nome dos portos de embar­que, onde se destacavam&lt;strong&gt; Punhete, Abrantes e Santarém.   Neste monólogo, Gil Vicente, &lt;/strong&gt;dá voz a uma mulher, Maria Parda, das classes mais baixas, grande apreciadora do vinho e inicia o discurso tratando da empresa que era encontrar o precioso líquido para consumi-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Camões, a confirmar-se a autoria da famosa Carta II, escreveu de Lisboa a um seu amigo (que eruditos identificam como o poeta do palácio da torre, João Lopes Leitão):  «(…) Entre algumas novas que mandastes, vi que me gabáveis a vida rústica (…)».  E continua, contrapondo a vida da corte com a de Punhete (Constância), como se julga ser: «Primeiramente digo que cá vivem os homens na mão do mundo, o que não fazem os de lá; porque, se lá tendes conta com visitar fazenda, enxertar árvores, dispor cravos, ir ver se a lagarta rói a vinha (…)».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Justino Mendes de Almeida, saudoso amigo e mestre camoniano – como poderei esquecer quem tanto me apoiou e ensinou? – ofereceu-me em tempos (31-7-2001) uma cópia da famosa Carta II a que atrás aludo, tendo escrito que dela e da Carta I, mandada da Índia, há uma cópia quinhentista apógrafa, isto é, trasladada, num códice da Biblioteca Municipal de Évora.  O que é novo e aqui revelo é este seu apontamento com que me presenteou o antigo Reitor da Universidade Autónoma Luís de Camões e Presidente do Centro Internacional de Estudos Camonianos: «Se estas duas cartas não fossem autênticas, quem é que, ainda no século XVI, os considerava como tais?».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Por tudo o que atrás venho expondo, sou em crer que o nome ou topónimo «Entre As Vinhas» estará indelevelmente ligado à nossa freguesia e também, para o que aqui releva, à margem sul precisamente onde agora a câmara vem alterar o nome da «Rua do Tejo» para «Rua da Fábrica».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Não conheço o parecer da Comissão toponímica do Município de Constância que vem legitimar a alteração da «Rua do Tejo» para «Rua da Fábrica» (A Junta???), deixando de fora, os topónimos «Santo António Entre as Vinhas» ou mesmo o nome do poeta Tomaz Vieira da Cruz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Sobre o interesse do actual executivo nestas coisas da toponímia ou mesmo da heráldica acabo de receber nota amiga do Comendador Paulo Falcão Tavares, secretário da Academia Tubuciana de Abrantes, sobre a falta de resposta da Câmara Municipal de Constância face à notícia da publicação da obra «Heráldica familiar nos Concelhos de Abrantes, Gavião, Mação, Sardoal, Ponte de Sôr, Constância e Vila de Rei».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Na sua Carta II, dirigida como se pensa, ao poeta João Lopes Leitão, de Punhete (Constância), Camões, com espírito e graça, fala-nos então de outras lagartas da Corte que parece, creio, terão vindo nos barcos de água-acima…: «os de cá hão–de–ter conta com enxertar suas vidas de maneira que floresçam suas obras, porque a lagarta das más línguas não roa a vinha das vidas alheias, e trazer sempre aparadas as palavras para falar com que se preza disso, cousa que eu tenho por grande trabalho, – andar à discrição de amores fingidos, que os pastores lá não têm».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;strong&gt;José Luz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;em&gt;(Constância)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;em&gt;PS – não uso o dito AOLP.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sat, 07 Aug 2021 16:10:00 GMT</pubDate>
  <title>Para um Roteiro literário de Constância</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/para-um-roteiro-literario-de-constancia-6010967</link>
  <description>&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;O Zé Luz dá-nos uma preciosa evocação do dr.Elviro, um literato da velha Punhete, que marcou o ensino liceal e as nossas Letras e que os caciques analfabetos olvidaram......  &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEnbUKHQAAAAESABAAqBAtlqYCHkS4nedjSUATjg%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjBjZWQwMDYwYTBkNDQ1MjJhOTEyM2UwNjM0ZTM1MGM3IiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjI4MzUyNDk0LCJleHAiOjE2MjgzNTMwOTQsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.aJNW7EhgL1QLL20VdrVMdBTu6Jb2NW0xJ_P3qPJzmrH1QEunToOO0_QEonlADNmBHJCofLmIozuIj_V5jlS4ZZiJ7_0QOuRm8bYiypHSQsfIK141HTb1I7NE2qyS5mcePW6AvDBx3Kw9HjT1a1q6rpkUxESmo6gdSQTQeegswRJE2y1HrbArmnFW5QWW1C3sM7RunNSUGDMp4d5M053t1uD6LyU8tG2vG7FMCrSTdcUzBm0gPTvbWFlTUo3Obg8trI443AAHjf7RghSNGh0PRJ8tlDyiW_6trfeZwtUJpz1z4xE_1MQSaJ9GA3MY6Jan5vawXqyZ1N1LAJ-VvccCQg&amp;amp;X-OWA-CANARY=6F763E85PkO53PtuHjkwbtCTA7u9WdkYiggUIRiQLuR-gMe-A-R5SNft1tXd62IoOHTDtBrOwnY.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=2021072701.02&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Mostra a tua língua, 1988, Elviro da Rocha Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;strong&gt;Para um Roteiro literário de Constância&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;strong&gt;Elviro da Rocha Gomes, ilustre constanciense, poeta, escritor, tradutor e publicista, é reconhecido como responsável pela divulgação no nosso país de poetas de língua alemã. Depois da nossa crónica sobre outro poeta de renome da mesma vila, Tomaz Vieira da Cruz, com honras na enciclopédia britânica, destaque para um outro literato, Elviro, filho e neto das nossas gentes, autor de diferentes géneros literários&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Elviro Augusto da Rocha Gomes nasceu em Constância em 28 de Outubro de1918 e faleceu em Agosto de 2009. Era filho de Isidoro da Silva Gomes (escritor e autor de «Ímpetos Naturais» sobre Constância) e de Georgina Rocha, filha do marítimo João Rocha, a qual terá falecido aos 36 anos de idade, em Macedo de Cavaleiros.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEnbUKHQAAAAESABAAbRpZAkUut0uBh3eVi44Pxw%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjBjZWQwMDYwYTBkNDQ1MjJhOTEyM2UwNjM0ZTM1MGM3IiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjI4MzUyNDk0LCJleHAiOjE2MjgzNTMwOTQsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.aJNW7EhgL1QLL20VdrVMdBTu6Jb2NW0xJ_P3qPJzmrH1QEunToOO0_QEonlADNmBHJCofLmIozuIj_V5jlS4ZZiJ7_0QOuRm8bYiypHSQsfIK141HTb1I7NE2qyS5mcePW6AvDBx3Kw9HjT1a1q6rpkUxESmo6gdSQTQeegswRJE2y1HrbArmnFW5QWW1C3sM7RunNSUGDMp4d5M053t1uD6LyU8tG2vG7FMCrSTdcUzBm0gPTvbWFlTUo3Obg8trI443AAHjf7RghSNGh0PRJ8tlDyiW_6trfeZwtUJpz1z4xE_1MQSaJ9GA3MY6Jan5vawXqyZ1N1LAJ-VvccCQg&amp;amp;X-OWA-CANARY=SSmK-PBa1UOakOCDxh5ZL0Aghyi-WdkYyg9pU60wGkDhKSLe3-rkAo9m1zxtryKYXCabnUYe6Bs.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=2021072701.02&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Dedicatória do escritor para o autor da presente crónica, em Setembro de 1989.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;O autor licenciou-se em filologia germânica pela Universidade de Coimbra. Foi professor do Liceu em Lisboa, Coimbra, Funchal (para onde foi «desterrado» segundo alguns), Viana do Castelo e Faro (cidade onde se dedicou apenas à literatura).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEnbUKHQAAAAESABAA%2B1RYtbOd0Ees2PadlnJ8ZA%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjBjZWQwMDYwYTBkNDQ1MjJhOTEyM2UwNjM0ZTM1MGM3IiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjI4MzUyNDk0LCJleHAiOjE2MjgzNTMwOTQsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.aJNW7EhgL1QLL20VdrVMdBTu6Jb2NW0xJ_P3qPJzmrH1QEunToOO0_QEonlADNmBHJCofLmIozuIj_V5jlS4ZZiJ7_0QOuRm8bYiypHSQsfIK141HTb1I7NE2qyS5mcePW6AvDBx3Kw9HjT1a1q6rpkUxESmo6gdSQTQeegswRJE2y1HrbArmnFW5QWW1C3sM7RunNSUGDMp4d5M053t1uD6LyU8tG2vG7FMCrSTdcUzBm0gPTvbWFlTUo3Obg8trI443AAHjf7RghSNGh0PRJ8tlDyiW_6trfeZwtUJpz1z4xE_1MQSaJ9GA3MY6Jan5vawXqyZ1N1LAJ-VvccCQg&amp;amp;X-OWA-CANARY=SSmK-PBa1UOakOCDxh5ZL0Aghyi-WdkYyg9pU60wGkDhKSLe3-rkAo9m1zxtryKYXCabnUYe6Bs.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=2021072701.02&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Poesia, Ilusões, 1988, por Elviro da Rocha Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Elviro Gomes foi poeta, escritor, tradutor e publicista, tendo sido  responsável pela divulgação no nosso país de poetas de língua alemã. Foi Director do Círculo Cultural do Algarve e dinamizador de ciclos de conferências que marcaram a vida cultural da região na primeira metade do século XX. Escreveu para jornais e revistas, realçando-se: “Diário do Norte”, “Aurora do Lima”, “Gazeta do Sul”, “Algarve Ilustrado” e “O Algarve”, entre outros.   Segundo o Jornal «Região Sul, que vimos seguindo de perto, Elviro Gomes marcou, «pela sua forma diferente de ensinar, gerações de alunos que passaram pelo Liceu de Faro».  Em 1990, foi-lhe mesmo atribuída a Medalha de Mérito, Grau Ouro, pelo Município, «pelos serviços relevantes nas áreas da educação e da cultura».  De acordo com o mesmo  órgão de imprensa, «Elviro  publicou dezenas de obras de poesia, boa parte com ilustrações de capa de Vicente de Brito e de José Maria Oliveira, sempre em edições de autor, que pontualmente oferecia a amigos, com a devida dedicatória&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEnbUKHQAAAAESABAABIpNyBJ770a122unIr30uQ%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjBjZWQwMDYwYTBkNDQ1MjJhOTEyM2UwNjM0ZTM1MGM3IiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjI4MzUyODAxLCJleHAiOjE2MjgzNTM0MDEsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.lOQCEljM6wR74ybv8TB5icphBisOxfPTPfhqfjCozVmiqsRjx7vCFZz1JMOZCQlfeqhqm5NSCwBbnvxEiVsQUDWlHNowOsw4xm6yAd4fF8833fZ5eTuOji1cgytXhAu4FWE26cHGO6ZOqkGZIgTbJNQ2l0JKeVm1qZkDUolEQQZNE7Y15nfgg62hvfEE0cwDuVpchjd9cDk6NlFaQw8v0Hk2K3PEdt5KWW6ogkpjd3vfd0H7HKibcjhQT7DuQ4590m8rp3mmtTv5rbeitzmrI61REjWcgyyYUWYVfkOyf0xf_zxQd2_O-mOmbMWHHXUpMDdRvmj0oeWPAYjNqfYo4A&amp;amp;X-OWA-CANARY=wLDYULa6FEC4vLxBYFt3iUC6p1G-WdkYx1MWq47d0FIHp3Ydvwclkj2Esxop4-ynLjcO7AYTVO4.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=2021072701.02&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;O literato Elviro da Rocha Gomes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;No período de 1953 a 1969 terá beneficiado de uma bolsa de estudos no estrangeiro, através do Instituto de Alta Cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Seguindo de perto a informação biográfico-literária do próprio autor (que procurei actualizar) com quem tive o prazer de trocar correspondência, podemos assim inventariar:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Com efeito,  Elviro Gones é autor de vários livros, tendo cultivado os seguintes géneros:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Ensaio - «A alma nos grandes romances de Hermann Stehr, (1943).Albert Scheweizer (1957), O que eles disseram de Portugal, (1960), Vulpes Fabulosa (1960), Astros com luz própria (1961), Goethe (1962), A rosa na poesia (1962), Aves poéticas (1963), Apontamentos de literatura alemã (1966), Dificuldade de pensamento (1968), Impressões sobre poetas (1972), A ilha de Man (1973), Luz e lume na obra de Teixeira Gomes (1980), Hitler (1981), O riso de Fialho d’Almeida (1981), A crítica social na obra de Assis Esperança (1981, Enredando enredos (1982).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Poesia – Deixaste cair uma rosa (1955), Rua Longa (1956), José (1958), O longe e o perto (1960), O sul do meu país (1960), Helen Keller (1961), Entre parêntesis (1961), Bom tom (1963), Desenhos de alma (1964), Aceitar (1965), Sorridente (1968), Com licença (1969), O dia do pai (1969), A bruxa (1973), 25 de Abril (1974). Entender (1987). Ilusão (1988). Tréguas (2000).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Ficção em prosa – Libelinha (1962), Nem sempre (1967), Nel (1971).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Teatro – Crueldade (1959), Leopoldo Salvaterra (1959).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Estudos linguísticos – Glossário sucinto para compreender Emiliano da Costa (1956), Glossário sucinto para compreender Aquilino Ribeiro (s.d.), Como falam os alemães (1974), Mostra a língua (1982).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Traduções – Em Prosa: Educação e ensino nas escolas secundárias alemães (1943), A aranha negra, de Jeremias Gotthelf (s.d.), Um íntimo furor, de Kamala Markandaya (s.d.); em verso_ Ramo de flores exóticas (1959), Poetas que a guerra emudeceu (1964).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Inéditos – Henrique Verde (romance de Gottfried Keller (tradução), O jardim  sem estações do ano (contos orientais de Max Dauthendey, (tradução), O candeeiro (Comédia).&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;No período de 1953 a 1969 terá beneficiado de uma bolsa de estudos no estrangeiro, através do Instituto de Alta Cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEnbUKHQAAAAESABAAmOtYdiOVDk2S3WG3IH6Xzw%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjBjZWQwMDYwYTBkNDQ1MjJhOTEyM2UwNjM0ZTM1MGM3IiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjI4MzUzMTAxLCJleHAiOjE2MjgzNTM3MDEsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.hu3lhN7i69mzh5CopydDyqBeolZ2gjbmm8QKjajXd-ett4TDP3hA3HwB8Ol4RtNbudZlXe1nfAvCdr2ZTX_qq-Oi-JlfNri7TP3X2MCeacB9JynTKIFw5fddovOH1EvQp85Fy2Q0wmyqC0axlevh9LHp624msipdM82pChuHSjkt3oL7_A9nKwrZagk6QzYLc2nLW9iUDN36scXcBOC_O3q-9uzpXAhyroTkNB_og1DTFxwSH9rBybjTbtfy_9VlauWVenBqnv2MT6InVGpFmROwcxcx7o5RJxJE-Yo4TfJQdg89vdhRTvw6vNdwAUiTY3eaz4yCHmlRajO-xGmraA&amp;amp;X-OWA-CANARY=EMGxEsRpQEOouVmGdjYuYoCiDGC_WdkYaScx77bgUuyWYi3iJ2FWVwqUXVWuSqM68W8kpTL9Vik.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=2021072701.02&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Glossário sucinto para uma  melhor compreensão de Aquilino Ribeiro, por Elviro da Rocha Gomes, (s.d.).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;O meu interesse pela obra de Elviro Gomes surgiu a propósito de uma visita que fiz nos anos 80 (entre muitas) a uma saudosa amiga, Liberdade da Pátria Livre, amiga do autor e por acaso, afilhada da Republicano Bernardino Machado. A Dona Liberdade era uma mulher de esquerda, seguidora de Maria Lamas. Não estranhei a amizade com Elviro, ele próprio considerado como «homem de esquerda» por discípulos seus.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEnbUKHQAAAAESABAArQQgFGZ2xU2CerhlJw%2B3og%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjBjZWQwMDYwYTBkNDQ1MjJhOTEyM2UwNjM0ZTM1MGM3IiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjI4MzUyODAxLCJleHAiOjE2MjgzNTM0MDEsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.lOQCEljM6wR74ybv8TB5icphBisOxfPTPfhqfjCozVmiqsRjx7vCFZz1JMOZCQlfeqhqm5NSCwBbnvxEiVsQUDWlHNowOsw4xm6yAd4fF8833fZ5eTuOji1cgytXhAu4FWE26cHGO6ZOqkGZIgTbJNQ2l0JKeVm1qZkDUolEQQZNE7Y15nfgg62hvfEE0cwDuVpchjd9cDk6NlFaQw8v0Hk2K3PEdt5KWW6ogkpjd3vfd0H7HKibcjhQT7DuQ4590m8rp3mmtTv5rbeitzmrI61REjWcgyyYUWYVfkOyf0xf_zxQd2_O-mOmbMWHHXUpMDdRvmj0oeWPAYjNqfYo4A&amp;amp;X-OWA-CANARY=wLDYULa6FEC4vLxBYFt3iUC6p1G-WdkYx1MWq47d0FIHp3Ydvwclkj2Esxop4-ynLjcO7AYTVO4.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=2021072701.02&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Foto em que surge ao centro e em grande plano, o professor Elviro da Rocha Gomes, retirada do blog de um dos seus filhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Da dona Liberdade recebi um poema de Elviro, em homenagem à Mónica Canhoto de Constância, publicado em &quot;O Século&quot;, na rubrica &quot;Pim, pam pum&apos;&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Cá vai:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;«Octopa, octopa!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Mónica canhoto,&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;mulher prazenteira,&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;era já velhinha&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;mãe trabalhadeira.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Sendo testemunha,&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;segundo se diz&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;lá no tribunal&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;disse-lhe o juiz:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;-Em que é que se ocupa&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Diga lá, mulher!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;E então prontamente&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;pôs-se a responder:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;-Ai, octopa octopa!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Que ofício esquisito!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;(lhe diz o juiz)&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Deve ser bonito!&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Quê? Octopa? Octopa?&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Em que é que trabalha?&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;Vai ela, explicou:&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;-Ó que topa! Ó calha.»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elviro Gomes é considerado como um dos vultos incontornáveis da cultura farense.  Tal reconhecimento levou à criação em 2019, pela   União das Freguesias de Faro (Sé e São Pedro), Concurso Literário da União das Freguesia de Faro – “Elviro da Rocha Gomes”.  O objetivo é, cita-se,  «incentivar a criatividade e a produção literária em poesia e prosa, contribuindo-se assim para a defesa e enriquecimento da Língua Portuguesa e também para homenagear o poeta, professor e escritor Elviro da Rocha Gomes».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jaime Gomes, filho do literato, tem procurado recolher e divulgar através do seu blog,  a obra do pai. «Muitos são versos cómicos, com uma inocência e candura que espelham a personalidade única do autor, que adorava “entreter”. Mas também há os poemas sentidos, que nos fazem sonhar e os poemas críticos às injustiças do mundo que nos fazem pensar».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exemplo desses versos cómicos? João Villaret  leu na TV o poema «Vou de coche», de Elviro, que repesquei do blog de um seu sobrinho. Mas também há os poemas críticos que não perdem a sua actualidade…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Os enganadores»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora os que nos mentem&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e dizem que não mentem&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;os do conto do vigário,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;os de lindas falas que induzem em erro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;e os oráculos de Delfos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;que eram vozes de pessoas escondidas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a esses o desprezo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Digam todos comigo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Abaixo a exploração da boa fé!»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;José Luz (Constância)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;PS – não uso o dito AOLP. Na presente crónica procuro apenas compilar dados existentes  e disponíveis.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;x_MsoNormal&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/para-um-roteiro-literario-de-constancia-6010967</comments>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Tue, 03 Aug 2021 06:21:00 GMT</pubDate>
  <title>Estratégia de desenvolvimento para Constância, o que falhou e como seguir em frente?</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/estrategia-de-desenvolvimento-para-6001893</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Segundo os Censos de 2021 a população do concelho de Constância já só totaliza 3801 habitantes. Em apenas 10 anos houve um decréscimo de 6,3 por cento em relação aos Censos de 2011 (4056 habitantes).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Postal.jpg?resize=840%2C828&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Despacho do Secretário de Estado dos Recursos Naturais, datado de 07/05/1997, sobre o açude do Zêzere,  Constância.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O que está a falhar? O despovoamento e a desertificação do nosso Concelho avançam de forma preocupante, em particular na freguesia de Santa Margarida da Coutada. Apesar das anunciadas políticas e dos investimentos públicos, assiste-se a um êxodo e não se verifica uma inversão da tendência de abandono.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Há tantos estudos em Portugal sobre desenvolvimento sustentável e depois… quase tudo falha. O mesmo acontece com a questão dos incêndios. O despovoamento poderá não ter retorno, avisam os especialistas. Se calhar o problema do nosso país reside nos quadros intermédios. E bem assim no modelo de sociedade, dita, socialista… Se o modelo de sociedade está errado…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É comum ouvir-se a propósito do despovoamento (confundido com a desertificação) e da desertificação que falta em Portugal investimento, emprego, rendimentos, em suma, políticas que definam metas de desenvolvimento do interior; e que depois, se verifique, se essas metas estão ou não a ser atingidas, A velha questão de sempre permanece. Anunciam-se políticas, sem as monitorizar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Sabia que Portugal aderiu a uma Convenção de combate à desertificação? E que aprovou um Plano de acompanhamento das medidas a tomar? E que só muito recentemente a execução do plano foi auditada? E que há uma catrefada de recomendações?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Numa auditoria publicada em Setembro de 2019 o tribunal apontou falhas à execução do programa lançado em 2014. O Observatório Nacional da Desertificação, criado em 1999, não saiu do papel e falta uma monitorização permanente do problema.  No relatório pode ler-se, por exemplo: “Face ao exposto, conclui-se que comissão nacional não desenvolveu cabalmente as atribuições que lhe foram legalmente conferidas, o que em parte se ficou a dever à escassez de recursos humanos que lhe foram afetos pelo ICNF, bem como à ausência de dotações específicas para financiar a sua actividade. Em consequência, a execução do PANCD acaba por ocorrer de forma difusa, não sendo claro o seu estado de execução actual”.&lt;img src=&quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1.jpg?resize=768%2C1024&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Rua das «Escadinhas».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Se é este o exemplo que vem de cima, como poderemos exigir aos nossos autarcas um comportamento e resultados mais eficazes do que os até então verificados?  A resposta não é a preto e branco.  Porque quem nos governa a nível local são os partidos.  Do sistema.  É preciso conhecer a história dos projectos políticos e das suas vicissitudes para, caso a caso,  podermos tirar ilacções ? É uma metodologia possível.  A Carta Estratégica de Constância até 2020 apostava na valorização dos rios. Um dos investimentos mais importantes preconizados era o açude no Zêzere. Em Maio de 1997 o Secretário de Estado dos Recursos Naturais mandava proceder à reformulação do projecto para até final do ano se efectivar o concurso público.  Sabe-se que o concurso  veio a realizar-se, terá sido objecto de um recurso e houve uma empresa que  terá recebido uma indemnização milionária.  E sabe-se igualmente que subiram o valor do projecto para mais de 500 mil euros tendo o concurso passado para a alçada do  então Ministro do Ambiente, José Sócrates.  Tudo morreu.  Ainda cheguei a questionar o então Ministro quando era jornalista, por ocasião de uma sua visita ao Alentejo.  Não quis falar alegando que estava ali para uma inauguração (Gavião). Ficou irritado com a pergunta sobre o congelamento do procedimento. Açude? Em Abrantes, a  autarquia socialista, avançou  com um açude. Agora, novamente com um buraco, por ironia. Todo o ordenamento das margens dos nossos rios se enquadrava numa estratégia. Por acaso da CDU.  Integrado nesta estratégia estava o Centro Náutico. Sem actividade desde a sua inauguração em 2005. A sociedade inicial intermunicipal caiu e o centro nunca cumprir a sua função.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2.jpg?resize=768%2C1024&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Rua Luís de Camões&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Em 2009, Cavaco Silva,  durante a inauguração do telescópio Ritchey-Chrétien, no Centro de Ciência  Viva de Constância, referindo-se à desertificação no interior do país, considerou que a importância de investimentos como o do novo telescópio era, salienta-se, «não só para levar mais visitantes a Constância, como também para “fomentar o emprego”.  A estratégia municipal e do Governo central de então, aparentemente, estava certa. Apostar na ciência, na educação a nível qualificado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Os dados dos censos de 2021 revelaram que em 10 anos o número de residentes em Portugal diminuiu 2%. Somos menos e vivemos mais no Litoral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A Ministra da Coesão, interpretando os dados dos Censos declarou à imprensa que estando nós num período especial de investimento, cita-se, «vamos precisar de muita mão de obra, de muitos trabalhadores». A governante acredita que isso só se consegue, atente-se, «com uma política muito activa de atracção de imigrantes e tratando-os bem”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Mas essa política há-de ser uma estratégia concertada com a União Europeia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Projectos de integração de pessoas refugiadas ou emigrantes no meio rural há-os por aí, mas, como parece ser opinião transversal dos dirigentes das Comissões de Coordenação e Desenvovimento é preciso conhecer de perto a realidade do território, trabalhar em conjunto, investir mais e melhor e captar gente qualificada.  Também se regista  uma maior concentração da população junto da capital.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;As opiniões dos estudiosos dividem-se. Universidades e institutos politécnicos poderão ser um factor instrumental de coesão do território nacional. Outros, defendem a construção de ligações com ferramentas de futuro. Desde o ensino à telemedicina, das redes de comunicação aos serviços. Pois, como alguém disse, quem vai para o interior “também tem de saber onde vai criar os filhos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Há investigadores em desenvolvimento regional, para os quais a solução passa pela “criação de rendimento”.  Dizem que trabalho mal remunerado não potencia o desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Outra das medidas para dinamizar os territórios do interior passará pela questão das portagens, deixando de ser um custo acrescido. Somos um país de gente com muitas ideias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Para mim há mais uma causa que contribuiu também, indirectamente, para o despovoamento do nosso Concelho. O fim do SMO – Serviço Militar Obrigatório. O Campo Militar de Santa Margarida nada tem a ver com a realidade dos anos 90, por exemplo. Nem o polígono de Tancos. Havia ali no CMSM uma população móvel de cerca de 5000 pessoas ou seja, 131,5% acima da população actual do nosso concelho. Estão a imaginar o impacto dessa população do Campo e do Polígono na economia do nosso concelho?  É matéria para outro artigo mas específico.&lt;img src=&quot;https://i0.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/08/Foto3.jpg?resize=720%2C930&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Rua da Misericórdia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Soluções para combater o despovoamento? Uma solução para combater o despovoamento passará pela descentralização de serviços. Um dos incentivos à fixação das pessoas pode ser a manutenção da isenção das taxas de urbanismo, seja para construção seja para recuperação de imóveis, enquanto medida de discriminação positiva. Seria o caso da freguesia de Santa Margarida da Coutada, nos lugares onde é mais acentuada a perda de população. Uma outra medida: a diminuição do preço dos lotes para um valor apenas simbólico. Não apenas em Malpique. Outra medida: defender mais projectos através da Tagus e da associação de agricultores para dar a conhecer aos jovens as potencialidades endógenas do Ribatejo Interior, fomentando a criação de dinâmicas de empreendedorismo na região, e conhecer boas práticas de luta contra a desertificação e transferência de conhecimentos para o nosso território.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Promover a formação profissional no concelho?  Para formar artífices, etc. Joaquim Serras presidente da centenária ACE, Associação Comercial e Empresarial da nossa região de Abrantes em entrevista recente à imprensa regional apesar de irónico, foi certeiro: “Na zona do Médio Tejo não há falta de emprego. Se alguém quer contratar não há pedreiros; não há serventes; não há canalizadores; não há serralheiros; não há soldadores; não há contabilistas; não há cozinheiros. Não há pessoas para trabalhar portanto não há desemprego. Se formos ao Centro de Emprego a taxa de desemprego deveria ser zero porque colocamos anúncios e não existem pessoas para trabalhar».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A desertificação tem consequências desde logo na manutenção e uso dos espaços rurais colocando várias áreas agrícolas e florestais ao abandono aumentando o risco de propagação de incêndios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt; resposta para inverter o despovoamento e a desertificação do território do nosso concelho passa pela qualidade dos nossos autarcas, pela sua competência política.  O desafio é enorme dada a situação pandémica.  O plano de Recuperação e Resiliência e a agenda 2030 exigem mais do que uma iniciação autárquica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não há carta estratégica (não interessa o nome do plano), por mais bem definida que esteja na priorização das sua metas e objectivos que funcione sem «cultura colaborativa».  Sabem o que é isso?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A minha proposta da marca «Constância» enquanto produto turístico e criação de uma entidade de «participações locais»  passa por aí. Não há soluções rápidas. O caminho faz-se caminhando, como diria o grande poeta castelhano Antonio Machado:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;«Caminante, son tus huellas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;el camino y nada más;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;caminante, no hay camino,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;se hace camino al andar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Al andar se hace el camino,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;y al volver la vista atrás&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;se ve la senda que nunca&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;se ha de volver a pisar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Caminante no hay camino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;sino estelas en la mar.»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;strong&gt;José Luz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;em&gt;(Constância).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;em&gt;PS – não uso o dito AOLP. Voltando ao título encimado. O que falhou? E como seguir em frente? Se não há debate sério sobre estas questões, não há futuro. Há mais passado e mais presente. Há mais ruas vazias, sem vida.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Thu, 29 Jul 2021 06:42:00 GMT</pubDate>
  <title>O falo caído imagem de uma presidência por terras de Constância...</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/o-falo-caido-imagem-de-uma-presidencia-5991482</link>
  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAEmHQnHwAAAAESABAAev%2B0eThOQES8RzyZdUht0A%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6IjdiNWE0ZWQ0ZGNlNTQ1ZmI5MmEzNjNlOTg1OTQ5ZDA1IiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjI3NTQwODU3LCJleHAiOjE2Mjc1NDE0NTcsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.hAFfFYtuXCdvfeyfJJR19Cock6SQR7JBQyUkXKjcZlinwxZ8yszPVSvKQKxAiP-rBPcW_x-W0WWDqPeTJa9P7WJu1SeWLvNcG07r9-W2eZz70oM_GOMxtHhifMiHq8BeeFWBR7tyGh2OGCpiX5fUdGSewnOyyIOYmsqNtr3Hw3Fef09OPpppOgQ_OMr_9wV5pxhoZqsMYDKhZV0G0dz9pCe0C1G_oyQh6GlS0nY_byURUE19_0wEm9GWzOLZoIpcwUV2Zb34710K77KZ20YkKhF41spvmpTT8tX83HIgXx3KoRZHi-d0UzeIn7Hsv5gKPN1WprSOA_d-m1GZBIRj9A&amp;amp;X-OWA-CANARY=IzerYoTJTkmiVJTvQ-KRVQCjUedbUtkYKJah5XZ1cAfpsK1Ay8T-WQ4YrlVXwCf6LvCKFLnsPGc.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=20210719002.04&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Camião invadindo a Praça Alexandre Herculano, do centro histórico de Constância, no dia 26 de Julho de 2021. Foto do grupo + Constância do Facebook.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O falo era adorado pelos povos antigos como um símbolo da  fecundidade da natureza.  Sabe-se que constitui um tema recorrente na psicanálise  enquanto signo de poder. O que não se sabia era que o falo caído pode ser a imagem de um executivo sem visão nem ambição, impotente para erguer sequer um &quot;frade&quot;, colunelo que um camião derrubou porque a autarquia não há meio de corrigir a sinalética e a toponímia , permitido a existência de duas ruas com a mesmo nome na mesma freguesia. Uma a norte e outra a sul, nomeadamente, do Tejo. A imagem do falo caído, resulta de um acidente recente de viação, contra o vetusto pelourinho do centro histórico da vila de Constância. Desleixo de uma autarquia que permite que por engano haja camiões destinados  à margem sul, da CAIMA,  a  entrarem na margem norte, na zona de protecção e salvaguarda. O inevitável, aconteceu. Este acidente contra aquele imóvel de interesse público é mais um acto resultante da negligência deste executivo para com a defesa do património. Há trapeiras a desaparecer num lado e a aparecer no outro e uma lamentável descaracterização da vila, com especial incidência no casario. A falta de protecção do património pode fazer recuar o Governo na classificação do centro histórico? Não sabemos para já. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;450 sobre a autonomia do  nosso concelho  e de elevação   a Vila da povoação (data ignorada pela câmara) será que  no actual território  existe coesão territorial económica e social?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Ou, pelo contrário, existem três freguesias, três comunidades autónomas sem interacções, laços ou relações significativas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A separação entre Constância e o &quot;outro lado do Tejo&quot;  foi uma evidência até muito recentemente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;E hoje? O que mudou?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Como avaliar o actual nível de coesão?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Quais os indicadores de avaliação?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;E o caso da Pereira? Deixou de ser considerada aldeia pela mão do PDM...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A falta de uma ponte com boas acessibilidades  e rápido fluxo rodoviário não estará a impedir o desenvolvimento do concelho? Um concelho dividido pelas águas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Qual a alternativa na impossibilidade da construção de uma nova ponte a médio prazo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Reforma administrativa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Haverá uma terceira via? Como potenciar a zona de servidão militar? Trazendo investimentos de larga escala para aqui, a nível científico e tecnológico? Atraindo mão de obra qualificada? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O problema existe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Fugir dele não é solução.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Nesta maré de recuperação económica devido à  pandemia, pergunto:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;-Que fez a nossa assembleia municipal de Constância para informar a comunidade sobre as oportunidades do Plano de Recuperação e Resiliência? As verbas já estão a chegar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É urgente a recuperação económica dos nossos comerciantes e empresários.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; Podemos e devemos trabalhar a duas velocidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A curto e médio prazo e a longo prazo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Para ser sincero, estes autarcas que estão no poder dizem-me pouco ou  quase nada. Não os conheço na sua maioria. Nem me identifico  com a leitura minimalista e corporativa que fazem do exercício do poder local.  E não sinto interesse em dialogar com os mesmos. Dialogar o quê? Não vejo nada de atractivo  nas suas  intenções políticas. O recandidato vem falar de medidas para o próximo mandato as quais poderão integrar qualquer programa de qualquer partido. Fixar pessoas,  mais empresas e apostar numa praia, etc é coisa que fica bem em qualquer território do interior, com características semelhantes ao nosso. Mas qual é a visão estratégica?  Para mim o futuro só pode passar pela educação a um nível de excelência. A oferta pós secundário  há-de polarizar as respostas.  Enquanto essa realidade não chega temos de nos organizar em torno do nosso potencial turístico e cultural, apostando num produto turístico como seja a proposta que já tornei pública da marca &quot;Constância&quot;. O plano de desenvolvimento terá de trabalhar a duas velocidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;António Mendes teve a oportunidade de gerir o concelho no tempo das vacas gordas e de sair como Comendador . As novas gerações &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;de autarcas locais apresentam-se com muita vontade para falar e pouca para trabalhar..&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Esta inércia mata.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tenho ouvido diversos constancienses e posso dizer que há um sentimento de tristeza e de desilusão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sentem a sua/ nossa vila... morta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É por eles e pelos nossos que estou disponível  para combater os &quot;mornos&quot; que não trouxeram mais valias para a nossa qualidade de vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Trouxeram tristeza e inércia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não, obrigado!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A valorização do nosso território  tem sido um desafio &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; para os poderes central e local ao longo destes 45 anos de autonomia das autarquias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A existência de  diferentes velocidades no que concerne ao desenvolvimento tem conduzido as políticas no sentido de uma aposta na convergência dos territórios com a mobilidade, política, economia e emprego. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Há uma corrente que defende precisamente &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;a convergência de territórios e não a valorização ou coesão territorial.  O argumento radica no facto das  regiões se desenvolverem a diferentes velocidades, defendem. As regiões seriam assim objecto de  análise , caso a caso, na medida dos desafios geográficos, políticos e sociais, em que estejam inseridas. A agenda do desenvolvimento assume  assim uma perspectiva construtivista que, na aparência nada parece ter de censurável.   Só na aparência., claro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://i2.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/falo-constancia-caido.jpg?fit=543%2C720&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Colunelo (&quot;frade&quot;) do Pelourinho de Constância, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;derrubado por  um camião, no dia 26 de Julho de 2021. Foto de Ricardo Escada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Recordo que o município de Constância, pela voz do seu antigo presidente, António Mendes, esteve na vanguarda da contestação da lei do fundo de equilíbrio financeiro  que por via dos seus critérios, penalizava os municípios mais pequenos e de baixa densidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Temos aí um ministério dito da coesão territorial que prevê acções de promoção das diferenças entre os territórios de baixa densidade e superior.  A criatividade dos nossos governantes não tem fim...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Encontra-se aprovado pelo Conselho Europeu, nomeadamente, o plano de recuperação e resiliência português. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Quais os projectos de investimento dos nossos actores locais e regionais? Como dizia a ministra da área recentemente &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&quot;O PRR será tanto mais do nosso território, do nosso interior, quanto maior for a capacidade de execução na eficiência energética, na habitação, na área da saúde, na área dos transportes&quot;. Grande parte destas verbas não têm beneficiários identificados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É já notícia que Portugal vai receber treze por cento das verbas do PRR nos próximos dias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Alguém conhece a estratégia da assembleia municipal de Constância para a aplicação e eficaz divulgação  do PRR?   &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;As políticas decorrentes deste plano deveriam chegar a todas as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Para que serve uma assembleia que não é voz  nem porta de acesso  a este extraordinário  instrumento  de financiamento colectivo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;As verbas do PRR e do programa Portugal 2030,  totalizam 40 mil milhões de euros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Uma parte importantíssima destas verbas vai ser executada através dos programas operacionais regionais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não há tempo a perder  com autarcas  sem  ambição e visão. Temos de aproveitar  as verbas que aí vêm. Temos de erguer o &quot;colunelo&quot; e provar ao senhor da terra do &quot;eu tinha falo&quot; que é possível ser  muito mais activo e vigoroso...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;PS- Não uso o dito AOLP.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
  <category>josé luz</category>
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  <pubDate>Sat, 24 Jul 2021 14:03:00 GMT</pubDate>
  <title>Marca &quot;Constância&quot; um sonho apenas a dois passos...</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/marca-constancia-um-sonho-apenas-a-dois-5984087</link>
  <description>&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Marca &quot;Constância&quot; um sonho&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;apenas a dois passos...&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A criação de um produto turístico designado por marca &quot;Constância&quot;  mantém a sua actualidade enquanto projecto  possível para o desenvolvimento do território do concelho de Constância e  zonas limítrofes. &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Hoje em dia o conceito de &quot;produto&quot; está desligado da designação tradicional, aparecendo de uma forma generalizada nos mais variados sectores da actividade económica. Fala-se em &quot;produto turístico&quot; e  bem. É possível, num determinado território,  combinar elementos materiais e imateriais e direccioná-los para uma actividade específica que abranja tudo o que uma pessoa possa consumir  utilizar,  observar, experimentar  durante uma viagem ou estadia. Essa actividade própria pode englobar:  o património existente nesse território, os equipamentos e as infra-estruturas, e as atracções. O &quot;produto turístico&quot;  ficará completo com a chamada acessibilidade ao &quot;destino turístico&quot;.  O consumidor, em suma, acaba por adquirir uma combinação de actividades, como por exemplo, o produto &quot;Constância&quot;. Este poderia ser constituído por canoagem, trilhos,  estabelecimentos hoteleiros,  transporte, animação, restauração, organização de viagens, montra digital com oferta de comércio e serviços variados, visitas a ruínas e Monumentos (Alcolobre,  Torre, Terra Fria, Igrejas paroquiais  e  da Misericórdia, capelas multiseculares, Pelourinho, cruzeiros, monumento a Camões),  visitas a  locais de cultura, ciência e de lazer (Casa-Memória  de Camões, Jardim-Horto de Camões, Parque ambiental e Borboletário, Centro de Ciência Viva), participação em fóruns camonianos, certames do livro e de antiguidades, feira camoniana, a título de exemplo..&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Em 2013 tive um sonho:  a marca &quot;Constância&quot;, como produto turístico. A criação de uma entidade de &quot;participações locais&quot; com a intervenção do município e das entidades privadas, pode bem ser o  motor de desenvolvimento turístico local. A promoção da marca assente num conceito válido  foi ideia que desenvolvi então, em 2013.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tudo passa por um calendário fixo de actividades com pacotes de oferta promocional.  O marketing ficaria a cargo da entidade com &quot;participações locais&quot;. De futuro, o município, retirar-se-ia, gradualmente, de cena.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É urgente criar-se uma marca  que leve ao desenvolvimento turístico e cultural do nosso território. O formato que a minha candidatura definiu em 2013 implicava que o poder autárquico tivesse de partilhar tomadas de decisão com a sociedade civil. É por isso que os partidos  fogem da proposta como o diabo da cruz. Não querem perder o controlo do poder.  A lógica dos partidos é supra-concelhia. Os autarcas não têm vontade  política própria. Salvo raras excepções. Só com pessoas auto-confiantes e forte poder carismático se poderá construir uma onda renovadora...&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É preciso acreditar e sonhar.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O novo hotel de Constância pode bem fazer parte desse sonho e dessa criatividade.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Este percalço da pandemia não pode fazer recuar a iniciativa do desenvolvimento.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A prioridade de momento é a recuperação económica do comércio e das nossas empresas.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Mas sem se perder de vista uma visão estratégica a médio e longo prazos.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Sem uma equipa forte e coesa não há projecto que resista.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Dessa equipa tem de fazer parte a comunidade.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não queremos homens &quot;providenciais&quot;  que por tudo e por nada gritam em defesa  da honra ou que  façam o saneamento político  de toda a equipa mantendo-se apenas a si próprios no barco... que se prepara para acolher novos migrantes até ao próximo saneamento.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Não há tempo a perder com experiencialismos nem com aprendizes.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A pandemia deu cabo de nós.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Precisamos de gente forte para que não venha novo Vate cantando como outrora:&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&quot;As terras sem defesa, esteve perto&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;De destruir-se o Reino totalmente;&lt;br /&gt;Que um fraco Rei faz fraca a forte gente.&quot;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Pré-visualização da imagem&quot; src=&quot;https://attachment.outlook.live.net/owa/MSA%3Aporabrantes%40hotmail.com/service.svc/s/GetAttachmentThumbnail?id=AQMkADAwATY0MDABLWE3MjIALWNmMGMtMDACLTAwCgBGAAADwgLagGIxCUGGpDfl1GgMRAcArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAAAgEMAAAArl06NV9p40u%2Fmh683mNQVwAElQltmQAAAAESABAAqJbH09Vlhk2GpocnZLV8qQ%3D%3D&amp;amp;thumbnailType=2&amp;amp;isc=1&amp;amp;token=eyJhbGciOiJSUzI1NiIsImtpZCI6IjMwODE3OUNFNUY0QjUyRTc4QjJEQjg5NjZCQUY0RUNDMzcyN0FFRUUiLCJ0eXAiOiJKV1QiLCJ4NXQiOiJNSUY1emw5TFV1ZUxMYmlXYTY5T3pEY25ydTQifQ.eyJvcmlnaW4iOiJodHRwczovL291dGxvb2subGl2ZS5jb20iLCJ1YyI6ImI3NjU5ZTJhYmQ1YjRhMjBhODU0NzZmMDA4MzFhYTRkIiwidmVyIjoiRXhjaGFuZ2UuQ2FsbGJhY2suVjEiLCJhcHBjdHhzZW5kZXIiOiJPd2FEb3dubG9hZEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJpc3NyaW5nIjoiV1ciLCJhcHBjdHgiOiJ7XCJtc2V4Y2hwcm90XCI6XCJvd2FcIixcInB1aWRcIjpcIjE3NTkyMjE0MDg1MTc5MDBcIixcInNjb3BlXCI6XCJPd2FEb3dubG9hZFwiLFwib2lkXCI6XCIwMDA2NDAwMC1hNzIyLWNmMGMtMDAwMC0wMDAwMDAwMDAwMDBcIixcInByaW1hcnlzaWRcIjpcIlMtMS0yODI3LTQwOTYwMC0yODA0MDc2MzAwXCJ9IiwibmJmIjoxNjI3MTM1MTg4LCJleHAiOjE2MjcxMzU3ODgsImlzcyI6IjAwMDAwMDAyLTAwMDAtMGZmMS1jZTAwLTAwMDAwMDAwMDAwMEA4NGRmOWU3Zi1lOWY2LTQwYWYtYjQzNS1hYWFhYWFhYWFhYWEiLCJhdWQiOiIwMDAwMDAwMi0wMDAwLTBmZjEtY2UwMC0wMDAwMDAwMDAwMDAvYXR0YWNobWVudC5vdXRsb29rLmxpdmUubmV0QDg0ZGY5ZTdmLWU5ZjYtNDBhZi1iNDM1LWFhYWFhYWFhYWFhYSIsImhhcHAiOiJvd2EifQ.T0uZ0Ph4e16wWsdNxBKKfHMaNYMvfEgC14Q-i2R26hrxv4fuEcdmYcWTn80dPbcfRmbMlK2EJskQhtjA0SvwLOXzAyjT0azNEsiO1P1tUHMijKYfR9bwAAGZekiXweorBoKts-S-oOX9BV0sSI_SqUWh9kAjTSamJo-fnvivb5hMlwUqhs-4a6K6gAnBp-R-DT58mGX-hthboDk3jlpOLB2Aj8yiTEsw5S7qSQBzxrmuJPsHCgfxcX4eQfEYYJnog07l0kKkHGSyW8eqN5vUUGFSBIBFrdbYdoT0dEsVn0np1ZwPF2zn4QPv7htCZtionakvc1aseoUKopm-O-HEdA&amp;amp;X-OWA-CANARY=OEzUO4hBf0SvjohQmXKxVEBGdeWrTtkYpmJpyPYRJttrIpWANeNBAbjyOmLIqofcvod5i7j69GM.&amp;amp;owa=outlook.live.com&amp;amp;scriptVer=20210711001.05&amp;amp;animation=true&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;PS- não uso o dito AOLP.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Foto de Ricardo Escada. Vista geral do Outeiro da Conceição.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Fri, 23 Jul 2021 17:31:00 GMT</pubDate>
  <title>Dedicado ao José Luz, Presidente do Conselho Fiscal da Casa de Camões:</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/dedicado-ao-jose-luz-presidente-do-5982441</link>
  <description>&lt;p&gt;Dedicado ao José Luz, Presidente do Conselho Fiscal da Casa de Camões:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://omirante.pt/cavaleiro-andante/2021-07-23-Matias-Coelho-o-espertalhao-das-duzias-c13b1a9f&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Matias Coelho, o espertalhão das dúzias no Mirante&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a redacção &lt;/p&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Wed, 14 Jul 2021 19:20:00 GMT</pubDate>
  <title>«Ring a Ring o’ Roses» em Constância…</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/ring-a-ring-o-roses-em-constancia-5967565</link>
  <description>&lt;p&gt;Dizem existir nas obras de Paula Rego uma história a ser contada, o suspense, para lá da obra em si – origjnal – que lhe serve de inspiração. As histórias alimentam-na e ela alimenta-as, por sua vez.  Ainda que de forma efémera e subtil, o poder da arte está presente nas criações artísticas, com as suas influências no ser humano.&lt;img src=&quot;https://i2.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-1_ring.jpg?resize=755%2C1024&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;Capa do catálogo da XI Exposição Primavera, da «Galeria de Constância», 1991.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A criadora Paula Rego, é sabido, tem-se inspirado desde cedo, na literatura oral ou escrita, nas artes pictórica, musical ou mesmo cinematográficas. Em 1990 aceitou ser a primeira artista associada da «National Gallery» londrina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No ano anterior  a esta sua ascensão esteve exposta na «Galeria de Constância» de boa memória, a sua obra «&lt;a&gt;Ring-a-Ring o’Roses (1989)&lt;/a&gt;. As imagens, fortemente desenhadas integram o portefólio ‎&lt;em&gt;‎de «Rimas ‎&lt;/em&gt;‎do berçário» decorrente dos desenhos que Paula Rego criou para o segundo aniversário da sua neta Carmen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As rimas inspiradoras…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;em&gt;«Ring a Ring O’ Roses,&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;A pocketful of posies,&lt;br /&gt;Atishoo! Atishoo!&lt;br /&gt;We all fall down!»&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Traduzindo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ring-a-ring o’Roses&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um bolso cheio de «posies»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A-tishoo! A-tishoo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos nós caímos (1)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acredita-se que esta rima foi uma paródia macabra alusiva à Grande Peste que varreu as Ilhas Britânicas em 1665.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o sumário da obra «Ring-a-Ring o’Roses (1989)», a autora já em pequena terá sentido um prazer especial em ver as gravuras de Gustave Doré, do «Inferno» de Dante…&lt;img src=&quot;https://i0.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2_-ring.jpg?resize=1024%2C993&amp;amp;ssl=1&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&apos;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;&apos;Ring O’ Roses&apos;&apos;1( 1989) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 8pt;&quot;&gt;de Paula Rego, exposto  na «Galeria de Constância» em 1991.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existem pelo menos três versões diferentes da música para «Ring a Ring o’ Roses». Todas elas construídas numa lógica de quadratura simples, de roda. Melodias simples, assim como letras fáceis e padrões silábicos, ajudam a música a ficar na nossa mente. A imagem daquele quadro também ficou na minha mente, desde o primeiro momento…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sua autora continua ainda hoje a suscitar tanto a admiração quanto o embaraço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde a sua primeira exposição em Lisboa nos anos 60 na Sociedade Nacional de Belas Artes que se encontram presentes nas suas criações, de forma subjacente, leia-se, alguns princípios de que serão exemplos: desmontar jogos de poder, denunciar o autoritarismo dos políticos, a hipocrisia, expor o sofrimento no amor e a sexualidade encapotada, exaltar o poder feminino, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«Se tivesse ficado em Portugal possivelmente teria sido uma bêbada profissional» (sendo homem, claro, teria sido um bêbado importante). Palavras que Paula Rego «desenhou» ´para uma entrevista a Livingstone, então comissário da retrospectiva realizada no Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em 2007. Eu acrescentaria até: se tivesse ficado em Portugal e em particular na vila de Constância, onde expôs em 1991 a sua dança macabra, a autora teria sido uma autarca ou, quiçá, consultora cultural municipal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ocorre-me aqui citar bem a jeito, algumas sentenças escritas pela saudosa amiga, Manuela de Azevedo, fundadora da Associação da Casa de Camões. (2009), cuja divulgação devemos ao Museu Nacional da Imprensa em particular. É assim que, sem meias palavras e de forma assertiva, a antiga escritora e jornalista, dizendo o que lhe vai na alma sobre a actualidade política da vila de Constância, diz também muito do que é a visão limitada e por vezes corporativa dos meios pequenos em que vigora com alguma facilidade o caciquismo tradicional. Razões de uma outra grande mulher que, ao invés de ter sido acolhida por um país estrangeiro, persistiu em ficar por cá…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Oiçamos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;«O programa cultural da Casa de Camões em Constância merecia que as duras turbulências políticas dos últimos anos o não atingissem. Todavia sempre vai havendo verba para festivais de música «pop», a que ocorrem milhares de festivaleiros, fortalecendo o que de mais minimizante possui a cultura de um povo deixando sem resposta a boa vontade do esforço de quem tenta que Portugal suba a par do conceito das nações civilizadas. Na verdade, valham-nos os cérebros portugueses que no estrangeiro sobem ao grau de classificação dos primeiros».  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sabemos se a nossa fundadora estaria a citar a Paula, mas pode depreender-se que não a excluiria do seu pensamento, por certo. A «Galeria de Constância» ficava mesmo ali ao lado da Casa-Memória.  A obra de Paula Rego esteve exposta na Primavera de 1991.  Tratou-se de mais uma exposição colectiva, em que participaram ainda: Cruzeiro Seixas, Raúl Perez, Sérgio Telles, Augusto Barros, Lucília Moita e Santos Lapa. A década de 90 foi uma espécie de período dourado cultural, em que estiveram muito activos quer a «Galeria de Constância» de José Ramôa Ferreira, quer o Centro Internacional de Estudos Camonianos. Foi também a década da emergência e explosão da comunicação social local.&lt;/p&gt;
&lt;figure class=&quot;wp-block-image size-large&quot;&gt;&lt;div class=&apos;ljparseerror&apos;&gt;[&lt;b&gt;Error:&lt;/b&gt; Irreparable invalid markup (&apos;&amp;lt;img [...] aperture&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;credit&amp;quot;:&amp;quot;r&amp;gt;&apos;) in entry.  Owner must fix manually.  Raw contents below.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;width: 95%; overflow: auto&quot;&gt;&amp;lt;p&amp;gt;Dizem existir nas obras de Paula Rego uma história a ser contada, o suspense, para lá da obra em si – origjnal – que lhe serve de inspiração. As histórias alimentam-na e ela alimenta-as, por sua vez.  Ainda que de forma efémera e subtil, o poder da arte está presente nas criações artísticas, com as suas influências no ser humano.&amp;lt;img src=&amp;quot;https://i2.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-1_ring.jpg?resize=755%2C1024&amp;amp;ssl=1&amp;quot; /&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size: 8pt;&amp;quot;&amp;gt;Capa do catálogo da XI Exposição Primavera, da «Galeria de Constância», 1991.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;A criadora Paula Rego, é sabido, tem-se inspirado desde cedo, na literatura oral ou escrita, nas artes pictórica, musical ou mesmo cinematográficas. Em 1990 aceitou ser a primeira artista associada da «National Gallery» londrina.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;No ano anterior  a esta sua ascensão esteve exposta na «Galeria de Constância» de boa memória, a sua obra «&amp;lt;a&amp;gt;Ring-a-Ring o’Roses (1989)&amp;lt;/a&amp;gt;. As imagens, fortemente desenhadas integram o portefólio ‎&amp;lt;em&amp;gt;‎de «Rimas ‎&amp;lt;/em&amp;gt;‎do berçário» decorrente dos desenhos que Paula Rego criou para o segundo aniversário da sua neta Carmen.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;As rimas inspiradoras…&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;&amp;lt;a&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;«Ring a Ring O’ Roses,&amp;lt;/em&amp;gt;&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;&amp;lt;br /&amp;gt;A pocketful of posies,&amp;lt;br /&amp;gt;Atishoo! Atishoo!&amp;lt;br /&amp;gt;We all fall down!»&amp;lt;/em&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Traduzindo&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Ring-a-ring o’Roses&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Um bolso cheio de «posies»&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;A-tishoo! A-tishoo&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Todos nós caímos (1)&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Acredita-se que esta rima foi uma paródia macabra alusiva à Grande Peste que varreu as Ilhas Britânicas em 1665.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Segundo o sumário da obra «Ring-a-Ring o’Roses (1989)», a autora já em pequena terá sentido um prazer especial em ver as gravuras de Gustave Doré, do «Inferno» de Dante…&amp;lt;img src=&amp;quot;https://i0.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2_-ring.jpg?resize=1024%2C993&amp;amp;ssl=1&amp;quot; /&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;&amp;#39;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size: 8pt;&amp;quot;&amp;gt;&amp;#39;Ring O’ Roses&amp;#39;&amp;#39;1( 1989) &amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/em&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size: 8pt;&amp;quot;&amp;gt;de Paula Rego, exposto  na «Galeria de Constância» em 1991.&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Existem pelo menos três versões diferentes da música para «Ring a Ring o’ Roses». Todas elas construídas numa lógica de quadratura simples, de roda. Melodias simples, assim como letras fáceis e padrões silábicos, ajudam a música a ficar na nossa mente. A imagem daquele quadro também ficou na minha mente, desde o primeiro momento…&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;A sua autora continua ainda hoje a suscitar tanto a admiração quanto o embaraço.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Desde a sua primeira exposição em Lisboa nos anos 60 na Sociedade Nacional de Belas Artes que se encontram presentes nas suas criações, de forma subjacente, leia-se, alguns princípios de que serão exemplos: desmontar jogos de poder, denunciar o autoritarismo dos políticos, a hipocrisia, expor o sofrimento no amor e a sexualidade encapotada, exaltar o poder feminino, entre outros.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;«Se tivesse ficado em Portugal possivelmente teria sido uma bêbada profissional» (sendo homem, claro, teria sido um bêbado importante). Palavras que Paula Rego «desenhou» ´para uma entrevista a Livingstone, então comissário da retrospectiva realizada no Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em 2007. Eu acrescentaria até: se tivesse ficado em Portugal e em particular na vila de Constância, onde expôs em 1991 a sua dança macabra, a autora teria sido uma autarca ou, quiçá, consultora cultural municipal.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Ocorre-me aqui citar bem a jeito, algumas sentenças escritas pela saudosa amiga, Manuela de Azevedo, fundadora da Associação da Casa de Camões. (2009), cuja divulgação devemos ao Museu Nacional da Imprensa em particular. É assim que, sem meias palavras e de forma assertiva, a antiga escritora e jornalista, dizendo o que lhe vai na alma sobre a actualidade política da vila de Constância, diz também muito do que é a visão limitada e por vezes corporativa dos meios pequenos em que vigora com alguma facilidade o caciquismo tradicional. Razões de uma outra grande mulher que, ao invés de ter sido acolhida por um país estrangeiro, persistiu em ficar por cá…&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Oiçamos:&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;«O programa cultural da Casa de Camões em Constância merecia que as duras turbulências políticas dos últimos anos o não atingissem. Todavia sempre vai havendo verba para festivais de música «pop», a que ocorrem milhares de festivaleiros, fortalecendo o que de mais minimizante possui a cultura de um povo deixando sem resposta a boa vontade do esforço de quem tenta que Portugal suba a par do conceito das nações civilizadas. Na verdade, valham-nos os cérebros portugueses que no estrangeiro sobem ao grau de classificação dos primeiros».  &amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Não sabemos se a nossa fundadora estaria a citar a Paula, mas pode depreender-se que não a excluiria do seu pensamento, por certo. A «Galeria de Constância» ficava mesmo ali ao lado da Casa-Memória.  A obra de Paula Rego esteve exposta na Primavera de 1991.  Tratou-se de mais uma exposição colectiva, em que participaram ainda: Cruzeiro Seixas, Raúl Perez, Sérgio Telles, Augusto Barros, Lucília Moita e Santos Lapa. A década de 90 foi uma espécie de período dourado cultural, em que estiveram muito activos quer a «Galeria de Constância» de José Ramôa Ferreira, quer o Centro Internacional de Estudos Camonianos. Foi também a década da emergência e explosão da comunicação social local.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;figure class=&amp;quot;wp-block-image size-large&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;img class=&amp;quot;wp-image-56387 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled&amp;quot; src=&amp;quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?resize=1024%2C683&amp;amp;ssl=1&amp;quot; sizes=&amp;quot;(max-width: 1024px) 100vw, 1024px&amp;quot; srcset=&amp;quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?resize=1024%2C683&amp;amp;ssl=1 1024w, https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?resize=300%2C200&amp;amp;ssl=1 300w, https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?resize=768%2C512&amp;amp;ssl=1 768w, https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?resize=1536%2C1024&amp;amp;ssl=1 1536w, https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?resize=480%2C320&amp;amp;ssl=1 480w, https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?resize=750%2C500&amp;amp;ssl=1 750w, https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?w=2048&amp;amp;ssl=1 2048w&amp;quot; alt=&amp;quot;&amp;quot; width=&amp;quot;1024&amp;quot; height=&amp;quot;683&amp;quot; data-attachment-id=&amp;quot;56387&amp;quot; data-permalink=&amp;quot;https://maisribatejo.pt/2021/07/11/ring-a-ring-o-roses-em-constancia/foto-3-ring/&amp;quot; data-orig-file=&amp;quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?fit=2048%2C1365&amp;amp;ssl=1&amp;quot; data-orig-size=&amp;quot;2048,1365&amp;quot; data-comments-opened=&amp;quot;1&amp;quot; data-image-meta=&amp;quot;{&amp;quot;aperture&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;credit&amp;quot;:&amp;quot;R . ESCADA&amp;quot;,&amp;quot;camera&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;caption&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;created_timestamp&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;copyright&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;focal_length&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;iso&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;shutter_speed&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;title&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;orientation&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;}&amp;quot; data-image-title=&amp;quot;Foto-3-ring&amp;quot; data-image-description=&amp;quot;&amp;quot; data-medium-file=&amp;quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?fit=300%2C200&amp;amp;ssl=1&amp;quot; data-large-file=&amp;quot;https://i1.wp.com/maisribatejo.pt/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-ring.jpg?fit=1024%2C683&amp;amp;ssl=1&amp;quot; data-recalc-dims=&amp;quot;1&amp;quot; data-lazy-loaded=&amp;quot;1&amp;quot; /&amp;gt;
&amp;lt;figcaption&amp;gt;Imagem parcial da vila de Constância, por Ricardo Escada.&amp;lt;/figcaption&amp;gt;
&amp;lt;/figure&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Manuela de Azevedo, já no final da sua vida activa cultural, continuava a sonhar com uma comissão de especialistas e mecenas, «capaz de transformar a formosa Constância num grande centro de estudos e turismo como o é hoje Stratford-upon-Avon capaz de envergonhar uma senhora da actual Direcção da Associação da Casa-Memória ao dizer que esta é uma obra do 25 de Abril…». 2009 !&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;Hoje (!) como ontem, sempre podemos cantar, dançando, para evitar as pragas…&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;«Ring a Ring O’ Roses,&amp;lt;br /&amp;gt;A pocketful of posies,&amp;lt;br /&amp;gt;Atishoo! Atishoo!&amp;lt;br /&amp;gt;We all fall down!»&amp;lt;/em&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;José Luz&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;(&amp;lt;em&amp;gt;Constância&amp;lt;/em&amp;gt;)&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;José Luz&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;(&amp;lt;em&amp;gt;Constância&amp;lt;/em&amp;gt;)&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;PS – Não uso o dito AOLP.  A Fundação Mário Soares capturou no seu início, a vários bancos, as verbas que poderiam ter sido destinadas à futura Fundação da Casa-Memória de Camões (revelação de M.A nas suas memórias). O conceito cultural e turístico que existe na Casa-museu de Shakespeare, gerida por uma sociedade, foi discutido na associação de Constância por diversas vezes.  Infelizmente, os intentos da Manuela de Azevedo e de outros membros dos órgãos sociais, de se criar um conceito local semelhante para Camões, não chegaram a ser realizados nunca. A Manuela foi substituída e outros já se afastaram, de cansaço. Não há cultura colaborativa. Sem predisposição pessoal para a inovação, nunca haverá mudança.  Nem com influências dominantes ao sabor dos partidos políticos. A cultura não pode estar ao serviço das ideologias. Esse erro paga-se caro.&amp;lt;/em&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;(1) Há quem afirme que a rima do berçário ‘Ring-a-ring-o’-roses’ é sobre a praga londrina de 1665:&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;-As “rosas” são as manchas vermelhas na pele.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;-Os “posies” são as flores que as pessoas carregavam para tentar afastar a praga.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;-“Atishoo” refere-se aos ataques de espirro de pessoas com peste pneumónica.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt;-“Todos nós caímos” refere-se a pessoas morrendo.&amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt; &amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;p&amp;gt; &amp;lt;/p&amp;gt;
&amp;lt;div class=&amp;quot;code-block code-block-12&amp;quot;&amp;gt;
&amp;lt;div&amp;gt; &amp;lt;/div&amp;gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description>
  <comments>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/ring-a-ring-o-roses-em-constancia-5967565</comments>
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  <category>paula rego</category>
  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sat, 10 Jul 2021 13:16:00 GMT</pubDate>
  <title>Câmara de Constância descaracteriza margens dos rios</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/camara-de-constancia-descaracteriza-5962756</link>
  <description>&lt;div class=&quot;kvgmc6g5 cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;PRESTAÇÃO DE CONTAS 2020&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;DECLARAÇÃO DE VOTO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tratando-se de um documento iminentemente técnico os eleitos da CDU consideram que o mesmo está de acordo com as normas legais em vigor e reflecte o que foi a actividade da Câmara Municipal no ano de 2020 e por essa razão nada temos a opor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Quanto ao conteúdo e no que directamente influi na vida das pessoas, os eleitos da CDU manifestam a sua opinião crítica, essencialmente no que se refere à realização de obras ou apenas alterações sem gosto, sem qualidade, mal feitas ou inacabadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;strong&gt;O POMTEZE, Plano de Ordenamento das Margens do Tejo e do Zêzere foi completamente descaracterizado com a substituição de capeamentos cerâmicos por materiais pobres que imitam o granito, a introdução de gradeamentos e rampas em ferro e a tentativa de melhoramento do Parque Infantil que em nada ficou beneficiado, a substituição do telhado da Estrutura de Apoio no parque de merendas (tasquinha) mantendo as laterais danificadas, são apenas alguns exemplos daquilo que não devia ter sido feito.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A não intervenção no Lago junto ao Restaurante Pezinhos nos Rios, a não colocação de uma cobertura amovível no Anfiteatro dos Rios e a não instalação de cadeiras no mesmo espaço seriam beneficiações que, após ter-se gasto quase 500.000€ naquela obra, teriam enriquecido em muito o bem-estar dos utilizadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O projecto apresentado para a Avenida das Forças Armadas nada nos tranquiliza quanto ao avanço da descaracterização existente no Pomteze. A redução de estacionamento na Avenida e a solução proposta para o Largo Heitor da Silveira nada contribui para a manutenção das características urbanas e ribeirinhas da Vila.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O arranjo de parte da Estrada Militar em Malpique, sem que a mesma reverta para a posse do Município, não é uma solução correcta do ponto de vista patrimonial.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;No ano de 2020 continuou-se a não investir na manutenção dos caminhos florestais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O Gabinete de Saúde Oral, uma responsabilidade do Ministério da Saúde, em que o Município investiu 25.759.00€ continua sem funcionar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A actividade cultural, com as desculpas do Covid, foi inexistente. O Cine-Teatro continua encerrado sem sabermos se está definitivamente pronto a abrir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A rega do Campo de Futebol Municipal, onde foram gastos perto de 10.000€ continua sem funcionar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Apenas com a retirada de 700.000€ de investimento, efectuada com a revisão orçamental de Setembro, foi possível encontrar na Nota Prévia a descrição de “previsões rigorosas” . Caso tal não tivesse acontecido, em vez dos 80% de realização das GOPs pouco se teria ultrapassado os 50% e em vez de falarmos em previsões rigorosas teríamos que falar em previsões desastrosas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Para terminar salientamos como positivo o encerramento do processo do Açude de Santa Margarida e a Extensão de Saúde de Montalvo, que esperamos, tal como em Santa Margarida, tenha os profissionais necessários para manter o seu funcionamento regular, e a “meia” Estrada Militar com as ressalvadas referidas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Pelas razões apontadas os eleitos da CDU não poderão votar favoravelmente, optando pela abstenção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;o9v6fnle cxmmr5t8 oygrvhab hcukyx3x c1et5uql ii04i59q&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Os eleitos da CDU&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Constância, 25 de Junho de 2020&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description>
  <comments>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/camara-de-constancia-descaracteriza-5962756</comments>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Fri, 25 Jun 2021 08:11:00 GMT</pubDate>
  <title>O estado a que chegou a morada de Camões, em Punhete </title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/o-estado-a-que-chegou-a-morada-de-5943250</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 669px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;punh.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B5d184e0c/22112684_oUT0o.png&quot; alt=&quot;punh.png&quot; width=&quot;669&quot; height=&quot;490&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numa arrasadora entrevista ao &apos;&apos;Mirante&apos;&apos;, o amigo José Luz desmascara contundente o &apos;&apos;assalto à Casa de Camões&apos;&apos;, a perda dum património único, a acção da excelentíssima esposa do ex-Presidente Máximo Ferreira, promovida a cacique da coisa por afinidade, e a gestão do actual Presidente.....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://omirante.pt/sociedade/2021-06-24-Casa-de-Camoes-em-Constancia-e-a-morada-da-discordia-dc25d101?fbclid=IwAR3UC4i8qH1K8UvpmXt6VQnbmPg1r1q-5Ky_ZvUpQaCuvkHTyM9H9kQU1uw&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;ler tudo &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>casa de camões</category>
  <category>constância</category>
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  <pubDate>Wed, 16 Jun 2021 11:42:00 GMT</pubDate>
  <title>Monumento aos combatentes de Constância  une esquerda em Constância... com omissões</title>
  <author>porabrantes</author>
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  <description>&lt;p&gt;Mais uma crónica do Zé Luz sobre Constância. Saborosa e acutilante.&lt;/p&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;&lt;strong&gt;Monumento aos combatentes de Constância  une esquerda em Constância... com omissões&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 540px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;received_2790702711168946.jpeg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B01175ae7/22106637_3Wyzh.jpeg&quot; alt=&quot;received_2790702711168946.jpeg&quot; width=&quot;540&quot; height=&quot;720&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Foi com alguma pompa e circunstância provincianas  que a câmara socialista de Constância inaugurou no dia  de Portugal , de Camões e das Comunidades Portuguesas o seu pequeno monumento  &quot;Aos combatentes do Concelho de Constância por Portugal&apos;.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Tal como já tinha publicado, na legenda deste  &quot;monumento&quot; em aço corten (de estética desagradável) não há qualquer referência ao Império nem à Guerra de Espanha.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Já escrevi que não concordo com uma visão assim, selectiva da história.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 960px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;punh.jpeg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bed18dee1/22106638_IFQzI.jpeg&quot; alt=&quot;punh.jpeg&quot; width=&quot;960&quot; height=&quot;720&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;Vou dar dois exemplos que ilustram o meu ponto de vista:&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;- Os militares que foram mobilizados para a defesa do Império não estavam a combater &quot;por Portugal&quot; apenas, mas pela defesa do Império Colonial  e das populações cuja defesa incumbe ao Estado. Aliás, é sintomático que, no Dia de Camões, dia do génio da lusitanidade, se tenha vergonha de cantar &quot;Os Lusíadas&quot; neste &quot;monumento&quot;. Seria  até uma excelente oportunidade consagrar no dito &quot;monumento&quot;  uma legenda assim:&quot; À constância se deve toda a glória&quot;.As novas gerações vão olhar para aquela legenda ( onde faltam letras nos nomes do Concelho e do nosso país, num evidente mau gosto estético) e não vão relacionar o dito com o ultramar, ou com o Império, palavras proibidas no léxico marxista... É, seguramente, caso pensado. &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;- Tomaz Vieira da Cruz foi voluntário na Guerra de Espanha, na luta contra o comunismo de então.  Lutou contra o marxismo. Daí a exclusão que a legenda deste &quot;monumento&quot; faz? Tomaz é uma espinha nos desígnios do marxismo cultural. O seu prestígio internacional não passou ao lado, por exemplo,  da enciclopédia britânica. Mas passou ao lado no discurso do Tenente-general da Liga dos Combatentes o qual não se coibiu de citar Camões, O&apos;Neill e mesmo Lima Couto. É grave. Omitir um dos filhos mais ilustres de Constância, na presença do padre, dos órgãos autárquicos, das associações e daquelas entidade todas, civis, militares, etc. É quase um ultraje à memória deste grande poeta da diáspora, combatente na Guerra civil. É caso pensado.  Só pode ser, como adiante se perceberá. Sobre Tomaz já tinha escrito anteriormente. Deixem-me dizer-vos que também Ernest Hemingway esteve nesta guerra.  Foi correspondente em Madrid.  A sua obra &quot;Por quem os sinos dobram&quot; deve o seu sucesso ao que consta, por causa da experiência deste escritor na luta fratricida de Espanha. &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O Tenente-General que discursou acha que as críticas &quot;de alguns&quot; ao monumento são descontextualizadas. Mas não justifica a sua reacção. Creio que recebeu da câmara algumas dicas... Fala em &quot;visão redutora&quot; de alguns críticos deste monumento. Mas depois acentua que o monumento &quot;foi aprovado por unanimidade no município&quot;. Grande novidade. São todos de esquerda e contra o Império Colonial Português. &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A sua visão da guerra do ultramar coincide em parte com o discurso da esquerda parlamentar. Ouvi tudo. Percebo a sua estratégia em querer desacreditar a nossa política ultramarina.  Onde é que eu já li isto... Estive atento. Ouvi-o falar de Camões e dizer que Camões tratou a nossa vila como vila das flores e dos frutos.  Esta dica deve ter vindo da câmara?  Não dá para acreditar. Falou de O&apos;Neill e de Lima Couto. Nunca citou Tomaz Vieira da Cruz afinal o constanciense que integrou &quot;Os Viriatos&quot; na Guerra de Espanha.  Concordo com o que disse sobre o juramento dos militares, sobre a Pátria, sobre as fragilidades do estatuto do antigo combatente. Todos os oradores tentaram justificar a  &quot;simplicidade&quot; do dito   monumento. Sai mais barato não é?!&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;É notório o incómodo... Afinal nem todos os constancienses estão maravilhados com as latas ferrujentas. Qual é a descontextualização da crítica? Não percebi, de todo. Qual o motivo  do ataque aos impérios?  Então não foram os republicanos que aquando da Revolução decidiram defender o Império? Diz o Sr que a geopolítica mudou muito cedo  e que na prática &quot;corríamos todos em vão&quot;. Só é estranho terem dado por isso já muito tarde ...  O discurso do &quot;bota abaixo&quot; dos impérios caiu muito bem nos ouvidos dos Exmos Vogais dos órgãos autárquicos ali tratados por &quot;deputados&quot;.  Muita pompa a circunstância  e duas latas e meia. Muitos agradecimentos ao Sr presidente que cedeu instalações à liga da sua terra (instalações que não são dele) O que fica de tudo isto? Um tímido e pouco digno &quot;monumento&quot; que não refere o Império nem a Guerra de Espanha.  E vem baralhar os jovens. Ao longo de todo o discurso do militar há  ainda uma reacção à onda que tenta negar o esforço de guerra de Portugal. Há aqui uma ambiguidade.  Aparentemente o orador estará a criticar aqueles que acham que não se devem inaugurar monumentos aos combatentes.  Temos visto alguns deputados e partidos radicais com este discurso no PS, por exemplo... Acontece que o orador disse mais sobre ao que vinha. Disse que o combatente corria por valores em que acreditava ou jurou defender e que os desfechos das guerras lhes são totalmente alheios. Disse que todo o soldado deseja a Paz. E é em nome dessa paz que ele, orador, crê  justificar-se mais este monumento. Pareceu-me um discurso  reactivo e sempre na defensiva.  Por vezes a puxar pela emoção da plateia. Pena é que a legenda do monumento seja selectiva e ideológica. Quem tem medo do Império?&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A Liga tem um objectivo político claro e louvável: pugnar por um estatuto digno para o antigo combatente.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;A câmara municipal, por sua vez, l corre atrás de todas as oportunidades para manter as boas graças do Zé pagode. Desta vez e em dia de Camões choveram convites para toda a gente, associações, colectividades, secretários, tesoureiros, entidades religiosas, civis, militares, militarizadas. Não foi ainda desta vez que se convidou o Conselho Fiscal da Casa de Camões. As boas práticas não são o forte do novel autarca que por razões de quarentena esteve ausente. Desejo-lhe tudo de bom nessa cruzada.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;José Luz (Constância)&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;PS- Não uso o dito AOLP. &lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt;O município de Constância tem uma visão negacionista da nossa história do ultramar que resulta do facto das forças ali representadas serem de esquerda.. Para eles a diáspora portuguesa  não pode ser exaltada. É tabu. A coroa que vão pôr no Camões é parte da encenação de uma peça com vários actores. Camões exaltou o império que eles querem silenciar no &quot;monumento&quot; aos combatentes. É um paradoxo previsível.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;auto&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>constância</category>
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  <pubDate>Sun, 13 Jun 2021 07:23:00 GMT</pubDate>
  <title>Constância, a terra onde os livros de Camões apodrecem</title>
  <author>porabrantes</author>
  <link>https://porabrantes.blogs.sapo.pt/constancia-a-terra-onde-os-livros-de-5920125</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://conteudos.xl.pt/altri-news/a-casa-de-camoes-esta-em-constancia/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Nesta entrevista&lt;/a&gt;, o dr. Matias Coelho, P. da Associação da Casa de Camões disserta sobre sobre os bens deixados a essa casa, pela escritora Manuela de Azevedo e pela bondosa acção da poluidora Caima para com a instituição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas esquece-se duma coisa, a biblioteca que ela legou (a que se juntaram mais preciosas colecções  de livros, como a camoniana Fortes) e que deixaram vergonhosamente  &lt;a href=&quot;https://omirante.pt/sociedade/2021-06-11-Biblioteca-camoniana-ao-abandonona-Casa-Memoria-de-Camoes-2e8b419c?fbclid=IwAR1ZTzSXJI0ZJk_jrAwkPWl5jg2QBoJeaZ2WUpd0y5ZE-SRHFeZN56HTqu4&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;ser destruída por infiltrações de água, como diz no Mirante, José Luz, dos órgãos sociais dessa casa.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 644px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;bib.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Ba2177402/22104681_YFE5v.png&quot; alt=&quot;bib.png&quot; width=&quot;644&quot; height=&quot;417&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dos corpos sociais fazem ainda parte vários autarcas, entre eles o P. da Câmara.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As desculpas de mau pagador encenadas, soam a lérias e não satisfazem ninguém minimamente preocupado com o património cultural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São um insulto a Manuela de Azevedo, uma vergonha total.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como quer Constância ser a pátria de Camões, quando deixa apodrecer a bibliografia do vate ?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ao menos que tivessem vendido os livros nos alfarrabistas, sempre teriam ido parar a quem gosta deles.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre o silêncio sepulcral do PS e da CDU sobre isto, como sobre muitas outras omissões sobre o progressivo empobrecimento do património dessa terra, que temos vindo a noticiar, haveria muito a dizer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas basta com isto: essa gente envergonha-nos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ma   &lt;/p&gt;</description>
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